Diário de viagem de Júlio e Helena à Fortaleza e Natal
Dia 08.01.2000 = sábado. PARTIDA . Saída do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, às 17:00 h, pelo voo TAM para Fortaleza, com conexão em Brasília e escala em Terezina. Chegamos em Brasília, com chuva, às 19:00, horário oficial. O vôo Cuiabá-Brasília é de 60 minutos. Porém Cuiabá é -1h de Brasília. Em Brasília todos os passageiros desceram para reabastecimento da aeronave e o vôo prosseguiu na mesma aeronave e com os mesmos tripulantes, decolando às 20:30 h. Chegamos em Terezina, com chuva forte, às 22:30 h.
Ficamos no aeroporto por 30 minutos e decolamos às 23:10 h. O vôo para Fortaleza durou 50 minutos e chegamos na cidade às 0:05 de 09.01.99, com chuva fraca. O receptivo da Valtur ( agência local ) nos aguardava com um micro-ônubus com ar condicionado e poltronas confortáveis ( não melhores que as do avião ) e fomos deixados no Hotel Ponta Mar, na Av. Beira Mar, na Praia de Meirelles, às 13:00 h, e no receptivo recebemos orientações da guia Sara que nos apresentou a cidade, descrevendo as suas peculiaridades e características do poso local. Estávamos exaustos da viagem longa e cansativa, apesar de ser de avião, nada é confortável quando se mede 1,95m e pesa acima de 100 kg ( Júlio ). As poltronas do avião são demasiadamente pequenas e, quando o passageiro da frente reclina o encosto, nem dá pra comentar !
Bem, no hotel, desfizemos rapidamente as malas e colocamos as roupas que amassam nos cabides e fomos apreciar a vista da praia. Ficamos no apartamento 406, de frente para o mar. O hotel onde ficamos hospedados, classificação 4 estrelas, já não era tão novo. Entretanto, todos os apartamentos foram recentemente reformados, com pisos brancos em material sintético que imita mármore, revestimento e pintura em epoxi branco, banheiros em fórmica e granito, louças brancas novas, grande espelo, chuveiro com muita pressão ( ótimo ) e água quente ( que até seria dispensável ), sistema de controle eletrônico das luminárias e fechadura, tv 20 polegadas, directv, ar condicionado individual novo, enfim, acomodações muito confortáveis e instalações novas, sem luxo. Deixamos a sacada entreaberta e dormimos com o barulho do mar. Foi revigorante a primeira noite.
Dia 09.01.99 - domingo : Já fomos dormir no dia 9 e, por isso, acordamos às 10:30 h, e assim que levantamos, fomos conferir o visual da praia. O dia estava chuvoso, em seguida parou e o tempo permaneceu fechado. Batemos as primeiras fotos. Tomamos banho, vestimos um costume apropriado para praia ( shorts e camiseta com chinelos ) e saimos caminhando para conhecer o local. O nosso hotel estava lotado ( 260 apartamentos ) com turistas, a maioria brasileiros com família, e a piscina do hotel estava repleta de crianças e adolescentes em atividade dirigida por uma profissional da casa.
Saímos caminando na direção leste, passamos pelo "chifre do governador" ( monumento que foi erigido para registrar o emissário submarino de esgotos, que não foi construído ), e chegamos até a estátua de Iracema. Ali paramos um pouco, pisamos na areia, tomamos água de coco e fomos informados que a praia urbana não é própria pra banho pois está contaminada. Fiquei perplexa. Realmente não havia ninguém se arriscando mas a limpeza do local e a aparência da praia faziam inveja a Ipanema, Leblon e Copacabana que, mesmo impróprias, ficam lotadas.
Fortaleza é uma cidade de 2.800.000 habitantes, rodeada de praias belíssimas, habitada por um povo sofrido mas extremamente otimista. Com todos que conversávamos, perguntávamos como estavam as coisas. Respondiam sempre : Não tá fácil não, mas vai melhorar, sim senhor ! Essa índole é que faz com que aquele povo supere todas as adversidades que lhes são impostas pela aridez da terra e pelos desmandos dos governantes.

