
metalblack
Curiosidades
sobre
Mercyful Fate
& King Diamond
O maior arquivo de declarações e comentários já feito no Brasil, em atenção especial a você fã. Informações copiladas por Hamilton R.S. Filho
Caso venha a usar o conteúdo parcial ou total desta
matéria em suapublicação, favor citar o nome deste fã-clube e do autor nos
créditos
1- “Não há muita polemica real entre nos e o MANOWAR. Nós éramos o suporte deles na turnê pela Inglaterra em 83, e eles nos foderam, não dando o número suficiente de canais na mesa de som, não dando tempo para passar o som, etc... E nós deixamos a turnê logo após o primeiro show. Nós perdemos muita grana por isso, porem muitos que iriam nos ver, deixaram de ir aos shows, e o resto da turnê foi muito ruim para eles, e foi chamada Fail to England (fracasso na Inglaterra). - King Diamond logo após o lançamento de ‘Abigail’ (KING DIAMOND - 1987) em entrevista a André Luiz Cagni, revista Rock Brigade.
2- Duas das faixas de ‘Time’ (MERCYFUL FATE - 1994) foram inspiradas no livro ‘The Necronomicon’, uma delas, ‘The Mad Arab’, descrevendo o autor do tome desventurado. A outra, ‘Castillo Del mortes’, detalha uma batalha entre os anciões, o exercito de mal derradeiro do livro, e os antepassados angelicais pelas almas de 600 pessoas num castelo na velha Espanha. “E aqui não há finais felizes. ‘My Demon’, é sobre um homen possuído por um demônio para cometer um assassinato pós outro, ele nem mesmo pode mais tirar as manchas do chão. ‘Angel of Light’ (uma glorificação de Lucifer). ‘The Afterlife’, sobre um cara que está morto mas ainda não percebeu. ‘Witches’ Dance’, que combina sonhos - ritual demoníaco e sacrifício pelo fogo. ‘Nightmare Be Thy Name’, o primeiro vídeo deste álbum, sobre um homem amaldiçoado pela segunda aparição do Mestre dos sonhos.” - king Diamond
3- O álbum ‘Them’ (KING DIAMOND - 1988) entrou no Top 100 da parada Billboard, mas a turnê européia de 88 foi adiada por causa de um problema na formação da banda e do filme ‘Boogs’. O baterista Mikkey Dee certa vez disse à imprensa brasileira que deixou a banda por que ela não era mais como antes, que a banda havia se tornado algo como uma banda solo de King Diamond. “Nós substituímos ele por Chris Whitemyer de São Francisco. Ele foi o técnico de bateria de Tommy Aldridge. Tommy o treinou, ele é tecnicamente falando melhor que Mikkey Dee. Pode-se dizer que ele é uma mistura de John Bonham com Tommy Aldridge.” - King Diamond, se gabando do substituto de Mikkey Dee que não ficou nada na banda, mais tarde King declarou à imprensa que Chris foi brilhante tocando as músicas velhas mas não fez nada novo que preenche-se as expectativas da banda; Mikkey ainda acabou trabalhando como um músico de estúdio em ‘Conspiracy’ (KING DIAMOND - 1989) e logo Snowy Shaw - um velho camarada do guitarrista Pete blakk - acabou se tornando o verdadeiro substituto. O filme ‘Boggs’ (boggs = pequenos insetos) foi uma das razões pelo qual a turnê européia de ‘88 foi adiada. “Eles pediram para nós escrevermos algumas músicas para o filme. Temos uma faixa que você ouvirá durante os créditos finais do filme. Não é um trabalho no estilo do KING DIAMOND. É mais como uma composição de atmosfera. Também escrevemos o fundo musical. Há apenas um pouquinho de canto nelas, porém há coros e violoncelos. A banda inteira está tocando nas músicas, acompanhada por uma orquestra enorme. A última faixa pode ir até quando eles quiserem. Também temos uma versão mais pesada daquela música que usaremos como faixa extra num CD (n. do e.: acabou não acontecendo). Além disso eles me ofereceram uma pequena participação no filme ( por ironia do destino no papel de um padre). É uma boa maneira de botar um pé lá. Você nunca sabe onde algo assim pode levar.” - King Diamond entusiasmado, em entrevista à uma revista européia.
4- O famoso ilusionista americano, Franz Harary, que já trabalhou para artistas como Alice Cooper e Michael Jackson, procurou o KING DIAMOND após um show em Los Angeles para mostrar um vídeo com alguns de seus efeitos e sugerir a idéia para a cena de ‘Cremation’ (álbum Conspiracy), onde um caixão seria empurrado para o meio do palco e após King deitar-se nele, o fogo o consumiria, restando apenas um esqueleto em chamas. Na época king dividia um apartamento em Canoga Park, subúrbio de Los Angeles -CA, não muito longe de Hollywood, com o guitarrista Andy La Rocque e o empresário da banda Ole Bang. Mais tarde, em 1990, King voltou a viver em seu antigo apartamento em Copenhague levando consigo sua jovem esposa. Depois, em 1992, King voltou a morar nos EUA, na cidade natal de sua esposa - Dallas TX, onde vive até hoje.
5- “Eu fiquei muito triste, principalmente por que Hank e eu trabalhávamos juntos há muito tempo. Foi como perder meu braço direito. Foi muito estranho para mim começar a tocar com outro guitarrista quando me uni à banda de King Diamond ( isso foi no final de 1985). Mesmo sendo o Andy La Rocque um excelente guitarrista, eu prefiro trabalhar com Hank por que pensamos da mesma maneira e temos as mesmas inspirações.” - o guitarrista Michael Denner falando sobre o final do MERCYFUL FATE em ‘85.
6- “Uma das razões foi por que a banda não podia capturar a atmosfera do MERCYFUL FATE. A banda KING DIAMOND era uma mistura de suecos e dinamarqueses, e os suecos tem uma aptidão diferente para música da que eu tenho - mais para algo de glam-rock (o caro leitor já deu uma boa olhada nas fotos dos músicos no álbum ‘Abigail’? Olhe e entenderá o que eu quero dizer!). Então quando o KING DIAMOND estava pronto para entrar em turnê nos EUA, eu tive a oportunidade para dar um tempo da música e abrir uma loja de discos em Copenhague.” - Michael Denner explicando o motivo de sua saída do KING DIAMOND em ‘87. “Eu descansei por cerca de 1 ano, depois comecei minha própria banda chamada ZOSER MEZ - Hank uniu-se a mim logo depois (Bjarne Holm, atual baterista do MERCYFUL FATE, também participou desta banda por um tempo. O ZOSER MEZ lançou em pequena tiragem pela Zoser Records: ‘Vizier of Wasteland’ - um EP em vinil, e mais tarde o relançaram em CD incluindo mais algumas músicas, entre elas ‘Mesmerization Eclipse’ do inicio dos anos ‘70 - do CAPTAIN BEYOND, e a regravação de ‘Desecration of Souls’ do 2° álbum do MERCYFUL FATE). A banda era um pouquinho mais da tradição do rock dos anos ‘70 que o MERCYFUL FATE. Nós publicamos um álbum em nosso próprio selo e o projeto inteiro foi uma boa experiência.” - Michael Denner.
7- “Na verdade, o fato de Hank e eu estarmos tocando no ZOSER MEZ foi a razão do MERCYFUL FATE unir-se novamente. Veja, King estava de ferias na Dinamarca (ele vive no Texas - EUA, normalmente) e veio à minha casa. Eu mostrei a ele uma fita com algum material do ZOSER MEZ e King disse que ela o relembrava do velho MERCYFUL FATE. Alguns dias mais tarde King voltou a minha casa e me chamou, dizendo que queria montar a banda de novo. Hank , o baixista Timi Grabber e eu dissemos: Claro!” - Michael Denner sobre o retorno do MERCYFUL FATE em ‘93. Alias, o primeiro show depois da volta foi em 28/5/93, abrindo para o METALLICA em Copenhague. E desde então eles sempre tem usado um projetor de slides nos shows, projetando figuras na esquerda e direita do palco durante as músicas.
