Antes de passar à descrição
de cada um dos exercícios do segundo grau, tentarei explicar o mistério do
subconsciente a seu significado prático. Assim como a consciência normal, que
possui sua morada na alma a age no corpo, ou melhor, na cabeça através do cérebro,
o subconsciente também é uma característica da alma e encontra‑se no
cerebelo, isto é, na parte posterior da cabeça. Considerando a sua
utilização prática na magia, estudaremos principalmente a função psicológica
do cerebelo, portanto, do subconsciente.
Em toda pessoa consciente de seus cinco sentidos a
esfera da consciência normal está intacta, isto quer dizer que a pessoa está
em condições de fazer use contínuo das funções de sua consciência normal.
Como constatado pelas nossas pesquisas, não existe uma única força no
Universo, assim como no homem, que não apresente o seu oposto. É por isso que
podemos considerar a subconsciência como o oposto da consciência normal.
Aquilo que na consciência normal entendemos como pensamento, sentimento,
vontade, memória, razão, compreensão, reflete‑se no nosso subconsciente
como um efeito oposto.
Do ponto de vista prático
podemos encarar nosso subconsciente como nosso oponente. A força instintiva, ou o
impulso a tudo aquilo que não queremos, como por exemplo, nossas paixões
incontroláveis, nossos defeitos a fraquezas, nascem justamente dessa esfera da
consciência. Na introspecção, a tarefa do aprendiz é decompor o trabalho
dessa subconsciência de acordo com a chave dos elementos ou do magneto
quadripolar. É uma tarefa gratificante, porque ele consegue uma segurança
total através da própria reflexão ou meditação.
A subconsciência é também
a força impulsionadora de tudo aquilo que não queremos. Por isso devemos aprender
a mudar esse aspecto, de certa forma hostil do nosso eu, para que ele não só
cesse de nos prejudicar, mas pelo contrário, ajude‑nos a realizar nossos
desejos.
Para a sua realização no
mundo material o subconsciente precisa de tempo a de espaço, dois princípios
básicos necessários a todas as coisas que devem ser transferidas do mundo das
origens à realidade concreta. Quando tiramos o tempo e o espaço do
subconsciente, a polaridade oposta cessa de exercer a sua influência em nós, a
podemos então realizar nossos desejos através desse subconsciente. É nesse
seu desligamento súbito que reside a chave para o use prático da
auto‑sugestão. Quando, por exemplo, sugerimos ao subconsciente que amanhã,
ou num outro instante qualquer, não nos submeteremos mais a alguma de nossas
paixões, como fumar ou beber (ingerir álcool), então o subconsciente terá
tempo suficiente, até o prazo pré‑determinado, de colocar obstáculos
diretos ou indiretos em nosso caminho.
Na maioria dos casos, principalmente numa vontade
fraca ou pouco desenvolvida, o subconsciente quase sempre consegue nos pegar de
surpresa ou provocar um fracasso.
Se ao contrário, na
impregnação do subconsciente com um desejo nós lhe subtrairmos o conceito
de tempo a espaço, o que passa a agir em nós é só a sua parte positiva; a
consciência normal também entra na conexão e a impregnação do desejo
apresenta o sucesso esperado. O conhecimento disso e a possibilidade da sua ocorrência são muito
significativos, a devem ser considerados por ocasião da auto‑sugestão.
A fórmula escolhida para a
auto‑sugestão deve ser obrigatoriamente mantida na forma presente a
no imperativo. Portanto, não se deve dizer: "Eu pretendo parar de
fumar, de beber", mas sim, "Eu não fumo, eu não bebo", ou então:
"Não tenho vontade de fumar, ou de beber", conforme aquilo que se
pretende largar ou obter pela sugestão. A chave para a auto‑sugestão
reside na forma presente ou imperativa. Isso deve ser observado sob todos os
aspectos a em todos os momentos se quisermos conquistar o poder da influência
sobre nós mesmos através do subconsciente, com a auto‑sugestão.
