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Marca de Adriana (07/04/2001)
Por
Wili Jiménez Torres
Adriana
é uma cantora nacional radicada no
Brasil, onde tem desenvolvido sua
arte. Atualmente, prepara seu primeiro
álbum produzido por KC Porter, que
trabalhou com, nada menos, que Sting,
Fabulosos Cadillacs, Luis Miguel,
Ricky Martin e Santana. Adriana acaba
de se apresentar pela primeira vez
no Peru.
"Siento
que te conozco hace tiempo de otro
milenio, de otro cielo, dime si me
recuerdas aún..." Ela canta enquanto
as luzes vão se prendendo às que tilintam
em seus lindos olhos brilhantes. Era
sua estréia na cidade. O lugar, "A
1/2 Cuadra" (Miraflores). Esta noite
não cantou sozinha, pois María del
Carmen Dongo (produtora do show) a
acompanhou na percursão e Sergio Valdeos
no violão. Junto a eles, nos mostrou
seu estilo: pop melódico, com nuances
de folclore peruano e brasileiro.
O repertório esteve formado por canções
de suas duas terras e por composições
próprias, que farão parte de sua primeira
produção: Marcas de Ayer.
Desde
o primeiro minuto, sentimos sua voz
generosa, sua entrega cega e comovente,
como se estivesse despida no palco.
Sua seguinte canção "Te Tengo Miedo",
parece fortalecer essa apresentação.
"Antes que meu disco fosse editado,
quis vir para que me conheçam um pouquinho",
disse enquanto arranhava seu violão
para cantar "Alma, Corazón y Vida".
Para balançar o carinho, atacou depois
com uma bela versão do clássico "Qué
Será de Ti" (em português) de Roberto
Carlos.
Suas
composições não desmereceram sua primeira
apresentação. "Ahora llevo en las
venas caricias y penas, que me hacen
sentir a cada instante más grande
que todo el espacio, más que la soledad,
más fuerte que el más fuerte lazo,
más que la claridad", canta em "Más
Que La Claridad" (co-escrita com Ana
María Castro). "Soy como la luna llena,
por verte reír se queda una semana
más", canta bem sensual e contundente
em "Por Verte Reír". Em seguida, depois
de cantar duas peças de Jorge Ben,
cantou uma singela canção, "Alianza
Eterna", dedicada a sua avó presente.
Depois
da apresentação, falamos com ela.
Não precisava nem perguntar como estava.
Sua felicidade era contagiante. Nos
contou que está na música desde pequena
e essa ingênua luz de uma criança
ainda está com ela em suas respostas,
em suas defesas. A simplicidade de
Adriana a faz ir adiante. Seu empenho,
seu "trabalho de formiga" a levou
a fazer coros para Ben, Tania Libertad
e Paulina Rubio. Essas foram simples
ocasiões, mas parece-lhe mais interessante
agarrar seu violão e dar-lhe curso
à música que corre em suas veias.
De
pai brasileiro e de mãe peruana, nos
demonstra: "Minha fusão é representada
na música... Me sai uma canção a
uma camponesa serrana em português".
E, para ela, a mescla é uma parte
de seu estilo. Deus permita que o
tempo nos volte a trazê-la e os instantes
sob seu influxo não cheguem a ser
simples Marcas de Ontem.
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