Conhecer, Ousar, Querer a
Calar são os quatro pilares principais do templo de Salomão, portanto do macro
a do microcosmo sobre os quais foi erigida a sagrada ciência da magia. Relativamente
aos quatro elementos, são estas as características básicas que todo mago deve
possuir se quiser alcançar o grau mais elevado desta ciência.
O saber mágico pode
ser adquirido por qualquer um através de um estudo intenso, e o conhecimento de
suas leis possibilita ao aprendiz alcançar, gradativamente, o estágio mais
elevado da sabedoria.
Querer: É um aspecto da vontade
que só pode ser alcançado com tenacidade, paciência a persistência no estudo
da ciência sagrada a na sua aplicação prática. Quem pretende não só
satisfazer sua curiosidade, mas levar a sério o seu estudo a escalar o caminho
que o levará às mais luminosas alturas, precisará dispor de uma vontade
inquebrantável.
Ousar: Quem não teme sacrifícios
nem obstáculos, a também não dá atenção às opiniões dos outros, mas mantém
o objetivo sempre à sua frente sem se importar se terá sucesso ou fracassará,
receberá a melhor das recompensas.
Calar: Quem gosta de se gabar a
se promover exibindo sua sabedoria, não poderá nunca ser um verdadeiro mago.
Um mago não precisa assumir ares de autoridade, muito pelo contrário, ele se
esforça em não aparecer. Calar é ouro! Quanto mais ele se calar sobre as próprias
experiências e conhecimentos, sem se isolar das outras pessoas, tanto mais
poderes ele obterá da fonte primordial. Portanto, quem quiser obter o
conhecimento e a sabedoria deverá empenhar‑se em adotar essas quatro
qualidades básicas, sem as quais ninguém conseguirá alcançar as coisas
essenciais da magia sagrada.
No segundo grau nós
aprendemos a praticar a concentração dos sentidos, isto é, a induzirmos a
concentração de cada um de nossos sentidos. Nesse grau nós ampliaremos nossa
capacidade de concentração, na medida em que nos fixaremos não só em um único
sentido, mas em dois ou três simultaneamente. Eu gostaria de mostrar aqui
alguns exemplos, através dos quais o próprio aprendiz poderá organizar o seu
trabalho. Imagine plasticamente um relógio de parede com um pêndulo que vai a
vem. A representação imaginária deve ser tão real a ponto de se achar que
existe de fato um relógio na parede. Ao mesmo tempo experimente ouvir o seu
tic‑tac. Tente fixar essa dupla imaginação, da visão a da audição,
durante cinco minutos. No início você só conseguirá fazê-lo durante alguns
segundos, mas com a repetição constante você conseguirá fixá‑las por
mais tempo.
A prática cria o mestre!
Repita essa experiência com algum outro objeto semelhante, talvez um gongo, a
além de tentar ouvir os seus golpes, tente também ver a pessoa que o está
golpeando. Depois tente ver um regato a ouvir o murmúrio das águas. Imagine um
campo de trigo a tente ouvir o som do vento que o varre. Para variar, tente
montar sozinho algumas experiências semelhantes, que considerem dois ou até três
sentidos ao mesmo tempo. Outras experiências com imaginações visuais ou
auditivas também podem ser feitas, considerando‑se por exemplo a visão e
a sensação do toque (tato). Todos os sentidos devem ser desenvolvidos de modo
vital a concentrativo.
Deve‑se conferir um
valor especial à visão, à audição a ao tato, que são muito importantes
para qualquer Progresso na magia. Volto sempre a enfatizar o grande significado
desses exercícios para o progresso em todo o caminho mágico; é por isso que
devemos praticá‑los todos os dias com perseverança. Quando conseguirmos
fixar simultaneamente duas ou três concentrações de sentidos por no mínimo
cinco minutos, então o exercício estará completo. Se o cansaço interferir no
exercício, devemos interrompe-lo a adiá-lo para um momento mais propício,
quando o espírito estiver mais alerta. Além disso devemos evitar adormecer
durante a prática do exercício. Sabe‑se que as primeiras horas da manhã
são as mais propícias para os trabalhos de concentração.
Depois de alcançar um
certo grau de concentração nesses exercícios, fixando dois ou três sentidos
ao mesmo tempo por no mínimo cinco minutos, podemos prosseguir.
Escolha novamente uma posição confortável como
nos outros trabalhos de concentração. Feche os olhos a imagine plasticamente
um lugar bem familiar, como por exemplo uma região, uma casa, uma relva, um
jardim, um campo, um bosque, etc. Fixe essa imagem. Todos os detalhes, como cor,
luz a forma devem ser memorizados. A imagem deve ser muito palpável
plasticamente, como se você estivesse pessoalmente naquele local; nada deve
escapar‑lhe ou ser omitido. Se a imagem lhe fugir do pensamento ou ficar
embaçada, chame‑a de volta tornando‑a nítida novamente. O exercício
estará completo quando você conseguir fixar a manter a imagem plástica na
mente por no mínimo cinco minutos.
Então experimente
acrescentar à mesma imagem uma concentração auditiva. Caso você tenha
imaginado um belo bosque, então ouça o canto dos pássaros, o murmúrio do
regato, o soprar do vento, o zumbido das abelhas, etc. Ao conseguir isso, passe
para a próxima imagem, de modo semelhante. O exercício estará completo quando
você conseguir imaginar cada local, região ou paisagem com dois ou três
sentidos simultaneamente, durante no mínimo cinco minutos. Ao alcançar esse
grau de concentração, tente realizar esses mesmos exercícios com os olhos
abertos, fixando o olhar num ponto determinado ou no vazio. O ambiente físico
ao redor deve deixar de existir para você, e a imagem escolhida deve flutuar
diante de seus olhos como uma miragem. Ao conseguir fixar uma imagem pelo tempo
de cinco minutos, passe para a próxima.
O exercício pode ser
considerado completo quando você conseguir chamar qualquer imagem desejada, com
os olhos abertos, a fixá‑la durante cinco minutos junto com um ou mais
sentidos diferentes. Assim como as imagens de um acontecimento que passam diante
de nós depois da leitura de um romance, essas imagens também deverão ser
visualizadas em qualquer exercício de concentração.
