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«Nova Monarquia» (1983-1991)

Miguel Castelo-Branco  - Condições de um Testemunho

Miguel Castelo-Branco escreveu, para o Fórum «Unica Semper Avis», um testemunho acerca da história do movimento «Nova Monarquia» que dirigiu entre 1983 e 1991. Aqui se reúnem as mensagens trocadas no fórum antes da elaboração e apresentação da sua Crónica Breve:

 

Nome: Miguel Castelo-Branco
Assunto: Nova Monarquia e renovação integralista
Terça feira, 1 de Outubro de 2002; 3:10 pm
Mensagem:
Caros amigos
Tenho seguido com grande curiosidade e manifesto interesse o desenvolvimento deste "site" que se pauta por elevada honestidade intelectual, discreta elegância e coerência, sem nunca se precipitar no minimalismo ideológico, no pensar pequeno das ideias feitas e dos estribilhos e numa certa tendência - infelizmente tão monárquica !!!! - de exacerbar os "factores emocionais" da opção monárquica.
Estranho, contudo, que ainda não se tenha ensaiado uma história concisa da (atribulada) vida dos movimentos monárquicos sob a III República. Um destes movimentos deu pelo nome da Nova Monarquia e desenvolveu intensa actividade entre 1983 e 1991. Contou, entre os seus animadores, com homens da craveira de um Prof. Jacinto Ferreira e do Dr. Mário Saraiva. Este último foi, aliás, o redactor do livro-manifesto (Outra Democracia; Rei dos Livros, 1983) que partejou a NM.
Nome: José Manuel A. Quintas
Assunto: Re: O Movimento «Nova Monarquia» - Uma História por Contar.
Sábado, 5 de Outubro de 2002; 4:21 pm
Mensagem:
Caro Miguel Castelo-Branco

Antes de mais, não posso deixar de agradecer as suas simpáticas palavras de apreço pelo conteúdo do espaço «Unica Semper Avis».

Afirma o meu Caro, contudo, a sua estranheza por ainda se não ter “ensaiado uma história concisa da (atribulada) vida dos movimentos monárquicos sob a 3ª República”. Aceito de bom grado a sugestão contida nas suas palavras, e compreendo a sua estranheza, mas não posso deixar de começar por frisar que a única síntese disponível em «Unica Semper Avis» tem por título «Integralismo Lusitano – Uma Síntese». E a razão pela qual essa síntese acerca do Integralismo Lusitano ficou propositadamente limitada até aos anos 70 foi, afinal, bem simples: depois daquela data, e em rigor, o Integralismo Lusitano (que deixou de existir enquanto organismo político em 1932) e o ideário integralista (que continuou vivo através da obra de discípulos reconhecidos nas gerações seguintes) deixou de influenciar de forma decisiva a orientação de organismos monárquicos autónomos da Causa Real.

Como afirmei, compreendo a sua estranheza. E compreendo-a porque na sua mensagem menciona o nome de dois integralistas reconhecidos – António Jacinto Ferreira e Mário Saraiva – como “animadores” do movimento «Nova Monarquia», reservando para Mário Saraiva, inclusive, alguma espécie de responsabilidade pela formação do movimento porque teria redigido o livro «Outra Democracia – Uma Alternativa Nacional» (Ed. Rei dos Livros, 1983) como o seu “livro-manifesto”. Ora, face aos dados disponíveis, e com toda a frontalidade, não posso deixar de afirmar que eu é que tenho razões para estranhar, e muito, tal classificação e atribuição de responsabilidade a Mário Saraiva. Antes de mais, porque no conteúdo do livro que referiu, bem como no conteúdo de algumas cartas e dedicatórias que ele escreveu para os amigos aquando da sua publicação (a que tive acesso), nada se diz a respeito desse Movimento. E o mesmo se verifica nos documentos depositados no seu Espólio e no conteúdo das entrevistas nas quais aquele mestre integralista me deu demoradamente conta do seu percurso e acção política. Do teor de uma entrevista concedida em 6 de Dezembro de 1993 (Lisboa, Sociedade de Geografia), retiro apenas que Jacinto Ferreira e Mário Saraiva terão aceite inicialmente prestar alguma “colaboração” aos “jovens do «Nova Monarquia»”, quando estes se lhes apresentaram (alguns pertenceriam ao PPM) dirigidos pela “inteligência e dinamismo de Miguel Castelo-Branco”. Mário Saraiva, porém, logo acrescentou que o contacto e a “colaboração” cessou quando “se [lhes] tornou claro” que o movimento NM “acolhia ou tinha infiltradas (sic) pessoas com ideias relacionadas com as de certas organizações da extrema-direita europeia...”