8- “Ele trabalha como carteiro em Copenhague. Do que me lembro, ele comprou uma bateria muito cara enquanto o MERCYFUL FATE estava na ativa, mas foi roubada. Acho que ele perdeu todo o interesse em bateria depois daquilo.” - Michael Denner sobre o baterista original do MERCYFUL FATE, Kim Ruzz. Alias, Ainda em 1985, Kim esteve envolvido com uma banda chamada WITCHCROSS que depois mudou de nome para HARLOT.
9- “A única coisa que decidimos antes de gravarmos o ‘In The Shadows’ foi quantas músicas cada um de nós devia compor ( algumas músicas no ‘In The Shadows’ foram originalmente concebidas para o ZOSER MEZ). Eu acabei escrevendo 4 músicas, King 4, e Michael 2. Nenhum de nós sabia o que os outros estavam escrevendo - então não havia como fazer todas as músicas soarem parecidas. As similaridades entre certas músicas é puramente coincidência.“ - Hank Shermann sobre o material de ‘In The Shadows’ (MERCYFUL FATE - 1993).
10- “Eu acho que Hank gosta de palhetar mais rápido, enquanto que eu prefiro as notas mais longas.” - Michael Denner sobre as guitarras de Hank.
11- “Isso mesmo, e Michael é naturalmente melódico. Eu tendo a ser mais agressivo.” - Hank Shermann sobre Michael.
12- “Nós conhecemos Lars Ulrich (METALLICA) desde que ele era um menininho andando nas ruas de Copenhague. Acostumávamos vê-lo em todos os concertos de rock, por volta de 1979. Lars foi sempre um grande fã de MERCYFUL FATE, e ele telefonou para o estúdio enquanto estávamos gravando e disse que estava vindo para a cidade, e para certificar-se que havia uma bateria montada para que ele pudesse fazer uma jam conosco. Passamos um dia inteiro tocando com Lars, tocando apenas as músicas já escritas (o material antigo). Depois, durante o segundo dia, perguntamos a ele se gostaria de fazer algo mais sério, e ele sugeriu tocar em nossa nova versão the ‘Return of the Vampire’ por que ela sempre foi uma de suas músicas favoritas do MERCYFUL FATE. A coisa toda foi muito divertida - muito casual.” - Hank Shermann sobre a participação de Lars Ulrich do METALLICA em uma das músicas do ‘In The Shadows’.
13- “Nos encontramos para falar sobre a próxima turnê na América e Michael Denner nos disse então que não podia mais agüentar todo o estresse da turnê. Michael não agüentava ficar tanto tempo longe da namorada e ele achou melhor a gente procurar com tranqüilidade um outro cara, em vez de ele não conseguir agüentar mais a terrível pressão da turnê e pirar um dia. “ - King Diamond sobre a saída de Michael logo depois do álbum ‘Abigail’.
14- No primeiro dia de lançamento, o álbum ‘Conspiracy’ (KING DIAMOND - 1989) vendeu 25.000 cópias na Alemanha.
15- Existe duas versões do vídeo clip de ‘Sleepless nights’ por que nos EUA algumas cenas precisaram ser censuradas ( coisa de americano )
16- “Eu tive absolutamente a melhor afinidade que poderia ter tido com meus pais. Eu tinha a mesma afinidade com meu irmão. Nós sempre estivemos bastante próximos. Quando eu comecei a ouvir rock , eu comprei meu primeiro gravador e meu pai na verdade fez os alto-falantes para mim, então eu podia ouvir em estéreo verdadeiro ao invés de ouvir através de um pequeno gravador. Então eles tem apoiado de todas as formas seja o que for que eu faça. Eles sempre confiaram em mim. Eu nunca os deixei tristes ou dei a eles alguma razão para não confiar em mim, dai eu tive total liberdade para fazer qualquer coisa que gostasse. Eu nunca fui forçado a fazer nada. Aliás porem, eu cresci na Dinamarca, o que é muito diferente que nos EUA. É um muito, um país muito livre. Não se é muito influenciado pelas coisas. As pessoas não tendem a ficar ofendidas por que você parece de uma certa forma. Elas estão acostumadas a isto.” - King Diamond respondendo como seus pais reagiram a carreira dele.
17- “Muitas pessoas querem debater minha crença satânica mais que minha música. Eles querem debater minha maquiagem mais que minha música. Elas às vezes querem debater qualquer coisa mais que minha música. Eu acho isso muito aborrecedor. Eu apresento uma imagem interessante que as pessoas devem querer falar à respeito, porém a música deve ser a coisa mais interessante de todas.“ - King Diamond cansado das mesmas perguntas.
18- Segundo dizem, Morten Nielsen, baterista dinamarquês que gravou no álbum ‘In the Shadows’ não esquentou o lugar na banda devido a um problema em seu joelho. Então Snowy Shaw, antigo baterista do KING DIAMOND se encarregou de sua vaga. Morten Nielsen havia sido indicado pelos guitarristas Hank e Michael, pois o baterista havia tocado na banda anterior dos guitarristas: o projeto ZOSER MEZ.
19- “Eu emigrei, por completo. Eu o fiz no meio de março (92) e essa é a nova base. 60 por cento de nossos negócios estão na América. Minha esposa é de Dallas -Texas (o nome dela é Deborah e eles se casaram em 1990), e é o lugar onde eu me sinto mais em casa. Nova Iorque é muito louca, e Los Angeles é muito plástica ( cidades americanas onde ele viveu por uns tempos). - King Diamond sobre seu novo lar em Dallas. Uma casa maior onde há uma sala de trabalho com computador, fax, impressora. Onde também está o altar de King e todas as coisas que o inspira. Além de todos o seus aparelhos elétricos: TVs e vídeos; e a disposição dele: todos os instrumentos para imediatamente tocar e gravar qualquer idéia que venha a cabeça.
20- Em 4/8/96 o programa Backstage do Vitão Bonesso (Brasil 2000 FM) apresentou uma entrevista feita em 31/7/96 por telefone com o guitarrista do MERCYFUL FATE, Hank Shermann, onde a pedido do entrevistador ele dedicou duas músicas ao BRAZILIAN UNION e a todos os fãs brasileiros, uma delas: ‘Dead Time’.
21- Na revista Metalhead # 15, há uma entrevista muito interessante com o empresário Ole Bang intitulada: ‘Por trás da Maldição’. Metalhead - Cxa. postal: 2307 * CEP: 02597-970 * São Paulo - SP.
22- Na revista Slammin’ # 2, há uma entrevista muito interessante com Hank Shermann, Andy La Rocque e King Diamond, intitulada: ‘Quem é rei nunca perde a majestade’. Slammin’ - Cxa. postal: 2600 * CEP: 01060-970 * São Paulo - SP.
23- “Aquilo foi a mais estúpida, inacreditável situação em que eu já estive envolvido. Eu recebi a carta do advogado de Gene Simmons (KISS) afirmando que eu estava usando uma maquiagem que era similar à de Gene, e que ele tinha os direitos autorais sobre aquele desenho. A carta também afirmou que eu tinha copiado alguns dos maneirismos dele e que nossa apresentação era uma cópia da deles. Eu percebi que tinha uma grande chance de ganhar a causa se fosse parar na corte, mas aquilo talvez levasse dois anos e o juiz talvez colocasse uma prescrição sobre meu uso da maquiagem. Dai eu percebi que seria muito mais fácil apenas mudar a maquiagem. Foi como se Gene Simmons realmente precisasse prejudicar alguém por dinheiro. Se a verdade vem a tona, Alice Cooper, Peter Gabriel, e Roy Wood, todos tem uma causa melhor contra Simmons, do que a que ele tem contra mim.” - King Diamond, sarcástico, falando sobre seu problema com Gene Simmons em meados de ‘88. Vale lembrar que King Diamond depois disso mudou algumas vezes sua maquiagem na banda KING DIAMOND, de acordo com os álbuns, ou com a época. O incidente não foi de todo mal.
