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A ITÁLIA DAQUELE TEMPO...
Vista de Ancona no final do sec.XIX
A Unificação italiana nasceu da vontade
do próprio povo.
Antes que surgissem os seus futuros heróis, as
revoltas populares de inspiração republicana
explodiam por toda a península desde 1815.
Sociedades secretas com origens no Iluminismo da Baviera,
na Maçonaria e no Rosacrucianismo
criaram movimentos populares sob a forma de círculos
externos valendo-se para isso
do forte espírito das Guildas medievais ainda
presente na população
que não faz parte da nobreza.
A batalha de Castelfidardo onde as tropas piemontesas
da Casa de Saboia derrotam
o exército pontifício (pois é, os
Papas tinham exércitos!), ocorre na região delle Marche em
1860.
Umberto I era o rei da Itália. Nascido em 1844,
chega ao poder em 1878 com
promessa de um governo constitucional que não
realiza. Negociações secretas a partir
de 1883 o levam a Tríplice Aliança que
pouco depois assume abertamente.
É o nascimento do colonialismo italiano com a
invasão da Eritréia
que culminará no desastre de Aduá em 1896.
O aumento das despesas militares
empobrece ainda mais o país que não tem
tempo de recuperar-se do
longo processo da Unificação.
Foi assassinado em Monza pelo anarquista Gaetano Bresci
em 1900.
Um país nascendo destroçado por mais de
meio século de guerras e escaramuças
era a Itália onde nasceram Amelia e Romeo.
A forte propaganda iniciada pela monarquia brasileira
para atrair imigrantes
e promover a ocupação territorial do Brasil,
continuando mesmo com a mudança
de regime a partir de 1889, vinha de encontro ao desejo
de grande número de italianos: o de recomeçarem
as suas vidas...em paz.
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