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Dur-An-Ki

UM APELO POR ERUDIÇÃO E PAGANISMO

de Adapa

* Nota da Lishtar: Lembrem-se que os fenícios ocuparam a Península Ibérica. Quem tem raízes hispano-portuguesas, pode Ter um pouco de fenício dentro de si, e por conseqüência, Mesopotâmico por excelência. Original e direto de fontes ancestrais

Para muitos, os termos paganismo e erudição parecem ser antagônicos. Mas a verdade é que, além de ser necessário adquirir familiaridade com os elementos neo-pagãos de uma determinada tradição cultural dentro de seu contexto quase-histórico, freqüentemente parece haver pouca necessidade de se fazer pesquisa em tal contexto. Esta abordagem, entretanto, ignora o grande valor da contribuição que tal exercício intelectual pode adicionar à experiência religiosa. Na verdade, o verdadeiro crescimento espiritual requer uma amplidão de perspectiva. Ante o(a) Caminhante dos Mistérios está o golfo impenetrável do tempo. Com as armas da visão intelectua, entretanto, pode-se atravessar tal golfo. Se você desviar seu olhar da Lua, você poderá ver, obscurecidas pelo luar, a imensa quantidade de estrelas que estão presentes no céu da noite, esperando serem vistas por você.

Conexões religiosas são geralmente feitas a nível emocional. Isto é perfeitamente compreensível, pois freqüentemente não somos capazes de explicar, nem mesmo para nós mesmos, a forma e efeito destas experiências tão pessoais com o divino. A situação torna-se mais complicada quando se tenta aprender o método que fundamenta tais conexões, pois a explicação subjetiva desafia explicações que não sejam outras que a própria experiência (1). Como resultado, iniciação nos mistérios é em geral uma experiência prática e literalmente feita em casa pelo iniciado, ou seja, preparada como ele ou ela podem (não estou sendo de modo algum negativo, por favor! Todos nós praticamente caímos nesta categoria, afinal, pois a experiência interior de inciação ou chamado precede à iniciação física de ordem ou grupo), com ênfase na experiência emocional do futuro iniciado. Nesta situação, a experiência torna-se um fim em si mesma, e os meios para atingir tal objetivo tornam-se irrelevantes. Ávidos por preencher este vazio intelectual estão "sistemas" mágicos pagãos, sistemas entre aspas, pois muitos tendem a substituir juízos modernos por precisão histórica na representação destas religiões.

"O homem ocidental parece ser incapaz e não querer entender tais religiões, a não ser que pelo ângulo distorcido do interesse pelo antigo ou fingimento marcado por sentimento de culpa. Por quase um século ele tem tentado entender estas dimensões alienígenas com a ajuda de teorias animísticas, adoração da natureza, mitologias das estrelas e discos voadores, ciclos da vegetação, pensamento pré-lógico, panacéias semelhantes, para conjurá-los através de abracadabras, tabu, etc. E os resultados têm sido, no mínimo, sínteses de livros sem vida ou comparações interessantes e paralelos obtidos por zigzagues pelo globo terrestre e a história conhecida da humanidade." (2)

"Tal paisagem religiosa é bastante sem vida. Também é, infelizmente, bem comum. Armado com uma determinada quantidade de bênçãos genéricas e simples, círculo e chamada pelos Guardiões das Quatro Direções, quase qualquer tradição histórica pode ser transformada numa "tradição" neo-pagã." (3)

Minha resposta para esta tendência crescente é: PENSE NO QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO. Deixe sua mente juntar as peças das partes que seu coração aponta como verdadeiras. Isto não quer dizer que religião pode ou deva ser reduzida à ciência. Não, pois cientificismo também é uma abordagem igualmente cheia de falhas.

"Cientificismo é a tentativa profundamente acientífica de transferir sem críticas a metodologia das ciências físicas para o estudo das ações humanas. Ambos os campos de pesquisa, é verdade, devem ser estudados com o uso da razão - a identificação mental da realidade. Mas então torna-se crucialmente importante, na razão, não negligenciar o atributo crítico da ação humana que, único na natureza, é atributo dos seres humanos, que é o poder da consciência."(4)

De preferência, o coração deve permitir à mente a compreensão do PORQUÊ, pois o "porquê" de uma prática religiosa é tão importante como o "como". Este "porquê" é, por seu turno, um componente multifacetado de qualquer número de aspectos culturais: mitologia, sociologia, história, filosofia. Cada um destes componentes é um pedaço de um quebra-cabeça que irá nos trazer mais próximos do entendimento de culturas ancestrais, dos nossos deuses e deusas ancestrais. Quando pudermos realmente entendê-los e à chama que inflamava o coração deles, então estaremos prontos para compartilhar do fogo que inflamava cheio de ardor o coração dos nossos antepassados, e que os fez lutar por ser um pouco mais do que eles mesmos nasceram para inicialmente para ser.

