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Desafios da Pesquisa em História Antiga no Brasil

 

Ana Teresa Marques Gonçalves1

 

Ainda prevalece entre os historiadores brasileiros a concepção de que há um certo exotismo na escolha de temas em História Antiga Oriental e Clássica  para serem desenvolvidos no Brasil. Tal fato deve-se a vários problemas e dificuldades que cercam a conclusão de pesquisas sobre aspectos variados de sociedades, que se afastam de nós no tempo e no espaço. Parece a eles que nada devemos a estas civilizações, e que por estarem tão distantes, em nada nos influenciariam hoje em dia. Costumeiro e repetido engano que permanece nas mentes de vários pesquisadores.

Na simples tentativa de nos comunicarmos em nossa língua pátria, somos devedores dos romanos, pois nos expressamos numa língua latina. Além disso, nosso vocabulário encontra-se repleto de palavras com sufixos e prefixos gregos, como democracia, autonomia, simpatia, entre outras. Várias religiões e seitas, tão em voga ultimamente, basearam-se em concepções orientais. O próprio cristianismo, em suas origens, bebeu da fonte de rituais e ideais pagãos muito antigos, para se afirmar como um conjunto de crenças a serem entendidas pelos seus contemporâneos. Crenças estas e práticas múltiplas que ainda continuam em vigor nos dias atuais.

Muitos destes aspectos nos chegaram mediante o desenvolvimento das grandes navegações européias, que só foram possíveis após o advento do chamado Renascimento, no qual vários conhecimentos científicos, cânones artísticos, concepções morais e políticas foram resgatadas dos povos antigos e relidas e reinterpretadas de acordo com as necessidades dos modernos. A adaptação de valores, idéias e instituições não é uma prática apenas moderna e contemporânea. Os próprios romanos aproveitaram inúmeras concepções gregas para se afirmarem como povo civilizado, sempre tendo o cuidado de adaptá-las às suas necessidades e costumes ancestrais. E é desta maneira que o mundo se desenvolve, aproveitando-se os erros e os acertos dos povos mais antigos. Não é por estarem mais afastados de nós, que os povos da Antiguidade não podem nos fazer pensar sobre as escolhas que eles fizeram e sobre as atitudes que eles tomaram.

Como entender nosso mundo contemporâneo sem vermos como ele começou a ser construído há muito tempo atrás ? Não se consegue entender o chamado Renascimento sem se perceber o que do passado teria renascido. Da mesma forma, não se pode compreender o conceito moderno de democracia sem compará-lo com o antigo, que é em muitos aspectos diverso do atual. A própria noção de Estado foi se alterando ao longo do tempo, e é imprescindível perceber esta alteração para entendermos de forma mais aprofundada o mundo em que vivemos. De igual maneira, é fundamental compararmos a escravidão antiga com a que foi empreendida no mundo moderno, para podermos compreender as mazelas que tal prática encerra. Como se entender o Fascismo sem a compreensão do que foi o fascio na Antiguidade latina ?  Como se entender as concepções socialistas sem se estudar o surgimento da propriedade privada ?

 Um assunto muito em voga na atualidade são os problemas encarados pelas populações citadinas. A violência, a pobreza, as más condições dos transportes, das moradias, das vias públicas se impõem como assunto diário. Mas é preciso resgatar   a própria concepção de cidade, de comunidade, de união de indivíduos para proteção e comércio que se originou na mais remota Antiguidade Oriental. Só assim poderia-se discutir com mais profundidade as questões que se apresentam. Fala-se também muito em cidadania, em direitos e deveres dos cidadãos. Mais uma vez, trata-se de uma concepção muito antiga, que se estruturou com a formação das primeiras sociedades, dos grupamentos humanos iniciais. Portanto, inferimos que para se discutir o presente e para se construir um futuro melhor deve-se ao menos se conhecer o passado, por mais remoto que ele possa parecer.

