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Sobre o Modem

INTRODUÇÃO

Na década de 80, o normal era não se possuir um modem, pois era um item dispendicioso e de utilidade muito restrita; a velocidade era de 300bps. Aparelhos de fax eram analógicos e raríssimos , a forma de comunicação “rápida” entre empresas era o Telex, que necessitava de uma linha especial (não se comunicavam através da linha telefônica), não permitiam acentuação, caracteres minúsculos, etc. A velocidade de transmissão era de 50bps (com apenas 5 bits por caracteres ao invés dos 8 empregados normalmente). Um modem atualmente pode transmitir 500 caracteres no mesmo tempo que um Telex necessitava para enviar um único caracter.
Em 1990 poucas empresas e “micreiros” (normalmente engenheiros e técnicos em eletrônica.. possuíam um modem. Nessa época os modems possuíam uma velocidade de 1.200 bps e alguns poucos previlegiados possuíam modems de 2.400 bps. A instalação era difícil, qualquer ruído na linha telefônica gerava caracteres aleatórios na tela. Agora, passados apenas seis anos, os modems pelo mesmo custo são acima de dez vezes mais velozes (14.400 e 28.800 bps e possuem compressão de dados), se tornaram mais seguros pois possuem os protocolos de correção de erros e não costumam apresentar defeitos tão freqüentemente, chegando a oferecer garantia total de até 5 anos, enviam e recebem fax, e com os programas mais modernos são de fácil instalação (plug and play), etc.

ÍNDICE

I. MODEMS

[1.0] O que é e como funciona um modem?
[1.1] Quais as diferenças entre bps, baud, cps, etc?

[2.0] O que é CCITT? E ITU-T?

[3.0] O que são Protocolos?
[3.1] O que são os protocolos de modulação?
[3.1.1] Quais são os protocolos de modulação?
[3.1.2] Qual a diferença entre os protocolos V.Fast, V.34 e V.FC?
[3.2] O que e quais são os protocolos de correção de erros?
- V.42 e MNP 2-4
[3.3] O que e quais são os protocolos de compressão de dados?
- V.42bis e MNP 5
- Diferenças entre V.42bis e MNP5
[3.4] O que são modems RPI e por que são mal vistos?
- Softwares que são RPI-compatibles
[3.5] O que são protocolos de transferência de arquivos?
[3.5.1] Quais são os protocolos de transferência mais comuns?
- Xmodem
- Xmodem-CRC
- Xmodem-1k
- Ymodem
- Ymodem-G
- Zmodem
- ZedZap
- Protocolos Bidirecionais
- ASCII
- Kermit
[3.5.2] Quais são os melhores e os piores protocolos de transferência de arquivos?

[4.0] O que são comandos? Como usá-los?
- O que é padrão Hayes?
- ATD
- ATZ
- +++
- ATA
- Como fazer uma conexão de modems durante uma ligação VOZ?

II. CONFIGURAÇÃO

[1.0] Velocidade serial x Velocidade modem (diferenças entre DTE e DCE).
- Por que não existe a opção de velocidade “14400” no meu programa de comunicação? Ela pula de 9600 para 19200...
- O que tem o V.42 e V.42bis a ver com isso?

[2.0] O que é 8N1 e 7E1?
- Qual usar?

[3.0] O que é flow control (RTS/CTS - Xon/Xoff)?
- Qual configuração usar?

[4.0] O que são portas de comunicação e como configurar meu modem?

[5.0] O que são terminais de comunicação?
- Como funciona o terminal ANSI?
- Que outros terminais existem?
- Qual usar?

[6.0] O que colocar no item Dial String?
- ATDP ou ATDT

III. ESPECIFICO SOFTWARE

[1.0] Quais softwares de operação remota de microcomputadores existem e quais as diferenças entre eles?
- Lap Link 6.0 for Windows
- PC Anywhere for Windows
- Doorway 2.22 for DOS
- Carbon Copy 6.0 for DOS

[2.0] Video Texto

[3.0] O que é FOSSIL?

IV. ESPECIFICO HARDWARE

[1.0] O que é um chip UART?
- 8250
- 16450
- 16550 (Não “A”)
- 16550A, 16550AF e 16550AFN
- Onde está esse chip em meu micro?
- Por que eu precisaria de um UART 16550?
- E o que tem UART 16550 a ver com Windows? E com o OS/2?

[2.0] Qual é a configuração ideal para modems USR Sportster 14.4 kbps?

[3.0] Qual é a configuração ideal para modems USR Sportster 28.8 kbps?

[4.0] Quais as diferenças entre o USR Sportster V.34 e o Courier V.34?

[5.0] Qual é a configuração ideal para modems Zoltrix NON-RPI?

[6.0] Existem comandos que são bons de se usar em qualquer configuração? Quais?

[7.0] O que é Caller-ID? O que é BINA? O que relaciona ambos?

[8.0] O que é resposta adaptativa?

[9,0] Modem interno ou externo?

[10.0] Por que não consigo conexões a 9600 bps com meu modem que diz ser 2400/9600 bps?

V. TENDÊNCIAS FUTURAS

[1.0] WebTV
[1.1] Como funciona?

[2.0] Cable Modem

[3.0] Network Computers

[4.0] Modem Celular

[5.0] O Modem de 56 kbps
[5.1] Caminhos assimétricos
[5.2] Problemas de controle de fluxo
[5.3] Problemas de instalação


I. MODEMS

Essa parte apresenta os tópicos básicos que devem ser conhecidos sobre como funcionam os modems e o jargão técnico que é usado nesse contexto.
Ela apresenta os seguintes temas:

1.0 Funcionamento de um modem
1.1 Conceitos de velocidade (bps, baud, cps)

2.0 CCITT e ITU-T

3.0 Protocolos
3.1 Protocolos de modulação
3.2 Protocolos de correção de erros
3.3 Protocolos de compressão de dados
3.4 Modems RPI
3.5 Protocolos de transferência de arquivos

4.0 Comandos Hayes


I.[1.0] O que é e como funciona um modem?

Sabemos que um modem está ligado à linha telefônica e ao computador. Sabemos também que ele serve para fazer a comunicação entre o micro e um outro micro através da linha telefônica.
Surge então a questão, por que um computador não pode transmitir dados diretamente pela linha telefônica para outro computador. Para que é necessário o modem?

- O telefone
Vejamos como funciona um telefone comum:
O microfone do bocal converte as ondas de som que vem de sua boca em sinais elétricos. Do outro lado, o alto falante no fone de ouvido converte novamente esses sinais elétricos em ondas sonoras. Os sinais elétricos trafegam pela linha telefônica por meio de oscilações de voltagem, podendo assim representar as ondas sonoras em sua freqüencia e altura (amplitude). Esses sinais são chamados de ANALOGICOS, pois são uma analogia elétrica do som de sua voz. Pela linha telefônica somente este tipo de sinal pode trafegar.

- O computador e a porta serial
Já o computador se comunica com seus periféricos por meio de bits e bytes. Um bit é a menor unidade computacional, e aceita dois valores, ZERO ou UM. Um conjunto de oito bits forma um BYTE. Através das portas SERIAIS (COMx, normalmente usadas para mouses, modems) o micro se comunica bit a bit com o periférico, e através das portas PARALELAS (LPTx, normalmente usadas para impressoras), byte a byte.
Uma porta serial utiliza sinais elétricos. São voltagens positivas e negativas (normalmente +12V e -12V) para representar o zero e o um. Alternando as voltagens, ela pode se comunicar com periféricos externos bit a bit.
Este sinal é um sinal DIGITAL, com o qual o computador tem grande facilidade de trabalhar.

- Os modems
Os modelos de modems mais antigos fazem o seguinte: Transformam essas voltagens positivas e negativas que vêm do micro em tons audíveis. Uma voltagem negativa (representando um bit 1) é convertida em um tom de determinado pitch; uma voltagem positiva (representando um bit 0) em um tom de pitch um pouco mais baixo. Esses sons são transmitidos pela linha telefônica da mesma forma como a voz. O modem receptor por sua vez converte esses sons em sinais digitais e os tranfere para o micro, que os interpreta.
Desse processo vem a palavra MODEM, que é a sigla de MOdulador / DEModulador. Um lado modula os sinais digitais em sinais analógicos, enquanto o outro lado demodula esses sinais analógicos novamente para sinais digitais.

- A modulação
Na verdade o termo MODULAÇAO envolve bem mais do que somente isso. O uso de dois tons visto acima é chamado de modulação FSK. Com ele, se tem o limite de 300 bits por segundo numa transmissão de dados.
Modems atuais usam mais do que os dois “estados” possíveis (no exemplo anterior, cada tom representa um “estado”). Esses modems mais avançados podem combinar estados (como por exemplo a amplitude) com mudança de estados (por exemplo a mudança de fase) afim de representar grupos de dois, três, quatro ou mesmo mais bits.

I.[1.1] Quais as diferenças entre bps, baud, cps, etc?

O BAUD é uma unidade de medida representando a quantidade de mudanças de fase por segundo que podem acontecer (por exemplo numa linha telefônica). As conexões de telefone atuais podem ser usadas de maneira confiável afim de transmitir um sinal que muda de estado até 2400 vezes por segundo. Tal conexão está operando a uma taxa de 2400 bauds.
Mas com técnicas de modulação mais complexas, podemos não ter apenas dois estados, mas sim muitos estados. Com oito estados diferentes, podemos usar cada estado para representar um dos oito grupos possíveis de três bits (000, 001, 010, 011, 100, 101, 110 e 111). Dessa forma, em uma taxa de sinalização de 1600 bauds (por exemplo), é possível transmitir 4800 bits por segundo (bps). Modems mais rápidos e mais comuns hoje em dia usam 64 estados, que podem representar todos os valores possíveis de um grupo de seis bits. Assim, a 2400 bauds, podem ser transferidos até 14400 bits por segundo (2400 bauds x 6 bits = 14400 bps).
A diferença entre BAUD e BPS se torna evidente. BAUD é a unidade de um valor que alcança no máximo algo em torno de 3000 em linhas telefônicas comuns no Brasil. BPS (bits por segundo) é a velocidade real do modem nessa linha telefônica, sendo que os modems mais velozes hoje em dia podem transmitir até 28800 bps (bits por segundo). Mas para conseguir esses 28800 bps, é necessária uma taxa de sinalização de aproximadamente 3200 bauds. Como este é quase o topo máximo que nossas linhas telefônicas alcançam, é possível que mesmo tendo um modem 28800 bps não se alcance essa velocidade, mas sim alguma velocidade inferior (26400 bps, 24000 bps ou 21600 bps).
O último termo que ainda não foi abordado é o de CPS. Significa “caracteres por segundo” e poderia ser chamado também de “byte por segundo”. Esse último termo não é muito usado, pois a sigla deste seria igualmente BPS, confundindo ela com o “bit por segundo”.
Um byte possui normalmente 8 bits. Em transmissões pela porta serial, são necessários dois bits adicionais, o START e o STOP bit, totalizando 10 bits. Assim sendo, numa conexão a 14400 bits por segundo, são transmitidos 1440 cps (caracteres por segundo). Veremos mais adiante porque esse valor normalmente é ainda maior.
1440 caracteres por segundo é uma velocidade bastante considerável. Uma pessoa com dotes de digitação médios consegue digitar no máximo a uns 10 caracteres por segundo, quando muito.
Essa taxa é comumente apresentada em telas de DOWNLOAD e UPLOADS de programas de comunicação, informando assim quantos BYTES estão chegando ou saindo por segundo.

