CONTO 1 CONTO 2 CONTO 3 CONTO 4 CONTO 5 PROJETO MULTIMÍDIA VOYAGE
1966/2005 39 ANOS
AMOR UNIVERSAL
Amo a vida, o Universo e a Deus.
Simplesmente amo todas as coisas vivas e emotivas de minha razão.
Amo o Sol, ser máximo de minha existência finita de consciência de existência. Amo a Lua, musa inspiradora e símbolo de pureza e quietude, que através de sua frágil imagem inspira paz e harmonia para o meu espírito.
Ao olhar para o próximo, aquele que nem ao certo sei por que amo. Se eu paro penso... não amo mais, porque é simples o homem dizer que ama, ainda mais, quando existe o medo de perder. Por isto, a maioria, ama desesperadamente a vida, sua certeza anda próxima demais do epílogo apocalíptico. Só que eu também detesto saber que a morte está próxima, tão próxima, como de meus olhos aos meus lábios.
Distância esta que faz com que o sangue de meu universo biológico corra a cada segundo mais, e numa cadência por demais frenética, quase desesperadora. Só sei que talvez ela esteja tentando romper as próprias barreiras de suas células à procura de novos horizontes, onde osnúmeros existentes de Sóis sejam maiores, com luzes ainda mais intensas e brilhantes e, com isso talvez, sinta-se iluminado com uma dádiva permanente de calor.
Maravilhosa visão, só que a abóbada mental já disparou à procura de novas perguntas e se misturou às dimensões, se perderam no espaço e o tempo parou. Parou para a meditação:
O Amor é, talvez diretamente, o pai e a mãe de nossa existência e, até sua chegada, a consciência da mesma. Desta maneira, o universo é apenas o berço de uma linguagem típica deste todo envolvente umbigo, umbilical infinito. O homem, produto direto deste amor, de repente tem os fatos e as emoções contidas, e dá a impressão de desmentir todo este
simples relato, que é sem dúvida, uma descarga natural de um consciente saturado de verdades, que aos poucos, não mais existirá.
Mas, de qualquer maneira, eu sei que de nada adianta todo este protesto literário e que todo narrar do pensamento irá falecer nele mesmo, afinal, dizem que a verdade falece no que está morrendo.
Não importa, mesmo assim, espero que um dia a consciência de amor entre os homens cresça, assim como crescerão milhões de sóis no infinito. Daí então toda esta luz chegará aos mesmos, e se firmarão como estrelas do universo em volta do seu Criador para todo o infinito.
ADELINO DOS SANTOS ABREU
Outubro de 1969
AUTOR 18 ANOS
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