Contudo, não é uma tarefa fácil nos aproximarmos desse passado tão distante, principalmente com as condições de pesquisa que temos no Brasil, que tornam o trabalho uma verdadeira aventura ou desafio. Ainda são poucas as instituições que oferecem pós-Graduação em História Antiga, quase todas vinculadas às Universidades Estaduais e Federais. São instituições que têm em seu corpo docente profissionais já Doutorados, Pós-Doutorados ou Livre Docentes na Área e que podem agir nas respectivas pós-Graduações.  Entre elas, destacamos a Universidade de São Paulo, nas Áreas de História Social e Econômica, a Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Universidade Federal Fluminense, a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a Universidade de Campinas, a Universidade de Brasília e a Universidade Estadual Paulista, Campus de Assis.

 Há outras Universidades nas quais se desenvolvem pesquisas sobre a Antiguidade, mas nas quais os profissionais que as exercem ainda estão se qualificando para atuarem nas pós-Graduações existentes, como é o caso da Universidade Federal de Goiás e da Universidade Estadual Paulista, Campus de Franca. E há ainda um terceiro caso, que é aquele no qual há profissionais se qualificando e desenvolvendo pesquisas em História Antiga em Universidades nas quais ainda não estão implantados cursos de Mestrado e/ou Doutorado, como na Universidade Federal do Espírito Santo, na Universidade Federal de Ouro Preto, na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e nas Universidades Estaduais de Londrina e Maringá. 

Sendo assim, há poucos centros nos quais se desenvolvem pesquisas sobre a Antiguidade e um número ainda pequeno, mas em sensível expansão, de profissionais dedicados à Área, com possibilidade de formação de novos profissionais. Como se pode notar, tratam-se de centros muito concentrados na região sudeste do país. E infelizmente muitos destes profissionais recém formados negam-se a sair desta região e se aventurar em universidades que se encontram fora do eixo Rio de Janeiro - São Paulo.

Somente para fornecer um exemplo que creio bastante elucidativo, e sem dúvidas bastante pessoal, a Universidade Federal de Goiás, onde trabalho há seis anos, depois de me formar pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e me pós-graduar na Universidade de São Paulo, está completando quarenta anos de fundação. Nosso Mestrado em História das Sociedades Agrárias tem vinte anos de funcionamento. Sou a primeira profissional de História Antiga que integra o quadro de professores, e a partir de 2002 passarei a integrar o corpo docente da pós-Graduação. Interessante notar que há poucas sociedades mais agrárias do que as da Antiguidade. Contudo, apesar dos concursos, nenhum profissional tinha se interessado em atuar no Centro-Oeste antes de mim.   

Além disso, outros fatores dificultam o desenvolvimento de pesquisas sobre a Antiguidade. Dentre eles, devemos ressaltar a precariedade de nossas bibliotecas no que se refere ao número e qualidade de títulos de História Antiga em seus acervos. Em qualquer visita ao estrangeiro ou estágio no exterior, Estados Unidos ou Europa, verifica-se por comparação o estado de indigência de títulos no qual nos encontramos. Por isso, ainda creio serem insubstituíveis as viagens ao exterior para aqueles que querem se especializar em História Antiga. Não apenas para entrar em contato com profissionais renomados no ramo, com bibliotecas de sonho, recheadas com os últimos títulos e periódicos sobre a Antiguidade, com condições de pesquisa ideais, mas também para ver de perto, nos sítios arqueológicos e museus, a cultura material produzida pelos povos antigos. Numa breve viagem a Óstia e na conseqüente visita ao seu sítio arqueológico, por exemplo, percebe-se mais da cultura romana das cidades litorâneas do período imperial do que  a leitura de muitos manuais que tratam do assunto. 

Deve-se também comentar a ainda lenta tradução de títulos bibliográficos e de fontes textuais para o português, o que dificulta inclusive o trabalho com os alunos em sala de aula. E é em sala de aula que começam a ser forjados os futuros profissionais em História Antiga.