I.[2.0] O que é CCITT? E ITU-T?

Vimos que em modems de alta velocidade (como são chamados os modems a partir com velocidades de 9600 bps e acima) em um baud são modulados mais de um bit. Agora a forma como esses bits são modulados, precisou de alguma forma ser padronizado. Se não houvesse essa padronização, um modem não entenderia o que o outro estivesse falando, ou seja, um não consegueria demodular o que outro modulou.
Quem fez grande parte dessa padronização foi um orgão chamado CCITT, sigla para Comite Consultivo Internacional de Telegrafia e Telefonia. Este comite definiu uma séria de padrões para a telecomunicação, que são os padrões chamados de V.xx, onde xx é o número da padronização.
Desde o começo do ano de 1994 o CCITT não existe mais. Ele foi substituido ITU-T (International Telephone Union - Setor pra padrões na telefonia), órgão pertencente à ONU (Organização das Nações Unidas).
As atividades da ITU incluem a regularização, padronização, coordenação e desenvolvimento da telecomunicação internacional. A ITU é basicamente organizada em 3 setores que refletem suas atividades principais (Padronização, Radiocomunicação e Desenvolvimento). O que importa para usuários de modems é o Setor de Padronização da Telecomunicação (ITU-T). Essa agência cria entre outros as recomendações de padrões para a comunicação de dados.
Com essa padronização, que tem âmbito e validade MUNDIAL, os modems fabricados pelos mais diversos fabricantes passam a poder se comunicar entre si sem maiores dificuldades, já que “falam” a mesma “língua”.
Existem ainda outros padrões que não foram definidos pela CCITT (hoje ITU-T). São por exemplo os padrões Bell, definidos por uma companhia telefônica americana (Bell), ou o protocolo HST (High Speed Technology) criado pela USRobotics (nesse caso, só pode haver conexão de um modem com esse protocolo com outro que também tenha esse protocolo, no caso, um outro USRobotics HST). Esses protocolos não têm validade mundial, e portanto não são encontrados em todos os modems. São os chamados protocolos proprietários.
Além desses protocolos que definem a modulação para as diversas velocidades, existem outros tipos de protocolos da ITU-T que interessam ao universo dos modems, conforme veremos mais adiante (I.[3.2] e I.[3.3]).
Outros protocolos que não são padrões mundiais (da ITU-T), mas sim proprietários (criados por uma determinada empresa) eram os protocolos MNP. Mas esses protocolos entraram em domínio público (a especificação do protocolo se tornou propriedade pública) e hoje são encontrados na maioria dos modems de alta velocidade.

I.[3.0] O que são Protocolos?

Hoje em dia os modems não só são mais rápido como também são repletos de novos aspectos, como controle de erros e compressão de dados. De repente, você é confrontado com todas essas siglas: V.32, V.32bis, V.42, V.42bis, MNP5, LAP-M, etc. O que cada uma significa? O que que cada uma significa para você?
Para tirar o máximo de proveito de um modem de alta velocidade você precisa entender três diferentes tipos de protocolos e suas relações. São eles:
- Protocolos de modulação
- Protocolos de controle e correção de erros
- Protocolos de compressão de dados

I.[3.1] O que são os protocolos de modulação?

As técnicas específicas para modular os bits digitais em sinais analógicos são chamadas de protocolos de modulação. Os vários protocolos de modulação definem o método exato dessa codificação e a velocidade da transferência resultante. Na realidade, você não pode ter um modem sem protocolo de modulação. Um modem normalmente suporta mais de um protocolo de modulação.
A velocidade crua (sem compressão de dados) de um modem é determinada pelo protocolo de modulação. Este é negociado entre dois modems na hora da conexão por envio e recepção de sinais característicos (os famosos “beeeb-bbeebeebe-beebe” que se ouve na hora da conexão). Modems de alta velocidade são modems que suportam protocolos de modulação de 9600 bps ou acima (bps é a abreviatura de “bits por segundo”, ou seja, quantos bits podem ser transferidos por segundo.

I.[3.1.1] Quais são os protocolos de modulação?

- até 2400 bps
Um modem de 2400 bps compatível com o Hayes normalmente suporta os seguintes protocolos de modulação:
Bell 103 (padrão americano para 300 bps)
Bell 212A (padrão americano para 1200 bps)
ITU-T V.22 (padrão mundial para 1200 bps)
ITU-T V.22bis (padrão mundial para 2400 bps)

Alguns modems de 2400 bps também suportam os seguintes protocolos:
ITU-T V.21 (padrão mundial para 300 bps)
ITU-T V.23 (padrão europeu para 1200/75 e 75/1200 bps.
Esse padrão é usado também pelo sistema de Video Texto no Brasil)

- acima de 2400 bps
Existem hoje três protocolos de modulação que são padrões mundiais para modems de alta velocidade: V.32, V.32bis e V.34. Os dois primeiros foram estabelecidos pela antiga CCITT e o último já pela ITU-T.

- V.32
Esse é o padrão para modems de 9600 bps (e 4800 bps). V.32 foi adotado como padrão pela CCITT em 1984. Mas o mercado para esses modems demorou um pouco para crescer. Um modem com V.32 custava por volta de US$ 2000 no ano de 1988. Atualmente modems até esse protocolo (que não tenham nenhum protocolo para velocidades superiores) estão praticamente obsoletos e não existem em grandes quantidades no mercado. Nessa época surgiram alguns outros protocolos que não eram padrão mundial, mas proprietários de certas empresas fabricantes de modems, como a USRobotics, a Telebit, a Hayes e CompuCom, que criaram os modems com o chamado “dual standard” (padrão duplo) que suportavam tanto o V.32 e seu próprio padrão.

- V.32bis
V.32bis, estabelecido no começo de 1991 é o padrão da ITU-T para modems a 14400 bps. Um modem com V.32bis possui também capacidade de conectar a velocidades menores (“fall back”): 12000, 9600, 7200 e 4800 bps. No V.32bis está incluso o V.32.
Diferente da época dos modems de 2400 bps onde um só protocolo de modulação (V.22bis) era suportado por todos os fabricantes de modems, na época do V.32bis surgiram vários protocolos de modulação proprietários (não aprovados pela ITU-T) criados por fabricantes de modems. Os melhores exemplos são os protocolos HST da USRobotics e o PEP da Telebit.

- V.34
Atualmente o protocolo de modulação mais veloz para modems. Suporta conexões de até 28800 bps, com um “fall back” inteligente para velocidades inferiores, caso a linha não tenha condições de agüentar a alta velocidade de 28800 bps: 26400, 24000, 21600 e 19200 bps. Possui um método de negociação inteligente, que se adapta à qualidade e condição da linha telefônica.

I.[3.1.2] Qual a diferença entre os protocolos V.FAST, V.34 e V.FC?

- V.FAST
V.FAST foi o “codinome” dado ao protocolo para comunicação a 28.8 kbps (kbps significa kilobits por segundo) antes dele ser discutido e aprovado pela ITU-T. Ou seja, até junho de 1994 falava-se do protocolo V.FAST, em desenvolvimento, até aparecer o nome definitivo para o mesmo, que seria V.34. Ou seja, um é nome do protocolo na fase de desenvolvimento, não ainda o nome oficial. Muitos chamaram o V.FAST também de V.LAST, pois diziam que as linhas telefônicas comuns não agüentariam mais que isso, por isso seria o último (=LAST) dessa geração.

- V.FC
Existe ainda o V.FC, protocolo que o fabricante de chips para modems Rockwell criou antes do V.34 ser regularizado pela ITU-T. É um protocolo proprietário (não é padrão mundial da ITU-T) para comunicação a 28.8 kbps e que teve muitos seguidores. Era a época de desenvolvimento do V.34 (final de 1993) e a Rockwell achou que a outorgação do mesmo estava demorando muito. Até a USRobotics a seguiu e o implementou em seus modems.

- Desenvolvimento até o V.34
Até setembro de 1994 o padrão para 28.8 kbps era praticamente o V.FC, pois o V.34 ainda não estava totalmente regularizado (já estava aprovado pela ITU-T, mas ainda devia ser aprovado pelos países membros da ITU por votação). Muitos fabricantes de modems de 28.8 kbps com o V.FC prometeram um upgrade (atualização) para o padrão V.34 quando este estivesse regularizado. Alguns exigiriam troca de hardware, outros upgrade via software.
Assim em setembro de 1994 o padrão V.34 foi finalmente aprovado em definitivo, e começou a ser fabricado e usado mundialmente.
Hoje em dia um modem 28.8 kbps que não tenha o protocolo V.34 está praticamente obsoleto. Existem modems com os dois protocolos V.34 e V.FC (caso do USR Courier 28.8 kbps dual standart), mas o V.FC certamente cairá em desuso.

I.[3.2] O que e quais são os protocolos de correção de erros?
(V.42 e MNP 2-4)

Em transmissões a altas velocidades, não é raro que as chamadas “sujeiras na linha” atrapalhem aconexão. Essas sujeiras nada mais são do que conexões telefônicas “sujas”, que evitam que o mesmo som que um modem produziu seja recebido pelo outro, ou seja, quando o lado que recebe for demodular o que chegou, não será o que o outro lado transmitiu, o que é demonstrado na conexão com a chamada “sujeira na tela”. Em modems de baixa velocidade a tolerância para sujeiras é maior, mas em alta velocidade, é necessária uma precisão muito maior para resultados adequados.
E é por isso que foram desenvolvidos protocolos que cuidam de monitorar a transferência de dados e que conseguem filtrar fora essa sujeira, que se manifesta na conexão com caracteres aleatórios na tela.
Os protocolos V.42 e MNP 2-4 cuidam da linha telefônica filtrando essas sujeiras. Quando dois modems estabelecerem conexão usando um protocolo de correção de erros, a conexão se dará de forma totalmente limpa, sem erros na tela. Note que a sujeira na linha continua presente, só que não transparece na conexão (na tela).
O processo de filtro usado pelo V.42 e MNP 2-4 é um esquema de correção de erros baseado em algoritmos sofisticados para garantir que os dados que chegam são os mesmos que foram enviados pelo outro lado. Caso os dados não correspondam, o bloco é reenviado. É por isso que algumas vezes a conexão a altas velocidades é interrompida brevemente: É a correção de erros em ação.
O protocolo V.42 utiliza o LAP-M (Link Access Procedure for Modems) como esquema primário de correção de erros e inclui o MNP 4 como esquema secundário. Um modem com V.42 automaticamente possui MNP 4, e é capaz de conectar com um modem dos dois tipos.
É portanto altamente recomendado deixar a correção de erros ativada durante uma conexão.

I.[3.3] O que e quais são os protocolos de compressão de dados?

- V.42bis e MNP5
Estes protocolos permitem uma compactação de dados antes do envio, e a descompactação do outro lado, tudo “on-the-fly”, ou seja, ao mesmo tempo em que está sendo enviado.
A utilização ou não desses protocolos é negociado na hora da conexão e estes permanecem válidos até a posterior desconexão.
Com o protocolo V.42bis pode-se atingir uma compactação de até 4:1 (4 para 1) se o arquivo transmitido for altamente compactável. Neste caso, a taxa de transferência em modems 14400 bps passaria dos normais 1440 cps para até 5760 cps.
Como arquivos altamemte compactáveis entendem-se arquivos-texto, planilhas, executáveis (não compactados), bancos de dados, etc.

