AMOR
Usualmente,
conhecemos esta palavra com dois significados distintos: o sentimento nobre
que nos eleva à condição de seres especiais, enquanto
habitantes deste planeta - afeto a pessoas ou coisas - e o ato do encontro
sexual entre pessoas.
Como, ou o que falar sobre o sentimento Amor? Vamos
começar por explicar o motivo do background: quer amor mais bonito
do que o dos animais? O cor de rosa é a cor universal do Amor...
para criar um clima, sabe?
Destaco algumas poesias para você curtir: (em breve!!!)
E alguns trechos que falam sobre o Amor:
"Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua
dos anjos, sem amor eu nada seria..."
(Monte Castelo/Renato
Russo, in Quatro Estações, 1989)
"E a história humana não se desenrola apenas nos campos de
batalha e nos gabinetes presidenciais. Ela se desenrola também nos
quintais, entre plantas e galinhas, nas ruas dos subúrbios, nas
casas de jogos, nos prostíbulos, nos colégios, nas usinas,
nos namoros de esquina.
Disso, eu quis fazer a minha poesia, dessa matéria humilde e humilhada,
dessa vida obscura e injustiçada, porque o canto não pode
ser uma traição à vida e só é justo
cantar se o nosso canto arrasta consigo as pessoas e as coisas que não
tem voz."
(Ferreira Gullar,
in capa interna do álbum Milton Nascimento ao Vivo, 1983).
Àquelas pessoas que desejam aprender cada vez mais sobre o que é
amar, indico a leitura das Epístolas de Paulo - a quem muito devo
neste aprendizado terreno - na Bíblia e o livro "Amar Pode
Dar Certo", de Roberto Shinyashiki. Eis uma parte do trecho 'Entrega' (pág.
121):
" Entregar-se significa deixar de viver analisando-se, apegando-se a velhos
preconceitos. É dar um salto no abismo; É acolher o novo
com a mente aberta.
Muitas pessoas não ousam sequer deixar o lar de seus pais para estudar
fora, com medo do novo, do imprevisível. Quando vão a uma
festa, querem saber tudo o que vai acontecer. Quando estão com alguém,
querem que as coisas aconteçam a sua maneira. Com isso, restringem-se
a uma vida muito repetitiva.
Um homem andava, numa noite escura, no meio de uma floresta e, de repente,
caiu. A única coisa que conseguiu fazer foi segurar-se em um galho.
Quando olhou para baixo, só viu escuridão. Começaram
então os seus pensamentos catastróficos: - Eu vou cair neste
abismo e vou morrer... este galho não vai aguentar o meu peso e
vou me machucar todo...
À medida que o tempo passava, o galho ia desprendendo-se e cada
vez mais ele se desesperava, com medo de cair e morrer.
A claridade foi chegando com a manhã e ele percebeu então
que estava com os pés a quarenta centímetros do chão
e que todo o seu medo e sofrimento foram infundados.
Assim fazem a maioria das pessoas que, por não conseguirem ver longe,
ficam com medo de se arrebentar... E, na verdade o salto a ser dado tem
pouco mais de quarenta centímetros: a distância que separa
o cérebro do coração.
Este é o grande salto a ser dado: parar de viver analisando-se e
deixar de ouvir o 'juiz' que existe na cabeça da maioria das pessoas
e passar a viver os acontecimentos, ao invés de ficar julgando-se
a si mesmo, ao outro e a tudo o que está ocorrendo. "
O Amor enquanto ato:
Fazer amor é uma expressão geralmente usada, referindo-se
ao ato sexual, mas nem sempre expressa o sentimento que está por
trás do ato em si. Pode significar uma relação sexual
com envolvimento emocional, teoricamente a situação da maioria
dos casais, ou simplesmente transar, expressão mais comum nos casos
em que a relação é fruto de uma simples atração
física, situação da maioria dos solteiros de plantão,
que não tem parceiros fixos e que 'curtem' a vida e porque não
dizer, os prazeres que ela nos dá!
Detalhe: se essa for a sua situação, use sempre preservativos
!!!
