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Cannabis Smoke Blog
Friday, 8 October 2004
Ligação entre cannabis e morte não provada
Embora o uso de cânhamo não seja inofensivo, o seu elo de ligação com a morte ainda não foi estabelecido, argumenta o pesquisador sénior, o Dr. Steve Sidney, da Divisão de Pesquisa da Kaiser, Carolina do Norte (USA). Dois grandes estudos não informaram nenhum aumento de mortes associados ao uso de cânhamo. Doenças regulares que podem ser relacionadas com o uso massivo de cannabis são improváveis de ter um impacto considerável na saúde pública porque, tal como acontece muita vezes com o tabaco e álcool, a maioria de pessoas que tentam cânhamo desistem do seu uso relativamente cedo na sua vida adulta, escreve o autor. A exposição ao fumo é também geralmente muita baixa na cannabis, que em fumadores de cigarro de tabaco, mesmo levando em conta a exposição maior por inspiração, do que várias inalações. Estudos existentes não apoiam um elo entre o uso de cannabis e as doenças de coração, a causa principal de morte em muitos países Ocidentais. O cânhamo não contem nicotina, uma substância química contida no tabaco que vicia e contribui importantemente para o risco de doenças coronárias. Entretanto, dois problemas devem ser anotados em relação aos dados disponíveis, adverte o autor. Primeiramente, os estudos não seguiram os fumadores de cannabis na sua vida adulta posterior e por isso é cedo demais para captar um risco de aumento de doenças crónicas que potencialmente possam ser associadas ao uso de cannabis. Por outro lado, o índice baixo de uso regular de cânhamo nos adultos jovens podem reflectir a ilegalidade e desaprovação social do uso de cannabis. Desta forma, não podemos supor que fumar cannabis continuaria a ter o mesmo pequeno impacto em mortalidade se seu uso fosse descriminalizado ou legalizado. Sabemos que por enquanto o uso de cânhamo, embora não seja inofensivo, também não apoia a afirmação que é tem um impacto adverso em mortalidades. O bom senso deve ditar medidas reduzir efeitos adversos, diz o autor. Estas incluem dissuadir o uso por jovens, não fumar excessivamente enquanto guiar ou operar maquinaria pesada, e advertir as pessoas com doenças coronárias de coração para eventuais riscos. S. Sidney, Comparing cannabis with tobacco--again. BMJ. 2003 Sep 20;327(7416):635-6. Vem isto a propósito de um relatório distribuído pelo Instituto tutelado por Fernando Negrão, que «informa»(?) que as mortes por uso de cannabis aumentaram. Além de ser mentira, aconselhava-se urgentemente este observatório a comunicar essa novidade a revistas científicas, pois foram os primeiros a conseguir estabelecer uma ligação de causa-efeito (entre o uso de cannabis e a morte) a nível planetário.