O subconsciente trabalha
com mais eficácia a intensidade à noite, quando a pessoa dorme. No estado de
sono, o trabalho da consciência normal é suspenso, a predomina o trabalho do
subconsciente. Por isso, o momento mais propício para a assimilação de
uma fórmula de sugestão é aquele em que o corpo está sonolento na cama,
pouco antes de adormecer, mas também logo depois de despertar, quando nos
encontramos ainda numa espécie de meio‑sono. Com isso não queremos
dizer que não há outros momentos propícios à auto‑sugestão, mas os
dois acima citados são os mais convenientes, pois neles o subconsciente
torna‑se mais acessível. É por isso que o mago não deve nunca adormecer
com pensamentos depressivos a preocupações que influenciem negativamente o seu
subconsciente, pois este continua a trabalhar no mesmo curso de pensamento com o
qual a pessoa adormece. Portanto, é bom observar: adormeça sempre com
pensamentos positivos a harmônicos, de sucesso, saúde a paz.
Antes de se decidir pela
aplicação prática da auto‑sugestão, faça um pequeno colar de
contas de madeira ou vidro, com cerca de 30 ou 40 contas (ver H. Jürgens,
"Die Tesbihschnur"). Se tiver dificuldades em conseguir o colar de
contas, então use um cordão simples no qual poderá fazer uns 30 ou 40 nós;
assim o pequeno objeto auxiliar da auto‑sugestão estará pronto. Ele
serve basicamente para que não se precise contar o número de repetições
durante a formulação da auto‑sugestão, a assim desviar a atenção do
exercício. Esse pequeno objeto auxiliar também serve para descobrirmos
quantas perturbações surgiram durante os exercícios de concentração a
meditação num determinado intervalo de tempo; para isso devemos passar de uma
conta a outra ou de um nó a outro a cada interrupção.
A aplicação prática da
auto‑sugestão é muito simples. Depois de formular aquilo que deseja numa
pequena frase, levando em conta a forma presente a imperativa, como por exemplo:
"Eu me sinto melhor a cada dia que passa", ou então: "Não tenho
vontade de beber, ou de fumar", ou: "Tenho saúde, estou satisfeito a
feliz", você poderá passar à prática em si. Um pouco antes de dormir,
pegue o seu cordão de contas ou de nós a repita a fórmula escolhida a meia
voz, bem baixinho ou só em pensamento, como achar melhor, ou como lhe for mais
adequado no momento, e a cada repetição pule para a conta ou nó seguinte, até
chegar ao final do cordão.
Então você saberá
exatamente que repetiu a fórmula quarenta vezes. O importante nesse caso é
visualizar ou materializar plasticamente o seu desejo, isto é, imaginá-lo como
se já estivesse concretizado. Se depois de percorrer pela segunda vez todos os
nós ou as contas de seu cordão você ainda não estiver com sono, continue
imaginando que seu desejo já se realizou, até adormecer com esse pensamento.
Você precisa tentar levar o desejo para o sono. Se adormecer durante a repetição
da fórmula, sem chegar ao final do cordão pela segunda vez, mesmo assim terá
alcançado totalmente o seu objetivo.
De manhã, quando ainda não
despertamos completamente e ainda temos um pouco de tempo disponível, por
termos acordado muito cedo, devemos pegar o cordão a repetir a experiência.
Existem pessoas que se levantam várias vezes da cama durante a noite, para
urinar ou por outros motivos; assim elas poderão repetir a experiência várias
vezes a alcançarão os resultados com mais rapidez.
Deveríamos ainda mencionar
quais os desejos que podem ser realizados através da auto‑sugestão.
Nesse caso vale uma regra geral: podemos realizar qualquer desejo referente ao
espírito, à alma ou ao corpo, por exemplo, o aperfeiçoamento do caráter, o
combate às características negativas, às fraquezas, às desarmonias, pedir a
obtenção da saúde, o afastamento ou a atração de situações diversas, o
desenvolvimento de habilidades. De qualquer forma, não há a possibilidade da realização de desejos
que não tenham nada a ver com a personalidade, como por exemplo, ganhar prêmios
na loteria, etc.
Só devemos escolher outra fórmula quando
estivermos plenamente satisfeitos com o sucesso da primeira. Quem se dedicar
sistematicamente aos exercícios poderá rapidamente convencer‑se da influência
favorável da auto‑sugestão a praticar esse método ao longo de toda a
sua vida.
