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Nota biográfica
Ely Manoel Duarte Machado
02/01/79
Filho de Benfica,
Juiz de Fora, Minas Gerais. Foi vice-presidente da UJES – União
Juizforana de Estudantes Secundários e Coordenador Geral (presidência)
da UCMG – União Colegial de Minas Gerais. Jornalista, foi
diretor de redação do Jornal Nova Imprensa – a Gazeta do Oeste
(Formiga-MG), participou do conselho editorial e fundação do Jornal A
Nova Democracia (Rio de Janeiro-RJ) e fundador do Jornal JFolha – a
Gazeta do Paraibuna (Juiz de Fora-MG). Autor de três livros de poesias: Vermelho
– 21 Anos em Poesia (Belo Horizonte-MG, Abril/2000); Asas Rubras
(Belo Horizonte, Junho/2001) e Ressonância da Loucura (Juiz de
Fora, Março/2002), todos de edição particular.
Para 2003, prepara
a publicação de um novo livro, já finalizado, O Coração de Darwin.
Atualmente é
assessor legislativo na Câmara Municipal de Juiz de Fora e editor do
JFolha.  |
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OBRAS:
Vermelho - 21
anos em poesia - Belo
Horizonte, 2000
Asas Rubras
- Belo Horizonte, 2001
Ressonância da
Loucura - Juiz de Fora, 2002
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O Coração de
Darwin
Capa: Oléo
s/ tela (Paulo Pinto) acervo de Reuder Teixeira
Coordenação editorial:
Flávio Ferraz
Projeto gráfico: Paulo
Pinto
Revisão: Luciana
Alvin
Introdução
Não
há que parafrasear Darwin,
tampouco
outro mestre teórico da evolução.
Trata-se
de algo ainda mais complexo
-
o coração de um macaco desenvolvido.
Os
donos do coração têm infinitos nomes,
sintetizados
na voz de Darwin,
o
Pedro Cabral do homem.
Em
verso, prosa,
em
loucas aventuras
do
mundo moderno.
O
bicho-homem, que devido sua peculiar característica física
(polegar oposto-opositor) a partir do momento que passou a
ingerir a carne animal (rica em proteínas) ganhou massas
muscular/cerebral, e desenvolveu sua inteligência nas infinitas
modalidades de trabalho.
Esse
é O Coração de Darwin, e este livro, a expressão de seu
descobrimento: o bicho-homem, um macaco de polegar
oposto-opositor e encéfalo altamente desenvolvido, cujo coração
é o baú de sua alma.
Poemas
do novo livro
(O
Coração de Darwin)
O
Macaco
Tudo
que eu menos preciso
Angustiado;
É um
espelho-radiográfico
Xerocando
minha face
Vendo
preto no branco
Um
violento semblante bicho
Fiel a
alma da inteligência
Desigual
por seu polegar
(oposto-opositor)
de
espinhas, o caçador
de
mundos, o construtor
de
bombas, o destruidor
de
vida, dor.
Fonte
de Luz
Fiquei
sem luz
Uma
vez lâmpada
Morri
de repente
Quando
acordei
olhando a tomada
temi o
destino
Abri a
porta
E lá
distante
Estava
o horizonte,
Em sua
direção
Dei
cem passos em vão
Continuei
o mesmo tanto longe
Descrente
de alcançar o horizonte
Já ia
voltando
Uma
luz ascendeu esperança
E nunca mais tirei os pés da estrada
A
penteadeira
Pensava
que o espelho,
era o
reflexo da alma. Foi.
Hoje,
já que beleza é lucro
De
herança quero a penteadeira
Pra
deixar no meio da rua
Quando
passar um cretino
Querendo
ajeitar a crina
Além
da moeda deixará a intimidade
Felicidade
Embora
não fosse ela maçã
Sempre
foi a fruta proibida
Tem se
dito sem aroma
Mas
com tez de doce nobre
Dizem
brota,
em
jardim dourado
Dizem
brota,
Nos
vale do amor
Tem
beleza não é flor
Tem
asas,
beija-flor
porém sem cor.
É
sufrágio da alma
Quando
fruta tem semente
Domingo
de Chuva
O
olhar pela janela entreaberta vai dar na rua Paulo
de Tarso Andrade
Um
verso triste num domingo de chuva
À
noite...
É
como à espera da morte...
um
vento de espasmo no ventre assustado
Um
verso triste num domingo de chuva
À
noite...
É
como a coruja no muro da igreja...
Na
madrugada hilariante,
Inumando
a alma passante
Um
verso triste num domingo de chuva
À
noite...
É
como o amor perdido
Na
desilusão da avaria eterna
Um
verso triste num domingo de chuva
À
noite...
É
como o Paraibuna
Servindo-se
de morto
Atravessando
o vale
Um
verso triste num domingo de chuva
À
noite...
São
como as luzes (quando)
Acesas
na capela mortuária de Benfica.
OS
POEMAS ACIMA SÃO FRAGMENTOS DO NOVO LIVRO DO POETA,
E CONCORRE AO 2º PRÊMIO CIDADE JUIZ DE FORA DE
POESIA
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