Uma mulher madura, envelhecida pelo tempo, viúva de um
comandante da Marinha (de quem recebe polpuda pensão) e mãe de Quico, moradora
do 14. Dona Florinda é um mulher que crê que ainda vive numa situação de
riqueza, quando na verdade a situação não está tão boa assim, mas ela mantém
a pose e a honra, e promete aos quatro ventos, em toda a sua carranquice, que um
dia ainda vai se mudar desta vila, para ir para bem longe da gentalha.
Sua grosseria e mal-humor lhe renderam o apelido de velha coroca, ou ainda de
velha carcumida! Dona Florinda reclama de tudo: da preguiça e da vagabundice de
Seu Madruga, da sujeira no pátio, da bagunça das crianças... Ríspida e
brutalhona, sempre estapeia o Seu Madruga ao ver seu filho Quico chorar, sem nem
sequer perguntar se ele teve ou não culpa na história.
Quico é seu mimo, seu xodó. Mesmo apertada, ela cria este garoto a pão de ló.
E falando em pão... que dotes culinários tem a Dona Florinda! Tem uma
excelente mão para a cozinha! Trabalha tanto para manter sua casa em perfeita
ordem lavando, cozinhando, arrumando, passando, que se esquece de si mesma e
anda sempre de bobes, avental e tamancas.
Mas a amante da ordem, da limpeza e da disciplina se derrete, e seu mau gênio
se transforma em doçura e encanto quando ela se depara com o Professor
Girafales, que sempre lhe traz um ramo de flores, e sempre é recebido com uma xícara
de café. Então, Florinda se mostra romântica e apaixonada, quando seus olhos
cruzam os do Professor Girafales. No entanto, os dois são muito tímidos, e
nunca se beijaram ou sequer tocaram um as mãos do outro. O Professor da escola
de Quico é um homem culto, educado, perfeito para uma mulher como ela acha que
é. Tudo entre os dois é lindo, mas até agora o homem nunca tocou em
casamento, e enrola a pobre viúva a cada dia.
Frases Características: "Vamos tesouro, não se misture com esta
gentalha!".