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IBITIPOCA

A única coisa

que a gente leva dessa vida,

é a vida que a gente leva!!!!!

 


Há coisas que a as pessoas só conseguem compreender,

quando suas mentes estão amplamente abertas à conformar todas as experiências.


 

Conhecer Ibitipoca:

 

Ao chegar em Conceição de Ibitipoca,

você sente uma plataforma entre a realidade opaca, e as coisas mais concretas.

Tu recebe um impulso cardíaco,

deixando a sensação de estar em outra dimensão.

Seu corpo permanece leve, e o seu eu, muitíssimo puro.

Não é nada metafísico - talvez seja a altitude que faça isso.

Mas às vezes é bom pensar que é magia.

Tenho amigos que chegam a ver gnomos ou duendes!!!!

 

 

 


Apresentação

Nos contrafortes da Serra da Mantiqueira, a meio caminho entre o Rio de Janeiro e Belo Horizonte, no Município de Lima Duarte, está a Serra do Ibitipoca, entre as coordenadas 21o40' a 21o43' Sul e 43o52' a 43o54' Oeste. Numa área muito preservada desta Serra, encontra-se o Parque Estadual do Ibitipoca, cujo nome é originário da língua tupi, e significa "casa de pedra".

foto: A.C. Nummer
Em Ibitipoca encontram-se cavernas em "quartzitos" (raras no mundo), magníficas exposições de terrenos montanhosos, belíssimas cachoeiras, lagos, fauna exótica e em extinção (representadas por exemplo pelo lobo-guará, pelo primata mono-carvoeiro, pela onça parda) e flora endêmica (várias espécies de orquídeas e tipos resistentes ao fogo, variedades de liquens e ocorrência de cactáceas). É a localidade com a maior importância do ponto de vista liquenológico do Brasil, especialmente no que se refere aos gêneros Cladonia e Cladina, que a qualifica como uma das áreas de maior importância do Hemisfério Sul (M. MARCELLI, 1994).

"As melhores épocas do ano oferecidas à visitação do Parque são verão (temperaturas do ar médias em torno de 24oC) e inverno (em torno de 12oC), correspondentes aos meses de dezembro a fevereiro e junho a agosto", pois há boa visibilidade nestas épocas. A pluviosidade da área está por volta de 1100 mm ao ano. A uma distância de aproximadamente 3 km do Parque, com algumas relíquias arquitetônicas estilo barroco-rococó do século XVIII. A Vila de Conceição do Ibitipoca, constitui-se como uma extensão das infra-estruturas do Parque, com pousadas; refeições; guias turísticos; comidas típicas como pães de canela, de cebola e de queijo.

 


Geomorfologia

Luciana Graci Rodela

O Ribeirão do Salto é todo encaichoeirado (...) as águas, pela erosão durante vários séculos deixaram, em vários trechos, paredões talhados a pique, bordando as margens do ribeirão. Lichenes de várias côres, installados nessas altas paredes verticaes, formam desenhos caprichosos nos quaes o povo enxerga figuras de santos. (...) Separados pelo valle do ribeirão do Salto, ficam os pontos culminantes da serra - um na vertente direita, chamado "Lombada" e tendo 1.762 m de altitude; outro, na esquerda e denominado "Pião", com a altitude de 1.727m."
Álvaro da Silveira, 1922.
"Etimologicamente, a Geomorfologia é a ciência que se ocupa das formas da Terra". (PENTEADO, 1983). A geração das formas do relevo é comandada por forças/agentes endógenos, representados pela constituição, estrutura, tectônica e dureza rochosa, e exógenos, representados pelas condições climáticas e biológicas, como a vegetação (agentes intempéricos físicos, químicos e biológicos (ROSS, 1996).
Assim, a Geomorfologia, ao tratar das formas, se ocupa também de seus elementos geradores, por isso, além do relevo, a litologia, a hidrografia, os solos, são atributos geomorfológicos. Clima, gravidade e atividades química e biológica são importantes agentes geomorfológicos.
 


