AS RAÍZES DO POVO INTRODUÇÃO O choque entre os desejos das pessoas pode ser positivamente aproveitado se aprendermos que todos somos árvores plantadas na mesma terra: nossas raízes tiram de lá de dentro a maior variedade de estilos, de folhas e de frutos, mas tudo pode se harmonizar e se somar no esplendor da floresta. O conhecimento desse Eldorado ajuda a valorizar o bem em todas as suas manifestações e ensina a conviver positivamente com o mal que, longe de ser destruído, deve servir para a construção do bem. É no mundo das raízes que vamos poder descobrir as nascentes mais profundas do entendimento, do relacionamento e do amor, celebrando a festa da vida. 1. TEMOS RAÍZES Há uma parte de nós mergulhada em uma escuridão que não conhecemos. É uma parte significativa, porque muito do que somos e vivemos vem de lá: costumes, complexos, hábitos, até o corpo e a alma que temos em comum com todas as outras criaturas humanas e mesmo a religião e o próprio Deus. Mesmo quando pensamos em nossa ascen­-dência (pais, avós, bisavós...) vemos que penetra bem de pressa no des­-co­nhecido. Sabemos que temos alguma coisa mergulhada na terra mas não conhecemos nossas próprias raízes nem o mundo em que elas se alimentam. Falo principalmente das raízes culturais e, neste momento, tentando descobrir nelas caminhos novos (ou muito velhos mas esquecidos) de contemplação. Porque a contemplação estende sua sensação e mesmo toda a sua capacidade de viver o sentimento também a esse mundo da interioridade e vai se abrir para Deus nesse mesmo mundo interior, usando a mesma linguagem simbólica desse outro ambiente estranho, atraente, misterioso. Parece que lá o encontro é mais concreto, porque, quando perdemos a capacidade de medir e de calcular, caimos nas mãos do Infinito. Falar em raízes é uma outra maneira de considerar a Interioridade ou o Inconsciente. É um aspecto que sublinha que de lá vem a seiva, que de lá vem a origem, vem também o verde das folhas, vêm as flores e os frutos, como vêm problemas e muitas outras coisas que não chegamos a entender. Quase tudo vem de lá. Talvez tudo. A interioridade que descobrimos é viva, está produzindo frutos. Produz porque tem raízes, esses membros vitais que mergulham na terra boa e nela se fixam, tirando dela o alimento comum. Sim, em grande parte, somos o que comemos, mais no sentido cultural e psicológico que no concreto. A árvore é uma excelente imagem do que somos, como a Biblia já nos havia ensinado. Por isso, podemos contemplar a nossa imagem como contemplamos uma dessas árvores que, tantas vezes, lançando-se para os céus, arrastam consigo os nossos olhos e o nosso coração. Só, que neste caso, contemplar não é só olhar: contemplar é também realizar. Porque, quanto mais contemplamos, mais a imagem se realiza. É a imagem de Deus que o próprio Deus está construindo e aperfeiçoando; e ele quer que contemplemos o seu trabalho porque, assim, nós também vamos descobrindo todo o seu amor e deixando-nos avassalar por ele. Contemplar é conhecer e realizar uma árvore. Talvez um baobá imenso, talvez uma planta anã da caatinga. Não importa. Estamos contemplando e realizando a mata inteira, a floresta de Deus em que nós encontramos o próprio Deus. Nosso processo de individuação passa por esse verde e vai lá para dentro da terra de Deus através das raízes que nos alimentam de sua graça. Lá dentro da terra, nossas raízes são comuns. Fazem de cada um de nós um só conjunto com a familia, com o povo, com o continente, com o tempo, com a humanidade inteira e até com Deus. Para termos uma idéia mais concreta da força de nossas raízes, lembro que a festa popular mais difundida e mais arraigada no Brasil é a festa de São João. Todos a comemoram, mesmo os de raça indígena ou africana, que não tiveram nada que ver com as suas origens. Pois essa festa popular tem uma raiz tão funda, tão milenar, que é mais velha do