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1954 -- A produção passava a mais de 200 mil veículos. Vendas para os EUA passariam para 6 mil unidades. O motor tinha a cilindrada aumentada para 1.192 cm3, passando a 30 cv. Também a Austrália passava a ter uma filial. Começava a montagem das primeiras peruas Kombi, modelo idealizado pelo importador holandês Ben Pon alguns anos antes.
O modelo '57 já era bem parecido aos vendidos aos milhares no Brasil: pára-choques com reforços, amplo vidro traseiro, motor de 1,2 litro e 30 cv
1955 -- Um ano atípico, pois o ano-modelo 55 não ostentava diferenças em relação ao 54, mas modificações viriam a ocorrer gradativamente. Modificação mais notável era a adoção de pára-choques reforçados, com garras maiores e um "sobre pára-choque", com seção tubular. Tal modelo de pára-choque seria conhecido como "US". A produção dos modelos 55 durou apenas sete meses, o que os torna bastante raros. Contudo, foi nesse ano que se atingiu a marca de um milhão de unidades fabricadas.

1956 -- Os primeiros modelos 56 saíram da fábrica ainda em agosto de 1955. As modificações mais notáveis eram no volante, regulagem e forrações dos bancos, painéis de porta. O teto solar passava a ser de vinil. O tanque de combustível também era modificado, melhorando a colocação de bagagens. As exportações aos EUA atingiam 50 mil unidades.

Em 1955, o milionésimo carro produzido: um marco que se repetiria mais de 20 vezes na história do Fusca

1957 -- Cerca de 380 mil unidades deixariam a fábrica de Wolfsburg, das quais 65 mil destinadas aos EUA. Com aumento significativo nas vendas, era impossível a aquisição imediata de um "Beetle" nos EUA. A espera podia levar seis meses. O último Oval deixava a linha de montagem em julho de 1957. Cerca de 1.350.000 Fuscas foram produzidos no período de março de 1953 a agosto de 1957. Desses, cerca de 150 mil foram exportados oficialmente para os Estados Unidos.

O Hebmüller Um modelo pouco conhecido no Brasil é o Hebmüller. Foi concebido por um encarroçador, algo bastante comum na Europa. Os encarroçadores surgiram ainda no tempo das carruagens, quando seu serviço era -- como o nome sugere -- criar as cabines que equipavam as rudimentares estruturas das carruagens.

A Hebmüller und Söhne lançou seu conversível em 1949, após sanar problemas de torção que quebravam pára-brisas e dificultavam fechar as portas
Com o advento do automóvel, muitos desses encarroçadores se destinaram a dotar de carrocerias exclusivas, chassis de marcas prestigiadas. Em maio de 1948, Heinrich Nordhoff encomendou à Hebmüller und Söhne (Hebmüller e filhos) a construção de um conversível de dois lugares, enquanto o de quatro lugares seria construído pela Karmann.

Os primeiros protótipos Hebmüller foram construídos em 1948, a partir dos primeiros sedãs. Depois de sanados diversos problemas -- o principal sendo a baixa resistência à torção da carroceria, pois as portas tornavam-se impossíveis de serem reguladas e os pára-brisas se quebravam facilmente --, a produção teve início em junho de 1949.

Curiosidades do Hebmüller: minúsculo vigia traseiro e tampa do motor que lembrava a dianteira, parecendo que o carro vinha quando na verdade ia
Característica peculiar do Hebmüller está na tampa do motor. Apesar de parecer com a tampa do porta-malas, era toda feita à mão. Os críticos queixavam-se que era difícil identificar se o carro estaria chegando ou partindo...

O esquema de cores podia ser em tom único (preto, branco ou vermelho) ou em dois tons, conhecido no Brasil com saia-e-blusa, combinando preto e marfim, preto e vermelho, preto e amarelo e vermelho e marfim. A um custo extra, este esquema poderia ser modificado.

Um incêndio e dificuldades financeiras puseram fim à produção de um dos mais raros Volkswagens Sedan do mundo

Em 23 de julho de 1949, o setor de pintura da Hebmüller foi destruído por um incêndio. A produção foi reconstruída, mas dificuldades financeiras puseram fim à empresa em 1952, sendo adquirida pela Ford tempo depois. Cerca de 15 carrocerias foram enviadas à Karmann, entre agosto de 1951 e fevereiro de 1953. Números de produção dos conversíveis Hebmüller são imprecisos, mas a Volkswagen fala em 696 unidades.

A odisséia continua O fim dos anos 50 e a década de 60 trouxeram outras características ao "Käfer". Entre alterações estéticas e mecânicas, muito ainda estava por vir. Essa história -- e a do modelo no Brasil -- você pode saborear clicando aqui.

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