Durante muitos anos, principalmente na idade média, por motivos
religiosos e moralistas, as pessoas foram obrigadas a manter uma relação
conturbada com os seus próprios corpos, sendo os desejos carnais
tidos como pecaminosos, exceto nos casos de procriação. Isto
gerou muitos conflitos psicológicos e sociais naquelas pessoas não
preparadas para superar estas questões preconceituosas, em que os
seus desejos sexuais eram considerados 'pecado'. Erros históricos,
como a caça às bruxas, motivo de um pedido formal de desculpas
da Igreja Católica, 400 anos depois, em 1996.
Hoje, fazer amor, ou transar é comum até na adolescência
e é visto com menos preconceito por pais e educadores, por ser justamente
nesta idade em que se inicia a libido, pela maturação física
e humoral típicas desta fase da vida. Menos hipocrisia, mais conhecimento,
porque o desejo sexual é um desejo fisiológico como outro
qualquer: fome, sede, vontade de urinar...
Hoje, a ênfase na educação sexual deveria ser dada
na forma de satisfazer a este desejo: com cuidado, utilizando-se sempre
o preservativo e com consciência e responsabilidade, procurando
a fidelidade dentro dos relacionamentos fixos e evitar-se a promiscuidade,
nos relacionamentos casuais.
Outra questão a ser superada nos tempos modernos está sendo
a orientação sexual das pessoas: amor é amor, não
importa a forma.
Tão antigo quanto a prostituição, o homossexualismo
e o bissexualismo, ou outros gêneros como transexualismo, pansexualismo,
etc, têm nas constituições dos países mais desenvolvidos
a proteção aos seus membros, com punições àqueles
que os discriminam.
No Brasil, uma das responsáveis pela defesa destes direitos foi
a atual Prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, sexóloga e criadora do projeto
de lei que institui a união civil de pessoas do mesmo sexo, cujo
objetivo é resguardar o patrimônio construído em conjunto
por estas pessoas.
Presidente do maior grupo do gênero no País, Luiz Mott, antropólogo
da Bahia, é um dos defensores dos homossexuais, através do
Grupo Gay da Bahia.
"...E a gente vive junto, a gente se dá bem
Não desejamos mal a quase ninguém
E a gente vai à luta e conhece a dor
Consideramos justa toda forma de amor..."
(Toda Forma de Amor/Lulu Santos, in Minha Vida, 1986/91).
Outra
área onde ocorreu uma revolução, foi no comportamento
feminino: as mulheres se emanciparam e assumiram os seus desejos e a sua
sexualidade. Foram à luta, queimaram sutiãs e deixaram de
ser simples objeto sexual, ou progenitoras.
As mulheres de hoje abordam os homens, elegem os mais bonitos e exigem
satisfação em seus relacionamentos, sem medo de serem discriminadas,
como há tempos atrás.
Os machões convictos que se cuidem: elas estão aí
e aqueles que não derem conta do recado vão para o banco
de reservas, substituídos pelo Ricardão mais eficiente no
leito conjugal... E para quem precisar de uma "forcinha", os cientistas
respondem:
- Dá-lhe Viagra!
O
Amor enquanto sentimento:
Fazer sexo, transar, é simples, basta você se entregar aos
seus desejos mais secretos e trazê-los da fantasia à realidade,
usar e abusar de todos os sentidos, das formas, das posições,
enfim, dar e receber prazer no contato íntimo, estar disposto a
compartilhar (Leia Wiliam Blake, ou Paulo Coelho no livro 'Brida', que
você vai entender do que estou falando).
Fazer Amor, não é para qualquer pessoa! O egoísmo
imperante em nossa sociedade tolhe o desprendimento de 'mergulhar
na escuridão que é o lago do amor'. Só não
se esqueça de vir à tona respirar de vez em quando!
Relacionar-se com alguém de forma estável
e feliz é o sonho de muitos e a realidade de poucos: é transar
amando e sendo amado !!!
Deixe de lado os seus medos, as suas idéias pré-concebidas,
os interesses mesquinhos e saiba doar-se:
AME E SEJA FELIZ!
Estes são os meus votos!
À bênção, grande mestre Shakespeare, que com
o seu 'Romeu e Julieta', 'Hamlet' e outros mais, nos ensina a difícil
arte de amar. Entre 'Ser ou Não Ser', seja: ame intensamente o outro
como a si próprio e seja muito, mas muito
feliz!!!
Autor da página e dos textos:
Rodger Fernandes.
Última revisão em 31/08/98.
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