Paulo Turin .::. Guitarrista .::.
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Entrevista para a revista Rock News:

Rock News: Em 1997 Paul Di'Anno esteve com o Battlezone pela 1a vez no Brasil em uma séries de shows. Ao termino da turnê houve uma mudança na formação da banda, e você assumiu a posição de segundo guitarrista do grupo. Conte-nos um pouco como foi tocar com o Battlezone, e ter participado do terceiro álbum " Feel my Pain " que foi gravado logo no ano seguinte.

Paulo Turin: Primeiramente foi uma surpresa para mim quando o John Wigins me ligou e me ofereceu a vaga dizendo que o Paul Di'Anno tinha sugerido o meu recrutamento. Nessa época eu estava empenhado em um projeto "Doom/Goth com uma pitada de Crow Bar" chamado SDN (Self Destructive Nature), "vide CD da Planet Metal N.2 faixa 14 intitulada Defiler, e tambem uma outra faixa intitulada Cycles of Abuse foi trilha sonora de um filme de terror britânico chamado On Edge estrelado por Doug "PinHead" Bradley protagonista da famosa série Hellraiser. Praticamente eu estava bastante feliz no SDN, porém não pude recusar a oferta de tocar com o legendário Paul Di'Anno. Foi muito construtivo tocar no Battlezone e gravar Feel my Pain porque a minha amizade com o Paul se solidificou e o resultado disso é Nomad.

RN: O que parecia para você um futuro promissor em solos Britânicos , acabou se desfazendo por desentendimentos com o guitarrista John Wiggins , que resultou em sua saída do Battlezone. O que aconteceu de fato para que você saísse da banda, e retornasse para o Brasil ?

PT: Bem, esse é um assunto um pouco delicado. A minha saída do Battlezone não teve nada a ver com o meu retorno ao Brasil. Inicialmente eu vim ao Brasil para passar a virada do ano 2000 com a minha familia e ficar por aqui durante uns dez mesês repondo as energias. Qto ao meu desentendimento com o John foi que eu não concordava com a maneira egoísta com que ele manejava a banda. Alias ele não manejava, e sim manipulava. Nós tivemos que cancelar cerca de dez shows da turnê Britânica porque o John não estava a fim de tocar, e nem nos deu uma razão satisfatória por isso, e a mesma coisa aconteceu com a turnê Européia. E tem muito mais, mas eu não quero falar mais nisso porque são águas passadas.

RN: Mesmo estando no Brasil, você e Paul Di'Anno mantiveram contato e resolveram gravar um disco em solos Brasileiros com músicos Brasileiros. Quem teve a idéia deste projeto ?

PT: A idéia original era que eu deveria começar a compor para o Battlezone, mas como não deu tempo para que isso acontecesse, quando eu saí do BZ, eu e o Paul achamos uma pena não termos tido a oportunidade de compor algo juntos. A idéia do projeto no Brasil surgiu simultâneamente nas cabeças do Marcos, minha e do Paul, é estranho mas é verdade.

RN: Como foi feita a escolha dos músicos para esse trabalho?

PT: Foi o Marcos quem escolheu os outros componentes da banda e nós confiamos na escolha dele.

RN: O que o Paul Di'Anno achou de fazer uma gravação onde ele não estava presente e não sabia com quem ia tocar? Quem compunha as músicas e enviava para ele escutá-las ?

PT: Bem, o Paul seria o mais indicado para responder a primeira parte dessa pergunta, mas fui eu quem fez as composições e enviei ao Paul. Eu acho que o Paul botou uma fé em mim e no Marcos.

RN: Em sua opinião, o álbum "Nomad" saiu como vocês planejaram, ou faltou algo que vocês ouviram e acharam que poderia ter ficado melhor?

PT: Na verdade Nomad saiu melhor do que esperavamos. O Paul está cantando prá cassete, cada faixa tem sua própria identidade, os músicos são competentes, a mixagem está perfeita, a capa uma obra de arte, não temos do que reclamar. Só esperamos que a galera goste.

RN: Como vocês sentiram a reação do público em relação a esse álbum e a apresentação de vocês nos shows?

PT: Fantástica. Nas apresentações ao vivo a galera presente agitou muito e ao meu ver curtiram pra caralho a performance da banda, e por aquilo que ouvi e li da crítica especializada o disco está sendo bem aceito.

RN: Há possibilidade dessa banda se tornar uma banda oficial do Paul Di'Anno ?

PT: Acredito que sim, ainda é cedo para dizer mas penso que essa possibilidade é grande.

