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- Resignada
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Roubaram-me da vida a luz formosa,
Meu pobre coração despedaçaram.
Uma esperança, uma ilusão ditosa,
Nada ficou; de tudo me privaram.
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Nem uma estrela rutila deixaram,
Nesta, em que vivo, noite pavorosa
Oh! é demais! a vida me tornaram
Numa agonia lenta, dolorosa.
Contudo, não lastimo; resignada,
Da dor empunho a taça envenenada,
Seguindo vou meu triste itinerário.
Apenas sinto um longo desalento.
Ai! pesa tanto a cruz do sofrimento
E está tão longe ainda meu calvário!

Uma autêntica goianeira: nasceu em Caldas Novas, em 8
agosto de 1889, criou-se em Jataí (tudo
isso é Goiás) e viveu e
morreu em Belo Horizonte.
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