OPALA: A HISTÓRIA
A
História do Opala começou em 1963, época em que a General Motors só produzia
caminhões e utilitários, quando a montadora iniciou estudos para a produção de um
automóvel. Tudo acontecia muito devagar naqueles tempos, e em 1966 teve início de
maneira definitiva o Projeto 676, baseado no Opel Rekord C produzido na Alemanha.
opala
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Durante mais dois anos o
Rekord foi adaptado às características e condições brasileiras. Finalmente foi
apresentado no Salão do Automóvel de 1968, no dia 19 de novembro, com o nome Opala,
pedra semi-preciosa, resultado também da mistura das palavras Opel e Impala.
O Opala tinha carroceria quatro portas e duas opções de motores: quatro cilindros e
2.500 cm³, e seis cilindros e 3.800 cm³, ambos em linha e com tração traseira. As
versões de acabamento também eram duas, e o câmbio era manual, de três velocidades,
com alavenca na coluna de direção. Começava ali uma história de sucesso, que só
acabou 23 anos depois.
opala
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Para o
final de 1970, aconteceu o primeiro face lift, bem discreto, no qual ele ganhou nova
grade. Mas também surgiu a versão SS, com motor de seis cilindros em linha e 4.100 cm³,
que se tornou lendário, em especial na versão "250/S"; câmbio de quatro
marchas com alavanca no assoalho; rodas esportivas e faixas decorativas, enquanto as
versões passaram a ser Especial, Luxo e Gran Luxo.
opala
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ESPORTIVO
Logo o
Opala caiu no gosto dos brasileiros, em especial em 1971, quando surgiu o cupê, com sua
traseira "fastback" e sem as colunas centrais, permanecendo a versão SS como
exclusiva do cupê. No modelo 1973, foi redesenhada a grade dianteira mais uma vez e, para
1974, passou a ser disponível a transmissão automática de três velocidades. Em 1974
já eram 300 mil Opala produzidos.
opala
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Vendendo
cada vez mais, em 1975 o carro ganhou mudanças mais profundas na frente e traseira, e foi
lançada a wagon Caravan e o luxuoso Comodoro. Nos anos seguintes, poucas mudanças
na linha, sendo que em 1978 a Caravam também ganhou sua versão SS, algo considerado
estranho pra uma wagon.
opala
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Chegou
1980, e o Opala recebeu novas mudanças de estilo, com outra frente e traseira,
afastando-se ainda mais do desenho original do Rekord C: os faróis passaram a ser
retangulares e as lanternas traseiras envolventes. Neste ano surgiu a versão Diplomata,
top de linha, que contava entre outros com direção servo-assistida e condicionador de ar
como itens de série. Para o segundo semestre de 1980, mais novidades, com a chegada do
motor de quatro cilindros a álcool e um novo painel para a linha 81; em 1982 surgiu o
câmbio de cinco marchas para os motores de quatro cilindros.
opala
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Na linha
1985, outra grade dianteira, maçanetas redesenhadas, motor de seis cilindros a álcool
como opcional e versão Diplomata também para a Caravan. Três anos depois, novas
mudanças: grade dianteira, faróis trapezoidais, novas lanternas traseiras e outro
volante, com ajuste de inclinação. Em termos mecânicos, a grande novidade foi a
transmissão "Automatic-4", de quatro velocidades com bloqueio do conversor de
torque.
opala
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O FINAL
Ainda em
1988 saiu de linha o Opala cupê, justamente quando o carro completava 20 anos de mercado.
O final de produção do Ford Landau, em 1983, transformou o Opala, na sua versão
Diplomata, no carro preferido por executivos e políticos. O Opala praticamente havia
encerrado seu ciclo e a GM decidiu terminar sua produção. O vice-presidente da empresa,
André Beer, pensou diferente e sugeriu algumas mudanças, que deram certo e garantiram
mais um tempo de vida.
opala
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Assim, a
linha 91 do Opala recebeu pára-choques envolventes e acabamentos laterias lisos, espelhos
retrovisores carenados, perdeu os quebra-ventos (execto a Caravan), ganhou direção
Servotronic, freios a disco nas quatro rodas e rodas aro 15 com pneus de perfil baixo. O
sucesso foi enorme e os Diplomata se transformaram em modelos hoje considerados
clássicos, de altíssima qualidade e excelente nível de acabamento. No ano seguinte,
recebeu encostos de cabeça vazados, bancos de couro e transmissão manual de cinco
velocidades (para o motor seis cilindros), mas a chegada do Omega e a abertura das
importações mudou seu destino.
opala
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No dis
16 de abril de 1992, uma Quinta-Feira Santa, por volta das 14 horas, o Diplomata número 1
milhão deixou a linha de produção. Mas não havia motivo para festa, pois aquele era
também o último exemplar produzido.
Constantemente
aperfeiçoado em espaços regulares de tempo, o Opala foi um reflexo do desenvolvimento da
própria indústria do automóvel do país. O último Diplomata, vinho metálico, esta
guardado na GM, pronto para ser exposto, com orgulho, quando for inaugurado o museu da
marca.