RN: Bom, você disse estar com um projeto solo em andamento. Você tem uma prévia de como ele será? E como você classifica esse seu novo trabalho ?

PT :O conceito desse projeto solo como o nome já diz será uma coisa bem guitarrística. Eu gostaria de fazer um albúm que iria alêm dos limites que certos estilos musicais impõe, e deixar transparecer as minhas influências que vão do Blues ao Fusion passando é claro pelo Hard Rock e Heavy Metal. Mas eu só poderei me dedicar a isso quando tiver mais tempo, por enquanto a prioridade é o Di'Anno.



Review - Site Brazil Metal Law - Paulo Finatto Jr.

Com certeza, Nomad é o melhor trabalho 'pós-Maiden' que Paul Dianno conseguiu lançar, pois não trata-se de uma banda com o nome Killers, nem um álbum ao vivo com os clássicos antigos do Iron Maiden. Trata-se de um trabalho original, e surpreendente, pois a banda de apoio é formada por integrantes brasileiros: Paulo Turin (guitarra, ex-Killers, banda de Paul Di'anno), Chico Dehira (guitarra, também do Karma), Felipe Andreoli (baixo, ex-Karma atual Angra) e Aquiles Priester (Hangar e Angra, na bateria). O caminho seguido pela banda solo de Di'anno segue uma linha bem heavy metal tradicional com toques que lembram muito o thrash metal, pela agressividade das guitarras e bateria e também pelo vocal de Paul. Vale frisar que todas as músicas foram compostas pelo Paulo Turin, que foram enviadas ao Paul para ele criasse as letras. É difícil citar músicas, Mad Man in the Attic é uma das melhores, perfeita para os shows que já aconteceram ano passado, destaque para as guitarras ultra-pesadas e várias viradas de bateria. War Machine é uma música mais rápida, destaque para o vocal de Di'anno e também para os riffs de guitarra. Brothers of Tomb é uma música mais lenta, um ótimo refrão especialmente por Di'anno tentar partes mais agudas. P.O.V 2000 é a melhor do álbum, Aquiles Priester e Paulo Turin detonam nesta música. O cd ainda tem músicas como The Living Dead (uma bonita música bem cadenciada), Nomad (baixo, guitarra, bateria perfeitos). Um belíssimo álbum, acredito que toda a banda 'dream team' brasileira tem uma culpa por esse bom álbum. Pena que não foi tão reconhecido fora dele para elevar mais o nível do metal brasileiro no mundo!



Quinta-feira, 11 de maio de 2000 - site: www.cosmo.com.br
Bianca Alencar, do Cosmo On Line


Campineiro faz turnê com Paul Di´Anno

Se o guitarrista Paulo Turin considera "a música uma coisa divina, um presente do nosso Criador Eterno para nós mortais e o rock, na sua essência, pura energia", para ele, a gentileza divina foi especial e abundante. O campineiro passou 13 anos em Londres, onde "se aperfeiçoou como músico e pessoa", como afirmou em entrevista ao Cosmo On Line. Foi lá, em 1997, que o guitarrista foi apresentado para nada mais, nada menos, que Paul Di´Anno, o primeiro vocalista da banda Iron Maiden. Começou aí uma amizade e parceria que renderam frutos a serem degustados em primeira mão pelos brasileiros.

Ao voltar para Campinas no ano passado, Paulo Turin e o ex-Iron continuaram a trabalhar juntos. Depois de assumir um dos postos de guitarrista na banda de Di´Anno, a Battlezone e, por conflitos com os outros músicos, sair da mesma, Turin volta ao Brasil, no ano passado.Mas não perde o contato com Marcos Cardoso, produtor de Di´Anno e surge então a idéia que agora toma forma concreta. Turin foi escolhido para compor as músicas do álbum de Paul Di´Anno no Brasil.

Depois de muito trabalho e cooperação entre os músicos, surge agora o Nomad, CD que já está nas lojas. A banda Di´Anno, composta por apenas músicos brasileiros que, além de Paulo Turin conta com Aquiles Priester, Chico Dehira e Felipe Andreoli começa a sua turnê no Brasil, no próximo dia 20, em São Paulo.

Nomad, considerado pela crítica especializada o melhor trabalho do ex-Iron depois de romper com a banda, é um prato cheio e saboroso para os fãs de heavy metal. "Esse trabalho foi concebido de uma forma espontânea, tem muito peso e agressividade, mas ao mesmo tempo é cheio de melodias", conta Turin.