Aprendemos a imaginar regiões
a lugares que já vimos antes ou que já conhecemos. Agora devemos então tentar
visualizar locais e regiões imaginários, Le., que nunca vimos antes. No início
podemos até fazê-lo com os olhos fechados, a ao dominarmos essa técnica, com
dois ou três sentidos ao mesmo tempo ao longo de cinco minutos, com os olhos
abertos. O exercício estará completo quando conseguirmos fixar essa imaginação
com os olhos abertos durante cinco minutos.
Dos objetos inanimados,
locais, regiões, casas a bosques passaremos aos entes vivos. Imaginemos
diversos animais como cães, gatos, pássaros, cavalos, vacas, bezerros,
galinhas, tão plasticamente quanto na concentração dos objetos. Inicialmente
durante cinco minutos com os olhos fechados, a depois com os olhos abertos.
Dominado esse exercício, devemos imaginar os animais em seus movimentos: um
gatinho se lavando, caçando um camundongo, bebendo leite; um cão latindo,
correndo; um pássaro voando, bicando a comida no chão, etc. Estas a outras
combinações semelhantes devem ser escolhidas à vontade pelo aluno, primeiro
com os olhos fechados a depois com eles abertos. Ao conseguirmos fazê-lo
durante cinco minutos sem perturbações, então o exercício estará completo,
a poderemos passar adiante.
Do mesmo modo devemos
proceder quanto aos seres humanos. Primeiro os amigos, parentes, conhecidos,
falecidos, a depois pessoas estranhas que nunca vimos antes. Depois imaginemos
as feições de seus rostos, a cabeça toda, a por último o corpo inteiro
coberto pela roupa. Sempre primeiro com os olhos fechados a depois com os
olhos abertos. A duração mínima de cinco minutos deve ser alcançada antes de
continuarmos, imaginando as pessoas em movimento, portanto, andando, trabalhando
a falando. Fazendo isso com um dos sentidos, por exemplo, a visão, devemos
combiná‑lo com outro, que pode ser a audição, ou a imaginação
auditiva; assim ao imaginarmos a voz da pessoa, devemos ouvi‑la falando.
Devemos nos esforçar em adaptar a imaginação à realidade, por exemplo
imaginar a tonalidade, a velocidade e o ritmo da fala real da pessoa em questão.
Primeiro com os olhos fechados, depois com eles abertos.
Poderemos então dar
prosseguimento a esse exercício imaginando pessoas totalmente desconhecidas a
inventando diversas feições a vozes para elas. Podem ser pessoas de ambos os
sexos e diversas idades.
Imaginemos pessoas de
outras raças, mulheres a homens, jovens a velhos, crianças, como por exemplo,
indianos, negros, chineses, japoneses. Como meios auxiliares podemos usar livros
a revistas ilustradas, assim como fazer visitas aos museus. Depois de alcançarmos
o objetivo de fixar a imagem durante cinco minutos com os olhos fechados a também
com eles abertos, a instrução mágica do espírito, do terceiro grau, estará
completa.
Em todos os exercícios
devemos ter muita paciência, perseverança, constância e tenacidade, para
dominar os mais difíceis. Aqueles alunos que conseguem dispender o esforço
exigido, ficarão muito satisfeitos com as forças obtidas através dos exercícios
de concentração e poderão aprofundá‑las no grau seguinte. Os exercícios
de concentração dessa etapa fortalecem não só a força de vontade e a capacidade
de concentração, mas todas as forças em conjunto, intelectuais a
espirituais, despertam a capacidade mágica do espírito e são imprescindíveis
como pré‑exercício para a transmissão do pensamento, a telepatia, a
viagem mental, a clarividência, a vidência à distância a outros. Sem essas
capacidades o futuro mago não progredirá. Por isso, devemos empenhar todos os
nossos esforços em trabalhar com cuidado a constância.
Antes de iniciar a instrução
desse grau, para que não nos prejudiquemos devemos ter certeza de que em nossa
alma prevalece o equilíbrio astral dos elementos, o que pode ser obtido pela
introspecção e o auto‑domínio. Diante da certeza de não haver nenhum
elemento predominante, devemos, no decurso da evolução, continuar a
trabalhar no aperfeiçoamento do caráter; mas mesmo assim, já podemos passar
ao trabalho corn os elementos, no corpo astral.
Nessa etapa, a tarefa é a
adequação de si mesmo às características básicas dos elementos,
tomando‑os predominantes ou neutralizando‑os novamente. Já
conhecemos a teoria dos efeitos dos elementos a conectaremos a ela a prática,
como segue:
O fogo, corn sua expansão
ou dilatação em todas as direções possui como característica específica o
calor, por isso ele tem a forma esférica. Portanto devemos adequar‑nos
sobretudo a essa característica, de acordo com a nossa constatação, a sermos
capazes de evocá‑la a qualquer momento, na alma a no corpo. No domínio
do corpo escolhemos uma posição na qual podemos permanecer confortavelmente
a sem perturbações. Os hindus chamam essa posição de asana.
Para fins elucidativos,
daqui em diante nós também usaremos essa expressão. Portanto, assuma essa
posição/asana, e pense no ponto central do elemento fogo que envolve todo o
Universo, de forma esférica. Imagine que tudo à sua volta, inclusive todo o
Universo, é feito de fogo. Então comece a inspirar esse elemento corn o nariz
a corn todo o corpo (respiração pelos poros) ao mesmo tempo; respire regular a
profundamente sem pressionar o ar ou forçar o pulmão.
O corpo material denso e o
corpo astral devem assemelhar‑se a um recipiente vazio no qual o elemento
é inspirado, ou melhor, absorvido, a cada inspiração. A cada inspiração o
calor do elemento deve ser aumentado a comprimido no corpo, tomando‑se
cada vez mais incandescente. O calor e a força de expansão devem ser cada vez
mais fortes e a pressão ígnea cada vez maior, até finalmente nos sentirmos
totalmente incandescentes e ardendo em fogo.
