| Outras modificações foram novo painel, com aumento do porta-luvas, e tampa do motor, com desenho mais limpo. O curioso pedal do acelerador de rodinha dava lugar a um mais atualizado. Também naquele ano, o Sedan passava a ser oficialmente importado pelo México. | ||||
Derivada
do quatro-portas, a perua Variant fez um sucesso não repetido por
sua substituta, a Variant II ou "Variantão". A frente da
foto, a mesma do "Zé do caixão", dava lugar em 1972
a uma mais agressiva |
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| 1959 - O pára-sol deixava de ser de plástico transparente e passava a um modelo estofado. Já como modelo '60, um novo chassi era introduzido, permitindo modificação no posicionamento da caixa de câmbio e do motor, com melhora na estabilidade. A coluna de direção passava a ser retrátil, com o volante em formato de cálice, e a suspensão dianteira vinha equipada com estabilizador No Brasil, em janeiro, saía da linha de montagem o primeiro Sedan nacional. Já com 54% de nacionalização, também vinha equipado com estabilizador dianteiro. No final do ano, a produção havia passado das oito mil unidades. | ||||
No
Salão de Frankfurt de 1961, uma novidade: o Typ 3, sedã mais
amplo e moderno, que inspiraria os derivados brasileiros |
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| 1960 - Na Alemanha, o Sedan passava a contar
com amortecedor de direção (vinte anos após o Kübelwagen!).
A França já contava com sua própria Volkswagen e, no
Brasil, o Fusca também adotava o volante tipo cálice e os
indicadores de direção (apelidados de "bananas")
saíam das colunas para se alojar nos pára-lamas dianteiros.
1961 - O motor 1.200 alemão recebia melhoramentos (carcaça
tripartida), aumentando a potência. No Salão de Frakfurt era
lançado o Typ 3, veículo maior e mais moderno que inspiraria
nossos TL e Variant. No Brasil, o câmbio passava a contar com a primeira
marcha sincronizada, o painel recebia marcador de combustível e a
famosa alça de apoio para o passageiro. Era alcançada a marca
de cinco milhões de Fuscas fabricados mundialmente. 1962 - Na Europa, o modelo Standard recebia freios hidráulicos. No Brasil, o chassi passava a ser nacional; os faróis contavam com luz assimétrica e as lanternas traseiras aumentavam. Utilizando a mesma mecânica do Sedan, surgia aqui o cupê esportivo Karmann-Ghia. |
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Apesar
do desempenho modesto, o cupê Karmann-Ghia tornou-se símbolo
de esportividade para os "playboys" dos anos 60 |
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1963 - Janelas basculantes e lavador de pára-brisa acionado por botão,
no painel, são os destaques do modelo brasileiro, que só então
passaria a ter amortecedor de direção. Na Alemanha, uma nova
carroceria já era prevista. 1964 - Na Europa, ocorria o lançamento
de uma nova carroceria, com vidros laterais maiores, pára-brisa ligeiramente
curvo e novos bancos. A designação passava a Typ 115. No Brasil
o Sedan recebia novo tanque de combustível, o que tornava mais espaçoso
o porta-malas dianteiro, e as forrações internas mudavam de
padrão. A filial mexicana era criada. 1965 - Os destaques são para o modelo brasileiro: cobertura da lanterna da placa traseira e piscas dianteiros ficavam maiores, a barra de direção contava com lubrificação automática e o banco traseiro tornava-se dobrável. Também foi o ano de lançamento do modelo espartano "Pé de Boi" e do modelo equipado com teto solar de acionamento manual -- maldosamente apelidado de "cornowagen" por um gerente de marketing da Ford, o norte-americano John Garner. Novos bancos dianteiros mantinham a mesma padronagem do ano anterior. |
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O
teto solar lançado em 1965 era de boa qualidade, mas o mercado não
estava preparado: a versão ganhou o apelido de "cornowagen"
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| 1966 - Na matriz, o Sedan recebia o motor de 1.300 cm3 de cilindrada. No Brasil, os modelos "Pé de Boi" e com teto solar deixavam de serem fabricados. Alguns modelos recebiam ligeiro aumento na vigia traseira e limpadores de pára-brisa em repouso na direita (apelidado de "modelinho"), já antevendo o modelo 1967. 1967 - A Europa conhecia o motor 1.500 e os carros assim equipados vinham com freios a disco nas rodas dianteiras. No Brasil os motores passavam a 1.300 cm3, com 38 cv. Esse modelo podia ser distinguido pelas rodas dotadas de furos, para melhorar a ventilação dos freios, e novos revestimentos internos. O Karmann-Ghia passava a contar com motor de 1.500 cm3. Ainda no Brasil, surgia o Puma, esportivo de fibra de vidro que, apesar de não ser produto Volkswagen, utilizava a plataforma e mecânica do Fusca. | ||||
Em
1968 surgia a bela versão conversível do Karmann-Ghia, já
com o motor 1.500 adotado no cupê no ano anterior |
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| 1968 - A caixa de direção do modelo nacional deixava de ser lubrificada a óleo, passando a graxa. Surgia o sistema elétrico de 12 volts. Aqui também era lançado o VW 1600 quatro-portas (batizado com o apelido "Zé do caixão", devido às formas quadradas). Primeiro automóvel de quatro portas da filial brasileira, era semelhante ao Typ 3 alemão e utilizava motor 1.600 de 50 cv, que trazia cabeçote de duas entradas de admissão. A suspensão dianteira trouxe a inovação dos articuladores esféricos no lugar dos arcaicos pinos. A cambagem podia finalmente ser ajustada. Surgia, também, a opção do modelo conversível para o Karmann-Ghia. Na Alemanha, o Fusca passava a contar com novos faróis, menores e mais verticais; pára-choques mais robustos e outro retrovisor externo. O grande destaque, porém, estava na opção do câmbio semi-automático Sportomatic (saiba mais). 1969 - O novo retrovisor externo chegava ao modelo brasileiro, montado na própria porta e não mais na dobradiça desta. Era lançada a Variant, perua baseada no 1.600 quatro-portas, equipada com dupla carburação. O motor era de construção plana, em que a turbina de arrefecimento era baixa, de acionamento direto pelo virabrequim (a correia trapezoidal movimentava o alternador apenas). |
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Parece
um velho conhecido, o TL, mas é o Typ 4 alemão. Apesar da
semelhança de estilo, mecanicamente correspondia a nossa mais evoluída
Variant II |
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| 1970 - Eram lançados, no Brasil, o modelo 1.500, com motor de 44 cv, bitola traseira mais larga, barra compensadora traseira (não confundir com barra estabilizadora) e freios dianteiros a disco opcionais, e o VW TL, modelo fastback baseado no 1.600 quatro-portas. Surgia na Europa o Typ 1302. Nesse modelo a suspensão dianteira passava a ser do tipo McPherson, e a traseira, de braços arrastados e molas duplas de torção, solução adotada nos Fusca de exportação para os EUA desde 1968, para mais segurança. Esse modelo era equipado com motor de 1.600 cm3. O 1.300 permanecia inalterado, enquanto o 1.500 saía de produção. Continua | ||||
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