Ficamos impressionados com a quantiade de ônibus de turismo que circula nas avenidas, a quantidade de gente de fora, o movimento no calçadão. Retornamos ao hotel para dar uns telefonemas e saimos em seguida para fazer a nossa primeira refeição : um almoço ajantarado, em plenas 16:30 h, no restaurante indicado, denominado "Peixada do Meio". Seguimos para lá de taxi, o local estava fervilhando de gente. Dirigimo-nos para a parte superior e ficamos lá saboreando os pratos e nos deliciando com a vista. Ficamos sabendo que diariamente às 18:00 h, em frente ao Hotel Praiano, tem lugar uma feira de artesanato com tudo do nordeste, desde rendas, pingas, calçados, roupas pessoais, de cama, mesa e bano, souvenirs, entalhes, etc... Saímos do restaurante e retornamos ao Hotel à pé, com o objetivo de passar por essa feirinha. Qual não é a nossa surpresa ao ver que eram mais de 500 barraquinhas e que numa só noite não daria para ver tudo o que se tem a vender no local. Compramos algumas coisas e ficamos nos divertindo aqui e ali com as pessoas no local. Vimos de tudo : pingas com nomes absurdos e pitorescos, entalhes, artesanato de sisal, palha, papel, rendas filê, bilro, labirinto, crivo, crochê, tricô, ponto cruz, roupas de tecido tingido, pintadas à mão, artesanato de côco, plástico, redes, redes e mais redes, camisetas inusuitadas, 100% JEGUE, artesanatos de couro, calçados, chinelos, bijuterias mil, camisolas... e por aí vai ! Ao sairmos da feirinha, sem parar em lugar nenum por muito tempo, vimos que já eram 23:00 h e, enfim, estávamos de volta à calçada, onde pudemos ver mais de 30 artistas fazendo retratos das pessoas que se interessavam ! Que maravilha ! Quanta arte, quanto talento : da música ao retrato, da comida à rede, vimos uma avalanche de talento e arte daquele povo ! Chegamos carregados de pequenas compras que fizemos. Não havíamos deixado o Hotel preparados para fazer compras e mesmo assim estávamos chegando lá abarrotados de quinquilharias indispensáveis para qualquer turista. Teríamos que durmir logo pois para o dia seguinte tínhamos marcado um citytour e um passeio à praia de Cumbuco.
Dia 10.01.2000 - segunda-feira. CUMBUCO. Acordamos às 6:10, com dia claro e céu parcialmente encoberto, tomamos banho, descemos para tomar o café do Hotel, por sinal, um maravilhoso café da manhã completo, com um bufet de fazer inveja a muitos otéis 5 estrelas. Como o hotel estava lotado de turistas, os 3 salões do café estavam como se esperava : transbordando de pessoas. Mesmo assim, tudo muito bem servido e com muita fartura : Várias frutas, salada de frutas tropicais ( manga, melão, melancia, laranja, mamão, banana, maçã e pera ), leite, vários tipos de pães, bolos, pão de queijo, cuzcuz baiano, e aos adeptos do café americano, ovos mexidos,s bacon, presunto, queijos e mais queijos, salsichas, tortas quentes salgadas e doces, etc, etc. Um convite à gula.
Após o generoso desjejum, aguardamos no lobby do Hotel a chamada do nosso guia. Inúmeras as excursões que saíram para praias diversas. Os passeios turísticos saem muito cedo para que todos aproveitem bem as praias pois, muitas vezes, não vão a um único local.
Logo começou a chover e o nosso ônibus atrasou. Estávamos achando até que havíamos perdido o paseio, pois foram vários os guias que entraram e saíram do Hotel e muitos foram os hóspedes que embarcaram nos veículos. Entretanto, quase 8:45h, chega o nosso guia ..., muito simpático, desculpando-se pelo atraso devido ao congestionamento provocado pela cuva e pelo excesso de ônibus de turismo na cidade.
Realmente, a quantidade de ônibus que se colocam nas ruas para pegar os hóspedes nos hotéis para levá-los aos passeios chega a fazer fila tripla na rua. Aí, quem está atrás acaba se atrasando, não é mesmo ?