Mais tarde, em conversas informais com Mário Saraiva, e com outros integralistas também reconhecidos (como José Carlos Amado, Henrique Barrilaro Ruas, Teresa Martins de Carvalho) tive a oportunidade de esclarecer a questão político-ideológica de fundo envolvida nesse cessar de relações. A resposta que deles obtive foi consensual: os integralistas não partilham, não podem partilhar, dado o matricial universalismo do seu ideário, “as ideias pagãs da pan-europa” então defendidas pelo movimento NM, ideias que circulam amiúde em alguns círculos políticos “neo-fascistas” e/ou da chamada “nova direita” europeia (na actualidade, como se tem vindo a tornar claro nos últimos meses, os projectos pan-europeus, exclusivistas, visando uma clara divisão do Ocidente, deixaram de ser um traço distintivo de certas correntes políticas da “extrema-direita”, estando já bem disseminados pelas várias “esquerdas” e “direitas” dos “arcos constitucionais” de alguns regimes políticos europeus).

Depois de 1970, algumas organizações monárquicas tiveram nas suas fileiras discípulos integralistas reconhecidos, como a Liga Popular Monárquica (até hoje) e o Partido Popular Monárquico (até certa altura). O movimento NM – que V. mesmo liderou - bem poderia ter sido como uma dessas organizações. Bem poderia ter sido, mas a verdade é que não foi. O silêncio que as últimas obras dos mestres integralistas referidos denunciam a respeito desse Movimento e seus protagonistas, aliás, creio-o só por si muito revelador. Estou pensando na obra «Integralismo Lusitano – Uma Doutrina Política de Ideias Novas» (Edições «Cultura Monárquica»: 1991) de Jacinto Ferreira, e na obra «Ideário» de Mário Saraiva (Universitária Editora, 2000; obra póstuma mas organizada por seu filho segundo as suas últimas instruções); obras onde aqueles mestres integralistas, em páginas de verdadeiro testamento político, fizeram conscientemente os seus últimos balanços de actividade, revelaram as suas últimas preocupações, deram as suas últimas instruções.
 
Também acho importante que um dia se faça a história da vida “atribulada” dos movimentos monárquicos sob a 3ª República, tanto daqueles que tiveram integralistas reconhecidos no seu seio, como dos restantes, entre os quais importará não esquecer naturalmente o movimento «Nova Monarquia». Mas, como decerto compreenderá, na posse dos escassos elementos acima apresentados, seria sempre muito arriscado tentar uma síntese. Para que essa História se possa fazer são necessários mais documentos e mais testemunhos.

