Dinossauros Viveram em Marília
A região de Marília foi há milhões de anos, habitada por dinossauros e outros repteis.
Até recentemente imaginava-se que antes dos índios e da chegada do homem civilizado a esta região, nada havia passado por aqui ; porém, as descobertas de ossos fossilizados mostram que já naquela época estas paragens ofereciam condições favoráveis a existência de vida.
Muito tempo antes antes do surgimento do homem na face da Terra, esses gigantes perambulavam em busca de alimentos e quando morriam, seus corpos muitas vezes eram soterrados por sedimentos de rios, lagoas e pântanos, ficando aprisionados na lama desses ambientes.
Com as constantes alterações geológicas que o planeta sofreu ao longo do tempo, os sedimentos daquela época transformaram-se em rocha dura, chamada arenito. É justamente nessa rocha arenítica, existente no oeste do estado de São Paulo, Triângulo Mineiro e outras importantes bacias sedimentares brasileiras, que a natureza guardou caprichosamente esse tesouro fóssil de milhões de anos.
Esses fósseis constituem hoje atração turística e cultural, para estudantes e a comunidade de Marília.
Entre os achados, destacam-se restos fossilizados de dinossauros herbívoros (várias formas descritas, mas em Marília pertenceram aos titanossauros), bastante comuns em território sul americano(Argentina e Brasil).
Também a coleta de restos fósseis de reduzido tamanho, como fragmentos de cranios bem preservados e ossos completos, apontam para descobertas muito importantes.
Esses fósseis pertenceram à répteis semelhantes à crocodilos,que viveram na mesma época que os dinossauros. Associados à esses restos encontram-se também moluscos e escamas de peixes . Provém de rochas da Formação Adamantina/Araçatuba, Grupo Bauru, Cretáceo Superior, e atualmente são estudados pelo Depto. De Geologia Sedimentar da UNESP/Campus de Rio Claro/SP , e Depto de Paleovertebrados da UFRJ, (Un.Federal do Rio de Janeiro).
Os estudos feitos com esses fósseis, e por analogia com semelhantes encontrados no Maranhão e no Ceará, na Argentina e Uruguai,e também Nigéria, Malawi, Camarões e Ilha de Madagascar na África, permitiram a identificação de gênero novo de crocodilo fóssil cientificamente denominado "Mariliasuchus" ou crocodilo de Marília. Mediam em torno de 1m. de comprimento,e parece que encontraram aqui um ambiente propício em vista da grande quantidade de fósseis que são descobertos nos afloramentos de coleta.
Pela raridade com que são encontrados, são de grande interesse para a ciência, pois propiciam avanços na pesquisa dos répteis extintos e também ajudam no estudo dos sedimentos do Grupo Bauru.
As pesquisas sobre fósseis na região de Marília, contam com o apoio da UFRJ e Evangelista Consultoria.