Relevo

Luciana Graci Rodela

A Serra do Ibitipoca está na interseção entre o Planalto de Itatiaia, que faz parte da Região Geomorfológica da Mantiqueira Meridional (pertencente ao Domínio das Faixas de Dobramentos Remobilizados do Brasil), e o Planalto de Andrelândia, faz parte da Região dos Planaltos do Alto Rio Grande (pertencente ao Domínio dos Remanescentes de Cadeias Dobradas do Brasil) (RADAMBRASIL, 1983).
Geologicamente a Serra está na unidade do Planalto de Andrelândia, que é constituída pelos relevos elaborados nas rochas metassedimentares do Grupo Andrelândia, como quartzitos e alguns trechos isolados de rochas cristalinas do Gnaisse Piedade. Sobre estas rochas, localmente, desenvolvem-se solos tipos Cambissolos álicos, e Latossolos Vermelho-Escuro (RADAMBRASIL, 1983).
O desenvolvimento mais acentuado da erosão nos gnaisses das áreas adjacentes (compostas por morros, colinas e formas intermediárias), devido a menor resistência, e portanto maior resposta às forças exógenas (o controle climático / fluvial foi maior), permitiu o realce topográfico da Serra, onde o controle estrutural predominou em relação ao intemperismo. Resultantes dos dobramentos formaram-se duas cristas anticlinais na área do Parque, sendo elas paralelas, e correspondendo às áreas mais altas da localidade. Atingem 1784m de altitude, no Morro da Lombada, e na crista paralela, 1721m no Pico do Pião.
O relevo da área do Parque, em escala local, apresenta as seguintes formas:
topos
vertentes
vales
formas isoladas
 


Solos

Luciana Graci Rodela

Os solos que se desenvolvem localmente, no Planalto de Andrelândia e no Planalto de Itatiaia são os Cambissolos álicos de textura argilosa e média em relevo montanhoso e escarpado, com Latossolo Vermelho-Amarelo de textura média, ambos álicos, A moderado, afloramentos de rocha e Solos Litólicos. (RADAMBRASIL 1983).
No Parque, grandes extensões são compostas pelos afloramentos de rochas, ou por reduzidas quantidades de material detrítico grosseiro, não classificáveis especificamente como solos.
Ocorrem solos litólicos rasos, que muitas vezes são confundidos com solos turfosos, pois são muito escuros, mas não apresentam tanta matéria orgânica nem tanto excedente hídrico quanto a turfa, pois há um período sazonal considerável de deficiência hídrica no inverno na localidade (recentemente, foram descritos perfis de solos no Parque5, que deram origem a uma caracterização preliminar da distribuição dos tipos de solos).
Ao contrário do que possa pensar à primeira vista, o Parque apresenta diversidade de tipos de solos, pois tem seu desenvolvimento em categorias de tipos de solo (latossolos, podzólicos, Cambissolos etc.) dependente muito mais da posição topográfica, estrutura e formas do relevo (e em segundo plano, ainda dependendo das formas, da proximidade com a água) que da litologia (já que cerca de 80% da área é composta pelos quartzitos).
A litologia, no caso biotita-xisto ou quartzito dá a diferença, em termos físicos, de espessura e principalmente textura, sendo que os solos desenvolvidos em biotita-xisto são os menos arenosos (apresentando texturas médias) e os mais profundos.
Os solos melhor distribuídos pelo Parque são os litólicos rasos ou pouco profundos (entre 15 e pouco mais de 100 cm), de texturas arenosa a limo-arenosa, Cambissolos e Areias Quartzosas. Estes últimos apresentam alto grau de pedregosidade, ou seja elevada porcentagem de areia muito grossa (1 a 2 mm de diâmetro) e seixos pequenos (2 a 4 mm de diâmetro) a médios (4 a 10 mm). Foram descritos solos que continham cerca de 40% de pedregosidade.
Ocorrem também podzólicos e latossolos em terrenos mais suaves, e Latossolo Vermelho-Amarelo, em litologias biotita-xisto.
Podem ser encontradas turfas próximas aos rios, e em áreas de mata e litossolos rasos com grande quantidade de matéria orgânica em áreas concavizadas.
Em cabeceiras de drenagem desenvolvem-se pacots melhores épocas do ano oferecidas à visitação do Parque são verão (temperaturas do ar médias em torno de 24oC) e inverno (em torno de 12oC), correspondentes aos meses de dezembro a fevereiro e junho a agosto", pois há boa visibilidade nestas épocas. A pluviosidade da área está por volta de 1100 mm ao ano. A uma distância de aproximadamente 3 km do Parque, com algumas relíquias arquitetônic