Bom, no ônibus, fomos apresentados à cidade. Passeamos pelas praias urbanas, bairros de elite e de comércio, bairros populares, centro histórico, fortaleza, cadeia pública, igreja católica, que é a 2.ª maior igreja do Brasil, perdendo apenas no tamanho para a Basílica de Aparecida, e outros monumentos e edifícios em arquitetura clássia, colonial e contemporânea, todos os prédios muito bem conservados pois estão sendo beneficiados por um programa de incentivo fiscal no qual empresas investem na conservação do patrimônio para obter isenção fiscal.
Terminado o tour pela cidade, rumamos para a praia de cumbuco, que é uma praia a oeste de Fortaleza, mais ou menos a 35 km da cidade.
Ao chegarmos lá, vimos a beleza das dunas que estão a invadir as construções e a aldeia de pescadores. Ficamos em um Restaurante que serve de base para os passeios. Lá tem toda a infra-estrutura para turismo : armários com chaves para alugar, banheiros, espelhos, barracas que vendem desde toalhas, biquines a filtro solar, barracas de tratamento de cabelo, restaurante, bar, aluguel de buggy, quadriciclo, cavalo, e, como não deveria deixar de ter, jegue ! O povo de lá tem muito talento e por causa disso, fomos orientados a pedir a refeição ( reservar ) assim que chegássemos, pois lá "tá lento" pra servir, "tá lento" pra cozinhar, "tá lento" pra tudo ! Mas o povo é adorável. E quem está de férias não é pra se preocupar com o tempo, não é verdade ?
Assim que chegamos ( 11:30 h ), fizemos o pedido e compramos os ingressos para o passeio de jangada e o passeio de quadriciclo. Só não nos animamos para o passeio de Buggy por causa do acidente que havia acontecido na antevéspera. Enquanto aguardávamos os "tá lentos", observávamos como as crianças se divertiam. Tomamos um banho de mar totalmente encobertos por bloqueador solar fator 50 e voltamos para a sombra. Em seguida nos chamaram para o passeio de quadriciclo. Passeamos 1 hora pela praia e fomos até a lagoa do banana. O tempo sempre fechando e abrindo. Vez por outra, uma chuvinha. Tomamos banho de mar, de lagoa e tiramos mais fotos. O passeio pra nós foi tão rápido e logo se passaram 60 minutos. Chegando, caminhamos na praia por mais 1 hora e logo fomos para o passeio de jangada, com um grupo de São Paulo. Fomos levados a 1500 metros da praia e lá tomamos banho de mar. Uma delícia. Para subir de volta na jangada deu canseira : como uns quilinhos a mais dificultam as coisas ! Voltamos à terra firme, famintos, fomos direto para a choupana n.º 1 para saborear o almoço. Já eram 15:00 h e saboreamos camarão com guarnições locais. Estava uma delícia ! Depois fui experimentar o tratamento de cabelo. Outra delícia : como é bom alguém fazendo massagem na cabeça, com cremes e óleos que ajudam a remover a areia do passeio !
Às 16:30 h retornamos ao ônibus para sermos reconduzidos aos nossos Hotéis. O guia marcou com muitos para ir à noite ao Pirata, um clube noturno de forró que só tem nas segundas-feiras. Mas estávamos muito cansados do passeio do 1.º dia. Preferimos ficar no Hotel porque no dia seguinte teríamos mais passeio como este, desde cedo.
Dia 11.01.2000 - terça-feira. MORRO BRANCO E PRAIA DAS FONTES Como na véspera, acordamos muito cedo, tomamos o cafézão do Hotel e partimos para outro passeio, desta vez para Morro Branco e Praia das Fontes. Essas praias ficavam mais distantes e, por isso, o nosso guia providenciou um entretenimento para o trajeto. Uma fita com 35 trechos de 3 minutos de filmes famosos. Quem acertasse o nome do maior número de filmes, ganhava as pulseirinhas que davam direito ao parque aquático da Praia das Fontes. E quem ganhou? Quem ganhou ? Nós, é claro ! Videomaníacos, de 35 filmes, acertamos 34. Chegamos em Morro Branco e tiramos fotos. O local tem falésias de areias de 26 cores diferentes. Essas areias são extraídas para fazer aqueles vidrinhos com paisagens de souvenir, sabe qual ? Pois é. É interessante caminhar no meio das valas formadas pela erosão. Na praia vê-se inúmeras fontes de água doce que brotam das falésias. Eis porque o nome do Hotel é Praia das Fontes.