Eis porque não posso deixar passar esta oportunidade sem o convidar a apresentar aqui mesmo o seu testemunho, um privilegiado testemunho, acerca da actividade desenvolvida pelo movimento «Nova Monarquia» entre 1983 e 1991. Gostaria que se sentisse com liberdade para se pronunciar sobre o que achar pertinente. Em beneficio da historiografia portuguesa, no entanto, não posso deixar de lhe deixar aqui uma espécie de guião de entrevista:

- Em que data (dia, mês) e qual o teor e o nome dos subscritores do documento de apresentação pública do movimento «Nova Monarquia»?
- Qual o tipo de estrutura adoptada e quais as personalidades que constituíram os seus órgãos directivos centrais?
- Quais os documentos, intervenções públicas, iniciativas, etc., mais marcantes do historial do movimento, entre 1983 e 1991?
- Quais as relações efectivamente mantidas (mesmo as informais) entre personalidades dirigentes do movimento NM e outras organizações nacionais e estrangeiras?
- Porque é que o movimento «Nova Monarquia» cessou praticamente a sua actividade em 1991?

Bem haja.

José Manuel A. Quintas
Nome: Miguel Castelo-Branco
Assunto: Condições para um debate e para uma memória sobre a Nova Monarquia
Segunda-feira, 7 de Outubro de 2002; 4:13 pm
Mensagem:
Caro Dr. José Manuel Quintas

É com todo o prazer que me disponibilizo para lhe facultar a minha memória de doze anos de ininterrupta como sofrida militância monárquica. Não o fiz propositadamente até ao momento, pelo facto de tal memória envolver referências a tantas pessoas que estimo e que comigo se cruzaram nesse interim de uma década. Não gostaria de iniciar esta longa meditação sem antes dilucidar alguns problemas fundamentais, propedêuticos a qualquer defesa e sem a qual o nosso diálogo seria ferido de nulidade pela interferência de elementos não racionais. Explico-me. Não posso nem podemos falar da história da NM sem que nos afastemos de lugares-comuns, de diabolizações semânticas, juízos de valor e fantasmas.
Vivemos, infelizmente, sob o signo de unanimismos totalitários que não perdoam nem dissidências, nem heterodoxias nem formulações que partam de premissas em tudo distintas de um pensamento único que tudo tende a homogeneizar no vazio e nas liturgias sem essência.
- O totalitarismo que se revelou como descoberta do século XX reduziu-se à esfera das relações entre o Estado, a sociedade e o homem. Tratou-se de um totalitarismo agressivo, impositivo, diluidor das fronteiras entre o público e o privado, o Estado e a sociedade, a sociedade estatizada e o indivíduo, o secular e o espiritual. É o totalitarismo definido por Hannah Arendt no seu clássico As Origens do Totalitarismo.
- O totalitarismo novo, este que por aí campeia, é de feição diversa, quiçá mais benigno por não produzir o mal nas proporções daquele – o mal na história revela-se pelo sofrimento que causa aos homens – mas pela crescente transferência do ónus odioso da repressão do Estado para a sociedade. Recomendo vivamente a leitura de A Sociedade Totalitária, de Paulo Otero, para a compreensão desta transmigração. Ora, na sociedade totalitária, que vive de pulsões primárias de amor e ódio, afecto e repulsa, a racionalidade totalitária, outrora prevalecente, eclipsa-se e reduz o reconhecimento da utilidade do cidadão à esfera da opinião dominante. A política/milícia, binómio do maquiavelismo, passa a ser prerrogativa da responsabilidade colectiva e não de um regime, de um governo, de um partido ou de uma classe feita partido. A repressão exerce-se pela opinião dominante de todos sobre todos e de cada um sobre si mesmo. A decadência do político enquanto categoria desaparece, e com ele se instaura, não já a negação do político pela fabricação de um “homem novo”, como o queriam os totalitarismos novecentistas, mas de um homem privado de direitos espirituais. Por alguma razão há ideias-crença que ninguém aceita discutir e por todo o lado ecoa a exaltação louvaminheira de “ideias” que ninguém se atreve discutir ! É o mito do fim da história e da realização teleológica da humanidade. Leia-se Evola, René Guénon e os últimos escritos de Weber para se compreender o que com isto quero dizer.
Sei que o Dr. José Manuel Quintas se debate com a mesma barreira de incomunicabilidade quando aborda a delicada genealogia, génese e afirmação da doutrina integralista. Como me disse em tempos o Professor Adriano Moreira, “em Portugal há pessoas (poucas, pouquíssimas) que se atrevem pensar e muitas (muitíssimas) que se entretêm em apor rótulos”. Num país de analfabetos, com uma velha tradição de 300 anos de Inquisição, 200 de maçonarias de toda a sorte e vergonhosas demissões de responsabilidade pública, o pensamento livre é planta que medra em deserto pedregoso. O Dr. José Manuel Quintas recorre a esmo, espero que não intencionalmente, mas por motivos de economia – tal como Platão se socorria de mitos pré-filosóficos - a expressões diabolizadoras. Na sua simpática resposta encontro expressões denunciadoras desses emblemata com que amiúde nos confrontamos ao aceitar o repto da exposição das nossas ideias. “Extrema-direita”, “neo-fascismo”, “neo-paganismo” e outros adjectivos aparecem a propósito ou despropósito da Nova Monarquia sem que se chegue a explicitar o que com cada uma das férulas se pretende dizer. Não é minha intenção saber o que cada um atribui a conceitos que deixaram de ser operativos na ordem politológica para se perderem no magma de insultos. Não é também minha intenção discutir cada um deles pois, neste particular, não me reivindicando de qualquer desses apodos, não sento qualquer incómodo ou frémito de confissão. Prefiro, como Frei Amador, fazer justiça à ordem natural e respeitar a fisionomia humana, “que Deus criou com duas orelhas e uma só boca para falar duas vezes menos do que ouve “.
Outra condição preambular que ouso colocar prende-se com o respeito devido aos mortos. Não faço, não farei, qualquer interpretação casuística, de conversas e escritos de amigos que as carpas levaram. Diante de um morto não há nada mais sagrado que a consciência do seu valor e da nossa memória. Não há direito algum, nenhuma desforra, nenhum argumento nem ousadia a que os mortos possam ripostar. No caso vertente, limitar-me-ei a enunciar em jeito de crónica a ordem dos factos e dos acontecimentos. Se o Sr. Dr. me der o privilégio de utilizar a sua tribuna para expor com exactidão memorial a vida atribulada da NM, respeitando as minhas humildes condições, então estarei ao seu inteiro dispor para, aqui, fazer um curto bosquejo do tema que me foi proposto desenvolver.