Todo o processo de inspiração
do elemento ígneo através do corpo inteiro é naturalmente só imaginário,
a deve ser realizado em conjunto corn a imaginação plástica do elemento. No
início devemos fazer sete inspirações do elemento fogo, acrescentando mais
uma a cada novo exercício. Em média, são suficientes 20 ou 30 inspirações.
Só os alunos mais fortes fisicamente e corn maior força de vontade conseguirão
superar esse limite. Para não ter que contar o número de inspirações devemos
usar o cordão de contas ou de nós, passando um nó ou uma conta adiante a
cada nova inspiração. No começo o calor imaginado é sentido só pela alma,
mas a cada nova experiência a incandescência torna‑se mais perceptível,
tanto na alma quanto no corpo; ela pode aumentar a temperatura de seu corpo
(eventualmente provocando a transpiração) até ao nível da febre. Se
enquanto isso o aluno tiver estabelecido o equilíbrio dos elementos na alma,
então essa acumulação de um elemento no corpo não provocará maiores
danos.
Depois de finalizar o exercício da acumulação
imaginária do elemento fogo, devemos sentir a sua força de incandescência a
de expansão a treinar a seqüência inversa, inspirando normalmente pela boca,
a expirando tanto pela boca quanto pelo corpo todo (expiração pelos poros),
jogando o elemento fogo de volta ao Universo.
Essas respirações para a
expiração do elemento devem ser feitas corn a mesma freqüência com que foram
feitas as respirações anteriores, para a sua inspiração. Se naquele
caso começamos corn sete respirações, então neste também devemos realizar
sete respirações para expirar o elemento. Isso é muito importante,
porque depois do exercício o aluno deve ter a sensação de que não
sobrou nem um pedacinho de elemento nele, e a sensação de calor também
deve desaparecer totalmente.
Por isso é aconselhável
usarmos o cordão de contas ou de nós para a contagem, tanto da inspiração
quanto da expiração. Os exercícios devem ser realizados primeiro corn os
olhos fechados, a depois com eles abertos. A pesquisadora a viajante Alexandra
David‑Neel, que estudou e conheceu bem os costumes do Tibet, descreveu em
seus livros uma experiência semelhante chamada Tumo, supostamente realizada
pelos lamas, mas que não é muito adequada à prática pelos europeus, a não
deve ser recomendada aos alunos de magia.
No Oriente existem
iniciados que praticam esse tipo de exercício (chamado de Sadhana)
durante anos a materializam o elemento fogo de tal forma que conseguem até
andar nus a descalços mesmo nas estações mais frias do ano sem sentirem o
efeito do frio, conseguindo secar com o calor do próprio corpo os panos
molhados que os envolvem. Através da acumulação do elemento fogo eles
conseguem influir no ambiente que os cerca a com isso diretamente na natureza,
derretendo a neve e o gelo que estão a metros, ou até a quilômetros de distância
à sua volta. Esses e outros fenômenos semelhantes também podem ser
provocados por um europeu, se ele se dispor a gastar o tempo necessário para o
treinamento. Mas para a nossa evolução mágica é necessário dominarmos
não só um elemento, mas todos eles, o que seria o correto do ponto de vista mágico.
Agora seguem‑se os
exercícios do elemento ar, que devem ser realizados do mesmo modo que os do
elemento fogo, só que com a imaginação de uma sensação diferente.
Coloque‑se na mesma posição confortável do corpo, feche os olhos a
imagine encontrar‑se no meio de um espaço aéreo que preencha todo o
Universo. Nada do que estiver em volta deve ser considerado, e não deve existir
nada para você além desse espaço pleno de ar que envolve todo o Universo. Você
deverá inspirar esse elemento aéreo para o recipiente vazio da alma a do corpo
material denso através da respiração total do corpo (pelos poros a pelos pulmões).
A cada respiração o corpo
todo vai sendo preenchido com mais ar. Você deve fixar a imaginação de que a
cada respiração o seu corpo se preenche de ar de tal forma a parecer um balão.
Ao mesmo tempo imagine que seu corpo vai se tornando cada vez mais leve, tão
leve quanto o próprio ar; a sensação de leveza deve ser tão intensa a ponto
de você mesmo não sentir mais o próprio corpo. Do mesmo modo que no exercício
do elemento fogo, o do elemento ar deve ser iniciado com sete inspirações
a expirações cada. Depois de concluído o exercício devemos ter
novamente a sensação de que não sobrou nada do elemento ar em nosso corpo,
a que nos sentimos tão normais quanto antes do exercício. Para não
precisar contar, podemos usar novamente o cordão de nós ou de contas.
De um exercício a outro devemos aumentar o número de inspirações a expirações,
mas sem ultrapassar o número quarenta.
Através do treinamento
constante, alguns iniciados conseguem até levitar, andar sobre a superfície
da água, flutuar no ar, deslocar o corpo, etc., principalmente quando o
iniciado se concentra em um único elemento. Mas nós magos não nos satisfazemos
com fenômenos unilaterais, pois não é esse nosso objetivo. Nossa vontade é
penetrar mais profundamente na sua descoberta e seu domínio para evoluirmos
cada vez mais.
Segue‑se a descrição
da prática com o elemento água. Assuma novamente aquela posição habitual
do corpo, feche os olhos e esqueça todo o ambiente ao redor. Imagine que todo o
Universo se parece ao oceano infinito a que você se encontra em seu ponto
central. Com cada respiração de corpo inteiro, o seu corpo se preenche com
esse elemento. Você deve sentir o frio da água em todo o corpo, a quando ele
estiver cheio do elemento, depois de sete inspirações, então expire‑o
por sete vezes. Em cada expiração você deverá eliminar esse elemento água
do corpo, de modo que na última delas não sobre mais nada. Nesse caso também
o cordão de nós ou de contas lhe será muito útil. A cada novo exercício faça
uma respiração a mais. Quanto mais freqüente for a realização de suas
experiências, tanto mais nítida será a sua percepção do elemento água,
com toda a sua frieza característica. Você deve imaginar‑se na forma
de um cubo de gelo. Cada um dos exercícios não deve ultrapassar os vinte
minutos. Com o tempo, você deverá conseguir esfriar seu corpo também quando
estiver fazendo muito calor, num verão dos mais quentes.
