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Modelo de Proposta Pedagógica


Poderíamos resumir as adaptações propostas e sintetizadas em alguns tópicos principais:

·         A proposta pedagógica pretende superar a dicotomia paradigmática entre o ensino teórico e a prática profissional em seus diversos níveis. Assim, por exemplo, os estudantes cursam (do primeiro ao último semestre), ao contrário do que acontecia no currículo anterior, tanto disciplinas técnicas quanto científicas.

·         As disciplinas de fluxo específico (profissionalizantes) passar a ter caráter prático e são as ‘Oficinas’, realizadas nos laboratórios e núcleos de extensão do curso.

·         O projeto prevê a habilitações em produção, reportagem e edição. Portanto, fora das habilitações de formação profissional previstas nas Diretrizes Curriculares do MEC.

·         Estabelece critérios e parâmetros para a própria avaliação institucional.

·         O curso pretende a formação de um novo profissional, dando ênfase ao desenvolvimento das competências empreendedoras e à atualização tecnológica. A idéia fundamental é assumir formar profissionais liberais com visão ampla de mercado e não simplesmente mão-de-obra para empresas de comunicação.


1. Objetivos Gerais

o        Oferecer de cursos de graduação e pós que possam desenvolver uma relação dialética com o mercado.

o        Desenvolver projetos de suplementação de conhecimentos para profissionais liberais e empresas.

o        Promover oficinas de práticas específicas, a partir de um núcleo comum de conhecimentos.

o        Administrar o processo de inserção de estudantes no mercado através de estágios supervisionados pelos professores do departamento, em acordo comum com o sindicato da categoria.

o        Abrir cursos de reciclagem e atualização, tanto para professores quanto para profissionais do mercado.


2. Políticas de Pesquisa e Extensão

Pesquisa:

o        Resgatar a história do jornalismo local

o        Estudar as mídias contemporâneas

o        Elaborar estratégias de comunicação e desenvolvimento

Extensão

o        Estabelecer uma relação interativa não apenas com o mercado, mas com a sociedade.

o        Promover palestras, encontros, simpósios, seminários e eventos similares.

o        Programar concursos, exposições, festivais e eventos similares.

o        Implantar atividades de assessoria e consultoria através da empresa-júnior.

o        Organizar campanhas e outros eventos de caráter sócio-cultural, a exemplo do trote da doação de sangue: campanhas ecológicas, de cidadania, etc.

o        Disponibilizar cursos de extensão para estudantes e profissionais da comunicação e outros públicos.


3. Perfil do Egresso de Comunicação Social

Procurando adequar-se às mudanças ocorridas no mundo, não apenas nas áreas política e tecnológica, mas, sobretudo, na retomada de uma visão não compartimentada do saber, O Departamento de Comunicação Social investe na formação de um novo profissional que seja capaz de intermediar os desafios, não somente de sua profissão, mas também de interagir perante o cenário de perspectivas de mudanças e inovações. Preparar o aluno para os grandes desafios da sociedade contemporânea, possibilitando, principalmente, a compreensão e relação às novas redes de informação e a nova divisão internacional do trabalho que elas instituem.

Este novo profissional de comunicação social necessita, além do conhecimento técnico e prático em diferentes campos da tecnologia digital (impresso, web, áudio, vídeo), precisa também de uma forte formação humanística, renovada e crítica. Deve ainda desenvolver a sensibilidade similar à do artista, tanto a nível estético como ético-social. Para tanto, nosso projeto pedagógico repousa inicialmente na articulação entre conhecimentos fundamentais (científicos e estéticos) e os conhecimentos técnicos atualizados das realidades profissionais. Tentamos, assim, romper com os velhos esquemas, que por tanto tempo demarcara o perfil dos cursos de comunicação na já tão conhecida dicotomia entre a teoria e a prática, sistematizando o aprendizado em forma de seminários, oficinas, laboratórios e atividades complementares. Pensamos que o exercício da pesquisa e da extensão intrínsecos ao ensino da profissão é que levará o aluno a agir de forma interativa em relação à sociedade e à própria vida, preparando-o para o papel de mediar a complexa transformação por que passa a sociedade contemporânea.

