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Doutrina Espírita x Movimento Espírita

É de vital importância que não se confunda Doutrina Espírita com Movimento Espírita.

Doutrina Espírita é o conjunto de princípios básicos codificados por Allan Kardec, que constituem o Espiritismo.  Esses princípios estão contidos nas obras fundamentais, que são “O Livro dos Espíritos”,  “O Livro dos Médiuns”,  “O Evangelho Segundo o Espiritismo”,  “O Céu e o Inferno” e “A Gênese”.  Todas as demais obras espíritas, por mais preciosas que sejam ou venham a ser, são e serão obras complementares, sem que isso diminua o extraordinário valor de muitas delas, pois a Doutrina Espírita é, como a definiu o próprio Codificador, “essencialmente progressista”.

Movimento Espírita é outra coisa, é o conjunto de atividades desenvolvidas organizadamente pelos espíritas, para por em prática a Doutrina Espírita, através de instituições, encontros fraternos, congressos, palestras, edições de livros, etc.  O Movimento Espírita é, portanto, um meio para se aplicar a Doutrina Espírita, em todos os sentidos, para se divulgar os seus princípios e se exercitar a vivência de suas máximas.

A Doutrina Espírita está imune a deturpações, porque qualquer idéia ou conceito que se mostre incompatível com os princípios consagrados nas obras da Codificação, poderá ser tudo, menos Espiritismo.

Já o Movimento Espírita, por ser movimento livre de pessoas e instituições humanas, sem obrigações de obediência compulsória e hierarquias religiosas que não possuímos, não goza da mesma imunidade, exigindo, em razão disso, de cada espírita em particular, e de cada grupo ou instituição espírita, uma vigilância permanente, no mais alto sentido, para que nenhuma deturpação comprometa a pureza dos ideais que abraçamos.

A força da Doutrina Espírita está em seus princípios e na sua permanente possibilidade de comprovação.  São eles:  a existência, a unicidade, a justiça e a onipotente e paternal bondade de Deus; a imortalidade, a reencarnação e a comunicabilidade dos Espíritos; e evolução universal e infinita.

A razão de ser do Movimento Espírita só pode ser a divulgação e a prática da Doutrina Espírita.  É nesse sentido que todas as potencialidades dos espíritas devem ser canalizadas para a difusão do Evangelho Redivivo, à luz da imortalidade e da reencarnação, da justiça perfeita e do inesgotável amor divino.  Cada página de livro, conferência espírita, cada programa espírita de rádio ou televisão, cada palestra ou conferência espírita constituem sagrada oportunidade para a divulgação dos princípios e dos esclarecimentos da Doutrina dos Espíritos, levando à alma do povo as sementes da consolação e da esperança, do entendimento superior da vida e de uma nova conceituação da verdadeira fraternidade, com base nas sublimes verdades reveladas pelo Consolador Prometido, e enviado por Jesus.

Todo aquele, a quem a luz da Doutrina Espírita já iluminou, tem o indeclinável dever de aproveitar integralmente as possibilidades que o Senhor da Vinha lhe concede, para estender a luz do conhecimento e do amor, com simplicidade e eficiência, desprendimento e sinceridade.  Para falar ao povo simples, o exemplo de Jesus não deve ser esquecido: - a linguagem deve ser singela e direta, franca e fácil como a própria verdade.

Importante é levar a mensagem do Espiritismo ao povo, na linguagem do povo, com correção e nobreza, elevação e dignidade.  O essencial é, como diz Emmanuel, que “ajudemos o povo a pensar, a crescer e a aprimorar-se; auxiliar a todos, para que todos se beneficiem e se elevem, tanto quanto desejamos melhoria e prosperidade para nós mesmos, constitui para nós a felicidade real e indiscutível; estendamos os braços, alonguemos o coração e irradiemos entendimento, fraternidade e simpatia, ajudando sem condições; quando o cristão pronuncia as sagradas palavras Pai Nosso, está reconhecendo não somente a Paternidade de Deus, mas aceitando também por sua família a Humanidade inteira”.

Fonte: Reformador - setembro/1977

 

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