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1972 - O Typ 1302 alemão dava lugar ao 1303, com pára-brisa envolvente, novo painel, pára-lamas traseiros redesenhados e lanternas redondas. Para o mercado americano podia ser equipado com ar-condicionado. Sem grandes modificações, o Fusca brasileiro alcançava a milionésima unidade, enquanto mundialmente a marca batia o recorde do Ford Modelo T, com 15.007.034 exemplares. Por aqui, era lançado mais um esportivo da casa, o SP2, de 1.700 cm3 e 60 cv. Uma versão de 1.600 cm3, SP1, sequer chegou a ser comercializada.

Já em 1972 o modelo 1303 alemão adotava as lanternas "Fafá", que aqui chegariam em 1980. Tinha pára-brisa arredondado, vidros amplos e até ar-condicionado. Abaixo, o 1.600 S de 1974

1973 - O modelo brasileiro recebia faróis semelhantes ao modelo europeu. Surgia também o 1.500 Standard e modificações no carburador e nos revestimentos internos complementavam as novidades. Outro derivado que nascia era a Brasília, totalmente desenvolvida no Brasil. Calçado sobre a mecânica e plataforma VW, o jipe Gurgel Ipanema demonstrava mais uma vez a versatilidade do conjunto. A matriz revolucionava sua própria tradição, apresentando o Passat.
1974 - No Brasil mais um modelo era lançado: o 1.600 S (foto), com motor de 54 cv e dupla carburação, rodas aro 14 pol e uma tomada de ar sobre a tampa do motor, sublinhando certo caráter esportivo. A própria marca o apelidou "besourão" ou "bizorrão". Todos os modelos contavam com bitola dianteira mais larga e acelerador de duplo estágio. Eram adotadas tomadas de ar à frente do pára-brisa e saídas de ar junto aos vidros laterais traseiros. O ano marcava, também, o surgimento da família "a água" no Brasil com o Passat, ao mesmo tempo em que a modernizacao da linha européia prosseguia com o Golf. Réplica dos MG TD ingleses dos anos 50, o MP Lafer era mais um fora-de-série com motor e chassi Volkswagen que se tornaria conhecido.
O SP2 foi uma fracassada tentativa de fazer um cupê esportivo de fábrica, com motor 1.700. Mais êxito tiveram fabricantes fora-de-série com a versátil mecânica VW
1975 - Na Alemanha o Fusca recebia pequenas alterações estéticas, mas os últimos 1303 saíam da fábrica no fim daquele ano. Por aqui, o Sedan ganhava reforços no chassi, enquanto o 1.300 surgia também na versão "L". O 1.500 e o 1.600S eram substituídos pelo 1.600 básico, de acabamento mais sóbrio que o "bizorrão". 1976 - Desse ano em diante, a matriz só produziria o Sedan mais simples e por pouco tempo. Lá ainda restava o 1303 conversível, produzido pela Karmann. No Brasil, o Fusca ia de vento em popa: dois milhões de unidades produzidas.
Fastback, ou traseira de queda rápida, era o termo aplicado ao perfil do TL, que mantinha a mecânica da Variant e teve versão de quatro portas

1977 - Os nacionais 1.300 L e 1.600 recebiam aprimoramentos no acabamento, o sistema de freios passava a contar com luz-piloto no painel e a carroceria ganhava reforços. No final do ano era apresentada a Variant II, totalmente redesenhada, cujas suspensões seguiam o esquema dos alemães Sedan 1303 e Typ 4. O motor permanecia o 1.600, com dupla carburação. As linhas repetiam em boa parte as da Brasília, mas com maior porte e formas mais robustas. Ficou conhecida como "Variantão". 1978 - O Sedan ganhava novas maçanetas externas e internas e o acesso ao tanque de combustível dispensava a abertura do porta-malas. A Brasília recebia novos detalhes estéticos, como polainas plásticas nos pára-choques. Na Alemanha o Sedan dava seu definitivo adeus, restando o conversível.

Em meados dos anos 70 havia variedade de motorizações: 1.300, 1.500 e 1.600 cm3. A marca de dois milhões de unidades brasileiras foi atingida em 1976
1979 - A Europa tinha que se contentar com os modelos importados do México. No Brasil, o Sedan aparecia com lanternas traseiras maiores e circulares (gerando o apelido de Fusca "Fafá") e os primeiros motores a álcool. 1980 - Ano do lançamento do Gol, ainda com motor 1300 "a ar" de 42 cv, mas com posição e tração dianteiras. O Fusca surgia com apoios de cabeça opcionais e era lançada a Série Prata, especial, com pintura em prata e interior cinza. A Variant II, mal sucedida, deixava de ser produzida.

1981 - Um novo volante brindava o Sedan. Surgiam o Gol 1.600 e, no fim do ano, o Voyage, já com motor dianteiro refrigerado a água.

O motor 1.600, antes utilizado em versões "esportivas" e produtos derivados, passava a opção única em 1984, quando o mercado se tornava mais competitivo
1982 - O VW recebia novos instrumentos e uma nova versão mais luxuosa do 1.300, a GL. Ano do nascimento da Parati e do picape Saveiro. Marcou também a retirada da Brasília de produção.

1983 - Agora com o nome Fusca oficial, um só modelo passava a existir, com diferentes opções de acabamento. As tradicionais lanternas traseiras menores, então só para os modelos mais simples, desapareciam. Continua

Karmann também fez conversível
Além da Hebmüller und Söhne (leia na primeira parte), outro encarroçador que se utilizou do Sedan foi a Karmann GmbH, de Osnabruck, Alemanha. Seus trabalhos para a Volkswagen têm a mesma origem que os da Hebmüller: uma encomenda de Heinrich Nordhoff, que previa a construção de 2.000 conversíveis de dois lugares (à Hebmüller) e 1.000 conversíveis de quatro lugares à Karmann. As duas empresas se engajaram em seus respectivos projetos, sendo ambos aprovados pela Volkswagen.

Como é sabido, entretanto, a fábrica da Hebmüller foi totalmente destruída pelo fogo -- restando, inclusive, modelos a serem acabados pela Karmann. Talvez esse infortúnio tenha trazido sorte à Karmann na parceria com a fábrica de Wolfsburg. A partir daí, todos os VW conversíveis foram fabricados por ela. Mesmo após a descontinuação do Sedan na Alemanha, em 1977, os Karmanns prosseguiram em produção até 1980.

descontinuação do Sedan na Alemanha, em 1977, os Karmanns prosseguiram em produção até 1980.

Esses modelos utilizavam o chassi com a frente completa, os pára-lamas e a seção traseira do modelo comum. O restante dos componentes era construída ou adaptada manualmente. Diz-se dos primeiros Karmanns que não havia um igual ao outro. O charme desse automóvel transformou a Karmann GmbH na maior produtora de conversíveis no mundo.

Os últimos modelos atestam o grau de sofisticação alcançado, com estofamentos mais luxuosos, cores exclusivas, ar-condicionado e vigia em vidro, e parecem desmentir a origem popular do Sedan. O sucesso foi tanto, que outros modelos da Volkswagen tiveram suas ligações com a Karmann -- o Karmann Ghia e o Golf Cabrio, entre outros --, e assim deverá ser com o aguardado New Beetle conversível.

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