- Diferenças entre V.42bis e MNP5
Mas o que acontece quando se transmite algum arquivo que já esteja compactado? Um protocolo que tem que atuar “on-the-fly” logicamente não conseguirá comprimir este arquivo mais ainda. Aí está a grande diferença entre MNP5 e V.42bis: No MNP5, ele não percebe nada, e tenta compactar mesmo assim, fazendo com que a transmissão seja mais lenta do que o normal. Com o V.42bis, ele percebe que os dados já estão compactados, e se auto-desativa. Com isso não se perde nada em performance.

I.[3.4] O que são modems RPI e por que são mal vistos?

Normalmente os protocolos V.42 e V.42bis (correção de erros e compressão de dados) são implementados via HARDWARE, ou seja, o próprio modem se encarrega disso.
Mas existem certas marcas de modems onde isso não é o caso. Quando você compra esse tipo de modem, pode pensar que ele possue o V.42 e o V.42bis, o que normalmente é informado na caixa, mas não repara no escrito “RPI MODEM”, “RPI COMPILANT” ou algo parecido.
RPI é a sigla de “Rockwell Protocol Interface” e basicamente significa que o modem depende de que a correção e compressão sejam feitos por algum software padrão RPI.
Esses modems normalmente vem com os seus softwares de comunicação, que são justamente padrão RPI e que são capazes de ativar esses protocolos e os usar. Mas assim que se deseje utilizar outro tipo de programa de comunicação, não mais se pode utilizar o V.42 e V.42bis do modem, pois a maioria deles não traz suporte para RPI.
A diferença básica de um modem RPI para um não-RPI reside no fato de ONDE o software dos protocolos V.42 e V.42bis são executados. No caso dos modems não-RPI, isto é feito pelo próprio modem, no caso dos modems RPI, isso deve ser feito pela CPU do computador.
Assim, além da desvantagem de falta de programas de comunicação, tem-se ainda o fato de estar se gastando ciclos do processamento do micro para a correção de erros, o que pode ser fatal em plataformas de multi-tasking.


I.[3.5] O que são protocolos de transferência de arquivos?

Os modems que se comunicam entre sí podem apenas passar BYTES de um lado para o outro. Eles não têm noção sobre arquivos, etc. Para que se possa transferir um arquivo, você deve utilizar um protocolo de transferência de arquivos.
Um protocolo desse tipo é o que define como os bytes serão enviados e interpretados pelo outro lado para formarem um arquivo exatamente do mesmo tamanho e conteúdo do existente no lado que o enviou.
Um protocolo de transferência define a quantidade de bytes que serão enviados em cada BLOCO, como serão tratados erros de transmissão, como um erro é detectado e como o mesmo é corrigido, como um lado fica sabendo o nome do arquivo que está sendo enviado, como é informada a conclusão da transferência, quantidade de arquivos a serem transmitidos, etc.
Um BLOCO é uma sucessão de bytes que são transmitidos sem pausas. Os blocos de transferência em protocolos de transmissão podem variar de 96 a 8192 bytes (8 kb). A cada final de bloco são enviados bytes de controle, que podem servir simplesmente para delimitar os blocos, como também para controle e correção de erro.
Existem muitos protocolos de transferência de arquivos à disposição, alguns são mais rápidos, outros mais confiáveis, alguns com mais recursos, outros com menos. O que importa é que para se utilizar um protocolo de transferência de arquivos, da mesma forma que para os protocolos de modulação, ambos os lados precisam ter este mesmo protocolo à disposição.

I.[3.5.1] Quais protocolos de transferência existem?

Os protocolos mais comuns que são apresentados em programas de comunicação são os famosos: Xmodem, Ymodem e Zmodem. Existem ainda outros, que veremos mais tarde nessa mesma sessão.

- Xmodem
O protocolo Xmodem original foi desenvolvido em 1977 por um programador chamado Ward Christensen. Através dele, os arquivos são transmitidos em blocos de 128 bytes, aos quais sempre é adicionado um byte de controle para verificação de erros. Esse byte extra, chamado de SOMA DE VERIFICAÇAO, é composto pelos oito bits de ordem inferior da soma dos 128 bytes. Assim o software receptor calcula igualmente essa soma dos bytes que chegaram e compara com a soma da verificação. Se a soma for outra, o receptor requesita uma retransmissão do bloco.

- Xmodem-CRC
O protocolo Xmodem-CRC substituiu a verificação de soma por um esquema chamado de verificação de redundância cíclica (CRC). Ela tem a mesma finalidade que a soma de verificação, porém é mais confiável.

- Xmodem-1k
Com os modems de alta velocidade, os blocos de 128 bytes se tornaram muito pequenos. Com isso surgiu o protocolo Xmodem usando blocos de 1024 bytes (1 kbyte).
Algumas vezes, o Xmodem-1k é também chamado de Ymodem. No caso disso ocorrer, o Ymodem real é chamado de Ymodem-Batch.

- Ymodem
Basicamente ele é a mesma coisa que o protocolo Xmodem, com algumas diferenças: Se a houver muita sujeira na linha, ele é capaz de comutar automaticamente de blocos de 1024 para blocos de 128 bytes. Em blocos menores, é menos provável que ocorra algum erro e a verificação é mais efetiva.
Além disso, os protocolos Ymodem utilizam um bloco de cabeçalho especial no início da transferência, contendo o nome do arquivo, simplificando a tarefa da transferência de arquivos em forma BATCH.
Tranferência batch significa nada mais do que transferir diversos arquivos um atrás do outro, numa mesma sessão do protocolo de transferência.
Muitas vezes o Ymodem é também chamado de Ymodem-Batch.

- Ymodem-G
Variante do Ymodem que simplesmente não realiza correção de erros na transmissão dos arquivos. Ele confia na qualidade da linha, ou então ele confia na correção de erros do seu modem, transmitindo os dados seqüencialmente sem parar. Quando ocorrer um erro ele imediatamente aborta a operação.

- Zmodem
É o protocolo mais usado atualmente. Apresenta basicamente os recursos do Ymodem-Batch, com uma performance maior ainda, blocos de 1024 bytes, transferência batch, e além disso o recursos de CRASH RECOVERY, que possibilita que transferências abortadas no meio possam ser prosseguidas mais tarde, a partir do local onde se parou da vez anterior.
Até os programas de comunicação mais simples devem suportar esse protocolo, pois é o mais normal de se usar.

- ZedZap
O mesmo protocolo Zmodem, com a diferença deste usar blocos de 8192 bytes ao invés dos habituais 1024.
Ele não está disponível em todos os programas de comunicação. Ele se encontra por exemplo no Terminate.

- Protocolos Bidirecionais
Os protocolos abordados até agora só servem para transmitir em UMA direção. Acontece que numa conexão normal de modems, existem DOIS canais de transferência, como visto na figura da sessão [1.0]. Numa transferência unilateral, um dos canais fica sem uso ou é usado somente para efeito de correção de erros. Por isso surgiram protocolos BIDIRECIONAIS, que são capazes de transmitir arquivos para ambos os lados ao mesmo tempo, sem perda de performance.
Exemplos são o HSLINK, Bimodem e o Hydracomm.

- ASCII
O protocolo ASCII é um protocolo de transferência em 7 bits que fazem os 128 primeiros caracteres da tabela ASCII. Esse protocolo não possui controle e correção de erros e usa o XON/XOFF (veja depois) para controle de transmissão. Assim sendo, o XON/XOFF precisa estar ligado neste caso. Quando o computador que receber os dados precisa parar a transmissão temporariamente, ele envia um CTRL-S (ASCII #17) para parar o envio. Quando ele estiver pronto para voltar a receber dados, envia um CTRL-Q (ASCII #19) para continuar a transmissão.
Esse protocolo não deve ser usado praticamente nunca, só para enviar ou receber rapidamente textos que aparecerem no terminal.

- Kermit
Kermit é um protocolo que é usado extensivamente na Internet. É um protocolo um tanto antigo, que possui uma vasta gama de opções mas que normalmente não tem boa performance.
Ele usa tamanhos de pacotes variáveis, com um máximo de 1024 bytes.
Como o Ymodem, traz suporte para transferências batch.

I.[3.5.2] Quais são os melhores e os piores protocolos de transferência de arquivos?

Em casos normais você deve usar o protocolo Zmodem. Ele é adequado tanto para modems de alta velocidade quanto para modems sem correção de erros.
Mas é um fato que o Ymodem-G é mais rápido que o Zmodem normal. Só deve ser usado se seu modem faz correção de erros. Veja porque ele é mais rápido:
O Zmodem manda blocos de 1024 bytes por vez. Após mandar um bloco, ele ainda precisa fazer a comparação com o CRC do bloco que foi enviado com o que chegou. Com isso, além do bloco em si, estão sendo mandados bytes de frames (que indicam o começo e fim do bloco) e blocos CRCs para correção de erros.
O Ymodem-G não faz correção de erros. Por isso ele não precisa mandar os blocos CRC após cada bloco, o tornando ligeiramente mais rápido.
Se o seu modem possuir correção de erros, você pode utilizar o Ymodem-G para maior velocidade (a diferença é mínima). O que então ocorre é que falta o recurso utilíssimo de crash recovery a ele. Assim sendo, se uma transmissão com o Ymodem-G for abortada, para continuar da posição onde se parou, deve-se utilizar o Zmodem.
Uma outra opção é o ZedZap. Enviando blocos de 8192 bytes de cada vez, os frames e correção de erros são feitos para os blocos como um todo, assim são menos dados adicionais que precisam ser enviados na transferência de um arquivo. Acontece que se ocorrer alguma falha na transmissão de um bloco, mesmo que já tenham chegado 8000 bytes corretos, o bloco inteiro precisa ser remandado, tornando a transferência ainda mais demorada do que com o Zmodem (onde no máximo 1024 bytes precisam ser reenviados). Se um modem possuir correção de erros e ambos os lados tiverem o ZedZap à disposição, este protocolo pode ser o indicado. Para modems SEM correção de erros (os de 2400 bps, por exemplo), nunca se deve tentar utilizar esse protocolo.
Resumindo, os protocolos que devem ter chances de serem usados atualmente são o Zmodem, ZedZap (Zmodem 8Kb) e o Ymodem-G.
Se você possuir um modem com correção de erros confiável (você NUNCA vê sujeira na tela), use o protocolo ZedZap se necessitar de velocidade e do recurso de crash recovery ou o protocolo Ymodem-G se necessitar de velocidade e não de crash recovery.

I.[4.0] O que são comandos? Como usá-los?

Para você se comunicar com o modem e dar-lhe instruções, você deve usar os chamados COMANDOS AT. Comandos são certas instruções que podem ser passados para o modem. Ele os interpretará retornando a informação requisitada, ou a confirmação de correto recebimento do comando ou de erro na sintaxe do mesmo (“OK” ou “ERROR”).