E mais: a realidade social contemporânea exige o desenvolvimento de competências empreendedoras individuais. O curso não deve mais ser exclusivamente voltado para formação de mão-de-obra para as empresas de comunicação, mas também de pequenos empreendedores. Mesmo porque, até os profissionais que hoje permanecem empregados também precisam desenvolver competências antes não exigidas (iniciativa, criatividade, capacidade de gerenciamento).

Dessa forma, o egresso de Comunicação Social deve saber reconhecer tendências e analisar fenômenos de comunicação em pequena e grande escala. Deve ter familiaridade com os diferentes paradigmas que compõem o campo da comunicação. Deve ancorar o conhecimento técnico no saber teórico. Mas, sobretudo, deve desenvolver sua subjetividade psicológica: ser sensível, criativo e capaz de gerenciar com situações de conflito e estresse.


4. Tópicos de estudos básicos

Os conteúdos básicos são caracterizadores da formação geral da área e devem ser previstos nas especificações curriculares - incluindo o plano geral da Comunicação e os espaços específicos de cada habilitação. Envolvem tanto os conhecimentos teóricos como as aplicações relacionadas ao campo da Comunicação e à área configurada pela habilitação específica. São básicos, portanto, no sentido de que devem atravessar a formação dos graduandos de Comunicação em todas as suas especialidades.

Estes conhecimentos são assim categorizados: conteúdos teórico-conceituais; conteúdos ético-políticos; conteúdos de linguagens, técnicas e tecnologias midiáticas; conteúdos analíticos e informativos sobre a atualidade.

Matérias

Disciplinas

Conteúdos teórico-conceituais

 
Visam a desenvolver familiaridade com o uso de conceitos e um raciocínio conceitual, que permita aos alunos apreender e lidar rigorosamente com teorias gerais e específicas, inclusive acionando-as quando do processo de interpretação da realidade social e profissional.   OBRIGATÓRIAS DO FLUXO COMUM (FC1s)  

Conteúdos ético-políticos

 
Devem permitir ao estudante posicionar-se sobre a atuação dos profissionais da comunicação, sobre o exercício do poder da comunicação, sobre os constrangimentos a que a comunicação pode ser submetida, sobre as repercussões sociais que ela enseja e sobre as demandas e necessidades da sociedade contemporânea, sempre em uma perspectiva de fortalecimento da idéia de cidadania, com o estímulo do respeito aos direitos humanos, às liberdades, à pluralidade e à diversidade, à justiça social e à democracia, inclusive na área da comunicação.   OBRIGATÓRIAS DO FLUXO COMUM (FC2s)  

Conteúdos de linguagens, técnicas e tecnologias midiáticas

 
Devem assegurar ao estudante o domínio das linguagens, das técnicas e tecnologias tipicamente empregadas nos processos e nas habilitações de comunicação, bem como assegurar uma reflexão rigorosa sobre suas aplicações e processos. Também devem possibilitar a pesquisa e a experimentação de inovações das linguagens, técnicas e tecnologias, visando a formação de um profissional versátil e em sintonia com as tendências de acelerada mutabilidade dos sistemas e práticas de comunicação e suas habilitações na contemporaneidade.   OBRIGATÓRIAS ESPECÍFICAS DA HABILITAÇÃO (EJs e ERs)  

Conteúdos analíticos e informativos sobre a atualidade

 
Objetivam propiciar aos alunos um rico estoque de informações sobre variados aspectos da atualidade, pois esta constitui a matéria prima essencial para os futuros profissionais da comunicação. Estas informações devem, simultaneamente, assegurar a apreensão de interpretações consistentes da realidade e possibilitar aos estudantes a realização de análises qualificadas acerca dos fatos e contextos culturais, políticos, econômicos e sociais.   OPTATIVAS (DOs)