que o próprio São João. Já era celebrada muito antes da vinda de Jesus Cristo. De fato, o santo católico está ocupando o lugar de uma antiga festa pagã que celebrava o solstício: para nós, a noite mais longa do ano; no hemisfério norte, a mais curta. Sabemos que já na antigüidade a celebração comportava fogueiras, danças e comidas típicas. Aliás, São João ganhou esse dia porque o Evangelho diz que ele era exatamente seis meses mais velho que Jesus Cristo. E o nascimento de Jesus tinha sido estabelecido no solstício do inverno, no lugar de uma milenar festa pagã que precedeu o Natal e ainda não se deixou suplantar totalmente por ele. Outro exemplo interessante é o de uma pequena cidade dos Abruzzos, Itália. Celebra até hoje um santo padroeiro que é protetor contra as mordidas das serpentes. No dia da festa, o santo é carregado em um andor coberto de cobras, que não fazem nenhum mal aos devotos. Pois já os historiadores romanos se referiam a esse fato, quando o protetor da cidade era um deus pagão, antes da vinda de Cristo. 2. DESCOBRIR AS RAÍZES Ao pé da letra, nós não precisamos saber o que se passa nas raízes, que elas continuam a agir do mesmo modo, assim como nosso sangue circula sem o nosso conhecimento. Mas é bom saber. É bom conhecer para ter consciência, para se alegrar e para louvar, para aproveitar ainda melhor. Muitos de nossos comportamentos podem ser explicados pelas raízes. Talvez seja mais fácil ver isso nos outros, mas também podemos enxergá-lo em nós mesmos. Podemos compreender melhor e caminhar melhor. O folclore é uma fonte riquissima do estudo das raízes. Não se trata de um amontoado de histórias para crianças ou de repertório para os artistas, mas de toda uma maneira de entender a vida, o mundo, nós mesmos. Como povo latino-americano, é muito forte a nossa marca de europeus. Na maior parte, temos traços arianos, sobrenomes portugueses, espanhois, italianos... muitos sabem que os próprios pais ou avós vieram da Europa. E da Europa veio toda uma cultura - inclusive religiosa - empacotada nos livros e nas escolas: a cultura oficial. A língua em que nos entendemos é neo-latina. Quem ajudou a criar nossa cultura? Aventureiros, degredados, caçadores de indios, imigrantes. Mas a força da raiz negra também é evidente, pelo menos em alguns paises, como o Brasil. Quase a metade dos brasileiros é pardo ou negro. E essa raiz não está só na côr. A cultura negra não prevaleceu apenas por vias oficiais: penetrou no mundo branco do Brasil até com o leite. E vive vigorosa hoje em dia na língua, na comida e muito mais na religião. Conhecer os mitos do próprio povo é tão importante quanto conhecer a sua história. E isso não se faz apenas na escola, mas também conversando com os mais velhos, visitando museus, tentando descobrir os significados dos costumes populares e familiares. A raiz vermelha é forte, principalmente do lado do Oceano Pacifico e na América Central. O próprio vocabulário deixou suas marcas fortes. E a cosinha, mais ainda. O milho, a mandioca, o amendoim e as frutas do mato ainda são uma parte forte do nosso prato. Quanto estará disfarçado em nossa literatura, em nossa religiosidade diante dos fenómenos da natureza! Muitos índios morreram; as índias nos deram o seu sangue. Neste texto, minha abordagem às raízes da interioridade é forçosamente intelectual. É um estudo. Mas nós precisamos é de uma aproximação não intelectual, vivencial, transformadora, simplesmente de sentir, mesmo sem entender. É certo que deveriamos conhecer melhor nossas raízes brasileiras e até latino-americanas, porque há muita coisa comum neste continente. Podemos imaginar, pensando na diferença com alemães e japoneses, por exemplo, que haja até um temperamento latino americano, tipos de temperamentos de nossas diversas regiões. Creio que é um estudo fascinante a ser realizado para entrar mais a fundo no mundo da