| Da mesma forma, a evolução na produção e nas vendas foi gradativa: 8.445 unidades produzidas em 1959; 30 mil unidades vendidas até 1961; 60 mil produzidas até 1965; ultrapassadas as 100 mil unidades, em 1968. Aliás, já em 1962 o Fusca passava à liderança do mercado nacional de automóveis e, cinco anos depois, juntando-se todos os veículos fabricados, a Volkswagen do Brasil comemorava 500 mil unidades. | |||||
Depois
de construir aqui o cupê Karmann-Ghia, tal como feito na Europa, a
VW o reestilizou e lançou a versão TC (foto), de pouco êxito |
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| A década de 60 alicerçava a imagem do modelo e, conseqüentemente, do fabricante. Já os anos 70 viram o apogeu e o amadurecimento do Fusca. Em 1972 alcançou seu número máximo nas vendas: 232.852 unidades. Um fato muito importante para a história da Volkswagen, pois ajudou a quebrar o recorde de produção estabelecido pelo Modelo T. Sem dúvida, um tapa com luva de pelica contra a infeliz afirmação de Henry Ford sobre o futuro do carrinho alemão (leia na primeira parte da história). Os anos 70 tornaram o Fusca brasileiro mais conhecido no exterior graças à exportação. Esses mesmos anos foram os do Fuscão 1.500, do Super Fuscão 1.600. Ainda nasciam, nessa época, a bem sucedida Brasília, os interessantes mas fracassados SP1 e SP2 (saiba mais), o Karmann-Ghia TC e a Variant II. E 1979 marcava a aparição do Fusca "Fafá". O apelido era uma alusão a determinada semelhança entre o busto da cantora Fafá de Belém e as novas lanternas traseiras do Fusca... | |||||
O
VW 1.600 quatro-portas, que ficaria conhecido como "Zé do caixão",
foi o primeiro automóvel derivado do Fusca lançado pela marca
no Brasil |
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| Os anos 80 chegaram trazendo séries especiais, mas também o lento declínio do Fusca. Já em 1980 aparecia vestido como um astronauta na Série Prata. Como o próprio nome indica, a cor prata da carroceria dava um ar sofisticado ao carro; até então a pintura em cores metálicas era bastante rara, conseguidas apenas através de repintura. As séries especiais foram reeditadas em outros anos, mas os 80 trouxeram, também, as notícias de descontinuação da Variant II (1980), da Brasília (1982) e... do próprio Fusca, em 1986. No caso da Brasília ninguém entendeu muito bem o porquê de tal decisão. Dizia-se que o carro ainda tinha mercado e, de certa forma, era uma incoerência deixar no mercado o Fusca, projeto três décadas mais antigo que a Brasília. Na realidade, com o lançamento do Gol, em 1980, houve certa superposição de modelos ("canibalização") dentro da própria marca. Provavelmente a saída da Brasília representou a abdicação em favor do produto novo. Ironicamente, três anos depois, o Gol começaria a abandonar a mecânica refrigerada a ar que caracterizou toda uma família. | |||||
Um
personagem chega -- aparentemente -- ao fim: a Série Ouro, com pintura
metálica e acessórios, marca a primeira descontinuação
do Fusca, em 1986 |
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Contudo,
a pior notícia viria com o ano de 1986: a paralisação
da produção do Fusca. Notícia festejada pelos que odiavam
o automóvel (uma minoria talvez), mas uma punhalada nos apreciadores
do carrinho. A despedida do Sedan mereceu toda a pompa imaginável...
não para um carro, mas para um personagem, um membro da família
que, por algum motivo, precisava se ausentar.
A Volkswagen tentava se explicar aos fãs definindo a decisão como um "avanço tecnológico" (veja anúncio ao lado). Os últimos modelos a sair da linha de produção, denominados Série Ouro, tinham proprietários já aguardando e eram equipados com itens exclusivos. Conta-se que muitos chegavam ao fim da linha sem os emblemas alusivos à série, "tomados emprestados" por emocionados funcionários da fábrica, que não desejavam ver passar aquele momento. Cronologia do pós-clássico Os últimos representantes da década de 50 são também, segundo muitos, os últimos modelos clássicos do Volkswagen Sedan. Clássico ou não, o Fusca assumia a modernidade a partir da década de 60. Com o decorrer dos anos vindouros, vários aprimoramentos ocorreriam e diversos recordes seriam alcançados. |
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| 1957 - Os últimos modelos com vigia traseira
oval saíam da linha de montagem, em Wolfsburg, em julho. A partir
daí, o Fusca sofreria modificações tais que o tornariam
um modelo de transição para a década seguinte. 1958 - As principais alterações estéticas se encontram nos vidros: o pára-brisa tinha a altura e a largura aumentadas, gerando uma melhora de 17% na área de visão à frente; já o vidro traseiro tinha a área ampliada, de modo a tomar forma mais próxima a um retângulo. Com isso, foi necessária a modificação da grade de refrigeração do motor, melhorando sua atuação. Tais alterações também foram efetuadas, em menor grau, nos modelos conversíveis. Continua |
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