Os iniciados do Oriente
dominam esse elemento tão completamente que conseguem produzir grandes fenômenos
com ele. Conseguem produzir chuva na época mais quente a seca ou mesmo
interrompê‑la, conseguem afastar as tempestades, tranqüilizar o mar
bravio, dominar todos os animais que vivem debaixo da água, etc. Para o mago
verdadeiro, esses a outros fenômenos semelhantes são facilmente explicáveis.
Agora resta‑nos
descrever ainda o último elemento, o da terra. Assim como nos exercícios
anteriores com os elementos, assuma aquela sua posição confortável. Desta
vez imagine o Universo inteiro como terra, a você no seu ponto central. Não
imagine a terra como um punhado de barro, mas sim como matéria densa; a
característica específica da matéria do elemento terra é a densidade e o
peso. Com a ajuda da respiração de corpo inteiro, você deve preencher o seu
corpo todo com essa matéria pesada. No início sete vezes, e a cada exercício
suplementar, uma respiração a mais. Você deve concentrar em si mesmo tanta
matéria a ponto do corpo ficar pesado como uma bola de chumbo, a parecer quase
paralisado. A expiração é a mesma dos outros elementos. No final do exercício
você deverá sentir‑se tão normal quanto no início dele, e a sua duração
não deve ultrapassar o tempo máximo de vinte minutos.
Esse exercício (Sadhana)
é realizado por muitos lamas tibetanos; eles começam a meditar sobre um
punhado de lama, deslocam‑no a meditam novamente sobre ele. O verdadeiro
mago consegue captar a dominar o elemento de um modo mais simples, diretamente
na sua raiz, a portanto não precisa desses processos complicados de meditação.
A cor dos diversos elementos pode servir como imaginação auxiliar, ou seja: o
fogo vermelho, o ar azul, a água azul‑esverdeada, a terra amarela, cinza
ou preta. A imaginação da cor é uma escolha totalmente individual mas não
estritamente necessária. Se alguém achar que ela facilita o trabalho então
pode usá‑la, logo no início. Em nossos exercícios tratase basicamente
de uma imaginação sentida. Depois de um treinamento mais longo cada um deve,
por exemplo através do elemento fogo, conseguir produzir um calor tão grande a
ponto dele poder ser constatado num termômetro como uma temperatura de febre.
Esse pré exercício do domínio dos elementos é imprescindível, por isso deve
ser alvo da máxima atenção.
O tipo de fenômeno que um
iniciado pode produzir por exemplo no domínio do elemento terra é muito
diversificado, a fica a critério de cada um refletir sobre isso. O domínio dos
elementos é o campo mais obscuro da magia; falou‑se muito pouco sobre
ele até hoje, porque ele contém o maior dos arcanos. Ao mesmo tempo é o campo
mais importante da magia, a quem não conseguir dominar os elementos não
alcançará muita coisa importante no conhecimento mágico.
O primeiro grau do
aprendizado em questão já deve ter‑se tornado um hábito a deve ser
praticado ao longo de todo o curso. O segundo grau será agora ampliado; o tempo
da posição tranqüila do corpo deve ser expandido até chegar a meia hora.
Neste grau a respiração pelos poros do corpo todo passará a ser específica
de determinados órgãos individuais. O aluno deverá ser capaz de deixar
respirar pelos poros qualquer parte de seu corpo, à sua livre escolha. Devemos
começar pelos pés a terminar na cabeça.
Você deve sentar‑se
na posição habitual a fechar os olhos. Com a consciência, transfira‑se
a uma de suas pernas; pode ser a esquerda ou a direita, tanto faz. Imagine que a
sua perna, como se fosse um pulmão, inspira a expira a força vital do
Universo, ao mesmo tempo da sua respiração pulmonar normal. A energia vital é
inspirada (absorvida) a partir de todo o Universo a através da expiração
jogada de volta (eliminada) a ele. Ao conseguir realizar isso por sete vezes,
passe para a outra perna, a depois respire pelas duas pernas simultaneamente.
Depois faça a mesma coisa com as mãos, primeiro com uma delas a depois com a
outra, a finalmente tente respirar com as duas mãos simultaneamente.
Conseguindo isso, passe para a frente fazendo o mesmo com os outros órgãos,
como os sexuais, os intestinos, o estômago, o fígado, o baço, os pulmões, o
coração, a laringe e a cabeça.
O exercício estará
completo quando você conseguir com que cada órgão de seu corpo, até o menor
deles, respire por si só. Esse exercício é muito significativo, pois ele nos
permite dominar cada uma das partes do corpo, carregá‑la com energia
vital, torná‑la saudável a vivaz. Se conseguimos alcançar isso em nós
mesmos então não será difícil atuar em outros corpos também através da
transposição da consciência, que representa um papel importante na transmissão
magnética de energia, ou seja, na arte mágica de curar. É por isso que
devemos dar toda a atenção a esse exercício. Outro exercício da instrução
mágica do corpo é o represamento da energia vital. Através da respiração de
corpo inteiro, pelos poros, nós aprendemos a inspirar e a expirar a energia
vital do Universo. Em seguida aprenderemos a fazer o represamento dessa energia
vital.
Sente‑se na posição
habitual a respire através dos pulmões e dos poros do corpo inteiro,
inspirando a energia vital do Universo. Porém desta vez você não deve devolvê‑la,
mas mantê‑la em seu corpo. Não pense em nada ao expirar, vá expirando o
ar utilizado só aos poucos. A cada nova respiração sinta como se inspirasse
cada vez mais energia vital a acumule‑a em seu corpo, de certo modo
represando‑a. Você deve sentir a pressão dessa energia vital como se
fosse um vapor comprimido a imaginar que essa energia comprimida irradia de seu
corpo como um aquecedor irradia o calor.
