Site hosted by Angelfire.com: Build your free website today!
Dingir - símbolo para Divindade, colocado à frente do nome da deusa/deus

OBRAS SOBRE RELIGIÃO NA MESOPOTÂMIA


Lishtar

Apesar de não dispormos de literatura sobre Religião na Antiga Mesopotâmia em língua Portuguesa, cabe aqui dizer algumas palavras sobre referências relativas a obras fundamentais sobre o tema, escritas em língua inglesa, a fim de orientar as leituras que venham a ser feitas sobre este assunto dentro dos melhores padrões da Assiriologia.

Em primeiro lugar, o eminente assiriologista A. Leo Oppenheim, em sua obra clássica de 1964, Ancient Mesopotamia: Portrait of a Dead Civilization, (Mesopotâmia Antiga - Retrato de uma civilização morta) Chicago: University of Chicago, 1964, escreveu um longo e brilhante capítulo sobre Religião Mesopotâmica, explicando em primeiro lugar "por que não se poderia escrever sobre Religião Mespopotâmica". Ele lamentava a falta de dados e remanescentes arqueológicos, iconográficos e literários, e o imenso espaço de tempo separando os tempos modernos da antiga civilização mesopotâmica, que criava um abismo entre as mentes dos antigos e as nossas. Mesmo apontando todos estes problemas, sua obra deve ser lida com o cuidado e atenção dedicados aos clássicos de uma especialidade. Além do mais, o autor aborda temas como o culto de imagens, a psicologia da Mesopotâmia e a técnica/ciência da adivinhação, contribuindo para o nosso entendimento destes temas..

Felizmente, as preocupações de Oppenheim não assustaram outros estudiosos, todos especialistas e assiriologistas experimentados, que escreveram obras memoráveis sobre religião na Mesopotâmia antiga. O primeiro destes autores é Thorkild Jacobsen, ele mesmo aluno de Oppenheim, com a obra From the Treasures of Darkness: A History of Mesopotamian Religion (Dos tesouros das Trevas - uma história da Religião Mesopotâmica) New Haven and London: Yale University, 1976, e H. W. F. Saggs, The Encounter With the Divine in Mesopotamia and Israel, (O Encontro com o Divino na Mesopotâmia e Israel) Kindon: Athlone, 1978. Estes dois livros abordam algumas das objeções de Oppenheim por se concentrarem em alguns tópicos conhecidos. Jacobsen enfatiza as preocupações expressas nas imagens e metáforas para o divino usadas em preces e na mitologia (terceiro, segundo e primeiro milênios) mas evida discussões sobre culto, o papel da religião na sociedade e assim por diante. Saggs compara os escritos Mesopotâmcos com a Bíblia, usando a Mesopotâmia como uma ponte cultural e expondo através de comparações e contrastes certas atitudes de ambas as religiões em temas como criação, história, noção do bem e do mal, contatos e comunicação com o Divino e universalismo.

Recentemente, em 2001, o maior assiriologista francès, o Professor Jean Bottéro, juntou-se ao número de estudiosos dedicados a abordar o tema da Religião na Antiga Mesopotâmia. Este livro é uma versão atualizada de seu clássico de 1952, La Religion Babyloniènne. Professor Jean Bottéro escreveu trabalhos de monta sobre Assiriologia, e este volume representa uma síntese e sinopse de sua dedicação pessoal pela Mesopotâmia, com a diferença de que esta é uma obra escrita para atingir a uma audiência maior, composta de especialistas e leigos. Os especialista, já familiarizados com a linguagem dos textos tanto de Bottéro quanto o cuneiforme, irão certamente apreciar as opiniões e visão pessoal de um dos mestres de seu campo de atução. Os leigos terão em suas mãos um livro de fácil leitura e de grande conteúdo sobre uma civilização milenar.

Certamente, todas as objeções levantadas por Oppenheim ainda estão presentes para todos que querem estudar religião não somente da Mesopotâmia, mas de todas as civilizações da antigüidade.Mas o trabalho do Professor Jean Botéro deve ser estudado, porque ele nos possibilita Ter uma idéia, se bem que parcialmente distorcida, do que era o sentimento religioso para os habitantes daquela região, e desta forma leva-nos a melhor compreender como eles adoravam os deuses e seguiam a sua fé dentro de seu contexto específico.

Com relação ao estudo do Divino Feminino na Mesopotâmia, a referência continua a ser o trabalho pioneiro, de compactio e monumental da Professora Tikva Frymer-Kensky de 1992, In the Wake of the Goddesses (Fawcet-Columbine, 1992), bem como os artigos de estudiosas como Joan Goodnick Westenholz, Martha Roth, Julia Asher-Greve, Zainab Barwani, etc.

 

OBRAS RECOMENDADAS:

1. A. L. Oppenheim (1977) Ancient Mesopotamia: Portrait of a Dead Civilization. University of Chicago Press, Chicago, London.

2. Thorkild Jacobsen (1976) The treasures of Darkness: a history of Mesopotamian Religion. Yale University Press, Yale, London

3. Jean Bottéro (2001) Religion in Ancient Mesopotamia. University of Chicago Press, Chicago, London.

4. Jean Bottéro (1994) Mesopotamia: Writing, Reasoning and the Gods. University of Chicago Press, Chicago, London.

5; Tikva Frymer-Kenski (1992) In the Wake of the Goddesses: women and Biblical transformations of pagan myth. Fawcet-Columbine, New York.

 

VOLTAR PARA BABILÔNIA-BRASIL