- O que é padrão Hayes?
Os comandos que podem ser usados nos modems variam de acordo com o modelo e fabricante, mas normalmente seguem o chamado PADRAO HAYES. Hayes é uma empresa fabricante de modems que se tornou conhecida por ter modelos de modems que chegaram como pioneiros no grande mercado, os modems Hayes Smartmodem 1200 e 2400. Nestes usavam-se certos comandos, e eles se tornaram quase que um padrão para os modems futuros que viriam.

- Como enviar comandos ao modem?
Os comandos podem ser enviados ao modem, através de um programa de comunicação, de um modo manual ou transparente ao usuário (sem que ele precise digitá-los).
No primeiro caso, para enviar comandos manualmente para o modem, deve-se estar em algum meio onde se esteja em direta comunicação com ele. É o caso dos TERMINAIS dos programas de comunicação. Normalmente são telas vazias, com o cursor piscando no canto superior esquerdo. Qualquer coisa digitada ali será enviada e interpretada diretamente pelo modem. Experimente digitar “AT” + <ENTER>. O modem deve responder “OK”, se ele estiver preparado e operante.
No segundo caso, os comandos são enviados através de opções existentes no programa de comunicação, como por exemplo através da init string, dial string, etc.
Normalmente programas de comunicação oferecem uma configuração chamada INIT STRING (= seqüência de inicialização). Ali devem ser colocados comandos que devem ser enviados ao modem assim que se entrar no programa de comunicação, é uma forma de configurar o modem e prepará-lo para as conexões subseqüentes.
Outras configurações de programas de comunicação que fazem uso dos comandos do modem normalmente são o DIAL STRING (= comando para discagem) e HANGUP STRING (= comando para desconectar o modem de uma ligação).

- Quais são os comandos mais comuns?
“AT” é o principal comando que deve ser enviado ao modem praticamente sempre antes de um outro comando. Serve para chamar a atenção do modem, informando-o que o que vem a seguir é uma seqüência de comandos que ele deve interpretar.
Os manuais dos modems normalmente trazem uma lista dos comandos possíveis para este determinado modelo. Alguns comandos se tornaram padrão entre todos os modems, como:
“ATD” - Para tirar o modem “do gancho” e mandá-lo discar o número
que vier a seguir. Ex: “ATD884-2446”. Veja também a sessão II.[6.0] para maiores detalhes neste comando.
“ATZ” - Carrega a configuração previamente salva na memória do modem.
“+++” - Quando você estiver conectado em algum lugar, não poderá enviar comandos ao modem. Caracteres digitados serão somente enviados ao outro lado da conexão. Para enviar comandos ao modem enquanto conectado, deve-se esperar um segundo depois do envio/recebimento do último byte, digitar “+++” e aguardar mais um tempo. O modem deve responder com “OK” e você estará no modo de comandos. Para depois voltar à conexão usa-se o “ATO”. O problema aqui é quando isso não funciona corretamente. Neste caso tenha certeza que de, quando você enviou o “+++”, não só o SEU modem foi para o modo de comandos, mas também o modem do outro lado, pois ele interpretou o “+++” da mesma forma. Para contornar o problema, a maioria dos modems possibilita a troca do caracter de “+” por um outro para simbolizar essa “seqüência de escape” (como é conhecida essa seqüência “+++”).
“ATA” - Tira o telefone do gancho e atende a chamada. Assim, quando alguém ligar e o modem reconhecer os toques no telefone imprimindo a string “RING” em seu terminal, digitando “ATA” seguido de <ENTER> o modem atenderá a chamada a inicializará o procedimento de conexão com o outro modem.

- Como fazer uma conexão de modems durante uma ligação VOZ?
Digamos que você ligou para alguém e está conversando com a pessoa pelo telefone normal. Resolvem então efetuar uma conexão entre os dois modems, mas sem perder esta conexão. Como fazer?
É bem simples, exige só um pouco de sincronismo:

- Uma ponta dá um “ATA<ENTER>” e desliga o telefone.
- A outra ponta dá um “ATX3D<ENTER>” e igualmente desliga o fone.

Assim que você digitar “ATA<ENTER>”, o modem já terá assumido a conexão, e você pode desligar o telefone imediatamente. O mesmo vale para o “ATX3D<ENTER>”. O ideal é ambos digitarem antes os comandos “ATA” e “ATX3D” e fazer em uma contagem regressiva para que ambos digitem o <ENTER> aproximadamente ao mesmo tempo.




II. CONFIGURAÇÃO

Quando você precisa acertar as configurações de seu programa de comunicação, podem surgir algumas dúvidas para alguns itens, justamente pelo desconhecimento dos significados de cada opção.
1.0 Velocidade serial x Velocidade modem (DTE x DCE)
2.0 8N1, 7E1, etc
3.0 Flow control (RTS/CTS - Xon/Xoff)
4.0 Portas de comunicação
5.0 Terminais de comunicação
6.0 Dial String

II.[1.0] Velocidade serial x Velocidade modem (diferenças entre DTE e DCE).

Uma opção na configuração do software de comunicação certamente diz algo a respeito de velocidade. Normalmente faz referência a Velocidade Serial, Baud Rate, Speed, etc. Um item relacionado a isso é a opção Lock Port Speed ou simplesmente Lock Port. Veremos aqui como deve ser setada cada opção.
Antes de mais nada, vejamos algumas definições. Devemos distingüir dois tipos de velocidades presentes em uma conexão entre dois modems.
1) Velocidade entre o SEU computador com o SEU modem, essa é a chamada velocidade DTE (Data Terminal Equipment), e na verdade é a velocidade de sua porta serial.
2) Velocidade entre o SEU modem e o modem onde você está conectando, sendo esta velocidade chamada de DCE (Data Communication Equipment). Esta é a velocidade efetiva que ocorre pela linha telefônica.
O que aparece quando dois modems se conectam (CONNECT xxxx) é a taxa DCE, que os modems negociaram (nos piipipiii’s) para ser o protocolo de modulação desta conexão.
Já o que você ajusta no seu programa de comunicação NÃO é essa taxa, já que ela é negociada pelos modems na hora da conexão, e não é possível evitar que eles o façam (a menos que você diga isso expressamente para seu modem). O que você ajusta é a DTE, ou seja, a velocidade máxima com que a sua porta serial irá receber os dados que chegam.
Ajustando a opção Lock Port Speed para NÃO, isso fará com que a velocidade serial (DTE) seja sempre a mesma do que a velocidade entre os modems pela linha telefônica (DCE). Ajustando essa opção para SIM, fará com que a velocidade serial permaneça a mesma independente do que o modem fizer. Na opção de velocidade serial, deve-se então colocar um valor mais elevado para modems de alta velocidade, como por exemplo 57600 bps em modems de 14400 bps.

- V.42 e MNP 4 ajudando na performance
Quando uma conexão é feita com V.42 ou MNP4, a transferência ocorre de modo um pouco diferente do que seria a de enviar os bytes em seqüência. Um byte tem 10 bits (1 start bit, 8 dados e 1 stop bit, isso na configuração 8N1, o que na verdade quer dizer: 8 bits de dados, sem bit de paridade e um start bit. Se um dos protocolos V.42 ou MNP4 estiver ativo numa conexão, o modems que envia transmite apenas os 8 bits de dados, os dois restantes são adicionados pelo modem que recebe, fazendo com que 20% dos dados (2 de 10 bits) a menos tenham que ser enviados.
Quando o modem que recebe adicionar esses 2 bits, eles tem que ser transmitidos junto com os 8 restantes através da porta serial, e o modem já se preparar para receber os novos bits que estiverem chegando. Pra isso, o modem tem que mandar os 10 bits na mesma velocidade que chegaram os 8 bits pela linha telefônica, para a porta serial. A 14400 bps (bits por segundo) 8 bits chegaram em 1/1800 segundos. Nesse mesmo tempo 10 bits tem que ser mandados pela porta serial, isso dá uma taxa de 18000 bps (bits por segundo) que a porta serial tem que suportar.
Por isso na maioria dos programas de comunicação nem aparece a opção de 14400 bps como velocidade serial, a próxima depois dos 9600 bps normalmente é 19200 bps, que seria o ideal para o caso das conexões com o V.42 ou MNP 4.

- V.42bis e MNP 5 aumentando ainda mais a performance
Quando um protocolo de compressão de dados on-the-fly (V.42bis ou MNP5) está ativo e se recebe arquivos não compactados, o modem que envia vai conseguir compactar esses dados e assim ter que enviar bem menos bytes. Vejamos um exemplo do que ocorre neste caso:
Um arquivo TEST.TXT tem 3072 bytes de tamanho. O protocolo V.42bis consegue compactar ele digamos para somente 1024 bytes, ou seja, compactação no fator 3:1.
Esses 1024 bytes são então enviados pelo modem pela linha telefônica. Assim, se a conexão for de 14400 bps, transmitindo pela linha telefônica a 1600 bytes por segundo (cps), esses 1024 bytes chegam do outro lado em 0.64 segundos (o cálculo é uma simples regra de três).
Mas esses mesmos 1024 bytes serão descompactados por sua vez pelo modem que recebe, para os 3072 bytes originais que por sua vez são transmitidos do modem pela entrada serial para o computador (lembre-se que existe a ligação modem-modem e modem-serial, DTE e DCE).
Assim, em 0.64 segundos, 3072 bytes (24576 bits) tem que ser enviados do modem para o computador pela entrada serial. Isso quer dizer que a taxa real entre o modem e a serial é de 38400 bps (bits por segundo) e isso tem que ser suportado pela linha serial.
Por isso é ideal setar a velocidade serial para o maior possível.
Uma placa serial normalmente não agüenta mais de 57600 bps, por isso essa deve ser a opção preferencial.

II.[2.0] O que é 8N1 e 7E1?

Outra configuração que se deve ajustar em praticamente todos os programas de comunicação são esses valores estranhos. Eles simbolizam como será a troca de bytes pela linha telefônica, como interpretar os bits que chegam e que vão.
8N1 significa 8 databits, parity NONE e 1 stop bit. Traduzindo para uma linguagem mais clara, quer dizer que um byte transmitido terá o formato:
-----------------------------------------------------------------------
¦ 1 ¦ 2 ¦ 3 ¦ 4 ¦ 5 ¦ 6 ¦ 7 ¦ 8 ¦ 9 ¦ 10 ¦
|----------------------------------------------------------------------¦
¦start ¦ 8 databits ¦ stop ¦
-----------------------------------------------------------------------

O primeiro bit é sempre “0” e é interpretado como um bit de início do byte. Os 8 seguintes são o byte propriamente dito, seguido pelo stop bit que é sempre “1”.
Com esses 8 bits de dados, forma-se um byte que conhecemos, o que aceita valores de 1 a 256.


O formato 7E1 simboliza 7 data bits, EVEN parity e 1 stop bit.
---------------------------------------------------------------------
¦ 1 ¦ 2 ¦ 3 ¦ 4 ¦ 5 ¦ 6 ¦ 7 ¦ 8 ¦ 9 ¦ 10 ¦
|--------------------------------------------------------------------¦
¦start ¦ 7 databits ¦ par ¦stop ¦
---------------------------------------------------------------------

Um start bit (“0”), 7 bits de dados, podendo representar 128 valores, um bit de paridade e um stop bit (“1”).
O bit de paridade EVEN é um bit de controle. Ele é simplesmente o um valor (1 ou 0) para que a soma dos bits “1” dos dados mais o bit de paridade dê um número par (even). Por exemplo se os databits forem “0110011”, o bit de paridade é ajustado para “0”, pois já existem 4 “1” nos dados. Se os databits fossem “1110011”, o bit de paridade seria ajustado para “1”, para chegarem a 6 (=par) bits com valor “1”.
A paridade ODD é justamente o inverso, a soma dos bits “1” deve dar um número impar.
Na paridade tipo Mark, o bit de paridade é sempre “1” e na paridade tipo Space, este bit é sempre “0”.