24- “O público de heavy metal é muito mais inteligente e esclarecido que as pessoas imaginam. Eles sabem que aquilo que eu faço é totalmente fantasia e tão longe da realidade quanto qualquer artista pode chegar. Eles podem conseguir todo o sangue verdadeiro e horror que querem, apenas se ligando no noticiário das seis. Sempre teremos uma ou duas pessoas em toda parte que fará coisas erradas, uma das razões de eu nunca ter usado uma arma nas apresentações. Uma arma vincularia eles com a realidade. E realidade não é o campo do KING DIAMOND.” - King Diamond.
25- O álbum ‘Abigail’ (KING DIAMOND - 1987) vendeu na época 100.000 cópias nos EUA, foi dai que eles começaram realmente a conquistar o estrelado em território americano.
26- “Para mim as religiões não passam de manipulação do espirito humano para fins materialistas.” - King Diamond.
27- “Eu banquei isso por que sinto que a música justifica isso. Eu tentei reduzir um pouco a produção quando escurcionei pelo ‘Them’ (KING DIAMOND - 1988) ano passado (apenas nos EUA). Eu fiquei insatisfeito por aquilo. Desta vez, eu concordei que apenas tocaria em teatros e arenas grandes o bastante para suportar a apresentação completa. Se isso significa fazer apenas um ou dois shows em uma região, comparado a fazer cinco ou seis como da última vez, eu estava disposto a aceitar. Eu não mais comprometerei minha música ou minha apresentação.” - King Diamond sobre a cara produção da turnê de ‘Conspiracy’ (‘89) que também foi levada até a Europa: o palco representando a casa de Amon; os atores representando o Dr. Landau, a vovó (Grandma), etc; mais os efeitos especiais: como na cena de ‘Cremation’ - último ato do show, onde King adentrava num caixão e era consumido pelo fogo, restando apenas um esqueleto em chamas.
28- “Eu quero me tornar famoso, é verdade. Mas eu só quero me tornar uma estrela em meus próprios termos. Acredito que a música que estou fazendo é muito especial e muito diferente. Eu vejo algumas bandas de metal lá fora fazendo um estilo particular de música e expondo certas filosofias que sei que eles realmente não acreditam nelas. Eles estão simplesmente fazendo algo por dinheiro. Os fãs podem sentir meu compromisso. Eles sabem que estão recebendo algo verdadeiro comigo. Sim, eu quero ser uma estrela. Eu mereço ser uma estrela. E serei uma estrela. - king Diamond, prá variar, apostando no verdadeiro heavy metal e na sensibilidade de seus fãs.
29- No sétimo álbum da carreira do KING DIAMOND, ‘The Eye’, o guitarrista Pete Blakk e o baterista Snowy Shaw contribuíram pela primeira vez com suas composições.
30- “Na verdade, as canções que eu escrevi para o álbum ‘Fatal Portrait’ (KING DIAMOND - 1986) foram todas originalmente compostas para estarem no que teria sido o terceiro álbum do MERCYFUL FATE (o MERCYFUL FATE encerrou suas atividades num show no clube Saga em Copenhague, dia 11/4/85; e o KING DIAMOND surgiu fazendo seu primeiro show em 20/12/85, exatamente no mesmo local onde o MERCYFUL FATE se apresentou pela última vez. Antes do retorno do MERCYFUL FATE à ativa entre 92/93, a banda KING DIAMOND sempre tocava alguns dos sucessos do velho MERCYFUL FATE em seus shows.) . Quando você pensa sobre isso, a formação inicial do KING DIAMOND foi basicamente uma continuação dos dias de MERCYFUL FATE. A única razão que Kim Ruzz (baterista original do MERCYFUL FATE) não se envolveu conosco foi por que ele escolheu entrar em certas coisas que eu absolutamente nunca aprovarei ( kim Ruzz fumava freqüentemente haxixe), e ele basicamente fez isso a si mesmo.
31- “Esteve muito perto de acontecer. Eu estive falando com o cara que organizava o Dynamo Festival todo ano e ele perguntou-me sobre isso (ele perguntou sobre a possibilidade de haver uma reunião dos membros do MERCYFUL FATE com o baterista do METALLICA, Lars Ulrich, para se apresentarem na edição de 1990 do festival holandês.). Ele também falou com o Lars, que é um grande fã de MERCYFUL FATE tanto quanto um bom amigo pessoal, e Lars considerou a idéia. O único problema foi convencer a Roadrunner (gravadora) a arranjar a quantia suficiente de dinheiro para fazer uma gravação ao vivo do show adequada para um álbum ao vivo. Por uma razão ou outra, eles simplesmente decidiram que aquilo ficaria muito dispendioso e decidiram não fazê-lo ( sem mencionar que o Lars Ulrich estava sob contrato de duas gravadoras separadas). Até onde eu sei, não há planos de tentar fazê-lo no próximo ano, mas eu certamente ficaria interessado em fazer algo assim apenas pela diversão. “ - King Diamond falando sobre o que poderia ter sido uma apresentação inesquecível e devidamente registrada num álbum ao vivo. Aqui cabe duas questões: Seria este um dos motivos que desencadeou a insatisfação do KING DIAMOND com sua antiga gravadora? Teriam sido lançados: o álbum ao vivo ‘In concert 1987 - Abigail’ (KING DIAMOND - 1991), a compilação ‘Return of the Vampire’ (MERCYFUL FATE - 1991), e por último, a compilação ‘A Dangerous Meeting’ (MERCYFUL FATE & KING DIAMOND - 1992); justamente para que o antigo contrato de gravação pudesse ser cumprido? É lógico que nós fãs apreciamos, e muito estes lançamentos, que isso fique muito bem claro. São apenas curiosidades minhas.
32- “Eu achei que foi uma má idéia, especialmente a de misturar o material das duas bandas deste modo, porem eu presumo que talvez haja lá fora algumas pessoas que nunca ouviram o material e talvez queiram checá-las para ver sobre o que são. Eu realmente não acho que foi lançado num bom momento. Eu achei que a Roadrunner ao menos esperaria até o KING DIAMOND estivesse contratado por um selo maior.” - King Diamond sobre a compilação ‘A Dangerous Meeting’ com MERCYFUL FATE & KING DIAMOND, da qual King nem mesmo participou da escolha das faixas. Ele não foi consultado. Durante a batalha legal com a Roadrunner muita coisa foi adiada, por exemplo: KING DIAMOND viria tocar na América do Sul no final de 1991, incluindo evidentemente o Brasil, não puderam. O álbum ‘The Spider’s Lullabye’ (KING DIAMOND - 1995) já estava escrito desde aquela época, mas não podia ser gravado e lançado sem uma gravadora. Não houve turnê para a promoção de ‘The Eye’ (KING DIAMOND - 1990), e nem mesmo foi feito um vídeo clip com uma das músicas.
33- “Eu escrevo o material em minha casa, e Andy La
Rocque na casa dele, depois nos juntamos e mais ou menos arranjamos as músicas.
Eu uso uma bateria eletrônica e toco teclados e guitarra, e gravo tudo. Eu
normalmente uso um canal para a bateria e um canal para efeito de teclado ou às
vezes para violoncelo, às vezes para arpa, às vezes para órgãos Leslie, para
qualquer coisa. Depois uma dupla de guitarras dando toda as harmonias certas, e
então temos um quadro completo de como as músicas serão, apenas sem vocais.
Para quatro das canções que eu tenho agora, eu tenho os vocais, mas isso é um
caso especial. Normalmente, sempre que está há cerca de um mês antes de
entrar no estúdio eu começo a trabalhar sobre as letras. Nós sempre nos
certificamos que há muitas disposições diferentes em nossa música, dai nós
poderíamos colocar as músicas em qualquer seqüência e conseguir a musica que
realmente se encaixe naquilo que a letra fala e vice-versa. Há definitivamente
uma disposição sombria em algumas das músicas, algumas disposições
assustadoras, algumas disposições pesadas ... De toda espécie. Há algumas
que não são super-dark.” - King Diamond sobre o processo de composição da
banda KING DIAMOND.