Na instrução mágica do
espírito, do primeiro grau, nós aprendemos a controlar e a dominar nossos
pensamentos. Agora prosseguiremos, aprendendo a concentrar nosso pensamento
através do aumento da capacidade de concentração e o fortalecimento da força
de vontade.
Coloque alguns objetos à
sua frente, por exemplo, um garfo, uma faca, uma cigarreira, um lápis, uma
caixa de fósforos, a fixe o pensamento em um deles, durante algum tempo.
Memorize exatamente sua forma a sua cor. Depois feche os olhos a tente imaginar
esse mesmo objeto tão plasticamente quanto ele é, na realidade. Caso ele lhe
fuja do pensamento, tente chamá-lo de volta. No início você só conseguirá
lembrar‑se dele por alguns segundos, mas com alguma perseverança e a
repetição constante, de um exercício a outro o objeto tomar‑se‑á
cada vez mais nítido, e a fuga e o retorno do pensamento tornar‑se‑ão
cada vez mais raros.
Não devemos
assustar‑nos com alguns fracassos iniciais, a se nos cansarmos, devemos
passar ao objeto seguinte. No começo não se deve praticar o exercício por
mais de dez minutos, mas depois deve‑se aumentar a sua duração
gradativamente até chegar a meia-hora. Para controlar as perturbações
devemos usar o cordão de contas ou de nós descrito no capítulo
sobre a auto‑sugestão. A cada perturbação devemos passar para a conta
ou nó seguinte, assim saberemos posteriormente quantas perturbações surgiram
durante o exercício. Este será bem sucedido quando conseguirmos fixar um
objeto no pensamento, sem interrupções, durante cinco minutos.
Depois de superarmos essa
etapa podemos prosseguir, tentando imaginar os objetos com os olhos abertos. Os
objetos devem tomar‑se visíveis diante de nossos olhos como se estivessem
suspensos no ar, a tão plásticos a ponto de parecerem palpáveis. Não
devemos tomar conhecimento de nada que esteja em volta, além do objeto
imaginado. Nesse caso também devemos controlar as perturbações com a ajuda do
colar de contas. O exercício será bem sucedido quando conseguirmos fixar nosso
pensamento num objeto suspenso no ar, sem nenhuma interferência, por no mínimo
cinco minutos seguidos.
Depois da capacidade de
concentração visual, vem a capacidade auditiva. Nesse caso a força de
auto‑sugestão tem no início uma grande importância. Não se pode dizer
diretamente: "Imagine o tic‑tac de um relógio" ou algo assim,
pois sob o conceito "imaginação" entende‑se normalmente a
representação de uma imagem, o que não pode ser dito para os exercícios de
concentração auditiva. Colocando essa idéia de um modo mais claro, podemos
dizer: "Imagine estar ouvindo o tic‑tac de um relógio". Para
fins elucidativos usaremos essa expressão; portanto, tente imaginar estar
ouvindo o tic‑tac de um relógio de parede. Inicialmente você só
conseguirá fazê-lo durante alguns segundos, mas com alguma persistência esse
tempo irá melhorando gradativamente e as perturbações diminuirão. O cordão
de contas ou de nós também deverá ser usado para o controle.
Depois, você deverá
tentar ouvir o tic‑tac de um relógio de bolso ou de pulso, a ainda, o
badalar de sinos, nas mais diversas modulações. Faça outras experiências de
concentração auditiva, como toques de gongo, pancadas de martelo a batidas em
madeira; ruídos diversos, como arranhões, arrastamento dos pés, trovões, o
barulho suave do vento soprando a até o vento mais forte de um furacão, o murmúrio
da água de uma cachoeira, a ainda, a música de instrumentos como o violino e o
piano. Neste exercício o importante é concentrar‑se só auditivamente
a não permitir a interferência da imaginação plástica. Caso isso aconteça,
a imagem deve ser imediatamente afastada; no badalar dos sinos, por exemplo, não
deve aparecer a imagem dos sinos, a assim por diante. O exercício estará
completo quando se conseguir fixar a imaginação auditiva por no mínimo
cinco minutos.