- Qual usar?
Para conexões com BBSs comuns, use sempre a configuração 8N1. Ela é usada em 90% dos casos atualmente. Por exemplo para conexões com a Compuserve, deve-se ajustar a configuração para 7E1.

II.[3.0] Como configurar o flow control (RTS/CTS - Xon/Xoff)?

Uma configuração importante para a transmissão de dados é o FLOW CONTROL.
Flow control é um método de controlar quando informação pode ser enviada. Se isso não fosse possível de se controlar, o modem poderia ficar sobrecarregado de informações que estivessem chegando enquanto ele está ocupado com outra coisa.
Um método é o SOFTWARE FLOW CONTROL, ou XON/XOFF, onde um BBS irá mandar dados até que o seu computador envie um sinal de XOFF (que é o caracter ASCII #17 - CTRL-S). Enviando um XON (caracter ASCII #19 - CTRL-Q), ele voltará a transmitir.
Outro método é o HARDWARE FLOW CONTROL ou CTS/RTS. Este caso funciona alterando-se voltagens em dois níveis nos pinos de RTS (Request To Send) e CTS (Clear To Send) da interface serial entre o modem e o computador (normalmente um cabo RS232).
CTS é usado pelo modem que está enviando dados. Quando o modem local está pronto para receber dados, ele envia um sinal CTS para o computador local, e este começa a mandar os dados para o modem. Quando o modem não está mais conseguindo receber os dados na velocidade com que o computador os está enviando, o modem irá desligar o CTS, informando ao computador que é para ele parar de enviar. Uma vez o modem está novamente em condições de receber dados, ele novamente liga o CTS.
RTS é usado pelo computador do lado que está recebendo dados. Quando o computador local não consegue receber dados na velocidade que eles estão sendo enviados para ele pelo modem local, ele irá desabilitar o RTS. O computador liga o RTS novamente quando está pronto para receber dados novamente.

- Qual usar?
Escolha sempre preferencialmente o HARDWARE FLOW CONTROL (CTS/RTS). O uso do XON e XOFF durante a transmissão de dados por causar problemas quando um arquivo binário conter os caracteres XON e XOFF. Neste caso a transmissão pode travar durante a transferência de arquivos.

II.[4.0] O que é porta serial?

O computador precisa saber em qual PORTA SERIAL está conectado o modem para poder se comunicar com ele. As portas seriais em micros PC são chamadas de COM1, COM2, COM3 e COM4.
Se o seu modem é externo, a porta serial é onde está ligado o modem pelo cabo RS-232. Se o modem for interno, normalmente existe a opção de configurar em qual porta serial se deseja o modem por meio de JUMPERS, que são pequenas pontes de ligações que podem ser ligadas ou desligadas.
Embora se tenha quatro portas de comunicação à disposição, existem algumas considerações a se fazer quanto à correta configuração:
Cada porta COM possui uma chamada de interrupção que ela usará para informar ao micro que está precisando de atenção. Essas interrupções são chamados de IRQ, e são numerados de 0 a 15. Para as portas seriais, existem dois IRQs:
porta IRQ
-------------
COM1 IRQ4
COM2 IRQ3
COM3 IRQ4
COM4 IRQ3

Assim sendo, não é recomendado ter dois periféricos em duas portas com IRQs iguais, ou seja, ao mesmo tempo na COM1 e COM3 ou na COM2 e COM4.
Se o modem for INTERNO e se puder configurar à gosto a porta serial a usar, devem ser seguidos algumas recomendações:
COM1: Use essa porta se seu micro não tiver uma conexão serial já como COM1 (o que não é provável). É comum de se ter um mouse instalado na COM1.
COM2: Se seu micro estiver equipado com somente uma porta serial na COM1, e se você não já está usando a COM2 para outro equipamento, use essa porta (é a configuração mais comum e os modems normalmente vêm com a COM2 por default).
COM3 ou COM4: Somente em casos especiais, normalmente não é o caso.
Além de poder configurar a porta serial, os modems internos também permitem configurar o IRQ a ser usado, sendo que assim você pode contornar o problema dos IRQs exposto acima.
Cuidado ao configurar um modem interno quando já houver uma placa I/O (entrada e saída) interna no seu micro. Normalmente é uma placa de multi-uso, oferecendo saidas seriais, paralelas (para impressoras) e para joystick. Essas placas normalmente podem ser configuradas por meio de jumpers para oferecer determinadas combinações de portas seriais, como por exemplo COM1 e COM2. Quando o modem interno for instalado, deve se tomar cuidado para não se instalar ele numa porta serial já ocupada pela placa de I/O. Use o programa MSD que vem com o MS-DOS e o MS-Windows e veja o item <C>OM PORTS. Use no seu modem interno somente portas seriais marcadas como “N/A” nessa tela, tomando ainda as precauções do IRQ.

II.[5.0] O que são terminais de comunicação?

Quando é efetuada uma conexão com um BBS, este normalmente começa enviando caracteres para seu modem, que são apresentados na tela. Ele poderia enviar simples caracteres texto que o seu programa de comunicação iria apresentando, mas convenhamos, uma apresentação só de texto não é muito atraente.
Para isso surgiram diversos tipos de terminais de comunicação que serviriam para interpretar o que chega pelo modem de uma outra forma, apresentando o que chega de maneira diferente da de só texto.

- Como funciona o terminal ANSI?
A forma mais popular que surgiu foi o padrão ANSI de cores e movimentação de cursor, também usado em outras áreas no computador. Neste padrão o que acontece é simplesmente que o que é enviado por um modem é interpretado como texto normal, com uma exceção: Quando chegar a combinação de caracteres “<ESC>[” (os sinais ASCII #27+#91) o terminal receptor aguarda os próximos caracteres, que serão alguma espécie de comando.
Estes comandos podem ser os mais diversos, e vão modificar a apresentação na tela. Por exemplo, pode-se mudar a cor de frente e de fundo dos próximos caracteres, limpar a tela, mover o cursor para outra posição, etc. Em alguns casos, pode-se até tocar música, mas são somente alguns os terminais que suportam esses comandos para música (um exemplo é o Terminate).

- Que outros terminais existem?
Existem mais alguns tipos de terminais que podem ser usados ao invés do ANSI. Os mais comuns além dele são o AVATAR e o VT-100. O padrão Avatar foi desenvolvido exclusivamente para a comunicação via modem, e é explicado com detalhes mais adiante na sessão de “Qual usar”. O terminal VT-100 é bastante limitado, e praticamente não é usado em BBSs, somente em conexões para servidores de Internet ou à Compuserve.
Um terminal alternativo e usado por alguns BBSs é o RIPScript. É um formato totalmente diferente, pois ele é um terminal para modo gráfico. Para isso você precisa de um programa de comunicações que suporte isso, é o caso do RIPTerm e do Telix for Windows.

- Qual usar?
O padrão Avatar é de fato melhor. É algo do tipo ANSI, ou seja, um terminal para emulação de cores. Só que os comandos usados pelo AVATAR são bem mais compactos, fazendo com que a transmissão fique bem mais rápida. Para mudar a cor dos caracteres a seguir em ANSI é enviado um comando:
<ESC>[aa;ff;bbm
Ou seja, 10 caracteres (aa=atributo, ff=foreground, bb=background), no formato Avatar para o mesmo comando são enviados apenas 3 caracteres, que são:
^V^A<atributo>
Basicamente é isso que diferencia um de outro, TODOS os comandos AVATAR são mais compactos que ANSI. Além disso há comandos que nem existem em ANSI, que flexibilizam bastante a apresentação na tela.
Por isso, quando um BBS lhe dá a opção entre ANSI e AVATAR, escolha Avatar. Quando escolher Avatar no BBS, não se esqueça de configurar este mesmo terminal em seu programa de comunicação. Quando são enviados comandos Avatar para seu terminal, e este estiver configurado para ANSI, você só receberá lixo na tela.

II.[6.0] O que colocar no item Dial String?

- ATDP ou ATDT
Linha “pulse”, de discagem mecânica, use a opção “ATDP”, linha “tone”, de discagem eletrônica (em centrais CPA), use a opção “ATDT”.
Para diferenciar uma da outra, é simples. Se o seu telefone normal for daqueles de girar uma roleta, ou mesmo se ele for de digitar os números, mas na hora de discar, ouve-se um “trrr-trr-trrrrrr-tr-tr-tr”, a sua linha é PULSE, e você deve usar a opção “ATDP”.
Se na hora de discar você só ouve curtos “bee-bee-bee-bee-bee”, a sua linha é TONE e você está numa central telefônica CPA: Use a opção “ATDT”.

II. ESPECIFICO SOFTWARE

Nessa parte, veremos algumas considerações especiais sobre determinados softwares.
1.0 Software de controle remoto do micro
2.0 Software para acessar o Video Texto
3.0 FOSSIL

III.[1.0] Quais um softwares de operação remota de outro microcomputador existe e quais as diferenças entre eles?

- Lap Link 6.0 for Windows
- PC Anywhere for Windows
- Doorway 2.22
- Carbon Copy 6.0 for DOS

Um programa que permite controlar um micro via modem, sem se estar sentado na frente dele, é chamado de software de controle remoto de micro. Aqui são analizados quatro programas, que são os mais populares nessa função, sendo dois para Windows e dois para DOS.

- Lap Link 6.0 for Windows
O LL6 é um software de controle remoto de micro para Windows. A sua versão 3 para DOS se tornou bastante popular entre os micreiros.
A instalação do mesmo é muito simples. Ambos os lados precisam ter ele instalado, mas existe a opção de “Remote Install”, que instala ele no micro remoto. Ocupa perto de 3 Mb no HD.
Ele serve para se comunicar com outro micro através da porta paralela, da porta serial, via modem e via rede. Possui bom desempenho.
Traz bastante recursos além do controle remoto do micro, como CHAT entre os dois lados (conversa), troca de arquivos.

- PC Anywhere for Windows
A instalação do PCA for Windows é ligeiramente enrolada, pode-se confundir um pouco, mas é possível instalá-lo sem grandes problemas.
Pode trazer conflitos de drivers de vídeo. Com os drivers dele todos instalados, pode-se notar que da uma queda geral na performance do Windows. Recomendo que use a configuração (SYSTEM.INI) criada pelo PCA somente quando for usar o mesmo, e que tenha um SYSTEM.INI com sua configuração normal para usar sempre.
Ambos os lados precisam instalar ele para rodá-lo, mas ele também possui a opção de “Remote Install” para instalá-lo no outro micro via telefone/modem.
A performance é muito boa, imaginando-se que se está controlando um modo gráfico (Windows). O PCA consegue enviar dados de tal forma compactados, que chega a ser notável o seu desempenho.
Como programa completo, possui recursos como os outros programas mais sofisticados, como CHAT e transferência de arquivos.
Ele ocupa pouco mais de 3 Mb no HD depois de instalado.