34- “Quando eu tenho tempo para isso, eu gosto de ler livros de horror; Stephen king, Dean R. Koontz. Há um escritor inglês chamado James Herbert, não Frank Herbert, mas James Herbert, que tem escrito algumas historias de horror realmente ótimas, e estes são meus três escritores favoritos.” - King Diamond.
35- “A forma em que comecei a tocar guitarra foi, eu era realmente interessado no grupo KISS na idade de 15 ou 16 anos, e dai eu tive a idéia, eu tinha que tocar como Ace Frehley, e comprei uma guitarra. Eu sou autodidata. Eu acho que essa é uma boa maneira por que depois você não se prende as regras, dai seu cérebro é mais abstrato a composição. Você não tem todas as regras harmônicas. “ - Hank Shermann.
36- “Nós tínhamos alguns problemas com dinheiro. Nós tínhamos cinco dólares por dia para comida, então podíamos comprar um hambúrguer e talvez um refrigerante. Isso foi um pouco aborrecedor. Na primeira etapa da turnê fomos numa van onde não podíamos esticar nossas pernas, e depois de três dias dirigindo à noite você fica irritado e muito aborrecido. Tínhamos que mudar para um grande ônibus de turnê com grandes beliches e poderíamos dormir.” - Hank Shermann sobre os dias difíceis durante a primeira turnê do MERCYFUL FATE nos EUA no final de 1984.
37- Depois a separação do velho MERCYFUL FATE no inicio de 1985, Hank Shermann primeiramente formou seu próprio grupo simplesmente chamado de FATE, no qual gravou 3 álbuns pela EMI e escurcionou na Europa ( Eu já ouvi dizer que o guitarrista Michael Denner teria em segredo participado do 1° álbum desta banda de hard rock). Depois em meados de 1988 / 89, Hank uniu-se a Michael Denner e ao ex-baixista do MERCYFUL FATE, Timi Hansen, numa banda que teve vida curta, chamada LAVINA, que atraiu algum interesse das gravadoras mas acabou depois de apenas 2 fitas demo. E o resto você já sabe: Hank e Michael depois formaram o projeto ZOSER MEZ que levou a reformação do MERCYFUL FATE anos depois. O atual baterista do MERCYFUL FATE, Bjarne Holm também participou do FATE e do ZOSER MEZ.
38- “Você não escreve letras para serem mal interpretadas. E o mais clássico exemplo disso é a música ‘Satan’s Fall’ (do álbum ‘Melissa’ - MERCYFUL FATE - 1983) onde todo o começo é: ‘sevem satanic hell preachers bringing the blood of a newborn child’ (‘os sete pregadores satânicos do inferno trazendo o sangue de um recém-nascido’) -- Uauh, cara! Isso mesmo, isso que é satanismo, certo? Errado! O que eu queria fazer com aquela música era retratar o que o satanismo era no ponto de vista da igreja cristã. “ - King Diamond.
39- “Eu notei que (durante os anos) toda vez que fizemos um álbum e mandamos as fitas Master finais para a gravadora, você tem dois ou três meses antes que na verdade saía o álbum. Depois você senta durante outros dois meses antes de na verdade começar a turnê, por que o agenciador quer ver o álbum nas paradas e tudo mais, e nós fazemos aquilo - sentamos não fazendo nada, mais ou menos. Tem alguma promoção que precisa ser feita, mas não leva cinco meses. O que você faz depois? Por quê não gravar com outra banda? Você está gravando com outra banda, e a gravadora tem todo o tempo do mundo para preparar aquele lançamento enquanto você sai em turnê com sua primeira banda. E quando a primeira banda termina a turnê, você lança o álbum da outra banda. E você consegue tempo para escrever um novo material em todos aqueles espaços, e o grava na hora certa.” - King Diamond explicando como é possível manter duas bandas ao mesmo tempo (MERCYFUL FATE & KING DIAMOND).
40- “É 100 por cento MERCYFUL FATE, menos a palavra Satã (satan). ‘The Old Oak’ - ‘o velho carvalho’ (‘In The Shadows’ - 1993), por exemplo, cobre muitas áreas diferentes e reporta à ‘Come to the Sabbath’ (‘Don’t Break the Oath’ - 1984). Esta velha arvore tem sido usada como um local de sacrifícios. É muito dark, mas tem muita coisa positiva nela assim mesmo. - King Diamond sobre ‘In the Shadows’.
41- “Eu imigrei para os EUA, mas eu ainda sou um cidadão dinamarquês. Então isso significa que eu não sou um residente permanente. Um imigrante. Nós tínhamos um problema na Dinamarca similar a imigração para a Califórnia (EUA), mas em relação a refugiados de outros países. Iraque por exemplo, e lugares parecidos, onde eles tem um monte de problemas, onde alguns deles são verdadeiros refugiados. Porém das pessoas que entraram no país, apenas cerca de talvez 2,5 à 4 por cento são verdadeiros refugiados. O resto deles descobriram que podiam tirar vantagem dos dinamarqueses. Veja, o problema na Dinamarca era que eles tem que entrar no país legalmente, mas o governo é muito fraco lá e eles estão permitindo muitos refugiados. Eles na verdade pegaram uma equipe de TV e foram para - eu não sei se era Iraque, era algum pais por lá - e entrevistaram a esposa ou esposas de um destes caras - muitos deles tem três esposas e 16 filhos ou algo assim. E este cara na Dinamarca, eles primeiro entrevistaram ele e disseram : ‘Você não pode trazer toda sua família até aqui. Você vive num apartamento de um quarto que o governo dá a você. Você não pode ter todas estas pessoas aqui. O que você fará?’ ‘Ah, sem problema, o governo me dá um novo apartamento, um grande apartamento, e um novo carro, então eu posso colocar toda minha família aqui.’ O que? E eles foram falar com a esposa dele, eles encontraram onde ela estava ou elas, e disseram: ‘Ah, sem problemas, o governo paga tudo.’ Então para todo refugiado, tem outras 50 ou 60 pessoas que nada tem há ver com isso. Eles criaram uma tensão entre os dinamarqueses e os refugiados. Isso não faz sentido. Eles tem uma lei, então porquê não a seguem? A coisa engraçada é, comigo vencendo aqui, isso foi dureza. Da Dinamarca, um país onde você não deve esperar que lá. Tudo era bom. Eu tive que comprovar renda e todos os tipos de coisas. Você não acreditaria nas reuniões que eu tive com a embaixada. A embaixada americana me mandou a dois doutores para fazer um check up completo e ter certeza que eu não entrei aqui como uma pessoa insalubre que seria um encargo na sociedade americana. Tem uma cota de quantas pessoas eles deixariam entrar de cada país europeu por ano. Tem muitas, muitas regras pesadas. Eu acho que está ótimo, está certo. Eu não vejo nada errado naquilo que estão fazendo. Se você quer fazer tudo aquilo para um cara que está entrando no país, está totalmente certo. E está é a forma que os dinamarqueses vêem a situação dos refugiados. O maior problema é que eles não se ajustarão com o jeito de viver dinamarquês. Eles deixam toda a tradição própria deles lá e eles não se ajustarão. Eles tiveram casos onde pessoas estão cultivando batatas em seus apartamentos fazendo o teto gotejar nas pessoas que vivem embaixo. Eles tinham cabras em seus apartamentos. Eles não estão dispostos a se ajustarem. De jeito nenhum. E a parte assustadora é quando de repente, uma região onde eles colocam muitos refugiados, de repente o prefeito daquela cidade era um refugiado. Daí eles podiam fazer qualquer coisa que querem.” - king Diamond preocupado com a “invasão” de imigrantes ao seu país natal, o que poderia afetar o padrão de vida por lá, penso eu.