A cada nova respiração a
energia comprimida ou de irradiação toma‑se maior a mais ampla, mais
forte a penetrante. Através de exercícios repetidos você deverá ser capaz de
transmitir sua irradiação penetrante de energia vital a uma distância de quilômetros.
Você deverá sentir literalmente a pressão, a penetrabilidade de sua irradiação.
O treinamento é que cria o mestre! Devemos começar igualmente com sete inspirações
a aumentá‑las em uma inspiração todos os dias.
O tempo de cada exercício
não deve ultrapassar o limite máximo de vinte minutos. Esses exercícios devem
ser realizados principalmente naqueles trabalhos a experiências que exigem
uma quantidade a uma penetração grandes de energia vital, como o tratamento de
doentes, a ação à distância, a magnetização de objetos, etc. Quando a
energia vital armazenada dessa maneira não for mais necessária, o corpo deve
ser trazido de volta à sua tensão original, pois não é aconselhável
permanecer com uma tensão super dimensionada no dia‑a‑dia. Os
nervos ficariam muito excitados, provocariam tensões anormais a outras conseqÜências
nefastas.
A experiência é
finalizada ao devolvermos a energia represada ao Universo, expirando‑a do
corpo através da imaginação. Então devemos inspirar só ar puro a expirar a
tensão da energia vital até chegarmos ao equilíbrio. Com a prática, o mago
conseguirá transferir a energia vital ao Universo de uma só vez,
explosivamente, como o estouro de um pneumático cheio de ar. Essa eliminação
brusca só pode ser feita depois de muito treino a quando o corpo já se tomou
suficientemente auto‑defensivo.
Ao adquirir uma certa
habilidade no exercício anterior podemos aos poucos passar a praticá-lo com
cada parte do corpo isoladamente, especializando‑nos principalmente nas
mãos. Os iniciados também conseguem fazê-lo com os olhos, a assim conseguem
encantar não só uma pessoa, mas uma grande quantidade delas, até verdadeiras
multidões, a submetê‑las à sua vontade. Um mago que consegue fazer isso
com as mãos passa a ter o poder da bênção. É nisso que reside o mistério
da benção, da imposição das mãos em doenças, etc.
O exercício desse grau
estará completo quando conseguirmos conter a energia vital não só em todo o
corpo mas também em cada parte dele a projetar a irradiação da energia
represada diretamente para o exterior. Ao dominar esse exercício, estaremos
terminando a instrução mágica do terceiro grau.
Caso o aluno esforçado a
empenhado na sua evolução mágica tenha conseguido chegar até aqui, então
ele poderá notar uma mudança geral no seu ser. Suas capacidades mágicas terão
crescido, em todas as esferas.
Na esfera MENTAL ele terá
conseguido uma maior força de vontade, maior capacidade de defesa, uma memória
melhor a uma capacidade mais aguda de observação, assim como uma compreensão
mais clara das coisas.
Na esfera ASTRAL ele
perceberá que se tomou mais tranqüilo, mais equilibrado, a conforme a sua
predisposição, poderá até ver despertarem nele capacidades adormecidas.
No mundo MATERIAL denso,
ele perceberá que se tomou mais saudável, ágil a jovial. Sua energia vital é
bem superior à de muitos contemporâneos seus, a na vida prática ele obterá
muita coisa através de seu poder de irradiação. Através dele, o mago poderá
por exemplo libertar o ambiente em que se encontra das influências negativas a
preenchê-lo com sua energia vital. Conseguirá até tratar as doenças, à
distância, enviando seu poder de irradiação a uma distância de quilômetros.
Ele também terá adquirido
o dom de carregar os objetos com os seus desejos, através dessa força de
irradiação. Tudo isso serve só como exemplo, pois o aluno logo aprenderá por
si mesmo como, onde a quando ele poderá aplicar favoravelmente as suas
capacidades mágicas. Mas uma coisa ele não deve perder de vista; é o fato
dessas capacidades mágicas poderem ser usadas tanto para fins benéficos quanto
maléficos. Portanto, ele deve sempre obedecer ao ditado: "O homem colhe
aquilo que semeia". O seu objetivo deve ser sempre o bem supremo, a nada
mais.
O trabalho com o magnetismo
tem inúmeras variações. Para termos uma visão mais ampla de todas essas
possibilidades, apresentaremos alguns exemplos.
Inspire a energia vital
através da respiração pelos pulmões e pelos poros do corpo todo a
pressione‑a em seu corpo com toda a força de sua imaginação até chegar
a irradiá‑la dinamicamente. Seu corpo é ao mesmo tempo uma energia
luminosa, um ponto de incandescência, ou mesmo um sol individual. A cada
inspiração você fortalecerá a energia vital comprimida, assim como a energia
de luz, a preencherá com elas todo o ambiente em que você se encontra.
Com a ajuda dessa energia
de irradiação o ambiente deverá literalmente iluminar‑se com uma luz
semelhante à do sol. Com exercícios constantes a repetidos é possível até
iluminar‑se o ambiente na escuridão, portanto à noite, de modo a tornar
os objetos visíveis não só pelo aluno mas também pelos não‑iniciados,
pois a luz da energia vital pode materializar‑se numa luz diurna real. Mas
na verdade ela é só fruto do treinamento da força de imaginação.
Naturalmente o mago não se
dará por satisfeito só com esse fenômeno, pois ele sabe muito bem que a
energia vital tem um caráter universal; ela não é só portadora de seus
desejos, idéias e pensamentos, mas também a materializadora de sua imaginação.
Através dessa energia vital ele consegue tudo. A concretização disso é função
da imaginação plástica.
Ao preencher o ambiente de
trabalho com sua energia de irradiação, o aluno deverá imaginar aquilo que
espera obter, por exemplo que todas as influências astrais a mágicas do
ambiente sejam purificadas a volatilizadas, ou então que não só o mago se
sinta bem a saudável no ambiente, mas qualquer um que entre ou permaneça lá.
Além disso o mago pode impregnar o ambiente de sua moradia a de seu trabalho
com o desejo de obter inspiração, sucesso, etc. em seus trabalhos.