contemplação. Principalmente da contemplação franciscana, que descobre Deus no povo, e mais que tudo no pobre. Entre os meios já explorados para chegar às raízes estão os sonhos, as lendas populares, os ritos das festas tradicionais, as histórias da familia contadas por nossas avós, nossas próprias lembranças dos anos passados, desde as mais remotas. Há todo um mundo a ser descoberto através das comidas que constituem as nossas refeições, com suas origens indigenas, africanas ou européias. Da mesma forma, com o que diz respeito a roupas, festas, maneira de arrumar a casa, etc. Se conseguirmos descer mais fundo em nossas próprias raízes, vamos encontrar, entre outras coisas, mais genuinidade. Podemos redescobrir nossa originalidade e fazer novas opções, com a experiência diferente que temos na medida em que o tempo e a experiência foram construindo a nossa maturidade. 3. CELEBRAR AS RAÍZES Uma das melhores coisas que podemos fazer é celebrar as raízes em nossos ritos familiares, populares e culturais. Quando nos descobrimos nessas tradições de maneira dinâmica, temos o caminho aberto para viver. Nós já temos o costume de celebrar as raízes, porque celebramos aniversários e muitas outras datas comemorativas. Isso é festejar alguma coisa boa que sucedeu no passado e ficou plantado em nosso solo. O aniversário é uma celebração do nascimento, que perdura e dá sentido a toda uma vida. Quando celebramos uma data histórica, ultrapassamos a nossa própria extensão no passado e nos celebramos como ainda mais antigos, mais perenes. Celebrar as raízes quer dizer ter um cuidado especial com elas para que sejam sempre vivas e continuem a frutificar ainda hoje. Celebrar é descobrir que temos vida nas raízes, ou que vivemos a partir de nossas raízes. Que é de lá que saem energias, maneiras de ser, sabores especiais do quotidiano de cada um de nós. Quando celebramos, é como se estendêssemos o âmbito de nossa vida, não só para o passado que mergulha nas raízes mas também para o futuro, que recebe a seiva vital provinda das raízes nessa oportunidade. E isso se torna tanto mais real e prático quanto mais concretas e numerosas forem as celebrações que fizermos de todos os setores de nossa vida. Vamos enriquecendo a trama das ligações entre o passado e o futuro que dão todo o sentido a nosso presente. Dessas comemorações fazem parte, por exemplo, aniversários, festas cívicas e dias santos, festivais que promovam valores populares, comemorações de conquistas que vão sendo feitas, recordações de momentos importantes, o uso de objetos ou roupas que nos façam reviver alguma situação de valor, e até mesmo expôr ou olhar as velhas fotografias dos álbuns e caixas que guardamos em casa. Uma demonstração interessante de que as mais diversas culturas sempre tiveram consciência do mundo das raízes e de seu afloramento nas pessoas pode ser encontrada no panteão de seus "deuses", "herois", "espíritos" ou "orixás". A mitologia, mais do que um mundo de fábulas para crianças ou de sonhos para alimentar a literatura, é a expressão do mundo das raízes culturais. Nossa cultura ocidental tem uma base sólida nos deuses greco-romanos, que não são usados apenas para designar planetas e dias da semana. Também servem para identificar temperamentos e tipos das pessoas. Todos conhecemos alguém belicoso como Ares-Marte, aventureiro como Zeus-Júpiter,... e mulheres de tipo independente como Ártemis-Diana, ciumentas como Hera-Juno... Na cultura brasileira, mesmo os que não são adeptos das religiões africanas usam normalmente expressões como "fazer a cabeça", "baixou o santo", etc... e os mais iniciados sabem ver logo quem tem espírito de Oxum, de Oxalá, de Oxumaré, etc... 4. CONTEMPLAR AS RAÍZES Contemplar é ficar olhando Deus com um olhar calado e fundo. Nada melhor que encontrá-lo nesse ponto comum em que os nossos desejos têm tanto em comum com os desejos de todos os nossos