42- “Meus primeiros discos de heavy metal eu comprei em 1971, que foram ‘Master of Reality’ do BLACK SABBATH e ‘Aqualung’ do JETHRO TULL.” - King Diamond.
43- “Você encontra pessoas que te dizem isto através do fã-clube ou na estrada: é uma das maiores coisas que te mantêm na estrada. Uma vez recebemos uma carta de um cara que estava a ponto de cometer suicídio e ele ouviu uma música do ‘Don’t Break the Oath’ (MERCYFUL FATE - 1984) que vinha do radio, e ele não sabia sobre o que era a música, mas havia algo lá que o fez parar, e ele soube pelo DJ que era MERCYFUL FATE. Daí ele saiu e comprou o disco e depois daquilo escreveu-nos uma carta dizendo obrigado por salvar minha vida e continue tocando, por que enquanto vocês tocarem eu tenho uma razão para viver.” - king Diamond.
44- No final dos anos ‘80, quando finalmente o Muro de Berlim que separava a Alemanha oriental da ocidental foi derrubado, alguém montou um pequeno palco ao lado das ruínas do muro onde varias bandas se apresentaram, entre elas: KING DIAMOND, SEPULTURA, HELLOWEEN, MOTÖRHEAD, RAGE, RUNNING WILD, etc. Depois foi lançado na Europa e Japão uma coletânea do evento com 14 bandas, chamada ‘Thrash the Wall’. KING DIAMOND abriu o álbum com ‘Sleepless Nights’.
45- “Foi magica! Brincadeira, isso simplesmente aconteceu. Eu queria acrescentar algo novo. Eu estava cansado de meu visual antigo. Eu fui inspirado pelos cocheiros na capa do álbum ‘Abigail’ (KING DIAMOND - 1987). Isso me levou um bom tempo até achar o chapéu e a capa certa para parecer como se eu tivesse pulado direto no século XVIII.” - King Diamond sobre o visual que estreou na turnê de ‘Time’ (MERCYFUL FATE - 1994).
46- “Bem, eu não terminei no hospital, mas eu poderia ter terminado. Foi uma infecção no tórax que podia ter se tornado pneumonia. Eu peguei um resfriado, todos no ônibus uma hora ou outra pegaram. Eu estava doente pra caramba. Meus pulmões e costelas estavam doloridos. Nós apenas cancelamos dois shows em São Francisco - CA e Austim -TX. A turnê ( turnê americana de ‘Time’) tinha 27 shows em cinco semanas, então aquilo não foi tão ruin. Se você cantasse da maneira que eu canto, você estaria muito vulnerável em sua garganta. Quando eu primeiramente começo a ensaiar para uma turnê ou um novo álbum, eu sempre provo um pouco de sangue, mas vai embora rapidamente. Deixa minha garganta em cima. Eu não consumo nenhum álcool durante a turnê, o que é difícil especialmente quando os outros fazem uma festa ou algo. Mas eu estou aqui para tocar para as pessoas que tornaram possível fazer o que eu mais adoro, fazer musica.” - King Diamond.
47- “Eu sou muito orgulhoso da musica que fiz. Alguns daqueles álbuns, especialmente ‘Fatal Portrait ‘ e ‘Abigail’ (KING DIAMOND - 1986 e 1987 respectivamente) são particularmente importantes para mim. - King Diamond.
48- “Muitas pessoas da Suécia vem a Dinamarca para passear. Não há muitos lugares para ir na Suécia, então todos eles pegam a balsa e bebem aqui. E os suecos são todos beberrões terríveis.” - King Diamond rindo de seus companheiros suecos durante as gravações do álbum ‘Them’ (KING DIAMOND - 1988).
49- “Espere até sairmos à noite. Você não verá muitas garotas suecas, mas verá que elas são muito mais bonitas que as dinamarquesas. As suecas são as garotas mais bonitas do mundo.” - o ex-baterista do KING DIAMOND, Mikkey Dee, defendendo sua gente.
50- Hal Patino, ex-baxista do KING DIAMOND (que alias
também fez parte da banda sueca, GEISHA, da qual também vieram o baterista
Mikkey Dee e o guitarrista Pete Blakk), fala dinamarquês, mas nasceu nos EUA e
voltou para Europa para visitar a família.
51- Um repórter americano no antigo apartamento de
King em Copenhague.
Nenhum castelo da perdição. Nenhuma casa assombrada repleta de espíritos
vingativos, machados voadores, retratos fatais, duendes, sucumbo ou homúnculos.
Será a casa do mal encarnada? Será a residência do mais obscuro soberano do
metal? Estará o inferno na entrada? Não. Como qualquer um de nós, king
Diamond conhece as alegrias de alugar um apartamento, uma fortaleza na Dinamarca
com o charme do velho mundo, Copenhague. A porta da frente é de total mau
agouro. Há o indicio de uma presença enigmática? As brilhantes iniciais KD e
o seu raramente usado, errrr, nome cristão, Kim Bendix Petersen, na caixa de
correspondência. Desculpe desaponta-los, o endereço não é 666 Mockingbird
Lane.
Um santuário? Não, um modesto quarto e sala igual ao de qualquer fã de rock,
as paredes cobertas com Ozzy, Alice Cooper e também posters de KING DIAMOND. Há
um estranho cartaz de show dos dias de MERCYFUL FATE, a TV, dois vídeo cassetes
(para os sistemas americano e europeu), um deposito de vídeos incluindo ‘A
Pequena Sereia’ (?), um equipamento de 4 faixas, um extraordinário tapete
Flokati blanco e um sofá de couro preto. Deborah, a jovem esposa de king está
ocupada preparando-se para as compras diárias, enquanto que o homem
impacienta-se com o controle remoto da TV, engolindo o segundo café matinal.
Retrato de Satã em casa? Certamente.
“Eu gosto deste lugar, realmente gosto dele!” exclama o King com um leve
sotaque dinamarquês. “Isto confirma que existem mais coisas entre o céu e a
terra que imaginamos. Eu poderia contar tantas estórias dos tempos de MERCYFUL
FATE quando pensava haver visto coisas que não existiam, ou as vezes em que me
senti tocado, ou os repentinos ares frios que entravam porta adentro. Houve um
período recente onde a Deborah tinha medo de entrar no quarto com as luzes
apagadas enquanto eu estava aqui na porta da frente, trabalhando. Ela continuou
a ouvir esta respiração pesada.”
Ele lembra-se de outra noite há muitos anos em que as forças da escuridão
revelaram-se para alguns convidados. “Lars e James do METALLICA pernoitavam
aqui enquanto gravaram ‘Ride the Lightning’. Timi Hansen, o baixista do
MERCYFUL FATE, e uma garota da América estavam aqui também, tarde da noite estávamos
todos bêbados. Lars, James e eu estávamos em meu quarto, jogando pimbolim,
quando escutei um grito aterrorizante vindo da outra sala e o som de garrafas
sendo jogadas. Abri a porta e vi Timi tremendo e dizendo: “King, que porra está
acontecendo aqui?”. Olhei em volta e vi como os objetos de meu altar estavam
espalhados por toda a sala. Era mais do que um pouco estranho.”
Havia, é claro, indícios do macabro, do oculto ao qual king se dedicou durante
anos: o pentagrama casualmente na parede, crânios na TV, e o altar. Para sacrifícios?
Provavelmente não, embora em uma olhada mais atenciosa, durante a noite este
lugar deveria ser terrível. Diamond continua tipicamente gracioso na explicação
sobre o quadro do pentagrama drapeado, seu significado, e a importância dada a
seu venerado ‘além’. Bem no centro da mesa está uma edição da brochura
extremamente usada de Anton La Vey - A Bíblia Satânica, a essência da fé satânica
professada. Ele começa “É exatamente o oposto do que se espera que o
satanismo seja - sacrifícios demoníacos, crueldade, coisas que estão
distantes da verdade. Honestamente, encerra uma filosofia que era bem próxima
do modo que levo a vida: ‘Faça o que deseja e deixe que isso seja uma extensão
da lei’ - sem ferir ninguém, obviamente. Igualmente ensina a tolerância a
outras pessoas e outras religiões, algo que o Cristianismo parece ser avesso.
