| Alguns
itens da aptidão física têm sido considerados
importantes como suporte ao desempenho técnico-tático
de atletas de judô, dentre os quais destacam-se: potência
e capacidade anaeróbias, força, capacidade aeróbia
e flexibilidade (Little, 1991). Em São Paulo, os judocas
iniciam sua preparação em janeiro com o intuito
de alcançar desempenhos expressivos no mês de
maio (início dos torneios oficiais classificatórios).
Pouco se sabe sobre a evolução da condição
física de judocas ao longo da temporada de competições.
Assim, este estudo objetivou verificar o comportamento da
aptidão física um mês após o início
do treinamento (final de fevereiro) e 7 dias antes (13/05)
do Torneio Metropolitano. Foram sujeitos deste estudo 13 judocas
da Associação Pessoa de Judô, submetidos
aos seguintes testes e avaliações: (1) avaliação
antropométrica - massa corporal, estatura, somatória
de 6 dobras cutâneas, braço relaxado, braço
contraído; (2) avaliação da força
de preensão manual direita e esquerda; (3) avaliação
da flexibilidade (teste de sentar e alcançar); (4)
potência e capacidade anaeróbias de membros superiores
(Teste de Wingate); (5) desempenho em uma tarefa específica
da modalidade (Special Judo Fitness Test). A comparação
entre os períodos foi feita através de uma análise
de variância com medidas repetidas. A associação
entre os deltas percentuais de mudanças das diferentes
variáveis foi calculada através do coeficiente
de correlação de Pearson. Os principais resultados
foram: (1) aumento (F1,10 = 4,98; p = 0,0497) do trabalho
total relativo nos primeiros 5s do teste de Wingate (fev -
30 ± 6 J/kg; mai - 34 ± 4 J/kg); (2) aumento
da flexibilidade (F1,12 = 5,31; p = 0,0398) no teste de sentar
e alcançar (fev - 45 ± 7 cm; mai - 48 ±
7 cm); (3) ausência de mudanças nas variáveis
antropométricas e do desempenho nos demais testes.
Contudo, a resposta a cada teste apresentou variação
entre os indivíduos com o decorrer do treinamento.
Foram observadas correlações significantes (p
< 0,05) entre o delta percentual de mudança da variável
que indicava a gordura corporal (somatória de 6 dobras
cutâneas) com a mudança na potência média
no teste de Wingate (r = - 0,70) e com a mudança na
potência de pico (r = - 0,66), indicando moderada associação
entre a diminuição da gordura corporal e o aumento
da potência e capacidade anaeróbias.
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