- Doorway 2.22
O programa Doorway v2.22 é um software de controle remoto de micro bem simples, mas poderoso. É para DOS, e normalmente usado como DOOR em BBSs, mas pode ser usado por simples usuários também.
A instalação é um pouco complicada, pelo excesso de parâmetros que precisam ser enviados na hora de carregar ele, como por exemplo:
DOORWAY.EXE com1 /a:on /o:T /g:on /i:WELCOME.ANS /o:T /s:* /b:mz
/v:d /M:120 /p:C:\4DOS\4DOS.COM *M
O manual explica bem quais os parâmetros usar e dá bastante exemplos, portanto este problema pode ser resolvido.
Apenas o lado que se pretende controlar remotamente precisa instalar o Doorway. Para quem está controlando o micro remotamente, o máximo que pode fazer é ligar o DOORWAY MODE, disponível em alguns programas de comunicação, como o Terminate, por exemplo.
O que ele faz é simplesmente jogar o usuário para o DOS, portanto a performance vai depender somente do modem. Ele irá enviar tudo que aparece na tela do DOS no micro controlado via modem para o micro que está controlando.

Ocupa menos de 400 kb no HD. Além do próprio executável, traz ainda um protocolo de comunicação para transferir arquivos facilmente de e para o micro controlado, e um programa que pode ser usado como HOST para o lado que controla, caso este não possua um programa de comunicações.
A limitação do Doorway é poder somente rodar aplicativos puro TEXTO no DOS, nada de programas gráficos.

- Carbon Copy 6.0 for DOS
A instalação do Carbon Copy é bem simples. Ambos os lados precisam instalar ele para rodá-lo.
Possui boa performance, e os recursos normais para esse tipo de programa, como CHAT e transferência de arquivos.
Ocupa apenas 400 kb no HD, tornando-o o mais vantajoso na relação utilidade/espaço necessário.

III.[2.0] Video Texto

“O videotexto surgiu na década de 70 procurando utilizar dois componentes existentes nas residências: o telefone e o televisor. A idéia era acoplar o telefone e o televisor, possibilitando que sinais na rede telefônica pudessem ser decodificados e apresentados na tela do televisor domestico. Alem disso, para possibilitar que fosse interativo foi necessário um adaptador com teclado que possibilitasse essa função.”
Aplicações:
* Serviços de informação: com noticias jornalísticas, anúncios e informações de lazer como cinema, teatros, etc..
* Telesoftware: transferencia através do serviço VIDEOTEXTO de programas e arquivo
* Teleshopping: compras a distancia, sem o uso de combustível e tempo de transito, atraves do servico
* Homebank: prestacao de servicos atraves de instituicoes bancarias, fornecendo informacoes de saldo, extratos de conta corrente, opcoes de investimento, etc
* Servico de reservas: para agencias de turismo, hoteis, restaurantes, etc..

III.[3.0] O que é FOSSIL?

O FOSSIL é uma padronização da lista dos padrões regulamentados pela Fidonet. É uma sigla, que significa: Fido/Opus/Seadog Standard Interface Layer.
Há alguns anos atrás havia problemas com modems e comunicação serial (mais do que hoje!). Com os vários clones do PC ficava difícil fazer um programa que funcionasse em qualquer máquina (cada autor teria que estudar todos os modelos para fazer o mais simples dos programas).
A solução foi criar um driver que cuidasse de cada tipo de computador. Assim, bastaria que os programadores aprendessem a usar o driver e ninguém precisaria quebrar a cabeça com os problemas de comunicação serial. A idéia foi tão boa que dura até hoje, quando as coisas já estão um pouco mais estáveis. É por isso que a maioria dos programas de BBSs prefere acessar o driver FOSSIL e não diretamente a porta serial: garante a compatibilidade (basta ao sysop trocar de FOSSIL se tiver problemas) e a facilidade de programação. Alguns programas de comunicação (por exemplo, Terminate e TeleMate) aceitam opcionalmente que se use esse driver para acessar as portas seriais ao invés de suas rotinas internas.

IV. ESPECIFICO HARDWARE

Aqui serão feitas algumas considerações sobre hardware e temas ligados a modems.
Os tópicos dessa parte são:
1.0 UART
2.0 USR Sportster 14400 bps
3.0 USR Sportster 28800 bps
4.0 USR Sportster V.34 x USR Courier V.34
5.0 Zoltrix não-RPI
6.0 Comandos úteis
7.0 Caller-ID
8.0 Resposta adaptativa
9.0 Modem interno x Modem externo
10.0 Modem 2400/9600



IV.[1.0] O que é UART?

Um UART é um chip que está presente em qualquer máquina que possua um modem. O UART é o responsável pela conversão dos bytes que vem do micro para os bits que serão enviados pela porta serial e vice versa.
As principais funções dos chips UART são:
- controle de velocidade de transmissão (bauds);
- conversão das informações paralelas em seriais (na transmissão) e conversão das informações seriais em paralelas (na recepção); detecção e geração dos bits de start e stop; detecção e geração dos bits de paridade.
A porta serial COM do micro possui um desses chips. Os UARTs na maioria das saídas seriais de PCs são baseados nos chips Ns8250 e Ns16450 da National Semiconductor. Para identificar qual CHIP está presente em sua configuração, use o programa MSD.EXE que está no diretório do DOS ou do Windows (não execute ele enquanto estiver NO Windows, mesmo que em um “Shell to DOS”!). A opção <C>om ports indica qual chip você possui para cada porta serial. Existem diferentes modelos dos chips UART, segue uma relação dos principais, com as principais características de cada um:

- 8250
Foi o primeiro chip UART a surgir e foi usado em IBM PCs e seus clones. É um chip lento e hoje em dia totalmente obsoleto para transmissão de dados via modem.

- 16450
O UART 16450 parece uma versão mais rápida do 8250A. Não há meios diretos de um software de detectar diferenças entre um 8250 e um 16450, assim, se o MSD indicar “8250”, pode também ser um 16450.

- 16550 (Não “A”)
Esse modelo é raro de ser encontrado, visto que ele logo foi substituido por uma versão com correção de alguns erros, chamada de 16550A.

Nesse modelo foi implementado o que conhecemos por FIFO (First In First Out). É semelhante ao buffer de uma impressora. Os dados que vão chegando e são armazenados na FIFO. Na medida do possível, eles são escoados para o micro. Sempre que o micro dá atenção ao programa de comunicação (em caso de programas de multitarefa), esse buffer é esvaziado.
Nessa versão “Não-A” do UART 16550, o FIFO não funciona corretamente.

- 16550A, 16550AF e 16550AFN
São modelos que não apresentam diferenças notáveis um do outro. Todos são correções da versão 16550. Todos são compatíveis com o 8250, para assegurar que softwares que foram escritos pra 8250 possam ser executados corretamente. Programas que oferecem suporte ào 16550A podem prover uma performace muito superior. A velocidade máxima que pode ser atingida com o UART 16550A é de 256 kbps, mas as portas seriais dos micros atualmente só suportam até 115 kbps.
Nesse modelo o FIFO é de 16 bytes tanto para a recepção de dados, quanto para a transmissão.

- Onde está esse chip em meu micro?
Basicamente ele pode estar em dois lugares, em duas situações: Ou você possui um modem EXTERNO ou um modem INTERNO.
No caso de ser um modem EXTERNO, o modem está ligado ao computador por um cabo RS-232. Esse cabo está ligado na chamada PLACA SERIAL, e é lá que deve se encontrar o chip UART. Para identificá-lo, procure nessa placa onde está ligado o modem por um chip que tenha a identificação que parece com as siglas apresentadas anteriormente. Se não estiver na placa serial, pode estar também na placa-mae, é só procurar.
No segundo caso, de ser um modem INTERNO, se este modem for de alta velocidade (9600 bps ou mais), é muito provável que este chip já venha no seu modem, já que é ele quem está ligado diretamente ao computador.

- Por que eu precisaria de um UART 16550?
Se você está trabalhando numa plataforma multitarefa, o computador nem sempre está de olho no programa de comunicação. Com um 8250 ou 16450, cada byte que chegar causa uma interrupção no micro, fazendo com que ele deixe de lado o que estava fazendo e execute o serviço da interrupção. Mas pode existir uma demora entre o pedido de interrupção e o momento que o micro lê esse byte. Se essa demora for maior do que a chegada de bytes, o caracter que chegou anteriormente é perdido.
Já com um UART 16550, 16 bytes podem chegar e serem armazenados nesse buffer FIFO, assim garantindo que não se percam dados até que o buffer esteja lotado, mesmo que o micro não atenda de imediato a interrupção.
É possível que se sinta essa “perda” de caracteres causada por um chip antigo (8250 e 16450), pois isso se manifesta por meio de CRC-errors durante uma transmissão de um arquivo por exemplo. A “cura” para isso é instalar um chip 16550A.
Normalmente os chips são removíveis e facilmente trocáveis. Os chips 16550A são compatíveis na pinagem com o 16450 e 8250A, enquanto ambos vierem numa embalagem de circuito integrado iguais.
O preço de um chip 16550A varia, na média deve estar entre US$ 10 e US$ 20.

- E o que tem UART 16550 a ver com Windows? E no OS/2?
O caso é que para comunicação admissível no Windows é necessário um chip UART 16550. Os drivers de comunicação do Windows não fazem uso de todos os recursos do UART 16550.
Junto com o Winfax Pro, programa para enviar faxes pelo Windows, vem um driver de comunicação melhor que o driver normal do Windows. Seu nome é WFXCOM.DRV.
O OS/2 2.0 com service pack 2, OS/2 2.1 e acima possuem suporte total ao UART 16550, portanto não devem apresentar problemas na comunicação. Alternativamente pode-se usar um driver shareware para comunicação no OS/2, que possui algumas melhoras em relação ao driver da IBM. Existe uma atualização do driver de comunicação do OS/2 WARP feito pela própria IBM, que possivelmente melhora a comunicação no OS/2.

IV.[2.0] Qual é a configuração ideal para modems USR Sportster 14400?

Para init string em seu programa de comunicação tente digitar esta linha no seu programa de comunicação (modo terminal):
AT &F L0 X4 &A3 &B1 &C1 &D2 &H1 &K3 &R2 &S1
A seguir, entre um:
AT &W
Com isso essa configuração é gravada na memória do USR Sportster. Agora você digitando “ATZ” estará chamando essa configuração de volta à memória. Assim sendo, coloque “ATZ” na linha de INIT STRING de seu programa de comunicação.

IV.[3.0] Qual é a configuração ideal para modems USR Sportster 28.8 kbps?

No modo terminal de seu programa de comunicação, digite o comando:
AT &F1

Depois de receber o “OK”, digite:

AT &W

Agora configura a string de inicialização de seu programa de
comunicação para “ATZ”.

IV.[4.0] Quais as diferenças entre o USR Sportster V.34 e o Courier V.34?