Igualmente deixa um amplo espaço para o lado espiritual da vida - como é sua
crença, como enxerga Deus. Foi a primeira Bíblia com a qual eu poderia
concordar integralmente”.
Ele pega um cálice cujo pé gradativamente se transforma em um bode. “Isto
nos leva ao passado, as velhas religiões da natureza, aonde Pan, o deus com
cabeça de bode era importante. A cabeça de um bode é o símbolo dos poderes
da natureza”, explica-nos. Coloca o cálice de volta ao lugar, mencionando seu
uso para ‘certos rituais’. Sorri ao tentar tocar um mágico esculpido em maças.
“Foi presente de um fã. Não tem nenhuma importância em especial, apenas
parece ser apropriado aqui”. Um livro de capa de couro com a legenda
Necronomicon, lembra-se com reverencia: “É um livro antiquíssimo que dizem
ter sido descoberto por alguém que teve experiências estranhas. Contém
informações sobre vários rituais pesados e cerimonias ocultas que nada tem
com o que eu considero satanismo”.
King respeita vários crânios, ambos em seu altar e espalhados pela sala.
“Parte deles são presentes”, comenta-nos, “Esta é a jugular e o topo de
Melissa. As outras partes perderam-se através dos anos. Como você pode ver,”
diz virando o crânio de modo a mostrar um buraco feito por uma pancada no topo,
“Tem as marcas de uma execução. Quem sabe o que pode ter acontecido a sua
dona? Provavelmente morta como uma feiticeira”.
52- “O colar é a fantasia - esta é a parte fantástica da estória, na verdade, 3 estórias em uma, tornando-a um conceito, mas especial e diferente, e 90% do resto é verdadeiro. A primeira música e a ultima acontece no presente, descrevendo algo sobre o colar: o poder que possui, e o que faz para você. Mas em 1° de maio - também chamado de a noite de Walpugis, se você olha no olho do colar (existe um olho atado ao colar, eu estou o usando agora) você volta no tempo, irá voltar ao tempo da inquisição francesa e lá irá experimentar toda a dor que tomou lugar durante aqueles 220 anos, e quando voltar será dia 2 de maio. Esta é a maldição: não olhe para ele neste dia, por que irá viver o pior. Mas também tem igualmente o poder , o qual é explicado na última música do álbum, denominada ‘The Curse’ (a maldição). Ela explica que você pode realmente olhar no cérebro das pessoas e ver o que estão pensando, e até ver suas ações de longe, à distancia.” - king Diamond sobre o conceito básico do álbum ‘The Eye’ (KING DIAMOND - 1990), uma mistura de fatos reais com ficção - uma alfinetada nos fundamentalistas.
53- Quando o baterista Mikkey Dee deixou o KING DIAMOND definitivamente depois de gravarem ‘Conspiracy’ (KING DIAMOND - 1989), ele primeiramente participou da banda de Don Dokken e mais tarde entrou no MOTÖRHEAD onde está até hoje. Mikkey nasceu em 31/10/1963.
54- O ex-baixista do KING DIAMOND, Hal Patino, esteve envolvido na banda DOCTOR BUTCHER do ex -vocalista do SAVATAGE, Jon Oliva. Mas infelizmente, Hal apenas trabalhou numa demo de 5 músicas com esta banda, o motivo de sua saída precoce é desconhecido.
55- E vejam só, dois ex-guitarristas do KING DIAMOND, Pete Blakk (nome verdadeiro: Peter Jacobsson) e Michael Moon, mais dois músicos, formaram a banda TOTEM. Até onde eu sei, eles gravaram uma demo de 5 músicas onde o vocal é feito pelo próprio Pete. Contatos: a/c Weddig, Brahegatan 18 A, 415 01 Goteborg, Sweden.
56- ‘The Preacher’ do álbum ‘Time’ (MERCYFUL FATE - 1994) foi escrita especialmente para um pastor hipócrita do Texas chamado Robert Tilton. Fique ligado na letra!
57- Um jornalista pergunta: Como pode alguém saber se os poderes do desconhecido são bons ou maus, se os poderes são desconhecidos? E King responde: “Eu sei por que tenho experimentado. Portas abrindo e fechando, pessoas sendo tocadas ... Pessoas no MERCYFUL FATE sentiram isso também. Na música ‘Welcome Princess of Hell’ (álbum ‘Melissa’ - MERCYFUL FATE - 1983), eu estou comprimentando estes poderes dizendo: vocês são sempre bem vindos em minha casa”. Esta música foi inspirada no seguinte incidente: “Tínhamos acabado de voltar da gravação da primeiríssima fita demo do MERCYFUL FATE e tínhamos comprado muitas cervejas. Tínhamos acabado de encher o primeiro copo e estávamos discutindo se devíamos ouvi-la agora ou esperar até que os outros caras chegassem. Naquele momento o copo de meu irmão simplesmente levantou no ar. Muitas pessoas talvez chamem isso de psicose em massa, mas não era. Nós nem estávamos discutindo ocultismo. Eu achei que eu estava vendo coisas, mas quando eu vi os rostos dos outros caras, eu soube que era real.” Aquele acontecimento não assustou King, pelo contrario o fez sentir bem. “Eu já estive em situações onde eu não sei como poderia ter saído se não fosse por estes poderes. Nós quase sofremos um acidente em nosso avião da primeira vez que viemos ao EUA como MERCYFUL FATE. Pretendíamos trocar de avião em St. Louis, mas havia uma grande tempestade. O piloto não podia descer então andamos em circulo durante meia hora. Finalmente, tivemos que descer, e caímos a 150 jardas (n. do e.: aproximadamente 137,1 metros) acima do chão ... Foi como nos filmes, todo mundo gritou e foi realmente assustador. Estávamos ainda nos aproximando da pista quando o vento apanhou o avião de novo e a asa esquerda estava à apenas cerca de 10 pés (aproximadamente 4,8 metros) longe do chão. Estava caindo, caindo, caindo. Se não fosse pelos poderes fazendo que as coisas ficassem da forma que foram destinadas a ser, eu não tenho nenhuma duvida que teríamos morrido naquela noite. “ Com esta espécie de convicção, você muito provavelmente supõem que King seja ignorante sobre a bíblia. Errado: “Há algumas coisas na bíblia que eu seria o primeiro a admitir que são boas. Porém em minha opinião, a maior parte dela só serve para a lata de lixo. Dizer as pessoas que elas nasceram com pecado e com culpa é absurdo. ‘Você nasceu pecador!’ isto é o que diz na bíblia. Diz que você tem que lutar por seu caminho de volta para o reino dos céus. Não é bem assim, não importa o que façamos nesta vida todos iremos para o mesmo lugar. Um lugar que eu chamo de alem.” Até ai, King parece ser um cara normal cuja visão de vida e religião é algo um tanto diferente do normal. Mas examinado seu passado, surgem perguntas. Há alguma explicação lógica para ‘Nuns Have No Fun’ (‘freiras não se divertem’, do primeiro mini - álbum do MERCYFUL FATE)? Esta música parece um pouco mais que um simples ataque direto a cristandade (‘sobre uma cruz uma freira será pendurada. Ela será estrupada por um homem do mal’). De acordo com King a música não era tanto como um ataque a cristandade, mais do que era uma ridicularização daquilo que os padres fizeram ao próximo no passado. “Ela foi feita para provocar os padres. Eles sempre viram a si mesmos como pessoas melhores que as outras, como se eles fossem tão puros. Mas isso é impossível. Ninguém pode viver sem pecado. Quando você começa a ler e descobre o que eles fizeram, você vê como eles começaram guerras, extorquiram dinheiro, torturaram jovens garotas... Padres que não podiam ver uma garota, ‘Ah, ela está possuída!’. Esta música foi o modo do MERCYFUL FATE fazer para uma freira o que os padres estiveram fazendo a outras pessoas por um longo tempo.”
