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Caro irmão, paz e bem da parte Daquele que nos fortalece e dá força para continuarmos lutando! É cada vez mais desanimadora a situação deste mundo, a cada passo que conseguimos dar em frente no caminho do reino do Pai celeste, dois são dados para trás com a fome, a miséria e a desesperança, esta última a mais alarmante. O inimigo que antes somente rodeava procurando a quem devorar agora persegue nossos irmãos e os seduz com a riqueza e conforto, cegando-os ao sofrimento dos corações dos sofredores, dos sagrados corações de Jesus, que padecem no peito dos famintos e injustiçados. Porém, nem só de pão vive o homem, este pão, seja ele o alimento, o abrigo, ou qualquer que seja o bem material que ele represente, não nos fortalece realmente, pois, morto este corpo frágil e fraco na fé, resta-nos somente a esperança na ressurreição junto ao Pai misericordioso. Ora me perguntas como poderemos nos alimentar nesta vida com o alimento eterno? Através da oração. Como somos fracos na fé! Se as horas de trabalho físico e mental nos pesam nas pálpebras, entregamo-nos ao sono em que tudo se consuma e torna a recomeçar no dia seguinte. Muitas vezes, por conta desta vulnerabilidade, esquecemos de saciar o cansaço espiritual, que só é sanado com a oração e meditação. Porém a messe é grande e o trabalho é farto, como poderemos dar conta de nosso espírito se trabalhamos por uma razão mais nobre que a própria salvação? Façamos de nosso serviço uma perfeita oblação ao Criador. Cada pulso de nossos corações seja um kírie, cada inspirar um Pai nosso, cada expirar uma ave Maria. Porém, nós que, por dom do espírito, não nosso próprio merecimento, recebemos uma revelação mais plena do plano Paternal, temos o dever de orarmos com zelo multiplicado setenta vezes sete vezes, para que quem não tem voz seja escutado, quem não se arrepende seja liberto, quem não crê seja justificado e quem divide seja perdoado. Certo irmão uma vez disse-me: "Quando conseguimos dizer 'não agüento mais' é que podemos agüentar mais um pouco!" Deixemos para nosso Pai do céu dizer quando não devemos agüentar mais, devemos doravante reafirmarmo-nos no nosso sim. Devemos dar de graça o que recebemos por graça, pois se o verdadeiro Pai não quisesse mostrar ao seu povo que ele realmente era o Único, teria feito uma pequenina pinta no dedo mindinho do pé esquerdo de Moisés, ou teria feito de seu Filho um general. Às vezes em minha meditações chego a indagar sobre o propósito do livre arbítrio e estou quase convencido que seu principal fim é ser livre para escolher servir, de tal forma aos planos paternos, que a única opção sensata é abdicar do livre arbítrio para viver segundo o Pai celeste. Sim, não mais eu vivo, mas o Pai que está no céu vive em mim e age segundo a sua vontade através da minha negação à minha própria vontade. A minha vontade é a vontade paterna de fazer o bem, é abandona-me no infinito da vontade de do Pai pelo simples anseio de unir-me a Ele, não existir mais distinção entre meu ego de o ego paternal. Quando isso acontecer não estarei pisando sobre esta terra e creio, terei asas. Este é o anseio de um humilde servo do Criador. Que a glória de YHWH paire sobre ti e sobre toda a humanidade. O Senhor te abençoe de Sião, o Senhor que fez o céu e a terra. Amem.



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