Os magos mais avançados
conseguem proteger seus ambientes contra pessoas não bem vindas, fazendo com
que estas não se sintam tranqüilas ao entrarem no local a não queiram
permanecer ali. Esse ambiente estará carregado com idéias de proteção ou
de temor. O ambiente também pode ser carregado solidamente, i.e, qualquer
pessoa que entre no ambiente sem autorização pode ser atirada para trás, a
ficar como que paralisada. Ao mago são oferecidas possibilidades ilimitadas, a
munido dessas instruções ele poderá até inventar outros métodos.
Com a expiração o mago
pode devolver a energia vital represada, a com ajuda de sua imaginação
deixar no ambiente só a energia de irradiação ou de iluminação. Mas ele
pode também, através de sua energia de irradiação, transferir a energia
vital diretamente do Universo ao ambiente, sem que ela tenha que ser represada
antes em seu corpo, principalmente quando ele já conseguiu obter uma certa
experiência nessa técnica. Dessa forma ele pode até mesmo impregnar o
ambiente com seus próprios desejos.
A imaginação, junto com a
força de vontade, a crença a uma forte convicção, não conhece limites.
Nesses trabalhos o mago não depende só de um ambiente limitado, mas pode
impregnar dois ou mais ambientes de uma só vez a até carregar uma casa inteira
com sua energia vital a de irradiação através de si mesmo ou então
diretamente do Universo através do método descrito. Como a força da imaginação
não conhece tempo nem espaço, ele pode realizar esse trabalho até mesmo a uma
grande distância. Com o tempo e o treinamento constante ele terá condições
de carregar qualquer ambiente, por maior que seja, próximo ou longínquo.
Quanto à sua evolução, suas intenções serão só boas a nobres, a assim seu
poder será ilimitado. O treinamento cria o mestre!
Vamos conhecer agora outra
característica específica da energia vital, especialmente importante para o
trabalho mágico. Como já sabemos, qualquer objeto, animal, homem, forma de
pensamento, pode ser carregado com energia vital a com o respectivo desejo de
realização ou de concretização. Mas a energia vital também possui a
característica de aceitar, de se deixar influenciar ou de se ligar a qualquer
pensamento (mesmo estranho) ou sentimentos estranhos. Assim a energia vital
concentrada pode se misturar a outros pensamentos, o que enfraqueceria ou
afastaria o efeito do pensamento impregnado caso o mago não estimulasse uma
tensão fortalecida através da repetição intensiva, vitalizando o desejo ou a
idéia.
Mas isso provoca uma enorme
perda de tempo, a quase sempre exerce uma influência desfavorável no trabalho.
A influência desejada só exerce seu efeito enquanto a tensão predominar na
direção desejada. Depois, a energia vital se esvai, mistura‑se com
outras vibrações e o efeito desaparece gradativamente. Para evitar isso o mago
deve conhecer a lei do biomagnetismo. A energia vital não aceita só uma idéia,
uma imaginação, um pensamento ou um sentimento, mas também um conceito de
tempo. Essa lei ou característica específica da energia vital deve ser
considerada no trabalho com ela a mais tarde também no trabalho com os
elementos. A cada impregnação de desejo você deve portanto considerar o tempo
e também o espaço, com ajuda da energia vital. No trabalho mágico as regras a
serem observadas são as seguintes:
O trabalho no princípio Akáshico é isento de tempo a de espaço.
Na esfera mental operamos
com o tempo; na esfera astral com o espaço (forma, cor) a no mundo material
denso com tempo e espaço simultaneamente.
Por meio de alguns exemplos
pretendo tomar compreensível o trabalho com o biomagnetismo. Com a ajuda da
energia vital carregue um espaço com o desejo de sentir‑se bem a saudável
nele. Você encanta, ou melhor dizendo, atrai a energia do desejo de que a influência
permaneça no ambiente enquanto você estiver nele ou habitá-lo a também se
estabilize quando você tiver que deixá-lo a talvez ficar por mais tempo longe
dele. Se alguma outra pessoa entrar em sua casa sem saber que ali existe uma
concentração de energia vital, ela também se sentirá à vontade. De vez em
quando você poderá fortalecer a densidade e a energia da irradiação em sua
casa através da repetição do desejo. Quando você estiver dentro de uma casa
influenciada desse modo, a energia vital atraída terá uma influência positiva
constante sobre sua saúde e portanto sobre o seu corpo. Nesse ambiente a
energia vital possui a vibração do desejo da saúde.
Mas se você por exemplo
tiver a intenção de realizar, nesse ambiente, práticas ocultas que não têm
nada a ver com a saúde a possuem vibrações‑imaginações diferentes,
então não terá os benefícios que teria em um ambiente
não carregado ou carregado previamente com suas idéias ou desejos.
Por isso é sempre melhor, quando você quiser carregar o ambiente com aquelas
vibrações‑imaginações, considerar seus trabalhos a exercícios momentâneos.
Você também pode, por
exemplo carregar um anel, uma pedra, etc. com o desejo de que o seu proprietário
tenha muita sorte a sucesso. Nesse caso existem duas possibilidades de
encantamento a impregnação. A primeira consiste em atrair a energia vital à
pedra ou ao metal com a força da imaginação e a concentração no desejo, a
terminar dizendo que a energia deverá permanecer lá constantemente a até
atrair mais energia do Universo, fortalecendo‑se sempre a trazendo
felicidade a sucesso à pessoa em questão, pelo tempo em que ela usar o objeto.
Se assim o desejarmos, podemos também carregar o objeto escolhido só por pouco
tempo, i.e. para que a influência termine quando o objetivo almejado tiver
sido alcançado.
A segunda possibilidade é
chamada de carregamento universal e é feita do mesmo modo, porém com a
concentração no desejo de que, enquanto o objeto existir (anel, pedra, jóia)
ele deverá trazer felicidade a sucesso ao seu portador, quem quer que ele
seja. Esses carregamentos universais efetuados por um iniciado conservam o
efeito pleno da energia por centenas de anos. A história das múmias egípcias
mostrou‑nos que essas energias de encantamento conservam o seu efeito
por milhares de anos.
