Por: Luiz Henrique Romanholli
Para o motorista, nenhuma sensação de se estar num Volks do passado
Para os fãs ortodoxos do Fusca original, o maior choque é ouvir o som do motor vindo da dianteira. É um 2.0 de oito válvulas e 116cv (o mesmo do Golf), que, às vezes, mostra-se limitado para mover os 1.230 quilos do carro. Mas o New Beetle não chega a ser lerdo e há até alguma graça em dirigi-lo com o câmbio manual. Já a versão automática é decepcionante.
É estranho conduzir um carro com carroceria de Fusca mas que é sobesterçante (sai de frente). Como no Golf, falta alguma precisão ao se entrar veloz nas curvas. A suspensão parece menos firme que o ideal e o carro oscila demais.
Outra característica herdada do Golf são os freios exageradamente assistidos. Definitivamente, o New Beetle não é um esportivo. Há também um naipe de ruídos aerodinâmicos, que parecem vir, principalmente, dos retrovisores.
Descrito racionalmente, parece que o New Beetle é um desastre, mas o modelo é um apelo à emoção. Foi feito para quem amou um Fusca no passado e hoje tem dinheiro sobrando para comprar um brinquedo caro. E o apelo das formas dos besouros, novos ou antigos, continua imbatível.