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 Depressão

   
    O que é a depressão?

    A depressão é quando a tristeza toma proporções muito maiores que impede a pessoa de manter o estilo de vida do cotidiano.

    As causas são muitas. Existe estudos que mostram a influencia de uma pré-disposição genética, tipo de personalidade, incapacidade de lidar com situações difíceis, vivência de situações difíceis (traumatizantes ou frustrantes) e devido a uma condição clínica (ou por causa do uso de determinadas medicamentos) que desequilibra a quantidade de serotonina e noradrenalina, neurotransmissores responsáveis pela comunicação dos neurônios.
    O que importa é que depressão, como o resfriado, tem tratamento. Pessoas não devem ter vergonha ou se sentirem fracas por que estão sofrendo de depressão. Existe uma preocupação muito grande na saúde física, mas as duas (física e mental) funcionam simultaneamente na pessoa. Existem problemas clínicos que podem desencadear reações emocionais e distúrbios emocionais que podem ser somatizados em doenças clínicas. Ou seja, quando a depressão se torna crônica o organismo começa a reagir a este estado emocional o que pode acarretar uma baixa do sistema imunológico abrindo as defesas do organismo a doenças clínicas, ou mesmo danificando o organismo em doenças como hipertensão, úlceras, dores nas costas etc.

    Sintomas da depressão
 - Tristeza persistente.
 - Sentimentos de desesperança, pessimismo.
 - Sentimentos de culpa, inutilidade, desamparo.
 - Perda de interesse ou prazer em atividades que anteriormente eram sentidas como prazerosas, incluindo a atividade sexual.
 - Insônia ou sonolência excessiva.
 - Perda do apetite e/ou ganho consideravelmente significativo - 5% do peso anterior, em um espaço de tempo de 1 mês.
 - Diminuição de energia, desânimo.
 - Inquietação, irritabilidade.
 - Dificuldade de concentração ou de tomar decisões.
 - Idéias de morte ou tentativas de suicídio.
   
    Psicoterapia, medicação ou a combinação do dois?
    A depressão pode ser um transtorno primário ou secundário. Transtorno secundário é quando ela é reativa a uma condição clinica ou se manifesta como efeito colateral de um tratamento que está sendo realizado no momento. Por via das duvidas, procure o seu medico e faca uma avaliação do seu estado clínico.
    Descartada a depressão como reativa, se o caso for grave ou que estejam presentes idéias suicidas ou tentativas de suicídio, é indicado uma avaliação com o psiquiatra para introdução de psicotropicos. Porem a medicação atua como supressora dos sintomas, ou seja, ela simplesmente abafa os sintomas do estado emocional. Costumo dizer que a crise emocional pode ser comparada a uma panela de pressão! As causas do estado emocional presente são a comida que está dentro da panela de pressão. Nos somos a panela, que quando não suportamos mais esta condição, começamos a apresentar sintomas - que no nosso exemplo seria aquela hora em que a panela apita. A medicação atua levantando o pino da panela e diminuindo a pressão. Mas os problemas ainda estão la dentro intocados, o que inevitavelmente vai promover a formação de novos sintomas, caso seja retirada a medicação.
    Em casos mais leves, onde não estão presentes idéias de morte, a psicoterapia é de bastante eficácia diante aos transtornos emocionais. Nos casos mais graves, a combinação da medicação e tratamento psicoterápico se mostra mais indicada.
    A medicação suprime os sintomas emocionais enquanto o conteúdo interno - as causas pessoais, são trabalhadas em terapia. Assim, na medida em que o tratamento psicoterapico chegue em um estagio onde a suspensão da medicação seja indicada, esta será efetuada gradativamente e sob orientação psiquiátrica.

 Psicologa Luciana Nunes