Se um talismã ou um objeto
carregado especialmente para uma determinada pessoa cair em mãos estranhas,
ele não exercerá seu efeito nessa outra pessoa. Mas se o proprietário
original conseguir recuperá‑lo, o seu efeito retoma automaticamente
(ver também Winckelmann, "Das Geheimnis der Talismane and Amulette" =
O Segredo dos Talismãs a dos Amuletos).
A seguir passarei a
descrever outro tipo de trabalho com a energia vital, o do magnetismo de cura.
Quando o mago trata de um doente pessoalmente através de passes magnéticos ou
da imposição das mãos, ou à distância, Le., através da imaginação a da
vontade, ele terá que observar a lei do tempo, se quiser ser bem sucedido em
seu intento.
O tipo usual de magnetização
é aquele em que o magnetizador, com a ajuda da imaginação, deixa fluir a
energia vital de seu corpo, geralmente das mãos, para o doente. Esse método
pressupõe que o magnetizador esteja totalmente são a tenha um certo excesso de
energia vital, caso não queira prejudicar a própria saúde.
Infelizmente já presenciei
casos tristes em que o magnetizador, através de uma doação muito grande de
sua própria energia vital, sofreu danos tão graves em sua saúde que chegou
perto de um coplapso nervoso total, além de começar a sentir outros efeitos
colaterais, como palpitações, asma, a outros. Essas conseqüências são
inevitáveis quando o magnetizador dispende mais energia do que é capaz de
captar, principalmente quando trata de muitos pacientes de uma só vez.
Mas esse método possui uma
desvantagem a mais; além da própria energia, o magnetizador transfere ao
paciente também as características de sua própria alma, influenciando
indiretamente a alma do doente. É por isso que se pressupõe, a se exige, que
todo magnetizador tenha um caráter nobre (ver Jürgens, "Wie magnetisiere
ich?" = Como eu magnetizo?).
Porém se o magnetizador
tiver um paciente com um caráter pior do que o seu, então ele corre o risco de
atrair indiretamente essas influências negativas para si, o que sob todos os
aspectos é uma grande desvantagem para ele. Se ele for uma pessoa instruída
nas ciências ocultas, então dará ao paciente a energia vital de seu próprio
corpo, mas extraindo‑a do Universo para canalizá‑la através das mãos
ao corpo do doente, com a concentração do desejo de saúde. Em ambos os métodos
as magnetizações devem ser, repetidas várias vezes, caso se queira alcançar
um sucesso rápido, pois a desarmonia, a doença ou o foco da doença absorvem a
usam rapidamente a energia transferida. Ela torna‑se faminta por mais
energia, a assim cria a necessidade da repetição do tratamento para que o
estado do paciente não piore.
Para o mago o caso é
diferente. O paciente só sente um alívio quando o mago abre a sua alma, i.e.
quando represa a energia vital dinâmica em seu próprio corpo a lhe envia raios
de luz dessa energia. Para isso o mago pode empregar diversos métodos, mas sem
deixar de manter a imaginação do desejo de que o paciente melhore a cada hora
a dia que passa. Em seguida apresentarei alguns métodos que o mago poderá usar
no tratamento de doentes.
Ele deve, antes de mais
nada, estar bem familiarizado com o reconhecimento das doenças a de seus
sintomas. Esse tipo de conhecimento pode ser adquirido através de um estudo
pormenorizado da literatura especializada no assunto. Naturalmente ele também
deverá ter bons conhecimentos anatõmicos. Com certeza ele não será tão
imprudente a ponto de tentar curar doenças que exigem alguma intervenção cirúrgica,
a nem aquelas doenças infecciosas que não podem ser curadas só pela sua
interferência.
Mas nesses casos ele terá
possibilidade de acelerar o processo da cura, provocar o alívio das dores, tudo
isso paralelamente ao tratamento convencional. Isso pode até ser feito à distância.
Um fato bastante promissor é a própria especialização dos médicos nesse
campo, que ao lado da arte médica convencional também saberão utilizar a prática
mágica. Por isso o mago só deve tratar daqueles doentes diretamente
recomendados pelo médico para esse tipo de tratamento, ou então trabalhar em
conjunto com esse profissional, para não ser chamado de curandeiro ou charlatão.
Mas acima de tudo o mago
deve almejar a cura e o bem estar do doente sem visar recompensas ou pagamentos.
Deve também rejeitar o desejo de fama a reconhecimento. Se ele se mantiver
fiel ao ideal elevado de praticar o bem, com certeza alcançará a graça
divina. Magos que têm pensamentos altruístas ajudam os que sofrem sem que
estes saibam disso. Esse tipo de ajuda é a mais abençoada. Em seguida,
apresento alguns dos métodos mais utilizados que o mago poderá empregar sem
correr o risco de prejudicar sua saúde a seus nervos.
Antes de se aproximar do
leito do doente faça pelo menos sete respirações pulmonares a pelos poros,
concentre uma enorme quantidade de energia vital em seu corpo
extraindo‑a do Universo a deixe‑a irradiar em forma de luz, uma
luz quase tão forte quanto a do sol. Através de repetidas inspirações de
energia vital tente provocar uma irradiação de pelo menos dez metros ao redor
de seu corpo, o que corresponde a uma energia vital de dez pessoas normais. Você
deve ter a sensação de que a energia vital represada irradia de seu corpo em
forma de luz como se fosse um sol. Ao aproximar‑se do paciente, você
provocará nele uma sensação de bem estar que o envolverá totalmente, a se
não tiver uma doença muito dolorosa, ele sentirá também um alívio imediato
nas suas dores.