irmãos, mesmo daqueles que ainda nem conhecemos. O mundo das raízes vive por Deus. A árvore é um dos mais excelentes simbolos da criatura humana e Jesus Cristo, medida do homem perfeito, é a árvore da vida. Deus cuida dessa árvore como do ramo de cedro que, segundo Ezequiel, ele arrancou e plantou para que fosse maior do que todas as árvores. Mas, como lembra o Evangelho, trata-se de uma semente que germina e cresce sem nós sabermos como, estejamos acordados ou dormindo, porque é Deus quem cuida dela. Sabemos que nossa árvore está plantada à beira da água que jorra para a vida eterna. Ela tem que durar para a vida de sempre. É lá que ela vai dar seus mais belos frutos. Sabemos que nossas raízes estão atingindo essas águas. Sabemos que queremos mais e que nunca vamos ficar saciados. Estamos aproveitando muito pouco da água que corre ao longo de nossas raízes, da água que está só um pouquinho mais ao fundo. Às vezes temos acompanhado a água que vem das nuvens, lava nosso verde, escorre por nós e renova nossa vida, penetra nesse mesmo chão em que nos firmamos e em que penetram as nossas raízes. Conseguimos beber um pouco quando passam ao nosso alcance. Mas temos necessidade de beber muito mais. Nossas raízes têm alguma coisa muito nossa, mas também são comuns, partilhadas com muita gente na escuridão do húmus. Ou com todo mundo. Temos que nos ajudar a conhecer nossas raízes. A vivermos e a nos fazermos viver de nossas raízes. Se queremos enxergar com os olhos do espírito, podemos pensar que não é apenas o Espírito de Deus que sopra em nós. Sopram também todos esses espíritos históricos de judeus e gregos, de romanos e bárbaros, de árabes, indígenas e negros que formam as nossas raízes. Uma pessoa se torna muito mais realizada, serena, produtiva, quando vive de acordo com o impulso de vida que perpassa por ela. A maior parte das culturas e das religiões sempre souberam disso. Mas sabemos que lá, na profundidade das raízes, foram parar também opções que descartamos, situações que rejeitamos e mesmo coisas que simplesmente esquecemos. Não deixa de ser um mundo misterioso do qual vivemos. Muitas vezes parece que somos dominados por "demônios interiores" e talvez simplesmente porque não conhecemos o que temos lá dentro. Temos que pedir que o Pai nos livre do Mal e do maligno também nas raízes, desde as raízes, talvez principalmente nas raízes. O mundo das raízes é o mundo da Sombra, que abre para os arquétipos e faz encontrar os primeiros degraus da individuação. Quem não vive as próprias raízes não tem sentido de vida. O futuro nasce do passado, que não deve ser cultuado como mera recordação e sim ser usado para o crescimento no presente, em direção ao futuro. Nós não precisamos ser conservadores, nem devemos estar presos ao passado. Mas precisamos ser legitimos e só as raízes nos dão legitimidade. O ser humano tem uma necessidade vital de viver os símbolos. A maior parte dos símbolos está ligada às raízes. Os símbolos constituem o nosso meio de comunicação com as raízes. Sem símbolos, temos que perder o sentido do existir. É muito importante o fato de termos perdido o uso do a-lógico, em decorrência da formação e da mentalidade ultra-lógica do Ocidente. Perdemos alguma coisa que os antigos tinham e os índios ainda têm. Que ainda está mais viva entre as pessoas simples e pobres, "ignorantes". São pessoas que podem ter menos informações e menos "educação", mas conseguem ter mais vida porque ainda se alimentam de símbolos. Há ocasiões em que perdemos muito, talvez tudo, de nosso dominio consciente do caminho, e Deus tem uma entrada maior. Resvalamos do atalho conhecido mas caimos em uma plenitude maior. E não se trata da plenitude de um mundo a ser conquistado mas de um mundo do qual nascemos e ao qual estamos ligados. Trata-se de conquistar apenas a consciência do que já é vida para nós, fazendo com que essa vida seja mais abundante, consiga uma plenitude maior. 