58- MERCYFUL FATE e KING DIAMOND depois do MOTÖRHEAD, foram os grupos que mais pediram bebidas alcóolicas no camarim do Monsters of Rock ‘96 em São Paulo. A lista incluía: 3 garrafas de vinho branco; 3 de vinho tinto; 1 garrafa de Rum Bacardi; 1 de vodka Smirnoff, 1 de uísque Jack Daniels; 1 de licor Kahlua; 1 de conhaque; 36 latas de cerveja e 12 de Miller Lite; além de um pacote de cigarros Camel.
59- Sabe quais eram os três álbuns mais preferidos de King Diamond em 1984? ‘Bark at the Moon’ - OZZY OSBOURNE; ‘Freewheel Burning’ - JUDAS PRIEST; ‘Black Widon / Devil’s Food’ - ALICE COOPER.
60- O Top 5 de álbuns (os 5 melhores) de Hank Shermann em 1996 eram: 1- ‘Grooves Maximus’ - ELECTRIC BOY; 2- ‘Titanic Truth’ - TITANIC TRUTH; 3- ‘Walk on Water’ - UFO; 4- ‘Mushroom Songs’ - GUTRIX; 5- ‘A Tribute to Judas Priest. vol. 1’.
61- “Não teria nada contra, mas nunca acontece, por que eles não tem a menor idéia de como fazer as letras. Pelo menos, não para a minha maneira de cantar -- isso eu mesmo sei fazer melhor.” - King Diamond sobre a possibilidade de seus companheiros escrever uma letra para a banda.
62- “Faz tempo que não jogo, por que no momento não tenho tempo. Antigamente jogava contra gente como Frank Arnessen e Sören Lerby, que agora são ótimos jogadores da seleção dinamarquesa. Mas agora minha vida pertence à musica.” - King Diamond numa entrevista à uma revista alemã em 1987. Era muito difícil para King fazer um show no sábado e jogar no domingo, então para nossa sorte ele optou pela música.
63- “Eles nunca forçaram-me a fazer nada que eu não quisesse fazer, como ir àquela estúpida escola de dança em Copenhague. É engraçado, meus próprios pais tiveram experiências com o oculto então não tiveram problemas com muitas de minhas convicções. Eles nunca chamaram a si mesmos com satanistas, mas nós todos parecemos acreditar nas mesmas coisas. Meu pai me chocou quando me disse uma vez antes morrer que ele viu seu próprio falecido pai em pé na ponta de sua cama. Minha mãe soube o exato momento que a mãe dela morreu. Ela estava lavando a louça e toda vez que ela terminava um garfo e uma faca, elas se cruzavam uma com a outra. Isso é supostamente um símbolo de morte em família. Além disso, meus pais tinham o relógio de meu avo parado há 12 anos, que misteriosamente começou a trabalhar de novo logo quando meu pai morreu.” - King Diamond. O pai de King morreu em meados de 1986 - veja a dedicatória na capa de ‘Abigail’ (KING DIAMOND - 1987).
64- “Veja aquele especial sobre satanismo do Geraldo (um programa de auditório americano apresentado por um ‘desses’ moralistas chamado Geraldo Rivera). Eu sentei e expliquei, mas ele apenas usou uma linha de toda a entrevista. Eu disse a ele que certamente não queremos o mal à ninguém - essa foi a única e tão somente frase que ele mostrou, e ele exclamou: ‘conversa mole’ (bullshit) sem dar-me uma chance de defesa. É uma vergonha que ele nunca tenha sentado e lido a bíblia satânica. Ele perceberia que ela especifica que satanismo não tem nada com sacrifícios de bebes ou esquartejo de animais. Eu não acho que ele estava interessado em ser honesto com o público. É a diferença entre alguém como ele e eu.” - King Diamond.
65- Em meados de 1991, um correspondente na Dinamarca
conseguiu uma entrevista exclusiva com King para a revista argentina Mad House.
Um dos assuntos abordados nesta entrevista foi a respeito de uma possivel turnê
pela América do Sul: King disse que gostaria de tocar em todos os países e que
estava surpreso porque haviam lhe dito que o KING DIAMOND era a segunda banda de
metal que mais vendia no Brasil depois do SEPULTURA - o que segundo me consta,
foi apenas meia-verdade. Na época: KING DIAMOND e SEPULTURA tinham seus discos
distribuidos no Brasil pela Gravadora Eldorado e, o KING DIAMOND era então a
segunda banda deste estilo que mais vendia pela Eldorado, apenas isso.
King disse que queria fazer a turnê na América do Sul, não pelo dinheiro, mas
sim para mostrar que as bandas européias podiam ter êxito em regiões pouco
percorridas, que havia mercado e lugar para expandir-se.
E então o correspondente dinamarquês da Mad House disse que vindo ao Brasil
King poderia se inteirar com o Vodu (Vodu = culto praticado nas Antilhas,
principalmente no Haiti, e que tem semelhanças com o nosso candomblé); e King
realmente imaginando que havia Vodu no Brasil, respondeu rindo: Sim, vou levar
meus próprios bonecos (aqueles onde se espetam agulhas)!!! Coincidência ou não,
o álbum de 1998 do KING DIAMOND será chamado Voodoo (?).
66- Um reporter inglês indaga sobre o estilo do KING DIAMOND: a forma complicada de compor e arranjar as músicas, com todas as muitas mudanças de tempo e as muitas partes diferentes - não limitariam o potencial de vendas da banda? King responde: “Não, porquê ninguém nesta banda se sentiria a vontade tocando o tipo de coisa onde se repete 20 vezes o mesmo refrão. Eu ouço bastante música pop, mas eu jamais as tocaria - isso não é para mim. Ter que mudar a forma de compor nossas músicas provavelmente significaria o fim desta banda, porquê a nossa forma de compor é uma das coisas que tornam o KING DIAMOND tão único“.
67- No estúdio King pode criar diferentes faixas vocais e harmoniza-las, com os recursos do estúdio, uma sobre a outra. Entretanto, nos shows King não quer cantores no fundo do palco fazendo Backing-vocals ou mesmo usar um harmonizador - ele conta com um bom engenheiro de som que pode enriquecer certas partes das músicas, tornando-as mais cheias e próximas do que são no álbum, e jamais ele usaria um monte de efeitos. Em entrevista, ele também disse que mesmo no estúdio ele usa o mínimo possível de efeitos sobre a voz, porquê é assim que ele acha que deve ser.
68- A Roadrunner Records internacional já relançou os álbuns antigos do MERCYFUL FATE e KING DIAMOND em versões remasterizadas, com capas diferentes e faixas extras e /ou raras. Vale a pena dar uma conferida - mesmo para aqueles que já possuem as versões originais em vinil (antigo) ou os antigos relançamentos em CD sem a remasterização.
69- O presidente do fã-clube holandês conversou com Sharlee D`Angelo (baixista do MERCYFUL FATE), Sharlee não pode dizer muito à respeito do novo álbum; ele disse que seria mais pesado que o anterior e possivelmente mas lento e mais técnico. - Alguém aí achava que o MERCYFUL FATE deveria no próximo álbum ser um pouquinho mais melancólico? Será que o substituto de Michael Denner, o guitarrista Mike Wead, que alias é também um amigo antigo do Sharlee, deixará sua marca na banda??? (Comentário sobre o album "Dead Again")
70 - Sobre o set list (repertório) que o MERCYFUL FATE
usou este ano (1997) na turnê européia há novidades.
Desde 1996 eles tem usado a introdução Lucifer na entrada, inclusive eu
(Hamilton) tive o privilégio de poder ver King nos bastidores se concentrando,
ou sei lá o que, enquanto que o Pai Nosso às avessas entoava - King se curva
como se estive rezando e quando acaba - parece vitalizado e muito pronto para o
show. Eles sempre usaram algum tipo de introdução: no início dos anos 80 começavam
entre gemidos, sinos, flautas e gritos histéricos vindos da platéia, ou com
king " "muito sutilmente" " apresentando a banda. Depois
passaram a usar como introdução a The Oath. Como será no próximo ano?? ...
