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Doença influenciou últimas composições de Ravel

22/01/2002
Fonte: GloboNews.com

RIO - Uma doença do cérebro influenciou as últimas obras do compositor francês Maurice Ravel, entre as quais seu "Bolero". Cientistas do Centro de Pesquisa Paul Broca, em Paris, afirmam que suas últimas composições foram dominadas por timbres orquestrais porque a parte esquerda de cérebro de Ravel havia deteriorado. Eles afirmam que o timbre está associado à metade cerebral direita.

Ravel sofria de uma demência misteriosa e progressiva do cérebro a partir do ano de 1927, quando ele tinha 52 anos. Gradualmente, ele perdeu sua habilidade de falar, escrever e tocar o piano. Ele compôs sua última obra em 1932, um ano depois fez sua última apresentação. Em dezembro de 1937, Ravel morreu.

Ele acredita que Ravel provavelmente sofreu de duas doenças: afasia primária progressiva, uma doença que destrói as áreas ligadas à linguagem do cérebro; e degeneração corticobasal, que tira a capacidade de movimentação do paciente.

O estudo foi publicado na revista "European Journal of Neurology" e reproduzido na edição eletrônica da revista "Nature".