Essa energia de irradiação
luminosa, represada, deve ser transmitida ao doente individualmente, a fica a
seu critério manejá‑la como lhe aprouver. Um mago instruído não
precisa efetuar passes mágicos nem impôr as mãos, pois estas são só
manipulações auxiliares, suportes da expressão da sua vontade. É
suficiente que o mago pegue uma ou as duas mãos do paciente a trabalhe com a
imaginação. Os olhos podem permanecer abertos ou fechados; se ele quiser
pode olhar para o paciente, mas não precisa fazê-lo diretamente. Nesse caso o
trabalho principal cabe à imaginação. Mas durante toda a transmissão, o
mago também pode sentar‑se junto ao paciente, sem tocá‑lo. Você
deverá imaginar que a energia de irradiação luminosa ao seu redor flui para o
corpo do paciente, é pressionada pela imaginação para dentro dele, penetrando
em todos os seus poros a iluminando‑os.
Com a sua vontade, você
deverá induzir a energia assim prensada a curar o mal. Ao mesmo tempo deverá
imaginar que o doente está melhorando a cada hora a dia que passa, adquirindo
uma aparência cada vez mais saudável, a desejar que a energia de irradiação
luminosa não abandone o corpo do paciente até que este esteja totalmente curado.
Quando você carrega
quantitativamente o corpo do paciente com uma energia de irradiação, que no
homem saudável corresponde a um metro de irradiação, então, conforme o
tipo de doença, você será capaz de provocar a cura rapidamente.
Repita o carregamento
depois de algum tempo, fortaleça a capacidade de expansão da energia de
irradiação concentrada a você se espantará com o sucesso alcançado.
Primeiro, a energia de irradiação não pode enfraquecer, pois você a atraiu a
ordenou‑lhe que se renovasse constantemente. Segundo, você determinou um
prazo, i.e. induziu o corpo a tornar‑se mais saudável a cada hora e a
cada dia que passasse. Terceiro, você adaptou a energia ao espaço correspondente
à circunferência em volta do corpo. Aqui devemos aconseIhá-lo a transmitir
a energia de irradiação a cerca de um metro de distância do corpo, o que
corresponde à irradiação de uma pessoa normal. Com esse método você poderá
satisfazer a condição básica da lei material do tempo a do espaço.
Nesse método o mago notará
que a sua energia de irradiação luminosa transmitida ao paciente não
diminuiu, mas pelo contrário começou a brilhar tão intensamente quanto antes.
Isso pode ser atribuído ao fato da energia vital comprimida no corpo
renovar‑se automaticamente,
como nos vasos comunicantes, a substituir imediatamente a energia de irradiação
doada. Assim o mago poderá tratar de centenas de doentes sem que seus nervos a
sua força espiritual sejam de alguma forma afetados.
Outro método é aquele em
que o mago pressiona a energia vital com a imaginação diretamente ao corpo do
doente, ou só àquela parte doente do corpo, através dos poros. Esta energia
deverá ser constantemente renovada a partir do Universo, até a cura total.
Nesse caso também a imaginação do desejo é uma questão de tempo e espaço,
até a cura total. No entanto esse método só pode ser usado naqueles pacientes
cuja energia nervosa ainda não está totalmente esgotada, a por isso ainda
suporta uma certa pressão de represamento da energia vital. No mago instruído
o represamento da energia vital é uma energia materializada, i.e. material
densa, que pode ser comparada à eletricidade. Esse método é melhor que o
anterior por ser muito simples a bastante eficiente.
Outro método bastante
peculiar é deixar o doente inspirar a nossa energia de irradiação luminosa
com a ajuda da imaginação. Se o doente estiver em condições de se
concentrar, ele mesmo poderá fazê‑lo, senão, o mago poderá criar a
imaginação por ele. O processo que se segue é dos mais práticos.
Sua energia de irradiação
alcança mais ou menos dez metros ao seu redor. Como você se encontra próximo
ao paciente, este praticamente imerge na luz dessa irradiação, impregnada com
o desejo de cura. O paciente capaz de concentrar‑se está plenamente
convencido de que a cada respiração está inspirando a sua energia de irradiação
a com ela a cura. Ele deverá imaginar com intensidade que o poder de cura
permanecerá nele, a que a sua saúde irá melhorando cada vez mais, mesmo
quando o mago não estiver mais ao seu lado.
Caso o paciente não esteja
em condições de concentrar‑se ou seja uma criança doente, então você
mesmo deve imaginar o doente absorvendo a energia vital a cada respiração,
conduzindo‑a ao sangue a provocando a cura. Nesse caso também você deverá
concentrar‑se no desejo de que a energia inspirada continue trabalhando
positivamente no paciente. Essa é uma respiração de energia vital conduzida
a partir do corpo do mago para um outro corpo.
Neste caso podemos nos
referir àquela citação da Bíblia em que Cristo foi tocado por uma mulher
doente em busca da cura. Ele sentiu a evasão de sua energia vital a comentou
com seus discípulos: "Eu fui tocado".
Em todos os trabalhos com a
energia vital e o magnetismo, o tempo e o espaço devem ser considerados.
Relativamente a esse aspecto, mencionei aqui alguns exemplos de tratamento de
doenças a poderia ainda mencionar muitos outros métodos que se utilizam do
magnetismo para a cura. O mago possui, por exemplo, a possibilidade de se
conectar ao espírito do paciente durante o sono deste último a usar qualquer
dos métodos de tratamento no corpo do doente. Além disso, afora a energia
vital, ele pode usar os elementos, o magnetismo, a até a eletricidade para
tratar magicamente dos doentes. Uma descrição precisa de vários desses métodos
e possibilidades de tratamento preencheriam por si só um livro inteiro.
Talvez eu até tenha o oportunidade, mais tarde, de publicar um livro sobre os métodos
ocultos de cura do ponto de vista mágico, a colocá-lo à disposição dos
magos interessados no assunto. Mas por enquanto isso fica reservado para o
futuro. Nesta obra eu só indico alguns processos de tratamento relativos ao
tempo e ao espaço, portanto ao magnetismo. Os grandes iniciados a santos, cuja
imaginação era tão desenvolvida que todas as suas idéias logo se realizavam,
em todos os planos, não tinham mais necessidade de usar estes métodos. Eles só
precisavam expressar um desejo ou uma vontade, que eles logo se concretizavam. O
mago deve estar sempre empenhado em alcançar esse estágio tão elevado.
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