Posted by rebellion/canhamo at 11:29 AM BST
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Monday, 4 October 2004
Uso de cannabis aumentou em Portugal
Mood:  a-ok
Jovens e estudantes entre os principais consumidores. Heroína é a droga mais problemática O uso de haxixe (cannabis) aumentou em Portugal no ano passado, designadamente entre os mais jovens e população escolar, mas a heroína continua a ser a principal droga com consumos problemáticos, apesar de uma diminuição da procura. Estas são conclusões do relatório anual de 2003 do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT) sobre a "Situação do País em Matéria de Droga e Toxicodependências", que será apresentado em Lisboa na quarta-feira. O presidente do IDT, Nuno Freitas, disse à Agência Lusa que publicação deste relatório foi deliberadamente antecipada em três meses, por forma a permitir que, no ano em que tem de ser revista a estratégia nacional de combate à droga e toxicodependência (Horizonte 2004), a discussão pública seja o mais informada possível. O novo responsável pelo IDT anunciou ainda que em 2005 será feito um novo grande inquérito nacional sobre as prevalências de consumo de droga entre a população portuguesa dos 15 aos 64 anos, à semelhança do que foi elaborado em 2001. O relatório do IDT, que espelha a situação do país em matéria de drogas e toxicodependências, sublinha que «o consumo de cannabis marca cada vez mais presença a nível de vários contextos», já que é a droga ilícita que se destaca com prevalências de consumo muito superiores às dos outros estupefacientes, «com tendência para o aumento da sua difusão, nomeadamente entres as populações escolares». A cannabis surge também com uma «relevância crescente» no contexto de vários indicadores, designadamente nas mortes directa ou indirectamente relacionadas com os consumos de droga (têm aparecido resultados positivos de consumo desta droga em vítimas de acidentes rodoviários, por exemplo) e assume cada vez mais o papel da principal droga a nível dos processos de contra-ordenação. «Embora com uma expressão bem mais reduzida que o consumo de cannabis, assiste-se a um maior consumo de outras substâncias, nomeadamente a nível das populações escolares, adquirindo particular relevo neste contexto a utilização de cocaína, ecstasy, de cogumelos alucinogéneos e de LSD», refere o relatório de 2003. O documento adianta que a heroína continua a ser a principal droga envolvida nos consumos problemáticos, a nível dos utentes que procuram tratamento e das mortes relacionadas com o consumo ("overdoses"), apesar de nos últimos anos vir progressivamente a diminuir a sua visibilidade no âmbito das mortes. Os dados referentes a 2003 revelam tendências decrescentes dos indicadores relacionados com oferta e a procura de tratamento da toxicodependência, já que diminuiu o número de estruturas especializadas de tratamento e, no âmbito da rede pública, não existiam utentes em lista de espera a 31 de Dezembro, diminuindo também o número de primeiras consultas e de pessoas em tratamento no ano. Em contrapartida, persistiu o aumento do número de utentes integrados em programa de substituição opiácea, como a metadona. O relatório expressa ainda um decréscimo, embora com variações inferiores às que vinham ocorrendo desde 2000, do consumo por via endovenosa, da positividade para o VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana) entre os toxicodependentes e mortes relacionadas com o consumo de drogas. «No entanto, de um modo geral, os valores de positividade para o VIH e Hepatites B e C entre as populações em tratamento enquadram-se nos registados desde 2000, com tendência para a estabilidade do nível do VIH e Hepatite C e para a diminuição da Hepatite B», lê-se. in Portugal Diário, 30/09/2004

Posted by rebellion/canhamo at 12:01 AM BST
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Friday, 11 June 2004
Notícia do jornal britânico "The Guardian"
Interessante, muito interessante!!!

«It's OK to smoke dope, England fans told

Paul Kelso in Lisbon
Friday June 11, 2004
The Guardian

Portuguese police officers will turn a blind eye to England supporters who openly smoke cannabis during Euro 2004, having decided that a stoned crowd is easier to control than a drunk one.
Lisbon police confirmed yesterday that England fans will not be arrested for puffing on joints on the streets of the Portuguese capital, following a recommendation from the Dutch authorities responsible for policing the English during Euro 2000.

Four years ago England's match in Eindhoven, ironically against Portugal, passed off peacefully as many supporters took advantage of the Netherlands' liberal drugs laws. By contrast the game against Germany in the Belgian town of Charleroi was marred by violence, much of it fuelled by alcohol.

Portugal has similarly relaxed legislation to the Dutch and the authorities hope it will help them police the 50,000 supporters expected to arrive in the country in the next few days.

Possession of small amounts of cannabis is not illegal in Portugal but, technically, consumption is. However, having liaised with the Dutch, police will not act except in extreme circumstances.

Isabel Canelas, a spokeswoman for the Portuguese police, said cannabis would be a low priority during the tournament. "Everyone knows that here everyone can smoke. The police are doing another kind of job and their priorities are different.

"We won't be hiding behind doors waiting for someone to smoke a joint. We have to use common sense. If people are smoking but not kicking each other, not beating each other, and not making a problem, why on earth would an officer go and ask 'Is that cannabis?'

"If you are quietly smoking and a police officer is 10 metres away, what's the big risk in your behaviour? I'm not going to tap you on the shoulder and ask 'What are you smoking?' if you are posing no menace to others. Our priority is alcohol.

"Of course, if people cause a problem through using drugs and become a menace to others, police will be expected to take action. It would be totally different when a police officer realises there's someone trying to sell."

Visitors to Lisbon do not have to try too hard to buy the drug. The city does not have "coffee shops" in the Dutch style, but tourists are likely to be offered cannabis by street vendors.

Organisers have not restricted the amount of alcohol on sale during the tournament despite the Football Association's concerns. Beer costs just 66p a glass and will be freely available around stadiums and at big screen locations.

Eindhoven police spokesman Johann Beelan said cannabis was a positive influence on public order at Euro 2000. "Cannabis ... was part of the conditions which meant everyone had a good time," he said.