Contamos com pouquíssimos títulos traduzidos. Por vezes, lançamos mão de traduções feitas em Portugal, ou mesmo de traduções para o castelhano, que nos chegam através principalmente da Espanha, Argentina e México. Tal fato requer que aqueles que tentam se dedicar ao estudo da Antiguidade tenham que ser obrigatoriamente poliglotas. Oficialmente para se fazer um Mestrado em História Antiga deve-se conhecer uma língua estrangeira. Para a confecção do Doutorado, deve-se dominar duas línguas estrangeiras. A realidade, porém, é outra e bem mais complexa. Para se realizar uma pesquisa mais aprofundada o ideal é se conhecer ao menos o básico do inglês, do francês, do espanhol e do italiano, e se possível ter noções de alemão. Porque muitas vezes o que é produzido nos países nos quais se falam estas línguas não é traduzido para nenhuma outra língua.

Mais uma vez vou lançar mão de um exemplo pessoal. Eu trabalho com um projeto de pesquisa para o Doutoramento intitulado: “A Construção da Imagem Imperial: Formas de Propaganda nos Governos  de Septímio Severo e Caracala”. O meu corpus de fontes integra documentos textuais e catálogos de estátuas e numismáticos. Não há nada traduzido para o português. As obras de Dion Cássio e a História Augusta só têm boas traduções em inglês. A obra de Herodiano só tem tradução acompanhada do latim em italiano. Os catálogos numismáticos estão todos em inglês e o melhor catálogo de estátuas para o período estudado está em alemão. Portanto, para executar tal pesquisa é imprescindível o conhecimento de línguas estrangeiras.

Além disso, não se deve jamais aceitar uma tradução como definitiva. Assim sendo, é sempre necessário checar a tradução usada com o texto original em grego ou latim. Deste modo, é fundamental para o especialista em História Antiga Clássica o conhecimento básico destas duas línguas. E isto se complica para aqueles que querem estudar o mundo oriental, visto que devem pelo menos conhecer rudimentos da escrita em hieroglifos, para o estudo da civilização egípcia, e das línguas cuneiformes para o estudo da realidade mesopotâmica, só para citar algumas possibilidades, já que nem ousamos nos referir ao estudo das sociedades do Extremo Oriente, que no momento não conta com representantes no Brasil.

O mercado editorial tem muito vagarosamente preenchido algumas pequenas lacunas bibliográficas. Torna-se louvável a publicação neste ano de 2000 de traduções acompanhadas do texto latino pela editora Nova Alexandria. Só para citar dois exemplos, foram recém-publicadas a tradução de algumas obras de Sêneca (“Sobre a Providência Divina” e “Sobre a Firmeza do Homem Sábio”) e de Cícero (“Manual do Candidato às Eleições”; “Carta do Bom Administrador Público” e “Pensamentos Políticos Selecionados”), aproveitando a ocorrência das eleições municipais no país. Na década de noventa, a editora Iluminuras também fez um bom trabalho ao publicar traduções acompanhadas do texto em grego das obras de Hesíodo (“Os Trabalhos e os Dias” e “Teogonia”). Há também algumas excelentes traduções editadas pela Hucitec, como “A Constituição de Atenas” de Aristóteles, “O Cancioneiro de Lésbia” de Catulo e peças teatrais de Eurípides. Entretanto, são obras que não têm a circulação que mereceriam, que não são freqüentemente reeditadas e que não são distribuídas para todos os cantos do país, apesar de serem um ótimo instrumento para se trabalhar com os alunos em sala de aula. Todas as editoras citadas são paulistas, que usam principalmente as traduções feitas por alunos e professores do curso de Letras Clássicas da Universidade de São Paulo e não chegam a todos os cantos do Brasil.

Há muito pouco tempo também apareceram  no mercado editorial brasileiro as narrativas das descobertas arqueológicas realizadas pelos europeus na década de vinte. Somente em 1992 foi editada em português pela Ars Poetica a narrativa da descoberta de Tróia por Heinrich Schliemann e em 1991 foi editada pela Mercado Aberto a narrativa de Howard Carter  para a descoberta da Tumba de Tutankhamon.