Além disso, Nomad pretende expor uma pitada de crítica social. "As letras espelham exatamente o jeito que o mundo está atualmente, são críticas de uma forma geral sem medir palavras, vide Cold Wold, War Machine e S.A.T.A.N.", explica Turin.

Coincidências a parte, no ano passado Paulo Turin afirmava, em entrevista ao Diário do Povo, que pretendia trazer o show do ex-vocalista do Iron ao País. Paul Di´Anno chegou ao Brasil nesta semana, mais precisamente em São Paulo, onde começa a turnê com a nova banda, que deve terminar em junho no país. O primeiro show será na capital, no próximo dia 20. Os shows devem acontecer em vários lugares do Brasil.

Show - Além da maturidade de Paul Di´Anno, os fãs dos ex-Iron e de sua nova banda vão conferir nesta trurnê, além de sucessos de Nomad, alguns clássicos do Iron Maiden, Killers e Battlezone, bandas pelas quais Poul Di´Anno passou.

Modesto, Paulo Turin afirma que "possui apenas 50% de culpa na vinda do cantor para o Brasil". O restante atribui a gravadora Encore Records, responsável também pelo CD da banda.

Já a escolha do Brasil para gravar o CD, Paulo condiciona ao talento dos músicos locais. "Gostaria que ficasse bem claro que os músicos brasileiros não deixam nada a desejar para os de outros países e o nível musical brasileiro é bem alto", diz. Após as apresentações no Brasil, os músicos pretendem seguir em turnê mundial.



Nota no site Gighit.com

Self Destructive Nature is the hard metal damaged-brainchild of British horror movie writer/director Frazer Lee and Brazilian guitar master Paulo Turin (Gangland, Paul Di'Anno's Battlezone, Di'Anno's NOMAD).



Review - Site de Martin Popoff

In a move that has pleased a few critics so far, Di'Anno combines the aggro rock of his lost years with the East London yobbo pub power metal of his slightly less lost years. It makes sense for the man, Di'Anno working on parallel with Dickinson in that he's found a bunch of youngbloods to fulfill his vision. Or theirs, given that all the music is by Brazillian guitarist Paulo Turin. In fact Nomad is a fairly good vehicle for Di'Anno's increasingly unbridled, free, surprisingly versatile and very often locked-on vocal er, stylings. The sum total sounds like the Halford album rough all over, less hooks, more army, more navy, every song kind of meaner, inscrutable, unshowy, over which Di'Anno belts out well-reasoned protests to the various injustices he's seen in his many years traveling the world (hence the title Nomad). It all sounds sort of dodgy (those English terms just seem to flow when you're talking about a jolly Cockney like Paul), well-meaning, beer-goggled and somewhat comfy/homey to the man's public, we metal folks forever indebted to Di'Anno for showing up at the grandfatherly age of 16 for those fateful Iron Maiden auditions back in November '78.



Review - Frazer Lee, London, England, September 2000.

Di´Anno - NOMAD

This álbum ROCKS.

Paul Di´Anno is back to prove he still has one hell of a voice in him. From the haunted opening instrumental, we tumble into "Mad Man In The Attic" which boasts some fine rolling drums from Aqulies Priester, solid rhythm work and sharp lyrics. This opening song lets you know exactly where you are - right in between the best of old school and modern metal. Paulo Turin´s guitar solos and effortless tempo changes colour Di´Anno´s vocals with a backdrop which is both dark and colourful.

Headbangers will love "War Machine" with its hard, groovy riffs and vocal gymnastics - songs like this will undoubtedly come across well in the live arena ( American citizens are urged to buy the album to make up for the lousy US immigration decision not to let Paul´s tour go ahead). Likewise, " Brothers of the Tomb" and P.O.V. 2000" will satisfy those who like their metal a bit harder. The amazing blend of classic metal motifs with a 21st century sound is evidence that Di´Anno has found the ideal composer in Paulo Turin.

"The Living Dead" is a standout rock ballad which is up there with the best of the rest. No prizes for spotting that this would be an excellent single release. Top of the metal charts anyone? The title track "Nomad" is funky and furious, bursting with Turin´s harmonics and cool bass from Felipe Andreoli. It doesn´t reinvent the wheel, but it sure burns some rubber!

And just when you think it can´t get any better, in rumbles "S.A.T.A.N." to prove you wrong. Di´Anno cleverly plays with heavy metal genre expectations and delivers razor-harp lyrics over Chico Dehira and Paulo Turin´s awesome fretwork.

NOMAD is where Latin passion meets cockney rage. Just listen to Di´Anno scream "Puta!" and you´ll know that not only is he back, but he also has a great band and a rocking new album.