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 Apresentação do programa de verão Brinc'Agosto

 

O projecto de verão Brinc'Agosto é um programa gratuito destinado a todas as crianças com idades compreendidas entre os  6 e os 12 anos, e envolve algumas escolas do 1º ciclo do ensino básico.

O projecto aqui descrito, ocorreu pelo segundo ano consecutivo, no bairro da Ameixoeira, na Freguesia do Lumiar, na escola frequentada pela maioria das crianças, a Escola pólo 91,entre os dias 4 e 14 de Agosto de 2003, no período compreendido entre as 14 e as 18 horas.
Participaram neste projecto sete monitores, acompanhados por uma assistente social que coordenou o projecto e cerca de  60 crianças, apesar deste numero ter  variado ao longo nos dias do projecto.

O objectivo deste projecto, vai muito além da promoção de actividades de animação e ocupação de tempos livres das crianças que, durante o mês de Agosto, permanecem na cidade, passa também, ou principalmente, pela prevenção de situações de risco, que sabemos que se propícia nestes escalões etários durante períodos de notória desocupação.

Desta forma pretendeu-se :

    1. Combater a exclusão social destas crianças e proporcionando-lhes um ambiente saudável durante o seu período de férias.

   2. Aproxima-las da escola, de modo a que percebam que aquele é acima de tudo um espaço deles.

 

 

Descrição das actividades realizadas

Para além das actividades desenvolvidas na escola - jogos, grupos de teatro e de dança, expressão plástica, desporto e gincanas, o Brinc'Agosto proporcionou visitas ao Oceanário de Lisboa, ao Parque Ecológico de Monsanto, à videoteca, a museus, bibliotecas e piscinas, entre outras.

 

 Programa

Lumiar (Escola pólo 91)
· Dia 4 – Apresentação
· Dia 5 – Museu do Ar
· Dia 6 – Ateliers de Pintura e Expressão Plástica
· Dia 7 – Oceanário de Lisboa
· Dia 8 – Ateliers de Expressão Dramática
· Dia 11 – Actividades de Desporto e Dança
· Dia 12 – Parque Ecológico de Monsanto
· Dia 13 – Ateliers de Informática (Junta de Freguesia)
· Dia 14 – Ateliers de dança e Festa de encerramento

 

Paralelamente decorreram  algumas actividades não inicialmente programadas como a substituição da pintura degradada dos muros da escola por graffitis.
Esta foi uma actividade amplamente apreciadas pelas crianças, e segundo as próprias sentiram-se realizadas com o cunho pessoal que puderam dar à escola.

 

O horário de início das actividades que se pretendia que tivessem inicio às duas horas, foi prontamente alterado (pela boa vontade da equipa de monitores, do pessoal auxiliar da escola e da junta de Freguesia do Lumiar) após constatação da necessidade de fornecer almoço a algumas crianças mais carenciadas.
Essa alteração só foi possível pela inteira disponibilidade do pessoal auxiliar da escola, nomeadamente da cozinha, que cederam o seu tempo pessoal para confeccionar as respectivas refeições.

 

Após o almoço tinham início a diversas actividades constantes no programa, entre as quais:

*    Mini Torneio de Futebol

 

*    Mini Torneio de Basquet

 

*    Pintura de murais

 

*    Visionamento de Filmes

 

*    Realização de Acções de informática, que se estenderam a dois dias para que todas as crianças pudessem participar. No final todos  realizaram um trabalho com  fotografia de cada um que foi  exposta.

 

*    Capoeira (no Centro Juvenil Local)

 

*    Ginástica

 

*    Diversos Jogos de equipa.

 

A meio da tarde realizava-se uma pausa para o lanche e em seguida o prosseguimento de actividades até cerca das  18 horas e 30 minutos, hora em que a escola encerrava.

 

 

Reflexão de quem participou no projecto

 

Esse projecto permitiu eliminar um pouco, na nossa perspectiva o problema da indisciplina, muito baseada na aversão pelo espaço escola, assim como a criação de um apreço pelo espaço onde intervieram activamente com algo seu (pinturas nos muros e o arranjo do jardim). Citando uma das crianças consideradas mais problemáticas pelos docentes: “Agora, não vamos deixar que ponham a escola feia”. Só esta afirmação mostra a mudança de perspectiva desta criança que passa a  “defender” um espaço que até à pouco considerava que não haveria problema em vandalizar.

Uma conclusão geral a que se chegou foi a de que a degradação gera degradação e consequentemente vandalismo,  por outro lado num estabelecimento de ensino em que o espaço se encontra cuidado e ordenado existe menos propensão da parte dos alunos para a degradação do mesmo.
Isso foi observado, por exemplo, após a limpeza e organização da sala de informática em que alunos chamavam outros a atenção para o que deixavam desarrumado, aquando da sua utilização.

Os pais por seu lado também desempenharam um papel relevante ao serem convidados a entrar no espaço da escola e observar os seus filhos nas suas actividades e interagirem com eles, embora muitos confessassem falta de tempo para os auxiliarem nas actividades escolares. Muitos estavam a conhecer o interior da escola pela primeira vez, embora os respectivos  filhos  frequentassem aquele estabelecimento há vários anos.
 Este é sem duvida um dos grandes problemas da relação escola família, a falta de participação dos pais e do contacto destes com os docentes.

 

No final, este trabalho mostrou-se benéfico, quer para as crianças, quer para quem os acompanhou, foram  criadas amizades dentro e fora da assim como um novo apreço por um espaço que é seu. Apenas sobressaiu a tristeza de ambas as partes pela curta duração do projecto, assim como o desejo da sua implementação durante o restante do ano. 

 

 

 

 
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