Embora o uso de cânhamo não seja inofensivo, o seu elo de ligação com a morte ainda não foi estabelecido, argumenta o pesquisador sénior, o Dr. Steve Sidney, da Divisão de Pesquisa da Kaiser, Carolina do Norte (USA). Dois grandes estudos não informaram nenhum aumento de mortes associados ao uso de cânhamo. Doenças regulares que podem ser relacionadas com o uso massivo de cannabis são improváveis de ter um impacto considerável na saúde pública porque, tal como acontece muita vezes com o tabaco e álcool, a maioria de pessoas que tentam cânhamo desistem do seu uso relativamente cedo na sua vida adulta, escreve o autor. A exposição ao fumo é também geralmente muita baixa na cannabis, que em fumadores de cigarro de tabaco, mesmo levando em conta a exposição maior por inspiração, do que várias inalações. Estudos existentes não apoiam um elo entre o uso de cannabis e as doenças de coração, a causa principal de morte em muitos países Ocidentais. O cânhamo não contem nicotina, uma substância química contida no tabaco que vicia e contribui importantemente para o risco de doenças coronárias. Entretanto, dois problemas devem ser anotados em relação aos dados disponíveis, adverte o autor. Primeiramente, os estudos não seguiram os fumadores de cannabis na sua vida adulta posterior e por isso é cedo demais para captar um risco de aumento de doenças crónicas que potencialmente possam ser associadas ao uso de cannabis. Por outro lado, o índice baixo de uso regular de cânhamo nos adultos jovens podem reflectir a ilegalidade e desaprovação social do uso de cannabis. Desta forma, não podemos supor que fumar cannabis continuaria a ter o mesmo pequeno impacto em mortalidade se seu uso fosse descriminalizado ou legalizado. Sabemos que por enquanto o uso de cânhamo, embora não seja inofensivo, também não apoia a afirmação que é tem um impacto adverso em mortalidades. O bom senso deve ditar medidas reduzir efeitos adversos, diz o autor. Estas incluem dissuadir o uso por jovens, não fumar excessivamente enquanto guiar ou operar maquinaria pesada, e advertir as pessoas com doenças coronárias de coração para eventuais riscos. S. Sidney, Comparing cannabis with tobacco--again. BMJ. 2003 Sep 20;327(7416):635-6. Vem isto a propósito de um relatório distribuído pelo Instituto tutelado por Fernando Negrão, que «informa»(?) que as mortes por uso de cannabis aumentaram. Além de ser mentira, aconselhava-se urgentemente este observatório a comunicar essa novidade a revistas científicas, pois foram os primeiros a conseguir estabelecer uma ligação de causa-efeito (entre o uso de cannabis e a morte) a nível planetário.
Posted by rebellion/canhamo
at 11:29 AM BST
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