Nome popular:
Tucunaré (tucunaré-açu; tucunaré-paca, tucunaré-pinima; tucunaré-pitanga; tucunaré-vermelho; tucunaré-pretinho; etc.).Nome
científico: Cichla spp.Descrição:
Peixes de escamas. Existem pelo menos 14 espécies de tucunarés na Amazônia, sendo cinco espécies descritas: Cichla ocellaris, C. temensis, C. monoculus, C. orinocensis, C. intermedia. O tamanho (exemplares adultos podem ter 30cm ou mais de 1m), o colorido (pode ser amarelado, esverdeado, avermelhado, quase preto, etc.), e a forma e número de manchas (podem ser grandes, pretas e verticais; ou pintas brancas distribuídas regularmente pelo corpo e nadadeiras; etc.) variam bastante de espécie para espécie. Todos os tucunarés apresentam uma mancha redonda (ocelo) no pedúnculo caudal.Ecologia:
Espécies sedentárias (não realizam migrações), que vivem em lagos/lagoas (entram na mata inundada durante a cheia) e na boca e beira dos rios. Formam casais e se reproduzem em ambientes lênticos, onde constroem ninhos e cuidam da prole. Têm hábitos diurnos. Alimentam-se principalmente de peixes e camarões. São as únicas espécies de peixes da Amazônia que perseguem a presa, ou seja, após iniciar o ataque, não desistem até conseguir capturá-las. Quase todos os outros peixes predadores desistem após a primeira ou segunda tentativa mal sucedida.Equipamentos:
Varas de ação média a média/pesada, com linhas de 17, 20, 25 e 30 lb e anzóis variando dos nº 2/0 a 4/0, sem o uso de empates. O uso de arranque com linha grossa é recomendado para evitar a perda do peixe nas galhadas.Iscas:
Iscas naturais (peixes e camarões) e artificiais. Praticamente todos os tipos de iscas artificiais podem atrair tucunarés, mas a pesca de plug de superfície é a mais emocionante. Os tucunarés "explodem" na superfície para capturar os peixinhos.Dicas:
Na pesca com isca artificial deve-se procurar manter a isca em movimento, porque o tucunaré pode pegar 4 a 5 vezes a isca antes de ser fisgado.Fonte: Diário de Pesca Mercoeste/2001