EFEITO ESTUFA
O Efeito Estufa (é a elevação da temperatura terrestre em virtude da presença em excesso de certos gases.) é um dos mais importantes e preocupantes problemas ambientais da atualidade. A inquietação é plenamente justificada porque, se de um lado as conseqüências potenciais do efeito estufa são altamente devastadoras, o aquecimento da atmosfera, destruição de florestas, desertificação, desequilíbrios climáticos, derretimento das calotas polares e inundação das áreas litorâneas), de outro, a eliminação do problema é extremamente difícil porque o efeito estufa resulta não apenas da destruição (queima) das florestas, mas também da queima dos combustíveis fósseis (petróleo, gás, carvão), que representam a base da industrialização e da própria civilização atual. Esse fenômeno atmosférico acompanha a vida do planeta desde seus primeiros tempos de existência e decorre da ação bloqueadora dos gases da atmosfera sobre o calor refletido na superfície terrestre. Esse efeito possibilita a manutenção da temperatura da Terra nos níveis que permitem a existência de vida, pois sem o efeito estufa, a temperatura média da Terra seria de 18ºC abaixo de zero, ou seja, ele é responsável por um aumento de 33ºC.
O Efeito Estufa resulta, a rigor, de um desequilíbrio na composição atmosférica, provocado pela crescente elevação da concentração de certos gases que têm capacidade de absorver calor, como é o caso do metano, dos clorofluocarbonos (CFCs) e o dióxido de carbono (este é produzido naturalmente através da respiração, pela decomposição de plantas e animais e pelas queimadas naturais.
O que ocorre é que, a partir do século XIX, esse efeito tem-se acentuado. A queima de florestas tropicais, a utilização de combustíveis fósseis em industrias e usinas termelétricas lançam na atmosfera grandes quantidades de gás carbônico (CO²). Esse gás é um dos principais responsáveis pelo efeito estufa, e não permite que a radiação solar, depois refletida na Terra, volte para o espaço, bloqueando o calor. O carbono forma uma redoma protetora que aprisiona parte dessas radiações infravermelhas e as reflete novamente para a superfície. Esse fenômeno é assim chamado, porque nos países temperados é comum a utilização de estufas durante o inverno para abrigar determinadas plantas. A estufa feita de vidro ou plástico transparente tem a capacidade de reter calor, mantendo a temperatura interna mais elevada que a temperatura ambiente. Isso ocorre porque a luz emitida pelo sol, tanto no espectro visível quanto no ultravioleta (raios de ondas curtas), consegue atravessar o vidro ou o plástico. O calor irradiado pelo solo, no entanto, basicamente no espectro infravermelho ( raios de ondas longas), não atravessa esses materiais, elevando, assim, a temperatura no interior das estufas. Podemos verificar isso no cotidiano. Toda vez que entramos dentro de um carro que ficou ao sol, percebemos o quanto o seu interior fica quente e abafado, por quê? O carro funciona como se fosse uma estufa. Os raios solares entram pelo vidro, mas depois o calor não consegue sair. Além disso, normalmente, o interior dos carros é preto, que é a cor que mais absorve a luz e, portanto, a que mais irradia calor, ou das estufas de vidro utilizadas por muitos agricultores de países com invernos rigorosos. O vidro deixa passar a luz solar, mas não permite a saída do calor (o vidro é um isolante térmico).
A conseqüência direta é a alteração do clima do planeta. Para alguns pesquisadores, as mudanças já começaram, e um sinal disso é o aumento de 0,5ºC na temperatura mundial, desde o inicio do século XX. E se, persistir a atual taxa de poluição atmosférica, prevê-se que entre os anos 2025 e 2050 a temperatura sofrerá um aumento de 2,5 2 e,5 ºC. Para outros, esse aquecimento está associado a causas como a evolução das manchas solares ou as atividades vulcânicas.