Receba os protestos da mais alta estima e admiração do

Miguel Castelo-Branco
Nome: José Manuel A. Quintas
Assunto: Re: Condições para um debate e para uma memória sobre a Nova Monarquia
Terça-feira, 8 de Outubro de 2002; 1:58 pm
Mensagem:
Caro Miguel Castelo-Branco

O estudo do passado não pode ser feito directamente, mas de forma mediada através dos vestígios da actividade humana, a que damos o nome genérico de fontes históricas.

A História não se faz sem fontes históricas. E para estudar as fontes, os historiadores não podem deixar de as trabalhar segundo o método e as técnicas daquilo que designam por “crítica das fontes”.

Na crítica das fontes são aplicadas várias técnicas consoante o tipo de fontes, mas é possível resumir em várias fases o conjunto de operações normalmente realizadas: a sua busca (heurística), a sua verificação, tanto no que respeita à sua autenticidade (crítica externa) como à sua credibilidade (crítica interna), e a sua interpretação (hermenêutica). No final - só no final - o historiador pode e deve proceder à síntese.

A respeito do movimento «Nova Monarquia», como afirmei na minha última mensagem, ainda estou em busca (heurística) e muito longe de me ser possível realizar uma síntese.

Uma busca que não pode deixar de ir sendo acompanhada pela crítica interna e externa das fontes - “os ossos do ofício” do historiador, aquelas agruras que ele não pode nem deve evitar, mesmo que o informante-chave que escolheu lhe feche a porta na cara.