Torna-se importante citar que há outras editoras como a Jorge Zahar e a Ediouro que há muito tempo publicam obras antigas em português. Todavia, apesar de auxiliarem o trabalho em sala de aula, não podem ser usadas na pesquisa, pois não contém o texto original em latim ou grego, para possibilitar a checagem imprescindível da tradução. Nem sempre é fácil encontrar estes livros na prateleira correta das livrarias. Por exemplo, o “Livro Egípcio dos Mortos” só foi encontrado por esta pesquisadora na estante reservada aos títulos esotéricos da uma grande e famosa livraria paulistana.

Para ter acesso às fontes textuais e bibliográficas, o pesquisador precisa recorrer a viagens ao exterior para procurá-las nos acervos dos grandes centros de pesquisa estrangeiros ou importar os títulos a preços exorbitantes, mesmo através da Internet. Mais caro ainda é se importar artigos de periódicos só encontrados no exterior. Infelizmente, as bibliotecas brasileiras têm pouquíssimos títulos de periódicos em seu acervo. Várias vezes as assinaturas são suspensas e o pesquisador fica sem contar com alguns volumes da revista. É extremamente frustrante procurar-se um determinado volume da revista na estante e não o encontrar.

Não adianta formar excelentes pesquisadores em História Antiga, se estes não conseguem publicar e fazer chegar ao público acadêmico ou não acadêmico os resultados de suas pesquisas. Deve-se louvar as universidades públicas, estaduais e/ou federais, que têm possibilitado a existência de linhas de publicação em suas editoras para Dissertações de Mestrado e para Teses de Doutorado. Por exemplo, o Professor Fábio Faversani que publicou em 1999, pela editora da UFOP, universidade na qual leciona, a sua Dissertação de Mestrado, intitulada: “A Pobreza no Satyricon de Petrônio”.

E é sem sombra de dúvidas nas universidades públicas que se encontram os grandes pesquisadores brasileiros em História Antiga, e consequentemente os mais famosos  trabalhos de pesquisa no assunto. Normalmente estes profissionais publicam em artigos alguns resultados de suas pesquisas, usando como veículo de divulgação as revistas de suas próprias universidades ou revistas de outras universidades, nas quais os conselhos editoriais abrem espaço para a veiculação de artigos sobre temas ligados à Antiguidade. Dentre estas revistas, gostaríamos de destacar a “História Revista” da UFG, a “Revista de História” da UFES, a “Revista de História” da UFOP, a “História” da UNESP, a “Estudos de História” da UNESP/Franca, a “Revista de História” da USP e a “Pós-História” da UNESP/Assis, dentre algumas outras.

Dentro das universidades têm se formado grupos que buscam promover o estudo, a pesquisa e o debate sobre assuntos vinculados à História Antiga. É o caso, por exemplo, do Centro de Estudos e Documentação sobre o Pensamento Antigo Clássico e sua Posteridade Histórica, formado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP, que inclusive publica desde janeiro de 1996 uma pequena revista, o “Boletim do CPA”, divulgando artigos apresentados em seus colóquios. Do mesmo modo, existe em atuação na UFRJ o Laboratório de História Antiga (LHIA), que congrega professores da própria instituição e de outras universidades, e que promove Ciclos de Debates anuais, cursos de extensão e publica três revistas só com artigos cujos temas se relacionem à Antiguidade: a “Phoînix” para graduados e professores, a “Gaia” para  graduandos e a revista eletrônica “Hélade”. Além disso, estão em funcionamento no Rio de Janeiro o Núcleo de Estudos da Antiguidade (NEA) na UERJ e o Centro de Estudos Interdisciplinares da Antiguidade (CEIA) na UFF, que mantém junto com o LHIA da UFRJ a publicação do Jornal Philía, que divulga artigos de alunos e professores destas instituições. Na UFMG funciona o Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Sociedades Antigas (GIPSA), que congrega profissionais de várias áreas e que em outubro do corrente ano promoveu o seu segundo colóquio.

Em 13 de julho de 1985 foi fundada a Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos (SBEC), com a intenção de integrar profissionais de todas as áreas que estudam a Antiguidade, isto é, História, Letras, Arqueologia e Filosofia, principalmente. Promove eventos nacionais bienais e algumas secretarias regionais organizam eventos temáticos quando não há a reunião nacional. Até 1995, publicou anualmente a revista “Clássica”, mas a impressão foi interrompida por falta de verbas.