Depois de caminharmos por 40 minutos acompanhados por uma guia mirim que tudo nos explicou a respeito do local e das areias, retornamos pela praia e tomamos novamente o ônibus que nos levaria ao local onde passaríamos o resto do dia.


O Parque Praia das Fontes é um hotel com cabanas, piscinas, jardins, quiosques, bar, restaurante, armários para alugar, música ao vivo e dançarinos de xote, baião e xaxado para ensinar os hóspedes. A estrutura do local é muito bonita. Ao chegarmos, alugamos os armários para guardar nossas coisas e fomos direto para a praia. Caminhamos e tomamos bano de mar. O cansativo é subir novamente, visto que o hotel fica no alto. De volta, não almoçamos, apenas petiscamos camarão à milanesa e refrigerantes e fomos ao parque aquático nos divertir pois havíamos ganho o concurso no ônibus. Aproveitamos e adoramos. Somos mesmo peixes de água doce. O local muito lindo, tinha uma piscima em forma de pneu ( o centro era uma ilha ) e com correnteza. Crianças, jovens e adultos circulando em bóias gigantescas. Voltamos a ser crianças : subimos no toboágua e descemos aos gritos, várias vezes. Fomos encorajados por um senhor que, de repente, caiu-nos à frente quando estávamos pensando se aquele tobogã nos suportaria. Perguntamos qual era a sensação e ele disse : "É ótimo. Já fui 12 vezes!". As horas passaram rápido e às 16:30, hora de voltar. O retorno foi agradável. Somente música. Todos cansados, cochilando. Chegamos no Hotel, tomamos banho e saímos para as compras na feira de artesanato. Voltamos meia noite !
Dia 12.01.2000 - quarta-feira. IDA PARA NATAL. Acordamos cedo, fomos ao Banco e arrumamos as malas para partir para a nossa próxima parada : Natal ! O vôo saiu às 15:00 h e chegamos em natal às 16:00 h. O receptivo na cidade foi a Nataltur, representada pela guia Miriam Paulista, que nos deu as boas-vindas e nos falou um pouco sobre o aeroporto, que fica na vizinha cidade de Parnamirim e que é a melhor pista de pouzo do Brasil, isto porque foi Base Aérea dos Aliados na 2.ª Guerra Mundial e continua sendo posto de abastecimento de aviões norteamericanos.
A cidade de Natal tem 800.000 habitantes e está em franco desenvolvimento, absorvendo investimentos maciços dos setores privados, municipal, estadual e, notadamente, federal. Possui inúmeras vias públicas amplas, viadutos e outras obras de arte de engenharia que somente são vistas nesse volume nas cidades de porte como Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo. Muitas construções e soluções viárias estão sendo implantadas em rítmo acelerado pois as obras não páram nem à noite. Chegando à praia de Ponta Negra, onde a maioria dos turistas iriam ficar hospedados, tivemos uma impressão interessante, contrastando com o arrojo das obras anteriormente vistas, um sem fim de pousadas e hotéis pequenos dispostos na ladeira ( a cidade é cheia de ladeiras na beira da praia ) das dunas, dando a impressão de que de qualquer ponto se pode avistas o mar.
Ficamos hospedados no Hotel Porto do Mar, localizado na Via Costeira, uma Avenida Niemayer de Natal, onde todos os Hotéis ficam dispostos tais como o Sheraton, no Rio, apenas não possuindo tantos andares. O nosso hotel possui 150 apartamentos, piscina, ampla varanda, Salão de refeições não muito amplo pois os hóspedes preferem tê-las em outras áreas tais como o american bar, o bar da piscina e a varanda interna. As alas dos apartamentos é muito bonita. Não tem elevador porque são somente 3 andares. Um no nível da recepção e os outros dois acima e abaixo deste primeiro. Não se tem que subir ou descer mais que 2 lances de escada confortável para acessar o andar do apartamento.