Na crítica interna ou de credibilidade das fontes, os “manuais” dos historiadores aconselham a determinar a veracidade da informação que as fontes nos fornecem através de cinco operações:

- crítica de interpretação (que se confunde em parte com a hermenêutica e através da qual se procura apreender o conteúdo do texto, o que o autor disse, o que quis dizer e mesmo o que não disse);

- crítica de competência (que determina a qualidade do testemunho, através da capacidade do autor de conhecer e compreender os factos);

- crítica de veracidade (que examina a possível existência de faltas à verdade por parte do autor ou informante-chave);

- crítica de rigor (que procura detectar os erros involuntários na descrição dos factos);

- verificação dos testemunhos (em que se comparam as informações contidas no texto com as de outros testemunhos sobre o mesmo facto).

Face à sua primeira mensagem neste fórum, já dei por cumprida a crítica de autenticidade e de competência – o e-mail que lhe enviei e os elementos de informação que lhe solicitei visaram garantir-me a autenticidade da sua identidade –, tendo ensaiado ainda uma breve (as fontes de que disponho, repito, são muito escassas) crítica de rigor, de veracidade e de interpretação.

E, dessas críticas, devo agora acrescentar que, olhando ao que me parece lhe causou maior apreensão, me limitei a utilizar o conteúdo de uma entrevista (que detenho em suporte magnético e devidamente transcrita) com Mário Saraiva, na qual, em breves palavras, ele teve a oportunidade de me dar conta da sua versão dos acontecimentos. Dada a utilização que Mário Saraiva aí fez da expressão “extrema-direita europeia” (uma expressão que tomei como um conceito relacional e não como um adjectivo) limitei-me a recorrer a outros registos e a outros testemunhos, entre os quais os de duas personalidades felizmente vivas (Henrique Barrilaro Ruas e Teresa Martins de Carvalho) para procurar precisar qual o exacto conteúdo dessa expressão para além do seu teor relacional, já que o entrevistado, por manifesta insuficiência minha na condução da entrevista – tratávamos outros temas que, na altura, me pareceram prioritários e mais interessantes -, não teve a oportunidade de o explicitar completamente, isto é, a contento deste meu novo propósito de investigação. Feita a verificação e consulta de todos os testemunhos de que dispunha, concluí que a razão pela qual aquele mestre integralista cessou a sua colaboração com o movimento «Nova Monarquia» se terá ficado a dever, sobretudo, ao choque entre o seu conceito universalista de Europa e o conceito pan-europeu que ele terá detectado no movimento «Nova Monarquia».

Está aí o essencial da minha interpretação e quero naturalmente obter a sua opinião. As restantes expressões que usei, e que tomou como "férulas" – “neo-fascismo”, “nova direita”, etc. – mais não visaram do que ilustrar o quão elas são destituídas de rigoroso conteúdo se as não definirmos e fixarmos em bem delimitadas conjunturas e contextos históricos: ontem (1993, ano da entrevista com Mário Saraiva), os projectos pan-europeus parece que circulavam em restritos círculos da chamada «extrema-direita europeia»; hoje (Outubro de 2002), os projectos pan-europeus têm um vasto número de defensores nos “arcos constitucionais” de vários regimes políticos europeus. Ideias que ontem caracterizavam alguma «extrema-direita», caracterizam hoje um vasto leque de forças políticas.

Interpreto a sua última mensagem como o preâmbulo do seu testemunho. O preâmbulo de um testemunho desde já muito revelador, tanto pelas preocupações que enuncia como pelos autores que achou por bem confessar como referências. Neste momento da investigação, porém, julgo que as não devo comentar, reafirmando apenas que este espaço está à sua inteira disposição, para que o utilize em inteira liberdade.

José Manuel A. Quintas
 

Sugestões, correcções e contributos

... fé, esperança, caridade, estas três coisas. A maior delas, porém, é a caridade.  -  Procurai a caridade (1 Coríntios 13-14)

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