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TEMA: LEIS DA COMUNICAÇÃO MEDIÚNICA – AS VÁRIAS FASES DO FENÔMENO

 


A  mediunidade é registro "paranormal" que se encontra ínsito (inato),  na criatura humana, à semelhança da inteligência, da razão.           

Todo indivíduo que, conscientemente  ou não, capta a presença de seres espirituais é portador  de mediunidade, cabendo-lhe a tarefa de desdobrar recursos parafísicos, através de conveniente educação, graças à qual se tornará instrumento responsável para o ministério superior a que a mesma se destina.

Normalmente chama a atenção pelos fenômenos insólitos ( não habitual ) de que se faz portadora, produzindo efeitos físicos e intelectuais, bem como manifestações na área visual, auditiva, apresentando-se com gama variada conforme as diversas expressões intelectuais, materiais e subjetivas que se exteriorizam no dia-a-dia de todos os seres humanos.

 

Desta forma, assim como o mergulhador educa a respiração para descer nas águas profundas onde espera encontrar ostras raras, portadoras de pérolas incomuns, o médium tem o dever de disciplinar a mente, a fim de aprofundar-se no oceano íntimo e dali arrancar as preciosidades que se encontram engastadas na concha bivalve ( fruto ) das aspirações morais e espirituais.

 

Não é a mediunidade que gera o distúrbio no organismo, mas a ação fluídica dos espíritos que favorece a distonia ou não, de acordo com a qualidade de que se reveste.

Por outro lado, quando a ação espiritual é salutar, uma aura de paz e de bem-estar envolve o medianeiro, auxiliando-o na preservação das forças que o nutrem e sustentam durante a existência física.

 

A mediunidade funciona como um refletor das imagens da vida espiritual. Quanto melhores as condições do aparelho (?) Tanto mais fiéis as impressões transmitidas. O oposto igualmente ocorre, proporcionando distorções e incorreções correspondentes.

 

1 - A  fonte emissora (?) Projeta as vibrações com limpidez, que o médium capta, e, conforme as suas capacidades moral, cultural e emocional, traduz.

 

2 - O pensamento do comunicante é captado pelo médium através da lei da afinidade fluídica   e para por estágios diferentes.

 

3 - De início, a captação sensorial, na qual a mente registra a idéia e as sensações do espírito, passando-as pelo campo da memória, que fornece as palavras pra vestir as informações e externá-las. Em seguida, o estágio mnésico (relativo à memória/reter na memória), em que ao médium cumpre entender - em estado ou não de consciência, de lucidez espiritual ---- sentido da idéia captada, a fim de transmitir, na fase intelectual, com o seu ou o vocabulário do agente desencarnado, escrevendo - psicografia - o falando - psicofonia  - clareza e fidelidade necessárias.

 

Trata-se, dessa forma, de um fenômeno que ocorre na área neuropsiquica, assim simplificado para dar idéia de uma ação dinâmica e móvel, sujeita a variações diversas por parte do comunicante, do médium e das vibrações do meio ambiente, que exercem papel preponderante no intercurso mediúnico.

 

As comunicações espirituais não são uma ocorrência fácil como pode parecer ao observador descuidado, exceto nos casos obsessivos, em razão da predominância da mente perturbadora sobre a vencida, por efeito da sintonia natural e cármica entre os afins.

Os fenômenos mediúnicos, qual ocorre com os demais, são regidos por leis severas que se não submetem aos caprichos ou às circunstâncias vigentes, ou nos lugares onde se desejam obtê-los.

À equipe mediúnica e ao instrumento cabem a responsabilidade que devem ser cumpridas, a favor do êxito que se pretenda.

A educação das forças mediúnicas é de demorado curso, porquanto, à  medida que a sensibilidade se apura, mais se amplia a capacidade de registro e de percepção extrafísica.

 

Entre os obstáculos à mediunidade nobre, onde as leis que a regem são menosprezadas, destacamos a da inconstância derivada da preguiça física ou mental  responsável pelo insucesso do dever, mantendo o candidato sempre na superfície, atuando  na faixa da mediunidade atormentada, que não progride, é repetitiva, insegura e monótona na sucessão dos tempos.

 

Desse modo, à pessoa sensata e lúcida cumpre o mister de observar a procedência das sensações e percepções que, amiúde, lhe chamam a atenção, por não obedecerem a uma curso normal, habitual.

Constatado que esses distúrbios, como também as ocorrências de estesia (sensibilidade) íntima, não procedem da emotividade  ampliada e jubilosa, de sucesso normal, a educação das forças mediúnicas faz-se inadiável.

 

Em todo e qualquer fenômeno mediúnico, o intercâmbio dá-se através do perispírito do encarnado, que favorece a imantação psíquica do agente, nele plasmando as suas características, que facultarão a perfeita identificação, culminando às vezes, em admiráveis fenômenos de transfiguração.

A  lei dos fluídos, isto é, da identificação fluídica entre o médium e o espírito, constitui fator relevante para uma comunicação harmônica, pois que, se os mesmos são contrários ou se exteriorizam em faixas vibratórias diversas, mui dificilmente se podem esperar resultados positivos.

 

Quanto mais  se lhe acentuem o aperfeiçoamento e a abnegação, a cultura e o desinteresse, mais se lhe sutilizam os pensamentos, e, com isso, mais se lhe aguçam as percepções mediúnicas, que se elevam a maior demonstração de serviço, de acordo com as suas disposições íntimas.

 

Não podemos esquecer que o campo de oscilações mentais do médium -  envoltório natural e irremovível que lhe pulsa do espírito  -  é  o filtro de todas as operações nos fenômenos físicos. BASTA LEVE MODIFICAÇÃO DO PROPÓSITO DA PERSONALIDADE mediúnica, seja em matéria de interesse econômico ou de conduta afetiva,  para que lhe alterem os raios mentais. Verificada semelhante METAMORFOSE, esboçam-se-lhe, na AURA ou FULCRO energético, FORMAS-PENSAMENTOS, por vezes em COMPLETO DESACORDO COM O PROGRAMA TRAÇADO NO Plano Espiritual....

 

LM. Cap. XVII  - item 203 >>(...) Para que um Espírito possa comunicar-se, preciso é que haja entre ele e o médium RELAÇÕES FLUÍDICAS, que NEM SEMPRE se ESTABELECEM INSTANTANEAMENTE. Só à medida que a faculdade se desenvolve, é que o médium adquire pouco a pouco a aptidão necessária para pôr-se em comunicação com o Espírito que se apresente.

 

LM XV - item 159       > Todo aquele que sente, num grau qualquer a influência dos Espíritos e, por esse fato médium. Essa faculdade é inerente ao homem... Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos... Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade se mostre bem caracterizada, mais ostensiva. 

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