O exercício seguinte é a
concentração na sensação. A sensação escolhida pode ser de frio, calor,
peso, leveza, fome, sede, e deve ser fixada na mente até se conseguir mantê‑la,
sem nenhuma imaginação auditiva ou visual, durante pelo menos cinco minutos.
Quando formos capazes de escolher a de manter qualquer sensação, então
poderemos passar ao exercício seguinte.
Em seguida vem a concentração
no olfato. Imaginemos o perfume de algumas flores, como rosas, lilases, violetas
ou outras, e fixemos essa idéia, sem deixar aparecer a representação visual
dessas flores. A mesma coisa deve ser feita com os mais diversos odores desagradáveis.
Esse tipo de concentração também deve ser praticado até se conseguir
escolher qualquer um dos odores e imaginá-lo por pelo menos cinco minutos.
A última concentração
nos sentidos é a do paladar. Sem pensar numa comida ou bebida ou imaginá‑la,
devemos concentrarnos em seu gosto. No início devemos escolher as sensações
de paladar mais básicas, como o doce, o azedo, o amargo e o salgado. Quando
tivermos conseguido firmá‑las, poderemos passar ao paladar dos mais
diversos temperos, conforme o gosto do aprendiz. Ao aprender a fixar qualquer um
deles, segundo a vontade do aluno, por no mínimo cinco minutos, então o
objetivo do exercício terá sido alcançado.
Constataremos que esta ou
aquela concentração será mais ou menos difícil para um ou outro aprendiz, o
que é um sinal de que a função cerebral do sentido em questão é deficiente,
ou pelo menos pouco desenvolvida, ou atrofiada.
A maioria dos sistemas de
aprendizado só leva em conta uma, duas, ou no máximo três funções. Os exercícios
de concentração realizados com os cinco sentidos fortalecem o
espírito e a força de vontade; com eles nós aprendemos não só a controlar
todos os sentidos e a desenvolvê‑los, como também a dominá‑los
totalmente. Eles são de extrema importância para o desenvolvimento mágico, a
por isso não devem ser desdenhados.
No primeiro grau o aluno aprendeu a praticar a
introspecção. Ele tomou nota de suas características boas a más segundo os
quatro elementos a dividiu‑as em três grupos. Dessa maneira ele
pode montar dois espelhos da alma, um bom (branco), a outro ruim (negro).
Esses dois espelhos da alma são o seu caráter anímico. Nessa configuração
ele deverá saber distinguir as forças dos elementos predominantes, tanto no
positivo quanto no negativo, a deve esforçar‑se para estabelecer, a
qualquer preço, o equilíbrio no efeito dos elementos. Sem a compensação
dos elementos no corpo astral ou na alma não há possibilidade de progresso mágico,
ou evolução.
A função desse grau é
estabelecer esse equilíbrio da alma. Se o futuro mago tiver força de
vontade suficiente, então ele poderá começar a dominar suas características
ou paixões mais influentes; mas se ele não tiver essa força de vontade, então
deverá começar pelo lado oposto, compensando primeiro as pequenas fraquezas e
combatendo os erros a as fraquezas maiores pelo tempo que for preciso para dominá‑las
completamente. Para esse domínio de suas paixões, o aluno poderá lançar
mão de três possibilidades:
1)
Utilização sistemática da auto‑sugestão, como já descrito.
2) Transmutação ou transformação
das paixões em características opostas, positivas, o que pode ser alcançado
através da auto‑sugestão ou da meditação freqüente (ou respectiva
autoconscientização contínua das boas características).
3)
Observação atenciosa a força de vontade. Através desse método
podemos impedir o impulso das paixões a combatê-lo na sua origem. Esse método
é na verdade o mais difícil, e é geralmente indicado somente para aqueles que
têm uma enorme força de vontade, ou que pretendem adquiri‑la através da
luta contra esses impulsos.
Se o aprendiz tiver tempo
suficiente a quiser progredir rapidamente em sua própria evolução, então
poderá empregar os três métodos. Para ele será muito vantajoso dar aos três
métodos uma única direção, um único objetivo, como por exemplo, a comida
consciente, a magia da água, etc. O sucesso então não tardará.