British police estimated around 3,000 English supporters had arrived in Portugal by last night, but there have been no reports of disorder and no arrests.»

Posted by rebellion/canhamo at 11:35 AM BST
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Wednesday, 12 May 2004
Estudo sobre cannabis em Amesterdão e S. Francisco
The limited relevance of drug policy: cannabis in amsterdam and in san francisco.

Reinarman C, Cohen PD, Kaal HL.

Craig Reinarman is with the Department of Sociology, University of California, Santa Cruz, Calif. Peter D. A. Cohen and Hendrien L. Kaal are with the Centre for Drug Research, University of Amsterdam, the Netherlands.

OBJECTIVES: We tested the premise that punishment for cannabis use deters use and thereby benefits public health.

METHODS: We compared representative samples of experienced cannabis users in similar cities with opposing cannabis policies-Amsterdam, the Netherlands (decriminalization), and San Francisco, Calif (criminalization). We compared age at onset, regular and maximum use, frequency and quantity of use over time, intensity and duration of intoxication, career use patterns, and other drug use.

RESULTS: With the exception of higher drug use in San Francisco, we found strong similarities across both cities. We found no evidence to support claims that criminalization reduces use or that decriminalization increases use.

CONCLUSIONS: Drug policies may have less impact on cannabis use than is currently thought.

Posted by rebellion/canhamo at 11:25 AM BST
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Friday, 23 April 2004
Cannabis é a droga preferida dos estudantes
De acordo com um estudo, quase metade dos estudantes da Universidade de Coimbra já experimentou drogas. O ecstasy ocupa o segundo lugar na lista das preferências.

Com mais de 35 por cento dos inquiridos a afirmarem terem já consumido cannabis, esta torna-se a substância ilícita que os estudantes da Universidade de Coimbra mais consomem e também aquela que mais cedo se experimenta: os resultados da investigação apontam para uma idade média de 12 anos.

Já o primeiro contacto com as anfetaminas, o LSD, a heroína e o ecstasy ocorre mais tarde, em regra com a idade de entrada no ensino superior. O ecstasy, que quase cinco por cento dos inquiridos a afirmam ter consumido, é a segunda droga mais procurada.

O estudo foi realizado por Ana Galhardo, Paula Marques e Ilda Massano Cardoso, no âmbito do "Descobre Outros Prazeres" - um projecto que durante Queima das Fitas do ano passado e na última Latada foi responsável por uma barraca em que apenas se vendiam bebidas sem álcool. Aos inquéritos, realizados durante o acto de matrícula na universidade, responderam 182 homens e 336 mulheres .

in A Cabra, 22 de Abril de 2004

Posted by rebellion/canhamo at 1:12 AM BST
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Thursday, 18 March 2004
Boas novidades industriais
Boas novidades!
E a indústria do cânhamo começa a crescer!
A mercedes já tem o seu novíssimo class c equipado com cerca de 20 kg de materiais derivados das fibras de cânhamo.
Na China está em fase de implementação uma nova fábrica papeleira exclusivamente para produzir papel de cânhamo e que incluirá um campo de 33.000 ha cultivados com cânhamo industrial. A unidade não utilizará cloro para branqueamento, optando pelo H2O4 (peróxido de hidrogénio), que é infinitamente ecologicamente menos perigoso que o cloro, normalmente utilizado, obtendo-se um branqueamento de 65%. Em relação a resultados, a polpa obtém os seguintes números:
Densidade g/cm3: 0,68
Index tensão N.m/g: 73,5
Peso base g/m2: 101,9
Burst index Kpa.m2/g: 4,5
Tear index mN.m2/g: 6,87
Beating Degree ºSR: 44,5

Posted by rebellion/canhamo at 12:02 PM GMT
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Sunday, 29 February 2004
Criado novo FÓRUM! PARTICIPA! OPINA!
Foi criado um novo forum que tem por fim aumentar a interacção, a iniciativa e a livre expressão de todos nós com ideias, dicas, sugestões, e tudo o mais que diga respeito à cannabis.

Participem! É um espaço aberto a todos e onde todos podem ler e responder!

O "link" de acesso encontra-se aqui no blog na coluna da esquerda, ou na página dos links do Portal do Cânhamo. Nunca foi tão fácil construir uma nova utopia!!!