Evil, nos últimos anos, sempre era uma das últimas, senão a última - pedida
sempre no bis; desta vez eles a botaram depois da introdução. Doomed by the
Living Dead e, chegaram a Desecration of Souls - que até onde sabemos, nunca
foi tocada ao vivo antes - somente a velha banda projeto dos guitarristas
Michael Denner e Hank Shermann, o Zoser Mez, a apresentara ao vivo antes. Legend
of the Headless Rider, que eles haviam apresentado no prestigiado festival
Dynamo (Holanda 93) também fora incluída (somente a primeira parte). A velha A
Dangerous Meeting com direito aos sinos tocando como no disco - também foi uma
novidade. E as instrumentações mesclaram Caravan of Souls do MEMENTO MORI
(antiga banda do novo guitarrista, Mike Wead (?) ) com Fifteen Men and a Botle
of Rum. ... Into the Unknown; Angel of Light e, Satan`s Fall - está última não
poderia faltar - King teve mesmo que dar conta dos quase 12 minutos de duração
desta que foi uma das primeiras operas verdadeiramente Heavy Metal criadas.
Fecharam com Come to the Sabbath - um verdadeiro hino! Era de se esperar que
eles tocassem a música do último video clip, The Uninvited Guest, mas o
MERCYFUL FATE não dá a mínima para "chavões" e esta, apesar de
muito boa, não foi incluída. A banda com o novo guitarrista está tão boa
quanto antes, e Hank continua "fazendo as suas" - a alma do MERCYFUL
FATE continua firme: dando uma aula de Heavy Metal, um banho de euforia com
fidelidade absoluta. Quem é Foda e inteligente sabe disso!!!
71- Como nós brasileiros pudermos ver em 1996, o KING DIAMOND na Europa em 97 também usou como introdução a Out From the Asylum, seguida por Welcome Home, Invisible Guests, Sleepless Nights - uma espécie revival a época dos muito aclamados álbuns: "Them" e "Conspiracy". The Spider`s Lullabye - ainda mais sinistra. Eye of the Witch e The Trial do álbum "The Eye", e prolongado fora a última virada de The Trial - provavelmente para que King pudesse se aprontar para a seqüência com as músicas do último álbum - para mais uma marcante interpretação e encenação em: The Graveyard, Waiting, Meet me at Midnight e Up from the Grave. Quando então King, muito provavelmente - retirando uma boneca nojenta do cenário disse à platéia: 'Então vocês reconheceram a Lucy ? (que em Up From the Grave é retirada da sepultura) Mas deixem-me dizer-lhes uma coisa: Esta não é a Lucy - esta é a maldita Abigail!' – Essa foi a maneira de King apresentar a música sobre a menina nascida morta em 1777 - Abigail. Para o bis tocaram o hino Halloween. King pareceu querer dar vida nova às músicas mais antigas em sua maneira de cantá-las, e o engenheiro de som trabalhou bem - fora dito antes da turnê começar que novos efeitos seriam testados. Aliás todos os técnicos de palco que trabalham com eles precisam saber sobre muitas coisas que são planejadas antes da turnê começar, e conhecer a personalidade dos músicos para poder trabalhar no palco.
72- Em meados de 1991, um correspondente na Dinamarca conseguiu uma entrevista exclusiva com King para a revista argentina Mad House. Um dos assuntos abordados naquela entrevista fora à respeito de uma possível turnê na América do Sul: King disse que gostaria de tocar em todos os países do continente e que estava surpreso por que haviam lhe dito que o KING DIAMOND era a segunda banda de Metal que mais vendia no Brasil depois do SEPULTURA - o que era infelizmente apenas meia-verdade. Na época : KING DIAMOND e SEPULTURA tinham seus discos distribuídos no Brasil pela Gravadora Eldorado e, o KING DIAMOND era apenas então a segunda banda de Metal da Gravadora Eldorado que mais vendia. E então o correspondente da revista argentina disse brincando que vindo ao Brasil King poderia se inteirar com o vodu (vodu = culto praticado nas Antilhas, principalmente no Haiti, e que tem semelhanças com o nosso candomblé) ; e King imaginando que havia vodu no Brasil, respondeu rindo 'Sim, vou levar meus próprios bonecos (aqueles onde se espetam agulhas)!!!' Coincidência ou não, o primeiro álbum depois da primeira vinda ao Brasil foi intitulado "Voodoo" (?).
73- Tatuagens baseadas em capas de discos do MERCYFUL FATE e KING DIAMOND tem tido grande sucesso em São Paulo. O fundador do BRAZILIAN UNION FC. tem a Molly do "Fatal Portrait" em seu braço direto, e ele mesmo já viu outras 4 pessoas com outras ilustrações da mesma espécie na pele. É King na pele e na alma!!!
74- Michael Denner, não é mais um membro do MERCYFUL FATE; os fãs no Brasil, particularmente no clube Highlander (São Paulo, 27 de agosto de 96)foram os últimos fãs a ver o guitarrista tocar com a banda. Quando a turnê nos Estados Unidos começou em outubro/novembro de 96, Michael acabara de se tornar pai de um menino. E ele mesmo sugeriu como um substituto: Mike Wead, conhecido de bandas como: HEXENHAUS , MEMENTO MORI etc. Mike atuou e preencheu a vaga muito bem. ("Novembro" de 1997)
75- Quando a turnê européia começou no final de
fevereiro último, Michael ainda não se sentia confortável deixando sua família
para atrás, e novamente tivemos Mike Wead atuando. A turnê européia foi um
enorme sucesso; Mike Wead fez um ótimo trabalho; trabalhou muito bem com a
banda.
Michael Denner é muito compreensivo e na verdade já imaginara que seria necessário
substitui-lo, uma vez que durante os próximos anos ele não poderia passar
muito tempo com a banda.
É portanto oficial que Mike Wead é o novo guitarrista do MERCYFUL FATE, e ele
começou as gravações do novo álbum este mês. As gravações acontecem no
Nomad Recording Studio em Dallas - TX, USA. ("Novembro"
de 1997)
76- O baterista Darrin Anthony foi forçado a deixar o KING DIAMOND em dezembro de 1996, seu substituto é John Hébert. E o novo baterista estreou na turnê européia no inicio deste ano. Darrin sofreu um grave acidente de carro ano passado; na hora de se preparar para a turnê ele nem mesmo podia segurar uma baqueta. Eu não tenho noticias sobre sua recuperação por enquanto, ele não tem mantido contato com ninguém da banda.
77- A banda mineira OVERDOSE não pode excursionar no inicio deste ano na Europa, abrindo para o MERCYFUL FATE e o KING DIAMOND, então a banda escolhida para essa tarefa foi o ORIGINAL SIN - banda de heavy metal tradicional sueca/americana que é contratada do selo sueco Dzynamite Records, a mesma empresa que lançou o CD do GUTRIX de Hank Shermann em abril último e lançará o CD do ILLWILL de Andy La Rocque - Sharlee D’ Angelo - Snowy Shaw e Jonas Dahlstöm, muito em breve. ("Novembro" de 1997)
78- O BRAZILIAN UNION também gostaria que os CDs do
GUTRIX e do ILLWILL fossem lançados e amplamente distribuídos no Brasil.
Diversas lojas especializadas e companhias de discos receberam deste fã-clube
uma proposta impressa do selo destas bandas na Suécia, o DZYNAMITE RECORDS
(endereço: Norregatan 3B, 211 27 Malmö, Sweden - TLF: +46-40 611 9460). Como
de costume o BRAZILIAN UNION procurou fazer o melhor em mais esse passo.
79- Primeiro vídeo clip da banda GUTRIX de Hank Shermann foi feito para ‘Move Over’ - de Janis Joplim. O cover é uma das músicas do CD de estreia “Mushroom Songs”.