Esse grau tem como objetivo
estabelecer o equilíbrio dos elementos na alma. É por isso que o futuro mago
deve esforçarse em eliminar rapidamente a com segurança todas as paixões
que o atrapalham, caso queira ter sucesso na magia. Em nenhum caso os exercícios
do grau seguinte deverão ser praticados antecipadamente, isto é, antes do
aprendiz dominar totalmente os exercícios do segundo grau a ter conseguido
obter um sucesso incontestável na compensação dos elementos. O aperfeiçoamento
do caráter deve ser praticado ao longo de todo o curso, mas já nessa etapa as
características ruins a exageradas devem ser afastadas, pois são um grande
obstáculo para a evolução.
Os exercícios de instrução
mágica do corpo praticados no Grau I devem ser mantidos a devem tornar‑se
um hábito diário, como as lavagens em água fria, as fricções, a ginástica
matinal, a magia da água, a comida consciente, etc. No Grau II, a instrução mágica
do corpo apresenta uma variação dos exercícios respiratórios. No grau
anterior nós aprendemos a respirar conscientemente e a dirigir o ar, impregnado
pelo desejo (através do princípio etérico) para dentro da corrente sangüínea
através dos pulmões. Nesse capítulo descreveremos a respiração consciente
pelos poros.
Nossa pele possui uma dupla
função, ou seja, a da respiração e a da eliminação. Portanto, podemos
considerá‑la como um segundo rim e um segundo pulmão em nosso corpo.
Agora toma‑se claro porquê escolhemos o escovamento da pele a seco, a sua
fricção, sua lavagem com água fria a outros métodos. Primeiro, para uma
descarga completa de nossos pulmões, e em grande parte, de nossos rins; a
segundo, para estimular a atividade de nossos poros. Nem precisamos enfatizar
que tudo isso é muito benéfico para a nossa saúde. Principalmente do ponto de
vista mágico, a respiração consciente pelos poros é de grande interesse; por
isso pretendemos dedicar‑nos à sua prática.
Sente‑se
confortavelmente em uma poltrona ou deite‑se num divã, relaxando toda a
musculatura do corpo. Então, a cada inspiração, imagine que não é só o
pulmão que está respirando, absorvendo o ar, mas também o corpo todo.
Convença‑se de que junto com os pulmões, cada poro de seu corpo também
está assimilando a força vital e conduzindo‑a ao corpo todo. Você
deve imaginar-se como uma esponja seca, que ao ser mergulhada na água
absorve‑a com sofreguidão.
Deve tentar experimentar
essa mesma sensação ao inspirar ó ar. Assim a força vital do princípio
etérico e do ambiente penetra em você. Conforme as circunstâncias, cada
um de nós experimentará a absorção da força vital pelos poros de uma
maneira diferente. Depois de repetir várias vezes o exercício e conseguir
respirar simultaneamente através dos pulmões a de todo o corpo, conjugue
ambos os métodos em sua inspiração do desejo, por exemplo,
de paz, de saúde a de sucesso, de domínio das paixões, o que
for mais necessário para você.
A formulação de seus
desejos (distribuídos nas formas presente a indicativa) deve ser assimilada não
só pelos pulmões e pela corrente sangüínea, mas por todo o corpo. Se você
obtiver uma certa habilidade nesse exercício, então poderá também
influenciar magicamente a expiração, imaginando que a cada expiração você
estará eliminando o oposto do seu desejo, como os fracassos, as fraquezas, as
intranqüilidades, etc. Quando você conseguir inspirar e expirar com os
pulmões a com todo o corpo, então o exercício estará completo.
O exercício a seguir trata
do domínio do corpo. Sentar‑se confortável e tranqüilamente também é
uma arte, a deve ser aprendida. Sente‑se numa cadeira de forma a manter a
coluna ereta. No início é permitido apoiar‑se no encosto. Os pés devem
ficar juntos e formar um ângulo reto com os joelhos. Nessa posição você
deverá sentir‑9:. livre, sem nenhuma tensão nos músculos, com ambas as
mãos apoiadas levemente sobre as coxas. Coloque um despertador à sua frente, dê‑lhe
corda a ajuste‑o para tocar em cinco minutos.
