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Conclusão

 

 

Apesar de uma história muito longa, as armas químicas e biológicas foram usadas muito poucas vezes. Nenhum país atacaria os Estados Unidos com esse tipo de armas por medo de uma retaliação nuclear. São raras as vítimas de ataques químicos provocados por terroristas.

 

            Uma única vez um grupo terrorista utilizou armas químicas com conseqüências fatais em 1995, em um atentado provocado pela seita japonesa Aum Shinri Kyo, Verdade Suprema. Houve 12 mortes em uma estação do metrô de Tóquio. Se tivessem usado um explosivo tradicional de alta capacidade, o número de vítimas fatais teria sido bem maior.

 

O secretário de Justiça, John Ashcroft, que provocou pânico na cidade de Boston em 21 de setembro ao alertar sobre um possível ataque, continua a usar uma retórica inflamada para se referir ao terrorismo químico-biológico.

 

O secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, é mais cauteloso. Ele diz que os terroristas vão acabar comprando essas armas de países fornecedores. O que ele não disse é que até hoje nenhum país vendeu armas de destruição maciça para grupos terroristas.

 

O tratamento que os meios de comunicação dão ao terrorismo bioquímico é previsível e lamentável. A história sempre começa com advertências sinistras sobre as conseqüências de um ataque químico e biológico executado com precisão e o despreparo dos EUA para um ataque dessa natureza. Só bem no final é que ficamos sabendo que a probabilidade de um ataque desses é mínimo. Mas aí o estrago já foi feito.

 

Hoje, os boatos sobre armas bioquímicas têm conseqüências reais. Eles assustam desnecessariamente nossos filhos. Usa-se o boato para justificar uma variedade de propostas de diretrizes públicas questionáveis. E o pior é que talvez esses rumores acabem encorajando os terroristas a pensar no uso dessas armas.

 

Não há dúvida de que temos de minimizar o perigo de um ataque biológico ou químico. Podemos melhorar a infra-estrutura de saúde pública e, principalmente, o controle em escala global das doenças infecciosas. Podemos trabalhar com vacinas e técnicas que impeçam o progresso obtido nos laboratórios de se transformar em novas armas. Por fim, o governo Bush deveria mudar sua política e apoiar os tratados de armas químicas e biológicas, cujo propósito é atenuar a possibilidade de uma guerra dessa natureza.