|

A Mocidade Independente de Padre Miguel foi fundada no dia 10 de novembro de 1955, originária de um time de futebol, o Independente, por Sílvio Trindade, Renato da Silva, Olímpio Bonifácio, Garibaldi F. Lima, Altamiro Menezes, Djalma Rosa, Felipe de Souza e Alfredo Biggs. Suas cores são verde e branco e tem a estrela como símbolo.
Em 1956, a escola desfilou apenas para a comunidade. Chegou ao grupo principal das escolas de samba no ano de 1959 quando, em frente à cabine julgadora, Mestre André ordenou que todos os instrumentos da bateria parassem de tocar. O ritmo era mantido apenas pelo tarol. Após um tempo, sinalizou para os componentes da bateria, que voltaram a tocar. O público foi ao delírio. Estava criada a célebre paradinha, que as demais escolas adotaram, porém nada comparável à de Padre Miguel. Durante muito tempo, a Mocidade era conhecida apenas pela sua bateria. Esse quadro mudou a partir de 1974, quando alcançamos o 4º lugar com o enredo “A festa do divino”, do carnavalesco Arlindo Rodrigues. A escola alcançou o 3º lugar em 1976, com “Menininha dos Gantois” e, em 1979, finalmente, ganhou o primeiro título, com o enredo “O descobrimento do Brasil”, realizado por Arlindo Rodrigues.
Fernando Pinto assume em 1980 e já no primeiro ano, obtém o 2º lugar com “Tropicália Maravilha”. A mesma posição foi conquistada em 1984 com “Mamãe eu quero Manaus”. Em 1985 Fernando Pinto alcançou o título e glória ao revolucionar o carnaval carioca com o famoso e belíssimo “Ziriguidum 2001, um carnaval nas estrelas”. Este foi o primeiro samba futurista apresentado na Sapucaí. Em 1987, Fernando Pinto comandou a escola para mais um vice-campeonato com o também extraordinário “Tupinicópolis”, uma sátira do Brasil.
O ano de 1990 marcou uma virada na Mocidade, que após a morte de Fernando Pinto, não havia obtido bons resultados em 88 e 89 (oitavo e sétimo, respectivamente). O carnavalesco Renato Lage assume a escola e, logo no seu ano de estréia, abocanha o título com o inesquecível “Vira, virou, a Mocidade chegou”. O samba contava a própria história da escola. No ano seguinte, a Mocidade não deu chance às concorrentes e faturou o primeiro (e único) bicampeonato da escola com “Chuê, chuá, as águas vão rolar”.
O tricampeonato era um sonho próximo da realidade, mas infelizmente a escola não conseguiu levar o título, sendo superada pela Estácio de Sá. Porém o samba “Sonhar não custa nada! Ou quase nada..” é cantado até hoje. De acordo com Renato Lage, “faltou humildade para a escola”.
Depois do 4º lugar em 1993 – “Marraio feridô sou rei” – a escola decepciona em 1994, com o “Avenida Brasil, tudo passa quem não viu?” e amarga o 8º lugar.
No ano de 1995, a Mocidade faz um belo desfile e volta a ficar entre as cinco (quarto lugar) com o enredo “Padre Miguel, olhai por nós”
Em 1996, a Mocidade levanta a Sapucaí – apesar de todos os contratempos devido a atrasos das escolas Portela e Viradouro na dispersão – e conquista o seu quinto título. O enredo é o também famoso “Criador e Criatura”. No ano seguinte, a Mocidade trouxe como tema o corpo humano com “De corpo e alma na avenida”. O desfile foi perfeito e a escola alcançou a nota máxima na história da pesquisa Ibope (9,7). Porém um jurado deu a nota 9,5 no quesito harmonia e perdemos o bicampeonato para a surpreendente Viradouro de Joãosinho Trinta. No mesmo ano, morre o patrono da escola, o bicheiro Castor de Andrade.
Depois do sexto lugar em 1998 com o enredo “Brilha no céu a estrela que me faz sonhar”, a Mocidade arrasa em 99. O enredo era “Villa-Lobos e a apoteose brasileira”. A comissão de frente com os sapos cururus e o carro da Colombina foram os grandes destaques do carnaval daquele ano. Entretanto, um problema com o segundo carro da escola causou um buraco que foi notado pelo jurado Carlos Pousa que deu a nota 7,5 no quesito evolução. Mas, no desfile das campeãs, a Mocidade foi saudada com os gritos de “é campeã” pelo público presente na Sapucaí, mostrando que o quarto lugar havia sido injusto. De acordo com a pesquisa Ibope, a Mocidade era a preferida do público com os mesmos 9,7 alcançados em 97 e que se repetiram no ano de 2000, com o enredo “Verde, amarelo, azul, anil, colorem o Brasil do ano 2000”. E a mesma posição do ano anterior foi obtida, isto é, o quarto lugar.
O ano de 2001 foi marcado por algumas falhas, que fizeram a escola ficar de fora do desfile das campeãs, amargando o sétimo lugar. O enredo era “Paz e harmonia, Mocidade é alegria”.
Para o ano de 2002, a Mocidade terá como enredo “O grande circo místico”, inspirado na obra de Jorge de Lima e na música composta por Edu Lobo e Chico Buarque. Este ano marcará a volta de Wander Pires – campeão em 1996 com “Criador e Criatura” – e, esperamos, de um novo título para a escola.
Salve a Mocidade!
(Aline palhaçona! Você tem que ser imparcial!)
|