Bento XVI




«Se é verdade que Deus é justiça, não podemos esquecer que é sobretudo amor: se odeia o pecado, é porque ama infinitamente toda pessoa humana.»

«Deus ama a cada um de nós e sua fidelidade é tão profunda que não permite que nos desanimemos, nem sequer por nossa rejeição.»

O Santo Padre meditou sobre a passagem evangélica que apresentava a liturgia nesse domingo de Quaresma: a mulher adúltera, que devia ser apedrejada, a quem Jesus salvou a vida e perdoou.

«Jesus não estabelecida uma discussão teórica com seus interlocutores, uma discussão teórica sobre a lei de Moisés: não lhe interessa ganhar uma disputa acadêmica, mas seu objetivo é salvar uma alma e revelar que a salvação só se encontra no amor de Deus».

«Por isso veio à terra, por isso morrerá na cruz e o Pai o ressuscitará ao terceiro dia.»

«Jesus veio para dizer-nos que quer todos nós no Paraíso e que o Inferno, do qual se fala pouco em nosso tempo, existe e é eterno para quem fecha o coração ao seu amor.»

«Portanto, também neste episódio compreendemos que nosso verdadeiro inimigo é o apego ao pecado, que pode levar-nos ao fracasso de nossa existência.»

Recordando que Jesus se despede da adúltera com esta mensagem: «Vai, e de agora em diante não peques mais», o Papa explicou: «só o perdão divino e o amor recebido com coração aberto e sincero nos dão a força para resistir ao mal e para 'não pecar mais', para deixar-nos tocar pelo amor de Deus, que se converte em nossa força».

«A atitude de Jesus se converte, deste modo, em um modelo que deve ser seguido por toda comunidade, chamada a fazer do amor e do perdão o coração palpitante de sua vida.»



Papa Bento XVI

Roma, segunda-feira, 26 de março de 2007








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