Ficamos primeiramente no apto.305, com vista para o mar e para a horta do hotel. Ao informá-los que somos do interior e vemos orta todos os dias, trataram imediatamente de nos colocar em um apartamento na ponta, com 2 vistas para o mar, de um lado avistando todas as praias até as dunas de Jenipabu e do outro, até o Morro do Careca, na Praia de Ponta Negra. Pena que os dias não foram sempre tão ensolarados como este, que nos deu fotos com colorido tão vivo e alegre.
Acomodados, os primeiros dias em Natal foram tão corridos quanto os dois em Fortaleza, nos quais fizemos os passeios com as companhias de turismo.
Dia 13.01.99 - quinta-feira. PRAIA DE PIPA. Acordamos dispostos e, após tomar o desjejum, tomamos a Van que nos levou a outro Hotel, onde estava o ônibus e ou outros turistas para rumarmos à praia de Pipa. Entretanto, passariamos apenas meio dia em Pipa, o restante do dia na praia de Cacimbinha. Na ida, passamos em cacimbinha para reservar o nosso almoço no restaurante que serviria de ponto de apoio do grupo. Seguimos depois para Pipa.
Pipa é uma praia situada no extremo leste, descoberta pelos americanos na década de 40, paraíso dos surfistas na década de 60 e dominada pelos hippies da década de 70. É uma comunidade pequena que sobrevive do artesanato e do eco-turismo. Seus encantos são semelhantes aos de Parati, sem, contudo, ter os prédios daquele porte. Tudo é pequenininho, ruelas, becos, corredores que mal dão para passar uma pessoa, vias sem calçada, tudo porque a comunidade nasceu da filosofia hippie que não precisava de carro, tudo era muito simples, sem a necessidade de conforto interior porque as pessoas ficavam muito pouco tempo dentro dos quartos e cozinhas, somente o necessário. O resto do dia era ao ar livre, curtindo a natureza. A praia é pequena e a peculiaridade é a sensibilidade da maré. Nesse dia, quando chegamos, disseram que não dava pra ir até a baia dos golfinhos porque a maré estava cheia : O mar estava batendo nas pedras dos bares que ficam na beira. Tomamos banho de mar e petiscamos camarão à milanesa com macaxeira frita, uma iguaria local. Ao meio-dia rumamos para Cacimbinha onde almoçamos e passamos o resto da tarde. Cacimcinha fica a 8 km de Pipa. O restaurante fica sobre as falésias e a praia fica 60m abaixo. Tem-se que descer uma infinidade de degraus de madeira vazados, ou seja, pra descer é fácil. Pra subir, você fica enxergando através dos degraus o abismo e se cansa muito pois é muito alto. Eu tive vertigens e parei por 2 vezes para outras pessoas passarem e para descansar um pouco. Fora isso, a paisagem é deslumbrante. O céu estava fascinantemente azul e as fotos teriam saído melhores se tiradas umas 3 horas antes. O retorno foi um pouco cansativo, uma vez que o motorista do ônibus abusava da velocidade e fazia ultrapassagens arriscadas. Desde a ida já se comportava imprudentemente, o que nos levou a reclamar à guia que teve que retornar na cabine com o motorista a fim de ver se conseguia controlá-lo. As ultrapassagens do motorista quase causaram um acidente e nos deixou tensos. Ao chegarmos do passeio, ficamos nas áreas de lazer do Hotel, que é muito bonito e aprazível. Aproveitamos para providenciar uma reclamação por escrito à compania de turismo, enviada por fax. O resto do dia foi agradável e dormomos cedo por causa do passeio do dia seguinte.