Então feche os olhos a
acompanhe mentalmente todo o seu corpo. No início você perceberá como os músculos
estão intranqüilos por causa da excitação dos nervos.
Obrigue a si mesmo, com
toda a energia, a permanecer sentado tranqüilamente e a relaxar. Por mais que
esse exercício pareça fácil, para o iniciante ele é muito difícil. Caso os
joelhos insistam em se separar, podemos, no início, amarrar as duas pernas com
uma toalha ou um cordão. Se você conseguir permanecer sentado durante os cinco
minutos sem nenhum tique nervoso, portanto sem perturbações, então acrescente
um minuto no tempo de cada novo exercício.
Este estará completo
quando você conseguir permanecer sentado tranqüila a confortavelmente, sem
perturbações, durante meia hora. Ao alcançar essa meta, você perceberá que
em nenhuma outra posição do corpo poderá descansar a recuperar as forças
tanto quanto na acima descrita.
Se quisermos usar o exercício
da postura do corpo como um meio para o desenvolvimento da força de vontade,
então, caso já dominemos a prática acima aconselhada pelo tempo de uma hora,
poderemos escolher diversas outras posições a nosso gosto.
No capítulo sobre as
asanas, a ioga hindu aconselha a descreve um grande número dessas posições a
até afirma haver a possibilidade de se obter poderes ocultos através do domínio
desses exercícios. Mas ela não explica se esses poderes são despertados
exclusivamente por essas posturas corporais (asanas).
Para nosso desenvolvimento
mágico precisamos de uma postura do corpo, não importa qual; a mais simples é
a descrita anteriormente. Ela serve para aquietar o corpo a fortalecer a força
de vontade. Mas além do corpo, é sobretudo o espírito e a alma que precisam
de um trabalho sem perturbações, o que descreveremos em detalhes nos capítulos
especiais subseqüentes.
Principalmente aqueles
alunos que se cansaram muito mental e animicamente nos exercícios do Grau II, a
por isso adormecem sistematicamente nos exercícios de concentração a de
meditação, deveriam praticá‑los na posição corporal aconselhada
acima. O aluno deve esforçar‑se também em exercitar o domínio do corpo
na vida prática. Através da observação a da atenção contínuas ele
encontrará muitas oportunidades para isso.
Se nos sentirmos muito
cansados, então devemos nos obrigar a realizar algum pequeno serviço ou dar um
pequeno passeio. Se estivermos com fome, devemos adiar a refeição por cerca de
meia hora, a se tivermos sede não devemos beber imediatamente, mas deixar
passar um pouco de tempo. Na pressa costumeira devemos nos forçar a uma atitude
mais lenta a vice‑versa; quem for uma tartaruga, deve adotar um
comportamento mais ágil. Fica a critério do aprendiz usar a sua força de
vontade para dominar o seu corpo a os seus nervos a forçá‑los a fazer o
que for determinado.
I. instrução mágica do
espírito:
1. A auto‑sugestão
ou a revelação dos mistérios do subconsciente.
2. Exercícios de concentração:
a) Visuais (óticos).
b) Auditivos (acústicos).
c) Sensoriais (com o tato).
d) Olfativos (com o
cheiro).
e) Gustativos (com o
paladar).
Os exercícios referentes
ao desligamento do pensamento (estado negativo) serão retomados e aprofundados
mais tarde.
II. instrução mágica da
alma:
Equilíbrio mágico‑astral
em relação aos elementos, transmutação ou aperfeiçoamento do caráter:
a) Através do combate ou
do domínio.
b) Através da
auto‑sugestão.
c) Através da transmutação
ou remodelação na característica contrária.
III. instrução mágica do
corpo:
Respiração consciente
pelos poros.
Postura consciente do
corpo.
Domínio do corpo na vida
prática, conforme a vontade.
Antes de adormecer devem
ser mantidos só os pensamentos mais belos a puros, pois estes serão levados
depois ao sono profundo.
Fim do segundo grau
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