| Peruanas, com o coração dividido
Por Fábio Hecico
São
Paulo - Boa parte da colônia peruana
promete grande festa hoje, no Shopping
Market Place. A comemoração começa
com o show da compatriota Adriana
Mezzadri, cantora e compositora, no
encerramento da IV Feira Natalina
Peruana (todo o dinheiro arrecadado
será doado para o Lar Irmã Inês, entidade
que cuida de crianças carentes). Depois,
dizem fazer muito barulho no duelo
de seu país com o Brasil.
Serão muitas senhoras peruanas, todas
vestidas de vermelho, fazendo uma
verdadeira corrente religiosa. Tudo
porque não acreditam em uma vitória
de sua seleção. Pediram à Santa Rosa
de Lima e ao Senhor dos Milagres,
padroeiros do Peru, que façam um milagre.
"O Brasil sempre ganha, então o empate
nos agrada", revela Myriam Figueroa,
presidente do Comitê das Peruanas.
"A esperança está escondida lá no
fundo. Esperando que aconteça o impossível."
Há 14 anos no País, diz que o coração
já está dividido. "Minhas filhas nasceram
aqui, então, quem ganhar está bom."
Elsa Mezzadri, mãe de Adriana, também
torcerá por igualdade. Porque é casada
com o brasileiro Valiano e aprendeu
a amar o país verde e amarelo. "Mas
queria que o Brasil desse uma chance
para o Peru."
Adriana, de 33 anos, nasceu no Peru.
Viveu lá dos 9 aos 16 anos. Fala português
perfeitamente e sempre está fazendo
músicas para minisséries e novelas
da Globo. Semana passada, inclusive,
foi convidada para cantar o hino nacional
brasileiro em Palmas - TO no enceramento
dos jogos indígenas. Na festa de hoje,
onde lançará seu primeiro disco solo,
Marcas de Ayer, da livraria cultura,
promete agitar seus compatriotas.
Ao contrário de todos, usará uma roupa
verde, amarela, vermelha e branca.
"Todos torcendo pelo empate."
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