Dia 14.01.99 - sexta-feira. PRAIA DE JENIPABU. Como de costume, acordamos cedo e saímos rumo a Jenipabu. O passeio consistia em ir de ônibus até a praia de redina nova, de onde sairíamos de Buggy pelas dunas fixas até as dunas móveis de Jenipabu. Alguns turistas foram de Buggy desde o Hotel. Entretanto, nós que fomos para relaxar e não pra ter emoções perigosas ( Já bastava a tensão da véspera ), optamos pelo percurso de ônibus até a praia de Redinha Nova. Lá chegando no ponto de apoio do TUR, dividiram os grupos para seguir de Buggy pelas dunas. Optamos por um passeio SEM EMOÇÃO, e fomos os últimos a sair do ponto de apoio. Colocaram-nos com um casal com uma criança, do Rio de Janeiro. O buggeiro era peso pesado, como Júlio e eu sou bem robusta. Só aí já dava a carga admissível do Buggy. Entretanto, lá só saiam com 4 passageiros e a criança não contava. Bem, enquanto estávamos no asfalto, foi tudo uma beleza. Assim que o buggueiro colocou o Buggy na areia, a emoção foi total ! O BUGGY ATOLOU ! Não andou um metro. Começou a chover, a criança a chorar e o buggeiro pediu para que Júlio e o pai da garotinha decessem. Resultado : Subiram uma duna de uns 30 m de altura caminhando por mais de 1000 m. DÁ-LHE EMOÇÃO !. Pena que as fotos não são 3D para mostrar a distância e a altura em proporção real. Logo lá em cima, Júlio e pai da garotinha subiram e prosseguimos a 10 km por hora até Jenipabu. As dunas são lindas, tem tanto Buggy que parece uma plantação ! E também tem dromedário ( de 1 corcova ) que se pode passear sobre as dunas. Achei interessante mas não consegui chegar perto devido ao mau cheiro. Sou alérgica e cheiro de animal me faz mal. Principalmente animal que não toma banho. Descemos a duna até a praia e caminhamos até os bares da praia. Sentamos para apreciar a vista e o mar. Logo chegaram os repentistas. Que talento ! Eles chegam em sua mesa cantando e a gente dá uma dica, diz de onde é, qual é a profissão, e eles começam a cantar e falar sobre o ludar de nossa origem e dizem coisas que só escutando pra ver ! Não sou capaz de repetir.
Fiquei encantada particularmente com um que cantava sozinho com um grupo de 5 rapazes instrumentistas que revezavam nos instrumentos e cantavam um refrão : "Morena eu quero amor, sim, morena eu quero amor, Ô morena eu quero amor, amor amor da vaquejada" Acho que o nemo dele é Vitorino. Foram uns 4 grupos de repentistas que nos rodearam e cantaram pra nós. Ficamos embasbacados ! Disseram que eram analfabetos, mas sabiam geografia como mestres ! Às 16:30 o ônibus nos levou de volta para o Hotel. Tínhamos nessa noite um show para assistir na Casa de Shows Zaz Traz. Chegando no hotel , tomamos bano, aprontamos e fomos com o Tur By Night para o ZAZ TRAZ assistir "Natal apresenta o Nordeste". Foi um espetáculo. Começou com a apresentação de um cantor de forró, um repentista que apareceu no Faustão e depois um grupo de dança que dançou das 22:00 h até 0:00 h todos os ritmos nordestinos, contando a história da Cidade de Natal, desde a época dos portugueses, as invasões holandesas e francesas, a vinda dos americanos, e a miscigenação de culturas. Comprei a fita da apresentação da empresa Marina Badauê que grava o show e depois edita e leva até o hotel. Foi uma noite e tanto.
