1966/2005 39 ANOS 8 Lugar no XV Concurso Internacional de Verão/03/2005 A participação de autores teve caráter internacional (cerca de 2100 trabalhos e 13 países participantes) O MUNDO ATUAL
O mundo atual, de imediato, não tende a chocar nenhuma mente simples. Acredito fielmente que todos aguardam com muita ansiedade — dentro de uma pacifica acomodação — a chegada de um novo cérebro, ou seja; um gênio endeusado e autodefinido, o qual restitua em curto prazo o poder de transmitir a presente realidade assim como é, depois retire toda a uma poluição psíquica, ilumine suas consciências e nasça algo maior que o infinito. O apostolado será doutrinado com estruturas sérias e justas, igualmente, ao nascer de uma nova vida devendo todos assumir com total razão e, desenvolverem um ilimitado número de dotes espirituais que a humanidade guarda obstinadamente em seus cofres de fraquezas e apatias. Superado o primeiro estágio, deverão partir à cata de uma verdade suprema, deixando a vida correr, correr morosamente, aguardando assim a própria seqüência de espontâneos significados, os quais, responderão aos mais diversos pensamentos e mais altivez no que diz respeito a inconcebíveis percepções, agora, concreta. Atualmente, mais e mais se sente a aproximação natural da decadência de ídolos e mitos parecem com folhas secas de arvores aguardando apenas um vento maior, para partirem em direção ao falso rumo. Até quando será possível viveremos rodeados deste invólucro repleto de confusas mensagens e dizeres, como a contestação de uma nova Torre de Babel, onde cada qual interpreta a bula de sua maneira. A poluição, a neurose, a obstinação... a vida moderna e suas manifestações do novo, —qual a vantagem — tudo isto é o ópio dos próprios homens chocando-se com o paredão repleto de imperfeições de um corredor sem fim. No que parece que todos se defrontam sempre com o mesmo problema, mais incrível ainda, estão preocupados pôr demais inventando e dando asas a mais e motivos para continuarem vivendo, porém, continuam correndo, não sei como não conseguem parar? Acho que jamais poderão interromper o fluxo orbital que o planeta natal se projeta, ao lado, de um todo envolvente de um sistema interminável de universo evolutivo. Parece que seguir em frente, torna-se uma maneira única de sobrevivência e, mais nomes e razões para o não cessar deste movimento pôr demais frenético e corrupto. Paralelamente, a natureza protesta: ondas de doenças e pragas surgem pelo desordenado progresso. O mundo evoluí, que até mesmo as epidemias se antecipam e ficam modernas, ao mesmo tempo, nossos personagens continuam nesta desesperada evasão do centro neurótico. Valores humanos decaem pôr terra, a sensibilidade e o sentimento passam ao plano recolhido e calculado. A imaginação criativa, a incentivarão de novos programas de consumo ou como partir para o cume máximo de um ilusório status, faz de cada um, um novo marginal que os senhores das leis, — pôr estarem envolvidos — não o enquadrem dentro de um código penal. As renúncias, na minoria, não integram a parte de um todo ativo, tudo continua tão natural como o nascer e morrer, a que chamam: progresso humano, em suma não significa nada individualmente, apenas, coletivamente. Mesmo os indigentes, pobres e desamparados pela sorte e conhecidos pela sociedade, dita, moderna. Deus, a atitude e palavra em ascensão em seus espíritos, porém, na realidade dimensional, desconhecem e são contrários aos princípios de um bom senso e instinto, no entanto, satisfeitos. E continuam afirmando que existiu um Cristo, — imaginem se não existisse — Pôr vezes, sinto que o Deus deles sobrevive na imagem de cada um e nada mais. São ainda criaturas atadas pôr sublimações que a cada dia mais e mais corroem, mesmo as mentes mais simples e tudo se transforma em inversão de valores. Um a um, um laboratório de tão humildes e fracos seres, em contra-senso, fortes na massa e inofensivos individualmente. O homem deste mundo descritivo no presente destaque é também nocivo e parasita, vivendo em total poluição mental onde se utiliza seu corpo físico para uma infinidade de condutas preestabelecidas, onde seu semelhante é sempre o seu próximo e fulminante alvo. Seu inimigo, ele mesmo, porém, o alheio é o pivô de seus recalques que o fortalecem e suavizam seus atos de um reflexo direcional e destrutivo de anseios desordenados e sonhos frustrados, uma pena, dissonante na veracidade de sua intensidade interior. Não esqueçamos que a simples situação fálica de nossos personagens é concorrida diretamente com as manifestações mais cruéis e caóticas deste universo alfabético do palco da vida. Talvez, chegará o dia que: — não posso determinar quando ou que momento — em que tudo será cada vez mais semelhante aos seus próprios reflexos e, surgirá o apocalipse de uma nova atmosfera do que mais não determinará o começo ou o fim. A lógica perderá o valor perante a ilógica, juntos predominarão na manifestação animalesca dos povos e a cada vez mais serão dirigidos. Na atual transe que o mundo passa, confirmasse que a pulsação não confere com a original, onde cada indivíduo transmite formas atrasadas e indefinidas, seja como for, o que aqui está nada tem no plano de: ser e estar, ter e haver com os demais, mesmo assim, não importa se não existe um segundo seguinte que eles parem e se situem em uma realidade sensível e emotiva, sejam corajosos e caminhem de mãos dadas até o limiar de um novo horizonte, onde o sol é a conscientização em massa de uma só verdade, deixando para lá a ilusão cronológica como fato consumado. Ao serem somados o total, os lucros e prejuízos serão o preço mais evidente de toda esta lunática e benéfica transformação. Um dia direi em alto brandos a este épico final: "Parabéns, cumprimento a todos no seu máximo possível que no alvorecer de vosso estágio de progresso em escala mais acentuada, achem uma definição sobre a vida e sobre si mesmo. Caso contrário, de nada lhes valeu tanto progresso." Autor: Adelino dos Santos Abreu |