Estes conteúdos devem ser referidos tanto ao campo geral da Comunicação, quanto à habilitação específica, inscrevendo-se sempre no contexto da sociedade contemporânea. Observa-se ainda que os quatro conjuntos de conhecimentos não são estanques e se inter-relacionam tanto por sua presença comum em problemas práticos e profissionais como nas reflexões teóricas sobre a área. As perspectivas críticas atravessam todas as categorias de conhecimentos, e ainda, o conhecimento de linguagens não se restringe a suas interações com as tecnologias, mas dependem também das questões interpretativas, analíticas e informativas da atualidade.

Na formulação específica destes conteúdos, o Projeto Acadêmico do Curso adota uma decidida e consistente perspectiva humanística. As próprias tecnologias, com a dimensão transformadora que adquiriram no século XX recebem tratamento que faz sua compreensão pelo estudante ultrapassar os aspectos utilitários e alcançar as interações entre a comunicação e a cultura, a política e a economia.


5. Estudos básicos de cada habilitação


COMUNICAÇÃO SOCIAL

CIÊNCIA

ARTE

POLÍTICA

Objetividade

Subjetividade

Intersubjetividade

EDIÇÃO

Impresso

Audiovisual

Mídia Digital

PRODUÇÃO

Planejamento

Direção

Estúdio

 

REPORTAGEM

 

Pauta/Informação

Texto/Opinião

Entrevista/Interpretação


Podemos dividir a formação do comunicador em três momentos distintos: o aprendizado científico da objetividade, o desenvolvimento artístico da subjetividade e, por último, a combinação dos dois aspectos em um contexto intersubjetivo. Assim, o aprendiz de jornalista (cuja principal competência é redigir) tem, em um primeiro momento, a aprender a pensar cientificamente e redigir de forma objetiva, na terceira pessoa, nos moldes do jornalismo informativo. Em um segundo momento, no entanto, ele deve, para continuar seu desenvolvimento, reaprender a ser opinativo e a escrever na primeira pessoa, a reintegrar o aspecto afetivo de sua personalidade em seu texto. Neste segundo momento, o estudante trabalhará preferencialmente com suportes audiovisuais. E, finalmente, em um terceiro momento de aprendizado, o aluno deve, em combinação com as necessidades impostas pelas crescentes tendências de segmentação e interatividade, aprender a escrever na segunda pessoa, a trabalhar com púbicos e objetivos específicos, através das tecnologias e suportes digitais.

Da mesma forma, o aprendiz de radialista passa por um primeiro período em que combina o pensar científico com a atividade técnica de planejamento, por segundo momento em que deve aguçar a sensibilidade artística com a atividade de direção, e, finalmente, da intersubjetividade política e psicológica com a atividade de edição.

Acreditamos assim satisfazer as exigências prescritas nas Diretrizes Curriculares do MEC para os Cursos de Comunicação Social, que afirmam que o “planejamento do Curso deve evitar cuidadosamente a inadequada relação entre teoria e parte geral, e entre prática e parte voltada para a habilitação, que parecia decorrer do currículo mínimo de 1984”. Ou seja, em um modelo que concentrava o tronco comum e o aprendizado científico nos primeiros semestres, deixando para o final do curso a o aprendizado técnico e a opção por uma das diferentes habilitações que formam a comunicação social.

Ora, o que caracteriza a parte geral de nosso projeto é sua referência simultânea ao campo geral da Comunicação - incluindo aí reflexões teóricas, problematizações críticas, conhecimento de atualidade - e as práticas e técnicas específicas das linguagens e estruturas midiáticas. Ou seja, o aluno cursa disciplinas práticas e técnicas desde o começo, articuladas com as disciplinas teóricas segundo uma estratégia de desenvolvimento cognitivo.


ESTRUTURA CURRICULAR     AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL
WEBJORNAL LABORATÓRIO HABILITAÇÕES E ESPECIALIZAÇÕES