Dia 15.01.99 - sábado-feira. PRAIA DE COTOVELO, PIRANGY DO NORTE E PIRANGY DO SUL. Sábado acordamos mais tarde do que de costume. O Sr. Nonato nos levou um Fiesta que locamos para conhecer Natal. Daqui pra frente os passeios seriam diferentes. Ficamos no hotel até o meio dia, horário em que nos foi entregue o veículo. Rumamos então para conhecer os pontos turísticos no caminho da praia de Pirangy. Primeiro passamos no monumento da Barreira do Inferno, Base de lançamento de foguetes, passamos pela praia de Cotovelo e chegamos a Pirangy do Norte. Paramos para ver o maior cajueiro do mundo, que produz mais de 80.000 frutos por temporada. Então fomos à praia. Estava a maior agitação pois o Banco do Brasil promove o Verão Vivo. Tinha palco para show de Beto Barbosa e outros. Jet Skis, Banana Boat e Barcos superlotados ( com mais de 150 pessoas ) para conhecer as piscinas naturais de Pirangy. Ficamos no mar e não nos arriscamos em nenhuma aventura. Pelo menos naquele dia. Apreciamos o por de sol e retornamos para Natal. Passeamos pela cidade, conhecemos as vias principais, fomos até o Banco Eletrônico no Praia Sopping. Natal está fazendo 400 anos e tem um monte de coisas novas na cidade, monumentos e luzes. Todos estão com a camiseta e o símbolo dos 400 anos de Natal. Cansados, jantamos no hotel e fomos dormir cedo. ( As fotos ainda não foram coladas por problemas técnicos )
Dia 16.01.99 - domingo-feira. PRAIA DE REDINHA, REDINHA NOVA, SANTA RITA E JENIPABU. No Domingo, fomos conhecer outros pontos turísticos. Primeiramente o Forte dos 3 Reis Magos. Caminhamos pra caramba até lá. Depois entramos no mar, pois a maré estava baixa. Vimos navios entrando e saindo do Rio Potengy. O porto de Natal é Fluvial. Em seguida, atravessamos o Rio Potengy de balsa. Chegamos em Redinha. O Movimento era enorme porque era domingo e a praia estava superlotada. Continuamos andando em busca de um lugar menos inflamado. Acabamos chegando no local de onde havíamos saído de Buggy para Jenipabu. Paramos por ali e tomamos banho de mar até quase o cair do sol. Entramos no carro e prosseguimos em direção à Santa Rita. Lá chegando, saímos do carro para andar um pouquinho e qual não é a nossa surpresa que, ao chegar em uma praia pequena, contornamos as dunas pela praia e avistamos Genipabu, de novo! Ficamos alguns minutos no Bar 21 apreciando a paisagem ( Um bar bem na ponta da duna ) e depois voltamos para o Hotel, passeando pela cidade. Júlio começou a pensar em ficar mais uns dias em Natal. Chegamos no Hotel e começamos a ligar a todas as companhias aéreas até que conseguimos uma conexão para Cuiabá via Brasília no dia 21 e teríamos que ir marcar a passagem no dia seguinte antes das 10:00h da manhã. ( As fotos ainda não foram coladas por problemas técnicos )
Dia 17.01.99 - segunda-feira. PRAIA DE PIRANBÚZIOS, BÚZIOS E TABATINGA. Acordamos apressados para resolver o problema da passagem. Fomos à Nataltur que estava com os bilhetes e depois ao aeroporto para remarcá-los. Saímos de lá com vontade de ir em outra direção. Fomos novamente para Pirangy, Pirambúzios, Búzios e Tabatinga. Fomos até o Parque dos Tubarões. Entramos , ficamos uns minutos, assistimos ao Show, fomos até a praia e nos retiramos. Voltamos até Búzios. Lá, paramos no Bar Passatempo. Começou a chover. Entramos um pouco no bar e saímos em direção à praia. Lá colocamos uma barraquinha que serviria tanto para o sol quanto para a chuva. Naquele dia choveu umas 4 vezes. Mas logo saia o sol forte. Um garoto que nos serviu se prontificou a nos levar até umas lagoas no município de Nízia Floresta. Entretanto, não sabíamos como ficaria porque, nos planos iniciais, teriamos que retornar a Cuiabá no dia 18. Prorrogamos para o dia 21, mas o nosso Hotel não tinha mais vaga para nós nesses dias a mais. Tínhamos que resolver o problema da hospedagem. E isso teria que ser no dia seguinte. Para refrescar a cabeça, fomos jantar no Landuá. ( As fotos ainda não foram coladas por problemas técnicos )
