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Neurótico de Plantão


Aos poucos a vontade de me matar vai passando. Meu coração volta a bater em seu ritmo cadenciado de sempre. Meus pensamentos agora se voltam para outros assuntos. De outras importâncias. Nem mais nem menos importantes simplesmente importâncias diferentes. Penso em como seria se realmente tivesse obedecido minha vontade e me matado. Não teria resolvido meus problemas. Apenas evitaria ouvir da boca de todos a frase que mais odeio ouvir, a frase que me faz querer pegar uma faca e enfiar garganta abaixo de quem fala isso pra mim: "Coitado dele", "Que pena ele ser assim". O pior é que acreditam que eu não estou ouvindo ou não estou sabendo o que eles estão falando. Eu sei sim. Sei até quando não dizem, apenas pensam. Eu não sou burro. Posso até ser meio louco, mas burro eu não sou. E quem disse que quem são loucos são vocês, ditos normais, e não eu dito louco. A loucura é relativa a quem a vê. E eu, agora, de hoje em diante, verei que quem são loucos são vocês. E por isso, quem tem dó, quem tem compaixão, sou eu por vocês, pobres loucos. Que na sua normalidade, tentam esconder um louco muito mais louco e perturbado do que eu. eu sim é que tenho pena de vocês. Porque vocês nas suas loucuras, não conseguem assumi-la. Eu não, eu sou louco, mas assumo a minha louco, portanto a minha loucura se transforma em algo normal, diante dos meus olhos, mas as suas loucuras não, elas sim são loucas de verdade. Seus loucos. Desvairados. Perturbados. Dementes. Retardados. Chupadores de criancinhas.
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