Concluindo, faço um apelo por erudição pagã. Que as mentes de todos vocês se abram para o divino, assim como seus corações já se abriram. Que a sede pelo por quê seja tão grande quanto a busca pelo como da sua mágica. Da próxima vez que você se encontrar numa loja de produtos Nova Era e descobrir a última novidade de livros sobre como ser um mago ou feiticeira em fáceis lições, economize seu dinheiro e visite a biblioteca mais próxima, por algumas horas ou alguns dias.

Epílogo

Nunca foi tão fácil como em nossos dias Ter acesso a boas fontes para quem quiser procurar dados sobre mágica e os mistérios. Se você não tiver uma boa livraria perto de sua casa, faça uma visita à biblioteca mais próxima de uma universidade, e procure lá as seções de História e Mitologia. Tal biblioteca pode ser uma arca do tesouro para seus estudos. Veja também a Internet, explore os sites de conteúdo. Eles são muitos e variados. Para aqueles que se sentem atraídos pelos deuses sumérios, incluí a seguinte pequena lista de leituras como sugestão para um bom começo de jornada:

Nota (dele e de Lishtar) - Estes títulos são acessíveis e fáceis de serem encontrados. Infelizmente, são todos em inglês. Agora, vocês podem entender por quê tantas informações de história neste site. A história e o estudo mostram a luz da tradição, e a fé, a devoção, a integridade, o amor e a confiança fazem o resto do trabalho. Este site é um tributo à Mesopotâmia, aos nossos antepassados fenícios em especial, via Portugal-Espanha. A voz da Lishtar é apenas uma a cantar a beleza desta cultura que é, afinal, extremamente brasileira por linha direta dos colonizadores, mas ela se sente extremamente orgulhosa de fazer este trabalho pela Glória da Babilônia Eterna de todos os Mistérios.

De Lishtar:

"Alma cega, arma-te com a tocha dos mistérios, e na noite da terra deves encontrar teu(tua) guia divino(a). Segue este(a) guia, pois Ele(Ela) tem a Chave de tuas vidas, passadas e que estão por vir..." (provavelmente Dorn, o grande alquimista, mas não tenho certeza), e

"Através do estudo, adquire-se conhecimento, através do conhecimento, amor, que cria a devoção; devoção cria repetição e pelo fixar da repetição, cria-se dentro de si mesmo a experiência, virtude e poder, através da qual a obra miraculosa é feita e o trabalho da natureza é de tal qualidade" . (Paracelso, que tudo aprendeu sobre plantas e ervas com uma senhora de idade, da qual não se sabe o nome. O alquimista aprendeu da sibila, pois o Masculino sempre é iniciado pelo Feminino e vice-versa, Casamento Sagrado da Alma realizado pela Integridade de Vida em todos os Mundos, pela abertura do coração à voz que clama no Grande Silêncio, da Palavra que não pode ser Dirigida, e somente Seguida, e que toma forma física nas figuras de nossos mestres e mentores mais queridos, na hora certa).

Pelo Duranki, o Elo entre o céu e a terra, pelo triunfo da Natureza Humana que Reflete Em Sua Glória o Brilho do Divino Masculino e Feminino em Corpo, Mente, Coração e Alma aqui e agora.

Panteão:
Gods, Demons, and Symbols of Ancient Mesopotamia,Jeremy Black

Mitologia/Poesia:
The Harps That Once... Sumerian Poetry in Translation,Thorkild Jacobsen
Myths from Mesopotamia, Stephanie Dalley

Cultura/Religião
The Sumerians, S.N. Kramer
Ancient Mesopotamia: Writing, Reasoning, andThe Gods, Jean Bottero
Treasures of Darkness : A History of MesopotamianReligion, Thorkild Jacobsen

História:
The Sumerians, Leonard Wooley

Notas de rodapé:

1 Tente, por exemplo, explicar o gosto do café sem recorrer a outra experiência subjetiva compartilhada.

2 Oppenheim, Leo: Ancient Mesopotamia: Portrait of a Dead Civilization, pp. 182-183.

3 De verdade, nem sempre em nossos dias há a necessidade de incluir uma abordagem histórico-cultural. Ouvi falar de um grupo de mágica, por exemplo, que adora um panteão composto por personagens de Jornada nas Estrelas, a Nova Geração. Não vou discutir tal abordagem a nível de mágica, onde a metáfora tem precedência sobre a substância, mas levanto um argumento com relação à eficácia desta mesma abordagem como religião.

4 Rothbard, Murray: Individualism and The Philosophy of The Social Sciences, p. 3.

 

(fonte PagansOnLine)

 

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