Site hosted by Angelfire.com: Build your free website today!

Introdução

 

        As armas químicas são artefatos capazes de espalhar produtos químicos agressivos. São também chamadas “bombas atômicas dos pobres", pois podem ser preparadas em qualquer país que disponha de uma indústria de fertilizantes químicos ou pesticidas medianamente desenvolvida. Tempos atrás, por exemplo, descobriu-se na Líbia uma fábrica de armas químicas disfarçada de indústria farmacêutica. E uma mostra real desse pesadelo ficou registrada em março do ano passado no ataque iraquiano com gás mostarda à aldeia de Halabja, um lugarejo em seu território que havia sido invadido pelo Irã, habitado pelos curdos. Cinco mil civis foram mortos. Sete mil ficaram feridos. As imagens das vítimas paralisadas em agonia horrorizaram o mundo. Por sua vez, a União Soviética foi acusada de usar gases incapacitantes contra os rebeldes no Afeganistão.

        Seus componentes ativam as propriedades tóxicas de alguns compostos que produzem nos seres vivos notáveis efeitos nocivos, de caráter fisiológico ou psíquico.

        Na arma química consideram-se fatores tais como o grau de toxicidade que ele causa e a persistência ou duração de seus efeitos no local de lançamento.

        Para que a molécula de uma substância tóxica chegue a exercer uma ação lesiva sobre o organismo, ela tem de penetrar as células e manter sua toxicidade. A molécula deve conter elementos que lhe sirvam de suporte (vetores penetrantes) e agentes ativos.

        As armas químicas mais temidas são os agentes organofosforados, que agem no sistema nervoso. Bastam pequenas quantidades sobre a pele para provocar convulsão e morte. Se o conceito de arma química for ampliado, também pode ser incluído o herbicida Agente Laranja, sem efeito imediato em seres humanos e usado pelos norte-americanos na Guerra do Vietnã. Na guerra entre Irã e Iraque (1980-1988), os iranianos usaram armas químicas contra o inimigo.

        Uma classificação aceita pelos textos especializados arrola as armas químicas que afetam o homem em três categorias: letais, incapacitantes e neutralizantes.

        A guerra química moderna surge na I Guerra Mundial para superar a luta nas trincheiras, derrotando o inimigo com gases venenosos. No conflito, as armas químicas mataram ou feriram cerca de 800 mil pessoas. A substância mais conhecida era o gás mostarda (de cor amarelada), capaz de queimar a pele e produzir danos graves ao pulmão quando inspirado.