
Há pessoas estrelas e há pessoas cometas.
Os cometas passam.
Apenas são
lembrados pelas datas em que passam e retornam.
As estrelas permanecem. 
Os
cometas desaparecem.
Há muita gente cometa.
Passa pela vida da gente apenas
por instantes.
Gente que não se prende à ninguém,
e a quem ninguém se
prende.
Gente sem esperança.
Assim como as pessoas que vivem numa família
e
que passam umas pelas outras sem serem presença.
Importante é ser estrela.
Permanecer.
Estar presente.
Marcar presença.
Estar junto.
Ser luz.
Ser calor.
Ser vida.
Ser amigo e ser estrela.
Podem passar anos, podem surgir as
distâncias,
mas a marca fica no coração.
Coração que não quer enamorar-se de
cometas
que apenas atraem
olhares passageiros.
Muitos cometas passam, por momentos,
a gente bate
palmas e eles desaparecem.
Ser cometa é não ser amigo.
É ser companheiro por instantes.
É explorar os
sentimentos humanos.
A solidão é resultado da vida cometa.
A solidão de
muitas pessoas
é consequência de poderem contar com ninguém.
Ninguém fica.
Todos passam.
E a gente passa pelos outros.
Há necessidade de criar um mundo
de estrelas.
Todos os dias poder vê-las e sentí-las.
Todos os dias ver sua
luz e calor.
Assim são os amigos estrelas na vida da gente.
Pode-se contar
com eles.
Eles são presença.
Sao coragem nos momentos difíceis.
São luz nos momentos
escuros.
São segurança nos momentos de desânimo.
Ser estrela no mundo
passageiro,
neste mundo cheio de cometas,
é um desafio, acima de tudo, uma
recompensa.
É nascer e ter vivido
e não apenas existido.