Esclerose Múltipla




"Mal que pode incapacitar jovens, é confundido com doenças menos graves, como labirintite"


O que é a Esclerose Múltipla?
     É uma doença neuroimunológica (que envolve o sistema nervoso e de defesa) de causa desconhecida que apresenta lesões no sistema nervoso central (SNC). Caracteriza-se por surtos periódicos e tende a piorar a cada crise. Pode também ser progressiva, com piora constante. Lesa a mielina, camada que recobre o nervo e liga o cérebro ao corpo.

Como surge o mal?
     A rede nervosa, cuja via central é a medula espinhal, é constituída por milhares de células especializadas (neurônios), que conduzem todo tipo de mensagem vital para a saúde do corpo. A esclerose múltipla começa com um distúrbio no sistema imunológico. Algumas células de defesa, que devem proteger o organismo, estranham-no e passam a destruí-lo. A camada de mielina é lesada. O dano à mielina, que tem como função ajudar na condução dos estímulos nervosos, impede a transmissão correta de mensagens entre o cérebro e o resto do corpo.

Quais são seus sintomas?
     Na maioria dos portadores, a doença provoca uma série de crises. Os sintomas podem ser discretos ou intensos, aparecer e desaparecer. Muitas vezes, as manifestações do mal são confundidas com outras doenças, menos graves, como a labirintite.

     Seu principais sintomas são:

Como é feito o diagnóstico?
     Atualmente, o exame mais eficaz para reconhecer a esclerose múltipla é a ressonância magnética.
Com ele, são notadas as lesões que surgem no sistema nervoso.

Estatística
     10 em cada 100 mil habitantes têm a doença no Brasil. É mais comum em mulheres que em homens. Manifesta-se, em média, entre os 18 e 45 anos de idade.

Tratamento
     A doença atualmente não tem cura, mas há medicamentos adequados que conseguem reduzir a intensidade dos surtos, tornar menos freqüentes as ocorrências e oferecer boa qualidade de vida ao doente. Os remédios são distribuídos pelo serviço público de saúde e devem ser exigidos. O médico precisa sempre acompanhar o paciente, para controlar possíveis efeitos colaterais.
      O tratamento também pode envolver:




ARTIGO DE JORNAL

   Se depois de uma boa noite de sono, você acordar sem conseguir andar direito, com os lábios tortos e sem fazer pequenas coisas como escrever, cuidado! Estes sintomas podem estar relacionados ao quadro de esclerose múltipla. A doença, que atinge o sistema nervoso, não tem causa definida. Chega a comprometer a visão e a modificar a sensibilidade da pele. "Muitas vezes, a doença aparece em surtos."
   Não se sabe o que desencadeia o mal, mas é certo que, uma vez manifestado, é preciso controlá-lo para evitar piora. "Alguns especialistas acham que a doença é provocada por um vírus ou é auto-imune". Tanto é difícil prever a ocorrência de um surto quanto saber se ele vai deixar seqüelas.
   A esclerose múltipla provavelmente começa com um distúrbio no sistema imunológico. Algumas células de defesa, que devem proteger o organismo, passam a estranhá-lo e destruí-lo. Dessa forma, a camada de mielina (que recobre o nervo e liga o cérebro ao corpo) é lesada. O dano impede que o cérebro envie os estímulos nervosos e se comunique com o resto do corpo.
   A doença não tem cura. É tratada na maioria das vezes, com fisioterapia, hidroterapia, exercícios físicos, terapia corporal e medicamentos que reduzem a intensidade dos surtos.
   Uma pesquisa inédita realizada pelo Hospital de Base de Brasília, com vinte pacientes, indica que o risco de incapacidade provocada pelo patologia é alto, principalmente entre os pacientes que não usam os medicamentos adequados e corretamente. Em quatro anos, o número de doentes que se tornaram incapazes de trabalhar aumentou 100%
(de 7 para 14).
   Apesar da esclerose múltipla ser uma doença rara, é preciso que os sintomas sejam valorizados por quem os sente e pelos especialistas. Muitas vezes, uma tontura se parece com uma simples labirintite, mas na verdade esconde um mal que exige controle mais rigoroso.

(Fonte : Vida urbana/Saúde, Diário de Pernambuco, 25 de Agosto de 1999)