| Os Porsches dominaram as dez primeiras horas,
se revezando na ponta. O
cauda-longa de Jackie Oliver bateu dois recordes: fez a volta em 3 min 18
s, numa média de 244,38 km/h, e na reta Mulsanne chegou à
impressionante
velocidade de 396 km/h. Jamais um carro de corrida havia chegado a tanto
nesse circuito. O recorde só foi quebrado em 1988. A vitória
coube a
Marko/Van Lennep com o carro número 22, um 917 K, da equipe Martini.
Percorreram 5.335 quilômetros em 24 horas, média de 222,3 km/h.
Em
segundo, Attwood/Muller com o número 19 da equipe Gulf, também
modelo K. Em terceiro e quarto chegaram os Ferraris.
A última prova foi na Áustria. Nenhum 917 pontuou, mas o bicampeonato já estava garantido graças ao grande Porsche. Participou oficialmente do Campeonato Mundial de Marcas durante três temporadas, em 1969, 1970 e 1971. Correu em 21 provas, ganhando 14, e chegou em segundo lugar em duas. Dos 23 carros pilotados por Derek Bell em Le Mans, o 917 continua seu preferido. Hoje estão em museus ou nas mãos de particulares que não vendem por preço nenhum. |
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| Outra mudança de regulamento houve em
1972. E os 917 foram para o campeonato Can-Am. Todos na versão Spider,
com 5,4 litros e turbocompressor, chegaram a desenvolver a potência
monstruosa de 1.100 cv com 1,3 kg/cm² de pressão de alimentação
(chegaram a 1.560 cv com 2,2 kg/cm², mas só no dinamômetro).
Muito piloto bom teve medo ao pilotá-lo. Eram denominados Porsche-Audi
917/10 e depois 917/30.
Nesse ano o piloto Georges Follmer ganhou em Road Atlanta, Mid-Ohio, Laguna Seca e Riverside. Em 1973, Mark Donohue e Georges Follmer triunfaram em Watkins Glen, Road Atlanta, Mid-Ohio, Road Atlanta, Edmonton, Riverside e Laguna Seca. Em 1975, no Talladega Superspeedway, um 917/30 bateu o recorde mundial de média num circuito. Cravou 353,6 km/h! Foi mesmo um Porsche inesquecível. |
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