Posted by rebellion/canhamo at 4:00 AM GMT
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Thursday, 19 February 2004
Spannabis - 20 a 22 de Fevereiro
Aqui ao lado, na Catalunha vai realizar-se de 20 a 22 de Fevereiro a Spannabis - 1ª Feira do Cânhamo e Tecnologias Alternativas, no "Palau Sant Jordi", localizado no complexo olímpico de Barcelona. Música, conferências, e muitos expositores. Toda a informação em http://www.spannabis.com
A actividade dos nossos vizinhos deixa-nos a milhas...

Queria também partilhar com os leitores/participantes deste blog um fórum de apoio a quem gosta de tudo o que se relaciona com cannabis (inclusive o cultivo e activismo), podendo conhecê-la em http://www.cannabiscafe.net/foros/index.php


Posted by rebellion/canhamo at 8:49 PM GMT
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Thursday, 12 February 2004
"O consumo de cannabis está como a infidelidade: generalizado"
Foi numa entrevista de Luís Fernandes, professor da faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, no jornal Público de 30/Jan., que esta frase foi inteligentemente proferida.

Este docente publicou o livro "Consumos problemáticos de drogas em populações ocultas", que assina com Maria Carmo Carvalho, e chegou onde poucos conseguem, estudando as classes altas, abastadas, o meio cultural, e a arraia miúda, muito miúda mesmo... o povo baixo, a prostituta e o arrumador. Para quem não sabe a maioria das amostras para os estudos provém de clínicas e de prisões.

O número de consumidores de cannabis (haxixe e erva), tal como acontece com o tabaco, é imensurável. No estudo diz-se que muitos nem a consideram droga sequer, tal como acontece com o álcool, cafeína ou tabaco, tratando-a quase sem representar uma ameaça. "É uma droga democrática, de partilha - diferente da heroína, que é totalitária, não se dá, compra-se, por vezes rouba-se -, e tem um nível de toxicidade muito baixo. O perfil mais comum é o recreativo: há o indivíduo mais velho, que fuma em casa, como quem bebe um digestivo; o mais jovem fuma num convívio. Mas quem usa muito tem problemas, é como quem bebe cervejas a mais. Há indivíduos que se consideram agarrados: um deles dizia que se, às três da manhã, percebesse que tinha acabado, ia comprar. É o comportamento de um dependente de tabaco..."

A heroína também é tratada neste estudo relevando-se o facto de causar extrema dependência física, bem como uma ressaca muito feroz, além de que normalmente os consumidores acabarem por comprometer o seu futuro para alimentar o vício, recorrendo (no caso das mulheres, por exemplo), à prostituição. No mundo "up", abastado, existe uma lógica diferente, em que os indivíduos querem acima de tudo viver muitas experiências diferentes em pouco tempo. "Depois há a cocaína, com o papel central em contextos de «meetings» privados, o ecstasy em ambientes de festa."

Como conclusão (curiosa, por sinal), é que os "abastados" não representam um problema, porque devido ao dinheiro que têm à sua disposição e à sua mobilidade, normalmente têm também um círculo maior de amigos e recursos suficientes para saberem o que fazer da vida. Já os "pobres", o maior desafio é começar pela prevenção, uma vez que rapidamente entram em ruína e, muitas vezes, contraem doenças com taxas de mortalidade elevadas. Uma grande decepção é o facto de ainda existirem "técnicos que não distinguem a cannabis da heroína"...
Muito trabalho, e tão poucos horizontes.

Posted by rebellion/canhamo at 6:48 PM GMT
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Tuesday, 27 January 2004
Reino Unido muda lei que regulamenta a cannabis
E assim acontece...
O reino de sua majestade acabou por ceder às evidências dos tempos e vai descriminalizar na próxima quinta-feira a posse de cannabis, ao mesmo tempo que reclassifica esta droga leve do grupo B para o grupo C (o mesmo dos estimulantes e sedativos, que são consideradas as menos perigosas).
Ainda não é desta que os coffee-shops vão abrir por terras inglesas, mas já faltou mais. O futuro o dirá.
Na prática, neste momento, o que acontecerá é que um adulto apanhado com uma pequena quantidade de cannabis (haxixe ou erva), para consumo pessoal, não será preso ou admoestado, a não ser que fume abusivamente em local público.
Ao mesmo tempo experimenta-se a nível médico novas terapêuticas de tratamento mediante a aplicação de cannabis, que se passar este "teste" poderá ser oficialmente prescrita como medicamento em breve.

Posted by rebellion/canhamo at 3:53 PM GMT
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