Há alguns anos profissionais dedicados ao estudo da Antiguidade passaram a expor suas pesquisas e seus resultados nas reuniões bienais da Associação Nacional dos Professores Universitários de História (ANPUH), e nas reuniões regionais da mesma instituição, publicando assim alguns artigos na “Revista  Brasileira de História” e nos Anais de tão importantes eventos para o professores de História do país. Deve-se ressaltar que está em processo de implantação um Grupo de Trabalho na ANPUH Nacional dedicado a reunir profissionais que trabalham com História Antiga.

Torna-se cada vez mais importante a interdisciplinariedade entre os pesquisadores da Antiguidade. Está em crescimento o número de historiadores que se aventuram pelos meandros da Arqueologia, e que passam a utilizar em seus trabalhos fontes não textuais, advindas da cultura material dos povos antigos.

Os alunos que pensam em realizar pesquisas em História Antiga não devem desanimar frente aos percalços que se apresentam. Várias gerações têm se aventurado a superá-los. É difícil mas não impossível desenvolver pesquisas no solo brasileiro. As Bolsas de pesquisa estão aí para serem pedidas e conquistadas, com esforço e dedicação. Ainda há um campo aberto para os especialistas em Antiguidade em várias regiões do país, mas eles precisam se lançar ao desconhecido. 

Para professores, como é o meu caso, que atuam em universidades fora do eixo Rio de Janeiro - São Paulo e que são os únicos especialistas na área de História Antiga em seus departamentos, os eventos científicos são a única chance de que dispomos para encontrar nossos pares, para discutir nossas pesquisas, para conhecer novos e antigos pesquisadores, enfim, para salutarmente trocarmos idéias e aprendermos sempre um pouco mais.

 Por isso, vê-se a preocupação cada vez maior dos especialistas em Antiguidade em promoverem mesas redondas, sessões coordenadas e mini-cursos, junto com outros profissionais da área e/ou junto com os seus próprios orientandos, como forma de animar e fomentar as discussões e os trabalhos. Deste modo, acredito ser de extrema importância o espaço que se abre para os profissionais de História Antiga no país, como é o caso desta mesa redonda promovida dentre os eventos patrocinados pelo encontro da Anpuh/ES.

Bibliografia

ARISTÓTELES. A Constituição de Atenas. Tradução e Comentários de Francisco Murari Pires. São Paulo: Hucitec, 1995.

CARTER, Howard; MACE. A . C.  A Descoberta da Tumba de Tutankhamon. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1991.

CATULO. O Cancioneiro de Lésbia. Tradução de Paulo Sérgio de  Vasconcellos. São Paulo: Hucitec, 1993.

CÍCERO. Manual do Candidato às Eleições. Tradução de Ricardo da Cunha Lima. São Paulo: Nova Alexandria, 2000.

EURÍPIDES. Bacas. Tradução de JAA Torrano. São Paulo: Hucitec, 1995.

__________. Medéia. Tradução de JAA Torrano. São Paulo: Hucitec, 1991.

FAVERSANI, Fábio. A Pobreza no Satyricon de Petrônio. Ouro Preto: UFOP, 1999.

FINLEY, M. História Antiga: Testemunhos e Modelos. São Paulo: Martins Fontes, 1994.

HESÍODO. Teogonia. Tradução de JAA Torrano São Paulo: Iluminuras, 1995.

________.  Os Trabalhos e os Dias. Tradução de Mary de Camargo Neves Lafer. São Paulo: Iluminuras, 1991.

O Livro Egípcio dos Mortos. Tradução de E. A . Wallis Budge. São Paulo: Pensamento, 1993.

SCHLIEMANN, Heinrich. Ítaca, o Peloponeso e Tróia. São Paulo: Ars Poetica, 1992.

SÊNECA. Sobre a Providência Divina. Tradução de Ricardo da Cunha Lima. São Paulo: Nova Alexandria, 2000.



1 Professora de História Antiga e Medieval da UFG; Mestre em História Social pela USP; Doutoranda em História Econômica na USP.