5. CUIDAR DAS RAÍZES As raízes podem ser cortadas. Podem ser atacadas. O mundo que nos transforma em consumidores apela para nossas raízes quando nos quer fazer comprar e não respeita nossa dignidade de plantas individuais, com sua própria raiz, tronco, copa e frutos, e também com terra, água, ambiente, bosque, etc. Sabemos que nossas raízes estão feridas. Muita coisa que vem delas é dolorida, fala de sofrimentos do passado. Sentimos que nossas raízes precisam de cura. De redenção. De transformação. Queremos fazer isso mas, evidentemente, temos que conhecer melhor, temos que abrir nosso acesso às raízes. A conseqüência mais grave de não ter consciência das raízes talvez seja a facilidade com que as perdemos. Muitas situações do mundo atual, especialmente as transformações avassaladoras que vão se sucedendo, desrespeitam as raízes. Às vezes simplesmente as abalam. Mas podem cortá-las. É fácil encontrar ao nosso redor pessoas que perderam o contacto com suas raízes religiosas ou mesmo familiares. E muitos são os que engrossam a lista de espera dos psiquiatras. Pessoas que perderam o sentido de viver. Talvez sejam mesmo neuróticas, mas o seu mal pode não ter sido senão ter perdido o contacto com as raízes culturais. Alguns exemplos. Muitos deixaram de ir à Missa dominical. Seus antepassados e mesmo seus avós e pais sempre foram. Talvez por um certo temor. Quando o temor desapareceu e se perdeu de vista a utilidade de ir à igreja ao mesmo tempo em que apareciam coisas mais interessantes para se fazer aos domingos, muitos cortaram a Missa. Depois começam a ter problemas religiosos, e não sabem porquê. O que acontece quando as raízes são cortadas? A pessoa se desorienta e perde a razão de viver. Devíamos pensar se, entre outras razões, não é também por isso que a vida tem tão pouco valor nos ambientes de periferia, ajudando a intensificar a violência. Um colega meu, missionário no Japão, conta também com que facilidade pessoas idosas estão se entregando ao suicidio, apesar de estarem em invejáveis condições de atendimento em ultra-modernos abrigos para velhice: porque suas raízes campestres e familiares foram cortadas. Mais do que de médicos e enfermeiras eles precisam de suas plantas, de suas criações, e de seus netinhos. Na floresta, há muitas outras plantas. Todas são plantas. Nem todas são do mesmo gênero. Nem da mesma espécie. Mas cada um de nós é uma árvore única, um individuo, que tem que ser realizado, domine altaneiro acima das outras copas ou rasteje como humilde graminea. Uma boa conclusão é lembrar que a árvore - e a árvore somos nós - sai da terra mas não é terra. Alimenta-se da terra mas não é terra. Alimenta-se da mesma terra em que se alimentam outras árvores e até se parece com muitas outras. Mas é única. É essa árvore única que nós temos que descobrir, identificar, conhecer, porque Deus - terra, ar e vida - ama este filho como se fosse o único. É por aí que caminha o processo de individuação: a descoberta progressiva do desejo único que constitui cada um de nós. CONCLUSÃO Nossos desejos e, conseqüentemente, nossa expressão, são muito mais profundos do que costumamos pensar. Mas é claro que também os desejos e as expressões dos outros vão à mesma profundidade. Temos que acolher, respeitosamente, o diferente. É tão pouco o que conhecemos de Deus quanto o que conhecemos de nós mesmos. No nosso interior, podemos descobrir tanto um como o outro. Há muitas pontes para nos entendermos com os outros. A base do en­-tendimento está numa comunhão na interioridade. PRÁTICAS Arranje tempo para contemplar as suas raízes. Escute Deus presente nelas desde sempre. Escolha uma das pessoas que lhe parecem mais "diferentes". Usando o que você sabe a seu respeito, procure ver que raízes diferentes ela pode ter. Mas não se esqueça das que vocês têm em comum. www.franciscanos.net