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Muitos consideram os primeiros Fuscas como os grandes clássicos VW. Na realidade, os primeiros carros guardam grande semelhança com as características dos protótipos, mas com o correr dos anos, significativas mudanças foram transformando o modelo.
Os modelos com vidro traseiro bipartido ficaram conhecidos como Split Window. Aqui, um deles trafega pela Suíça

1938 -- O chamado Typ 38 era apresentado ao grande público, em três versões: sedã, cabriolet (conversível) e sedã com teto solar (em tecido, semelhante a couro). As características mais distintivas de seus sucessores estavam nos pára-choques mais delgados, pintados na cor do carro, com garras semelhantes a bananas, lanternas traseiras redondas e tampa do motor com as quinas superiores em ângulo reto. Até 1939 cerca de 210 unidades foram produzidas (chassis 38 000 001 a 38 000 210). Por causa do formato bipartido do vidro traseiro, esse modelo é conhecido hoje como Split Window.

1940/1944 -- A produção de veículos civis era paralisada e cerca de 100 mil veículos de guerra eram fabricados. Em 1943, o motor tinha a cilindrada aumentada de 985 cm3 para 1.131 cm3, e a potência de 20 para 25 cv líquidos.

O interior ganhava relativo conforto com o passar dos anos. Este é um Split de 1950
1945 -- Período dos cromados: passavam a equipar o veículo, mas nunca como os carros americanos.

1946 -- O Typ 60 era substituído pelo Typ 11.

1947 - A produção do Typ 11 totalizava 8.890 unidades.

1948 -- Heinerich Nordhoff passava à direção da fábrica e começavam as exportações. O Fusca experimentava seus modelos especiais, os primeiros protótipos conversíveis Karmann e Hebmüller.

Em 1948 surgiam as primeiras versões conversíveis, desenvolvidas pelas empresas de carroceria Karmann (foto) e Hebmüller
1949</STRONG> -- A construção do Typ 11 durou até 2 de junho de 1949. A partir daí, a produção se dividia em vários modelos: 11 A Standard, 11 C DeLuxe/Export, 14 A Cabriolet de dois lugares (Hebmüller) e 15 A Cabriolet de quatro lugares (Karmann). Os pára-choques eram trocados por modelos com ranhuras e novas garras. O tanque de combustível era ampliado para 40 litros. Ainda, o sistema de abertura do capô dianteiro passava a ser acionado de dentro da cabine, por meio de cabos, em vez da antiga maçaneta em forma de "L". O painel também recebia alterações. Novos também eram as luzes traseiras e o retrovisor retangular, em vez de oval. O ano trazia a marca festiva de 50 mil unidades produzidas.

1950 -- O modelo com teto solar (em tecido) deixava de ser feito por encomenda e passava à produção em série. O motor recebia um termostato no sistema de refrigeração. Os modelos DeLuxe/Export passavam a trazer freios hidráulicos, enquanto o Standard e o Hebmüller permaneceriam com freios acionados a cabos. O Cabriolet Karmann recebia reforço abaixo do pára-brisa. Foram produzidas 81.979 unidades, das quais 2.679 do Cabriolet Karmann e 319 do Hebmüller.

A céu aberto: um teto solar de tecido foi oferecido por longo tempo, sendo uma versão de série a partir de 1950
1951 -- Os modelos DeLuxe/Export e Karmann passavam a ter o brasão da cidade de Wolfsburg acima do puxador da tampa do porta-malas. Os amortecedores passavam a telescópicos (eram tipo "joelho") e os modelos DeLuxe/Export ganhavam um friso cromado ao redor do pára-brisa.

1952 -- A partir de outubro o câmbio passava a ter segunda, terceira e quarta marchas sincronizadas. Rodas de 4 x 15 pol, no lugar das de 3 x 16; vidro traseiro e laterais traseiros com contornos com frisos cromados; maçanetas das tampas dianteira e traseira em formato de "T". Era novo o desenho do painel, com o velocímetro na mesma linha do motorista (antes central). O porta-luvas passava a ser equipado com tampa. Mudava também o desenho do retrovisor interno, passando os cantos a arredondados. Compartimento do motor passava a contar com isolamento acústico.

Vidro traseiro inteiriço, quebra-ventos, freios e nível de ruído aperfeiçoados: novidades de 1953, ano da inauguração da filial brasileira
1953 -- Em março o Split Window dava lugar ao modelo Oval, em que o vidro traseiro bipartido passava a inteiriço. Melhorias generalizadas acompanhavam o carro, destacando-se uma diminuição no nível de ruído e melhorias no sistema de freios. As portas ganhavam quebra-vento. Em 23 de março aconteceria outro grande passo para a Volkswagen: a criação da filial brasileira, em São Paulo.

Em 3 de julho a produção alcançava a marca de 500 mil Sedans. É dito que, em celebração à conquista, os empregados da Volkswagen receberam um bônus de 4% de seus rendimentos anuais. Seriam produzidas 120 mil unidades, com vendas de somente 900 aos EUA.

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