Dia 18.01.99 - terça-feira. PRAIAS DE MARACAJAÚ, PUNAÚ E ZUMBÍ E LAGOA DE EXTREMOZ. Logo cedo o mensageiro do Hotel nos informou que poderíamos ficar ali ainda até o dia 19, devendo desocupar o apartamento no dia seguinte ao meio dia. Menos mal, saímos para as praias em busca de local para hospedagem. Passeamos até Maracajaú, 50 km de asfalto e 13 de chão batido, onde pegamos um barco para mergulhar nas piscinas naturais. O lugar é paradisíaco : Uma aldeia de pescadores cheia de coqueiros, com uma praia linda linda. Vimos golfinhos bem junto a praia. Na parte da tarde rumamos para Punaú, 8 km de estrada de chão. Na praia o Rio Punaú desemboca no mar. Quando se passa sobre a ponte não se sabe pra que lado o rio vai porque ora ele entra, ora ele sai, de acordo com a correnteza do mar. A água é limpida mas tem muita aguapé. Lá as dunas estão engolindo a plantação de coqueiros da fazenda. Na foto dá pra ver bem os coqueiros totalmente enterrados na areia. Saímos de lá quase no por do sol e fomos a Zumbi. A praia é linda e quase deserta. Tem algumas casas de pessoas que só vão pra lá nos fins de semana. Quase atolamos an areia na volta. Saimos e fomos para Extremoz. Uma lagoa de água doce. Tiramos muitas fotos o por do sol. Lugar lindo ! Saindo de lá, fomos para a praia de Ponta Negra assumar uma pousada. Na terceira que batemos, conseguimos. Tivemos que deixar para uma diária. Jantamos no hotel para curtir lá a última noite de mordomia. ( As fotos ainda não foram coladas por problemas técnicos )
Dia 19.01.99 - quarta-feira. PRAIA E PISCINA DO HOTEL, PRAIA DE PIRANGY DO NORTE, CONVÉS DA MARINA BADAUÊ. Acordamos cedo e fomos para a praia do otel. Ainda não a conhecíamos. Tivemos que descer muitas dunas e pedras e andar um bocado. Bem na reta do nosso hotel só tem pedras. A praia fica a mais ou menos 500m. Quando se olha não se tem a noção da distância. Só quando se caminha até lá. Ficamos por lá enquanto o sol estava brando. Quando esquentou, retornamos para o Hotel ( UFA ! que subida ! ). Chegamos lá em cima de língua de fora. Tomamos uma chuverada na piscina e mergulamos para relaxar. Ficamos lá até 11:30. Fomos para oquarto arrumar as malas para sair. Saímos às 13:00 h rumo à Pousada Vila Caju, que fica a 1 quadra da praia de Ponta Negra. Lindo local. O nosso apartamento não era de frente mas nem por isso deixava de ter vista para o mar. Era quarto/sala/cozinha em uma mesma peça e banheiro separado. Tinha uma varandinha com cajueiro e mesinha fora, onde, sentados, avistavamos o mar de Ponta Negra. Ficamos bem acomodados. Não precisávamos mais que aquilo. Deixamos as coisas lá e fomos para Pirangy. Tomamos banho de mar e fomos petiscar no Convés da Marina Badauê ( bar local que aluga barcos para passeios ). Tiramos fotos e retornamos para a cidade. Fomos ao carrefour, demos muitas voltas pela cidade e voltamos para dormir na pousada. ( As fotos ainda não foram coladas por problemas técnicos )
Dia 20.01.99 - quinta-feira - PRAIA DE BÚZIOS, TABATINGA, BARRETA, LAGUNA DE ..., ... E PRAIA DE PIPA. JANTAR NO LANDUÁ. ( As fotos ainda não foram coladas por problemas técnicos )
Pipa : Uma semana depois, chegamos e a maré estava tão baixa que havia mais de 300 m de areia e as ondas estavam estourando nas pedras, a 300 m, pedras que não se percebiam quando da cheia. No entanto, quando fizemos um passeio de barco, ao retornarmos 3 horas mais tarde, a maré já estava no nível da primeira vez, ou seja, batendo nas pedras dos bares. O lugar é lindo e muito procurado pelos turistas.
Dia 21.01.99 - sexta-feira - O RETORNO ( As fotos ainda não foram coladas por problemas técnicos )