O aquecimento, se de fato ocorrer, poderá provocar o derretimento das calotas polares, provocando a elevação do nível do mar (0,30 a 1m). Nos anos 80, fotos tiradas pelo satélite meteorológico Nimbus em um período de 15 anos registraram a diminuição do perímetro de gelo em volta dos pólos. Os cientistas projetaram um cenário de dilúvio: o aquecimento do ar aumenta a evaporação da água do mar, cria um maior volume de nuvens, faz crescer o nível de chuvas e altera o regime dos ventos. Haveria chuvas intensas em áreas hoje desérticas, como o norte da África e o nordeste do Brasil, e faltaria água em regiões férteis, como o meio oeste dos EUA. O degelo das calotas polares elevaria o nível do mar, inundando ilhas e áreas costeiras. Holanda, Bangladesh, Miami, Rio de Janeiro e parte de New York, por exemplo, sumiriam do mapa, destruindo assim muitos imóveis e estruturas, o que irá custar milhões para as companhias de seguro. E se todas essas pessoas que moravam nessas regiões que ficaram submersas mudarem de uma vez para o interior do continente; isso poderá acarretar em uma falta de espaço muito grande para poder alojar todos os que foram prejudicados por este aumento no nível do mar. E afetaria também atividades de subsistência como a agricultura e a pesca. Os países mais atingidos seriam os menos desenvolvidos - justamente os que menos contribuem para o efeito estufa -, que não tem meios de contornar os prejuízos.
Apesar dos efeitos devastadores, grande parte da vegetação poderá se adaptar às mudanças. O aumento da temperatura global também provocaria a multiplicação de ervas daninhas e insetos e a transferencia das pragas de clima quente - como a mosca tsé-tsé, que vive na África - para regiões de clima frio. Destruída pelo aquecimento, pode ressurgir em áreas antes geladas e de vegetação pobre, mas próxima dos pólos. A absorção do excesso de dióxido de carbono faria a vegetação crescer mais rapidamente e retirar mais nutrientes do solo. Segundo essas projeções, as florestas temperadas só sobreviveriam no Canadá.
Ou então quando a temperatura aumentar, a água irá se aquecer rapidamente. Em alguns lugares, onde não chove muito normalmente, a vida vegetal acaba por depender de lagos e rios para sobreviver. E quando a temperatura aumentar, a água nesta área irá evaporar e a seca irá acontecer. A vida vegetal começará a morrer e consequentemente irá existir poucas plantas para retirar o dióxido de carbono do ar. Isto poderá fazer com que várias colheitas sejam destruídas e a fome ou a sede comecem a atacar as pessoas mais carentes. E não pára por aí, poderá também fazer com que o efeito estufa se agrave mais ainda.
Outro efeito do aquecimento global da Terra será o tempo que ficará ao seu extremo. Mudança na temperatura significa a mudança significativa do tempo em muitos lugares. Quanto mais o tempo fica quente mais características tropicais se estabelecem sobre o mesmo. O tempo começara a ficar cada vez mais violento; este aumento da temperatura ira intensificar os ventos, a chuva e as tempestades. Existem outros fatos que poderão ocorrer como o aumento dos preços de produtos, mudanças no valor das terras, o desaparecimento de colheitas inteiras.... etc. Muitos animais serão totalmente extintos, porque esta mudança no tempo está acontecendo muito rapidamente o que não havia ocorrido em nenhuma outra época. Animais encontrarão suas casas desaparecendo rapidamente quando as árvores não conseguirem mais sobreviver as mudanças de temperatura ou de umidade. Animais também se encontrarão em condições desfavoráveis à sobrevivência, novamente por causa da mudança na temperatura e na umidade. Portanto, pode-se ver que existem muitas outras conseqüências que poderão ocorrer na Terra se a temperatura no globo continuar aumentando.
Pesquisadores e ambientalistas buscam maneiras de reduzir o efeito estufa defendendo o investimento em fontes renováveis de energia e o aumento da eficiência das usinas termelétricas. Enquanto isso, os países tentam definir acordos limitando a emissão de gases de efeito estufa. Os países menos desenvolvidos alegam que sem os combustíveis fósseis não conseguiriam avançar em sua industrialização: os países insulares (localizados em ilhas), que estão na área de maior risco, defendem cortes radicais nas emissões: Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão se opõem a medidas que consideram drásticas embora os países ricos sejam responsáveis por 75% dos 16,5 bilhões de toneladas de gases de origem fóssil emitidos anualmente. Em meio a tais conflitos, a conservação do clima, realizada em abril de 1995 em Berlim, estabeleceu como meta global a diminuição de 2% a 8% na emissão de gás carbônico na atmosfera.
Hoje a tomada da consciência é muito importante pela primeira vez na história, da possibilidade de destruição do próprio homem. Os impactos ambientais são democratizados, ou seja, passam a atingir todos os homens, sem distinção de cunho econômico, patrões, brancos, negros e amarelos, desenvolvidos e subdesenvolvidos, capitalistas e socialistas, liberais e conservadores. Não há mais refúgio seguro. Todos os homens finalmente passam a ter plena consciência do obvio: a Terra é finita e a tecnologia no pode resolver todos os seus problemas.