No mundo de D&D e AD&D, existem muitas inutilidades, como as espadas +1 que são encontradas em qualquer masmorra ou grupo de orcs que você detona na aventura. Essas espadas costumam ser caras, rendendo muitos XPs. Um mestre que deixe seus jogadores com muitas armas mágicas acaba perdendo o controle da aventura (eu sei! Isso já aconteceu comigo!), e os jogadores ficando entediados - afinal, qua é a graça de matar orcs com espadas +5, mesmo sendo de primeiro nível?
Para esse tipo de problema existem duas soluções:
1. Aumentar o nível dos monstros e 2. Reduzir o número
e poder dos ítens mágicos.
Eu, particularmente, odeio rolar dados em combates com muitos monstros por que eles reduzem - e muito - a agilidade do jogo. Prefiro utilizar enigmas e grandes vilões, para que o jogo fique mais ágil. Os ítens mágicos que coloco vêm quase sempre nos últimos momentos da aventura, e mesmo assim são poucos e facilmente esgotáveis.
Uma boa idéia é criar artefatos - que são diferentes dos ítens mágicos. Ítens mágicos são as espadas +5 padrão - como as do livro de regras do D&D, ou do livro do mestre (DM's Handbook) de AD&D. Artefatos são como a Espada de Órion, ou o Medalhão de Kaliamah. Pode-se pensar que são ítens comuns, até o momento em que são utilizados, provando seu enorme poder - algo superior às armas mágicas "comuns".
Lógico que os artefatos podem estar vinculados a uma maldição: pode ser que a energia vital do usuário seja transferida para o artefato, e, se ele for destruido, o personagem amaldiçoado também o será. Ou, melhor ainda, o artefato emite um brilho fosforecente verde que não serve para iluminar, e só serve para que os inimigos os detectem no escuro. Ou um ítem mágico tipo "sopro de godzilla": ele causa dano, mas o combustível são pontos de vida do personagem usuário.
- Crom Lightstalker