O que o Courier V.34 apresenta e o Sportster V.34 não possui:

- Flash ROM
- Quick Connect
- V.32terbo (21.6, 19.2 e 16.8 kbps)
- Botão de VOICE/DATA com funções programáveis (modelo externo)
- Modo síncrono
- Discagem V.25bis
- Rediscagem automática (comando “>”)
- Configurável remotamente
- Segurança de Dialback
- Cinco indicadores luminosos adicionais (modelo externo)
- Modo HST (modelo Dual Standart)
- Modo HST com telefone celular (modelo Dual Standart)
- Operação em linhas dedicadas
- Três níveis de informações adicionais (X5, X6 e X7)
- Execução de comando gravado (AT&ZC)
- Reconhecimento de touch-tones (comando %T)
- Mais seis memórias para auto-discagem
- Três DIP-switches adicionais
- Compatível com o sistema USR Total Control Management
- Mais comandos “AT” e registradores “S”.
- Mais tipos de respostas de conexões
- Melhor audio do speaker

IV.[5.0] Qual a melhor string configuração pro Zoltrix NON-RPI?

Se o seu Zoltrix é um modelo mais antigo, que não seja RPI, use a seguinte linha de configuração:
AT &F &C1 &D2 S0=0 Q0 E1 X4 S95=46 %E1^M~~

IV.[6.0] Existem comandos que são bons de se usar em qualquer configuração?

- Para centrais CPA
Se sua linha estiver em uma central CPA (veja depois), deve-se (pode-se) ajustar o registrador S11 para 38. Isso é feito usando-se “AT S11=38”. Isso muda o intervalo entre os tons emitidos na hora da discagem, aumentando sensivelmente a velocidade com que o modem disca um número.
Em centrais CPA é recomendado antes de estabelecer conexões com outros modems, de se usar um comando para desativar a função de atendimento simultâneo. Este causa um sonido na linha telefônica quando alguém ligar para o seu número e você estiver ocupando a linha, atrapalhando a conexão. Consulte a documentação de comandos de sua central CPA.

- Outros
Para linhas telefônicas ruins, onde a conexão sempre cai, pode-se aumentar o valor do registrador S10, que indica o intervalo que o modem espera desde que cai a linha temporariamente e ele desconecta. Colocando-se o valor “255” o modem NUNCA desconectará. Note-se de que nesse caso pode acontecer da transmissão ficar interrompida por um período de tempo maior do que o normal.
Para alguns modems (com chips da Rockwell), pode-se tentar usar o comando “AT &P2” ou “AT &P3” para aumentar a velocidade com que o modem disca. Nos modems USR esses comandos não funcionam, mas em modems com chipset Rockwell normalmente sim.

IV.[7.0] O que é Caller-ID?

Caller-ID é um serviço oferecido por companias telefônicas de operação semelhante à Bell americana (RBOC = Regional Bell Operating Companies) que envia a hora, data e número do telefone da chamada que está sendo recebida através de uma linha telefônica. Essas informações são enviadas pela central telefônica entre o primeiro e o segundo toque de RING, a 300 bps.
Para fazer uso dessa informação, é necessário que o modem usado na recepção da chamada tenha suporte a essa função. Alguns modems ZOOM, BOCA e Zyxel oferecem isso. Essas informações são passadas para o seu programa de comunicação, e são apresentadas na tela logo depois do primeiro RING.
No programa de comunicação Procomm Plus 2.0 for Windows existe a opção de usar essas informações em conjunto com um banco de dados de Caller-IDs para aceitar ou não ligações de determinados números.
A TELESP possui esse serviço de Caller-ID, mas não em todas as entrais, mas sim em somente algumas. Para o correto funcionamento do sistema são importantes também as centrais por onde passa a chamada. Se uma das centrais não possuir esse serviço, não funcionará. É necessário ainda que se peça à TELESP para habilitar o serviço na central, o que ainda traz um pequeno custo mensal.
Se o seu modem possuir essa opção (com chips Rockwell depois de 1992), teste o seguinte comando:
AT #CID=1
Assim você habilitará essa função no modem (se a resposta for OK), ou saberá que seu modem não possui tal função (resposta é ERROR).
Se você conseguiu habilitar essa opção, e sua central telefônica e a do telefone que estará chamando possuir essa função ativa, você receberá as chamadas em seu programa de comunicação assim:
RING
ID: xxx-xxxx
Onde “xxx-xxxx” é o número do telefone chamado.

IV.[8.0] O que é resposta adaptativa?

Resposta adaptativa é a capacidade de um modem de reconhecer quais são chamadas de MODEMS/VOZ e quais são chamadas de FAX.
Para acionar resposta adaptativa no seu modem, voce tem que acresentar um comando a cadeia de inicialização do modem. Para os modem classe 1, baseados no Rockwell, execute o comando:
AT+FAE=1
Assim que uma chamada de FAX entrar, o modem gerará uma resposta “FAX”.
Para modems de classe 2, o comando é:
AT+FAA
O código de resultado é “+FCON”.

IV.[9.0] Modem interno x Modem externo

Na hora de pensar em comprar um modem, surge a dúvida de se ele deve ser INTERNO ou EXTERNO. Para cada opção, existem vantagens e desvantagens, vejamos algumas:

-INTERNO

Vantagens:
- Não ocupa espaço em sua mesa de trabalho.
- Ele próprio é interface serial para micro, assim sendo, não é necessário ter uma placa serial com uma porta desocupada.
- É ligeiramente mais barato que o mesmo modelo do tipo externo.
Isso porque ele não precisa de uma “apresentação” decente, nem as luzinhas indicadoras, nem fonte de energia.
- É ligado junto com o micro.

Desvantagens:
- Ocupa um slot dentro de seu micro.
- Não é facilmente removível e desinstalável (o micro precisa ser aberto, o parafuso desaparafusado e a placa retirada).
- Não possui indicadores visíveis para mostrar o status da conexão atual.
- Pode não ser compatível com outros tipos de computadores.
- Pode requerer mais energia da fonte do que esta é capaz de prover.

- EXTERNO

Vantagens:
- Não ocupa um slot dentro de seu micro.
- É facilmente desinstalável e removido (é só tirar o fio RS-232)
- Possui indicadores luminosos para informar o status das conexões, facilitando o diagnóstico de possíveis problemas.
- Pode ser um objeto decorativo para seu lugar de trabalho. :-)

Desvantagens:
- Ocupa espaço que pode ser precioso em sua mesa.
- Não possui uma interface serial. Precisa de uma placa serial disponível no micro com uma porta livre.
- Um pouco mais caro do que o mesmo modelo tipo interno, também porque é necessário um fio RS-232 além do modem.
- Precisa ser ligado quando precisar usá-lo e desligado quando não for usá-lo.


IV.[10.0] Por que não consigo conexões a 9600 bps com meu modem 2400 / 9600?

Porque está havendo uma falha na interpretação do que significa de fato esse 2400/9600. Isso significa que você pode conseguir no máximo conexões de 2400 bps como MODEM, e 9600 bps como FAX. E é *impossível* usar a velocidade de fax (9600 bps) para conexões modem, já que os protocolos são totalmente diferentes.
Portanto não se deixe enganar por essa indicação de, 2400/9600 ou similares: Eles indicam modems de 2400 bps, com fax de 9600 bps, o que é bastante comum.

V. TENDÊNCIAS FUTURAS

[1.0] WebTV
- Como funciona?

[2.0] Cable Modem

[3.0] O Modem de 56 kbps
- Caminhos assimétricos
- Problemas de controle de fluxo
- Problemas de instalação

[4.0] Network Computer


V.[1.0] WebTV

O WebTv é uma espécie de modem que liga o seu televisor a maior rede de comunicações do mundo. Assim você poderá acessar bibliotecas, fazer pesquisas sobre variados assuntos como se você estivesse entrando na rede através do seu PC.
Através do correio eletrônico você poderá enviar e receber mensagens de qualquer parte do mundo, além de uma infinidade de serviços.

- Como funciona?
O sistema modula e demodula os pulsos telefônicos como nos PC´s, através dele você acessa um provedor que presta serviços de acesso a Internet pagando apenas uma mensalidade ao provedor e os impulsos telefônicos locais.

V.[2.0] Cable Modem

O CABLE MODEM não funciona usando uma linha telefônica, mas sim um cabo, igual aqueles que usamos nas TVs a cabo, com isso você não paga mais conta telefônica.
Com o CABLE MODEM, você deverá pagar uma taxa mensal para uma empresa, que será o seu provedor de acesso. Você não usará, portanto o telefone, mas terá de pagar uma taxa pelo uso do acesso com o CABLE MODEM.
Mas os provedores não estão preparados para essa tecnologia, e não podem suportar tanta velocidade. Para conseguir uma transmissão real de um CABLE MODEM você deve estar conectado a outro CABLE MODEM. Se você estiver conectado com outro modem que seja um 28.800 ou um 33.600, por exemplo, você não conseguirá tirar o máximo do CABLE MODEM, já que ele está conectado a um modem inferior a ele.
O CABLE MODEM deve chegar no mercado norte-americano no início de 1.997. Aqui no Brasil
deverá começará a ser divulgado em Agosto, Setembro, e ainda chegará aqui até o fim do ano.
Para utilizar o CABLE MODEM, é necessário ter no mínimo um Pentium 133 com 16 mega de RAM para que a máquina consiga acompanhar e que valha a pena ter um CABLE MODEM.
A velocidade de um CABLE MODEM hoje para fazer download de algum arquivo é de 10 Mbps. Está previsto nos próximos CABLE MODEMs a serem fabricados, que possam alcançar até 36 Mbps. A velocidade de fazer upload de algum arquivo pode chegar a até 2 Mbps.
O CABLE MODEM chega a ser 1000 vezes + rápido do que os modems 33.600 que usamos hoje.

V.[3.0] O Modem de 56 kbps

Modems de 56 K: Problemas antes do desempenho

- Os novos modems de 56 kbps poderão reduzir a espera na World Wide Web, mas não antes da solução de alguns problemas difíceis.
Downloads mais rápidos da Web. Essa é uma das promessas dos recém anunciados modems de 56 kbps, de fabricantes como a Rockwell Semicondutor Systems, a U.S. Robotics e a Lucent Microeletronics para usuários domésticos. Entretanto, para os usuários corporativos que utilizam acesso remoto, três fatores limitarão o papel do modem, pelo menos a curto prazo:
As transmissões assimétricas dos aparelhos.
- A qualidade das instalações da companhia telefônica, que poderá manter a velocidade real abaixo do 56 kbps.
- Questões de padrões relacionados não somente com modems, mas também com o novo modelo de rede do qual dependem. Provavelmente ainda serão necessários 18 meses - no mínimo - para que os padrões sejam resolvidos.

-Caminhos Assimétricos
A nova tecnologia de modems representa uma separação fundamental dos conhecidos modens V.34, que vão até 33.600 kbps. O termo “modem de 56 kbps” é na verdade um engano: todos os três fornecedores oferecem 56 kbps somente no sentido do dawnload, de um site central ou provedor de internet, até o usuário final. O caminho inverso ou upload continuará empregando o V.34 e limitado a 28.8 ou 33.6 kbps.
Os modems devem a natureza assimétrica - e o fluxo de descida mais rápido - ao fato de que as transmissões descendentes são iniciadas em meio digital, de um site central RDSI ou conectado com E-1 e permanecem digitais até o link final de loop no modem de destino. A conversão digital/analógica de descida no loop local pode ser conseguida sem degradar a transmissão, enquanto a conversão analógico / digital de subida introduz ruídos de restrição em cerca de 33.6 kbps. Se o site central não estiver conectado digitalmente à central digital, os usuários finais não poderão utilizar a tecnologia dos modems de 56 kbps. Está é a primeira limitação da tecnologia.

- Problemas de controle de fluxo
Além disso, os métodos de acesso assimétrico trouxeram novos para usuários comerciais, segundo Ken Krechmer da Action Consulting. “Se houver aplicativos que esperam por controle de fluxo em canais simétricos, poderá haver problemas tais como estouro de buffers... porque o aplicativo não preve que o canal será assimétrico.”
“Se você observar esses aplicativos, eles dirão: `defina sua velocidade de tranmissão de dados”, prosseguiu. “Eles não dizem: `defina sua velocidade de transmissão de dados para cima e para baixo.”
Contudo, os desenvolvedores poderiam criar novos drivers para acomodar os aplicativos assimétricos e Krechmer reconhece que “se for investido dinheiro suficiente, o problema poderá ser resolvido. Todos esses problemas podem ser resolvidos”.
A assimetria por si só não desqualifica os modems de 56 kbps para aplicativos comerciais, afirmou Larry Kraft, gerente de marketing de produtos da U.S. Robotics comercializará como X2 - como sendo “ideal” para acesso por controle remoto de intranets e banco de dados.
Conexões mais rápidas significam também menos tempo on-line, Kraft alega. “Reduz o tempo de espera, já que os usuários passam menos tempo em uma porta. Com menos portas bloqueadas, pode-se suportar mais usuários. E assim também poderá ser econômico.”

- Problemas de Instalação
“Mas os fatores que estão fora do controle dos fabricantes de modem podem limitar o desempenho da tecnologia. Em grande parte trata-se de uma função do sistema telefônico, da qualidade da conexão que se pode obter e da qualidade dos modems de todos os lados”, afirmou Mark Kirstein, analista de sistemas da Instar. “Velocidade de 26,4 kbps são muito comuns com os modems de 28.8.”
Isso poderá não ser um trabalho pequeno e poderá ser necessário um modelo de redes totalmente novo para os modems de 56 kbps. Em primeiro lugar, o modelo antigo - que enxerga a rede como se fosse analógica em ambas as pontas e digital no meio - precisa ser corrigido. Em seguida, a versão atualizada será usada como base para um modelo totalmente novo - um no qual haverá, somente uma ponta analógica, e o resto será digital. Esse modelo caracterizará o tipo de rede utilizado pelos modems de 56 kbps.
Esse modelo de rede apresenta implicações práticas bastante importantes. Por exemplo, sem um modelo não há nada com o qual testar os novos modems. Steve McIntyre, gerenciador de produtos da Rockwell para modems de sites centrais, observou que é necessário pelo menos um conjunto de testes “que represente adequadamente esse novo paradigma de enxergar a rede como sendo essencialmente metade digital e metade analógica”. McIntyre também levantou a questão sobre se os equipamentos de testes atuais suportarão os tipos de conexões digitais necessários para equipamentos de 56 kbps.

-Padronização
Modelos de instalações de telecomunicações e de redes inadequados poderão impedir que os modems de 56 kbps sejam tudo o que poderiam ser, mas o principal fator numa decisão de compra provavelmente será o padrão para antes de 1998, no mínimo.
Os dois principais concorrentes parecem estar preparados para a batalha. A Rockwell está forçando a rápida aprovação de um padrão norte-americano, através da telecommunications Industry Association (TIA), enquanto a U.S. Robotics levou sua versão para a União Internacional de Telecomunicações (UIT).
“Não parece que eles (U.S. Robotics) estejam muito motivados para obter um padrão final muito rápido”, afirmou Armando Geday, da Rockwell. “Nós achamos que se não houver objeções das diversas partes envolvidas, provalvelmente teremos um padrão (TIA) dentrode seis ou nove meses. Mas se houver controvérsias, poderá demorar entre 18 e 24 meses.”
Larry Kraft respondeu observando que a U.S. Robotics foi a primeira empresa a levar a proposta do modem de 56 kbps à UIT, enviando o documento em setembro. “Queremos obter isso o mais rápido possível; queremos trabalhar com todo o setor para conseguirmos isso, inclusive com a Ascend, a Rockwell, com quem quer que seja”, afirmou.
A Rockwell acha que a posição da U.S. Robotics não é franca. “É inteligente dizer que o padrão deve a UIT, já que todo mundo sabe que qualquer coisa que seja levada a UIT demora pelo menos dois anos e essa é uma maneira indireta de dizer ‘não quero apoiar o patrão’”, insistiu Geday. “Vamos ter muito trabalho para convencer a U.S. Robotics que um padrão será benefico para todos brevemente, já que acham que podem criar o padrão de facto.”
Kraft respondeu a U.S. Robotics que foi à UIT porque “somos uma empresa internacional, nossos clientes são internacionais e estão precisando de padrões internacionais o mais rápido possível”.
Enquanto isso, o resultado é que serão inevitáveis produtos pré-padrão, embora todos os fornecedores vão jurar qu seus produtos poderão ser atualizados por software para qualquer outro padrão que surgir. Mesmo assim, Martin Rauchwerk, gerente da Lucent Microeletronics, reconhece que o problema do padrão provavelmente será o maior obstáculo para os usuários comerciais.
“Acho que inicialmente serão os usuários domésticos e os surfistas da Web (que utilizarão os modems)”, afirmou à BCR. “Tradicionalmente, o mercado comercial perdeu velocidade ... Por exemplo, somente agora muitos aplicativos comerciais estão passando para 28.8... As empresas gostam de esperar até que as tecnologias tenham sido um pouco mais testadas antes de adotá-las.”

- Os Provedores Adotarão ?
O problema dos padrões poderia afetar o mercado dos provedores de serviços Internet também para a nova tecnologia. “O problema para os provedores Internet em suportar duas tecnologias é que eles provavelmente terão que ter dois números telefônicos diferentes no mínimo”, afirma McIntyre, da Rockwell. “Também terão que, de alguma forma, enviar informações e identificar cada tecnologia e quais os números que deverão ser utilizados.” MacIntyre acrescentou que a confusão resultante fará com que os provedores de serviços Internet tenham que atender a mais chamadas de suporte.
Enquanto a Rockwell e Ascend afirmem que 300 provedores de diversos portes apóiam suas implementações e que a U.S. Robotics anunciou 30 provedores em todo mundo interessados em sua tecnologia, há um clima de cautela entre os provedores. Os padrões são “certamente um problema”disse Bruce Linton, vice-presidente de novos empreendimentos da BBN Planet, que não defendeu nenhum dos lados da briga dos modems de 56 kbps.
“Nossos engenheiros realmente ainda estão na fase de avaliação”, declarou Linton à BCR. “Não acho que acreditem que a batalha (dos padrões) já tenha terminado.”
O problema das instalações externas também da uma pausa aos provedores. Embora a PSINet esteja suportando a parceria Ascend / Rockwell, ela pretende com cautela com a apresentação do serviço, segundo o gerente técnico Chuck Davin. Sua principal preocupação é que as velocidades dos modems podem não ser consistentes o bastante.
“Para provedores como nós, preocupado com a maior difusão em larga escala possível, talvez a pergunta mais inquietante seja quantas linhas serão capazes de atingir velocidades de 56 K.”
Linton, da BBN, observou que velocidades de transmissão mais lentas do que as prometidas refletem nos provedores, mesmo que a culpa seja das instalações da companhia telefônica. “Temos visto usuários com modems de 28.8 kbps e com pacotes que mostram a taxa com que estão transmitindo. Eles verão 26.5 kbps e dirão: Você não está me dando o serviço pelo qual estou pagando”, afirmou Linton. “Presumo que quando os usuários passarem para 56 kbps, terão o mesmo tipo de exigência.”
Mas apesar do dilema dos padrões múltiplos, prepare-se para ver os provedores aumentando suas capacidades para 56 kbps, por uma razão importante: a maior velocidade sempre ganha. “Independente de haver ou não uma verdadeira melhoria de desempenho, em conseqüência dessa tecnologia, ela chegará ao mercado dos PCs”, afirmou o analista Mark Kirstein. “O fato de que ser mais rápido e o fato disso poder ser usado como uma arma de marketing, é suficiente para que comande o mercado em grande escala.”
O objetivo dos modems de 56 kbps é substituir o RDSI como método de acesso para aplicações comerciais. Quando as pessoas quiserem 128 K, os modems de 56 K não poderão oferecer isso, mas até lá 56 K satisfarão suas necessidades de uma alta velocidade um pouco mais alta”.
Os modems de 56 Kbps podem dobrar as velocidades dos modems analógicos tradicionais. Oferecem aos surfistas mais atualizados da Web uma ferramenta mais veloz, mas o desepenho dos novos modems está aquem do que até mesmo um único canal-B RDSI é capaz de oferecer.

V.[4.0] Os Network Computers

Com o grande crescimento da Internet como uma rede mundial de grande importância, as empresas de hardware começaram a perceber que realmente é lá, na Internet, que as coisas acontecem e por isso cada vez mais cresce uma corrida para ver quem apresenta mais novidades em termos de Internet e de computadores em geral, uma vez que, cada vez mais caminhamos para uma dependência total da rede. Foi aí que surgiu o chamado micro Internet, ou browser boy, que é um dos produtos que mais tem dado o que falar nessa corrida.
Apresentado em várias concepções, esse micro, apesar de já possuir alguns protótipos, ainda não é uma plena realidade, porém já provoca várias discussões. A proposta desse micro mais conhecida, foi apresentada pela Oracle em 1995, com o nome de Network Computer. O conceito do produto parte da observação de que a maioria dos usuários utiliza o computador apenas para escrever documentos, ler e enviar correio eletrônico, além de preencher formulários. Com base nisso, a Oracle conclui que existe extenso mercado - 1 bilhão de unidades - para máquinas com menos recursos que o PC padrão e fundamentalmente com capacidade de executar aquelas operações mais comuns. Fixou então, um chamariz de marqueting, ressaltando que o Network Computer deverá ter um custo acessível, cerca de 500 dólares, e já trará embutida a capacidade de se ligar a Internet.
Essa máquina possui os seguintes componentes básicos: Processador Risc de baixo custo; 4 MB de memória RAM; telefone ou outro dispositivo de entrada; placa de rede, interface ISDN (telefonia digital) ou T1 (satélite); vídeo com padrões VGA, NTSC e PAL; e compactação de vídeo MPEG2.

Concluindo: Será realmente viável uma máquina deste tipo uma vez que a Internet ainda nao é um meio seguro para transmissão de dados? Talvez sim. A Internet vem evoluindo cada vez mais em termos de segurança apesar dos problemas e quedas de linha acontecerem com frequencia e facilidade. Por outro lado, a alegação de Ellison da Oracle dizendo que os micros hoje em dia são "robustos e pesadões" é totalmente inválida. Como um micro que processa a uma velocidade de 200Mhz em 64 bits com um espaço em disco de 4GB, pode ser um micro robusto ou pesado? Além do mais seriam necessários linhas telefônicas e modems muito bom e velozes para que não haja a perda de dados e a demora ao escrever um texto pro exemplo, ou abrir algum utilitário. E se por exemplo a linha telefônica cai ao se fazer a digitação de um texto importante? E a conta telefônica que teriam que pagar as pessoas para isso? Bom, isso o futuro nos provará