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O que é Rappel??

Rappel é uma técnica de descida vertical, utilizada para resgate, espeologia (exploração de cavernas) e como esporte. Os praticantes de Rappel, veem procurando cada vez mais lugares radicais como grutas, cavernas, cachoeiras, predios.... Os rappeleiros utilizam equipamentos especiais.(veja a página de equipamentos)

CABOS ou CORDAS



Cabos (cordas) - Os cabos utilizados atualmente são os de fibra sintética, pela sua alta resistência à tração, elasticidade, fácil maneabilidade e leveza.

Os cabos (cordas) são basicamente constituidos de fibras que, reunidas, formam os fios, que por sua vez formam os cordões e este o cabo.

Carga de ruptura (mínima) em Kg.:



Tipo de fibra

NATURAL

SINTÉTICA

TORCIDO

SISAL

MANILHA

POLYPROPYLENO

POLYESTER

NYLON

3/4"

217

271

498

679

679

1"

362

453

770

1.132

1.177

TRANÇADO

SISAL

MANILHA

POLYPROPYLENO

POLYESTER

NYLON

3/4"

-

-

-

-

747

1"

-

-

-

-

1.245

OBS: A circunferência dos cabos é dada em polegadas.



Alguns termos empregados no manuseio de cabos:

- ALÇA: É uma volta ou curva em formato de "O" feita com o cabo;

- BITOLA: É o diâmetro do cabo; pode ser expresso em polegadas ou milímetros;

- CHICOTE: São os extremos livres de um cabo;

- FALCAÇA: É a união de todos os cordões do chicote de um cabo por meio de um fio com finalidade de fazer com que o cabo não se desfaça. Os cabos de fibra sintética aceitam falcaça queimando-se as extremidades dos chicotes;

- SEIO: É a parte central de um cabo.



Cuidados durante a utilização de cabos:


a) Nunca friccionar o cabo sobre arestas vivas. Quando isso for preciso, proteger o cabo com lona ou outro material apropriado;

b) Evitar o contato do cabo com areia ou terra, pois o atrito com as partículas diminui sensivelmente a vida útil do mesmo, bem como danificará outros equipamentos, como, mosquetões, peças "8", etc;

c) Nunca arrastar o cabo sobre superfícies ásperas, pos essa manobra fatalmentecoçará o cabo;

d) Ao trabalhar com cabos úmidos ou molhados, após as atividades, estes devem ser postos a secar à sombra, sobre um estrado, sem tensão alguma;

e) Proteger os cabos do contato com o óleo, tintas, graxas e combustíveis, pois denificam-se rapidamente.



Cuidados com o cabo:


1 - VIDA ÚTIL: Depende da maneira que se utiliza o cabo (frequência, local, abrasivo, etc). Em geral:

06 meses a 01 ano - usada por profissionais, cursos, com muita frequência.

02 a 03 anos - uso moderado em finais de semana

Obs: O cabo deve sofrer inspeção sempre que usada, bastando dobrá-la em toda a sua extensão. Caso "quebre" ou forme ângulo, deve-se cortar imediatamente.


2 - CONSERVAÇÃO: manter longe do calor e do sol, de produtos químicos, produtos alcalinos, baterias de automóveis, óleos minerais e quaisquer substância abrasivas. De preferência, guardá-la solta dentro de uma caixa de papelão ou mochila, em cima do armário, debaixo da cama, evitando raios ultravioletas. Nunca na área de serviço ou garagem, locais onde se utilizam com frequência produtos de limpeza. Eles devem também ser protegidos da lama e poeira, lavando assim que puder com água corrente fria e sabão neutro. A secagem, em local ventilado. Nunca deixe seu cabo dentro do carro exposto ao calor.


3 - PROCEDIMENTOS PREVENTIVOS: Proteja o cabo de arestas e abrasão. Passe dentro de mosquetões ou maillons, evitando contato direto com chapeletas, fitas ou galhos de árvores. Evite pendular quando houver pontas de pedra por perto. Lama excessiva ou fundo de rio / cachoeira também pode danificar o cabo. As partículas desses materiais penetram na alma, provocando desgaste e atrito interno, dificilmente percebido pelo lado de fora. Pisar no cabo, ajuda o atrito da sujeira com as fibras, provocando rompimento de algumas almas e, consequentemente fragilizando ainda mais seu cabo. ATENÇÃO: Nunca utilize o cabo para rebocar carros. Certamente ele suportaria a tração, mais haveria um imenso desgaste de suas fibras.

Durante a descida, o cabo provoca atrito no oito, gerando calor. Quanto mais rápido você descer, mais o oito esquentará o cabo, onerando a alma e até rompendo. Atenção também com relação ao fator de queda. Os cabos têm limites de fator 1 e 2. Nunca ultrapasse esses limites, pois o impacto em cima dos cabos poderá desestruturá-las, fazendo com que eles agüentem cada vez menos tensão.



MOLAS / MOSQUETÕES


Mosquetões de alumínio ou aço são bastante comuns. Sua construção é bastante simples, constituindo-se de um anel com abertura e trava, por onde são presos objetos e cordas. Existem os que tem travas de segurança com molas ou roscas.

Nos E.U.A., os mosquetões estão sujeitos à U.I.A.A. (Union Internacional Association of Alpinists) devendo ter como limites mínimos de resistência os valores:

- 1.152 Kgf no eixo principal com trava aberta;

- 2.190 Kgf no eixo principal com trava fechada;

- 600 Kgf no eixo menor (também para impacto ou choque).

Os mosquetões devem preferencialmente ter marca de fabricante impresso no eixo maior.

O formato "D" é o mais resistente estruturalmente. A carga máxima é sempre calculada sobre o eixo maior. O formato "D" faz com que a carga seja transferida para o eixo oposto da abertura, seu ponto mais fraco.


Abertura da trava


A trava deve ser de fácil abertura, devendo abrir suavemente, mesmo sob carga, para possibilitar a colocação de outras cordas ou cabos, enquanto suspenso no ar.

Caso a trava não abra com facilidade, poderá estar ocorrendo algum problema, tal como alongamento do material ou outros; inspecionar equipamento.


Recomendações técnicas

Evite qualquer impacto no material (batidas, quedas e etc.). inspecione seu fecho: haste, pino, eixo, entalhe da trava e alinhamento. Observe a geometria do mosquetão (alongamento / deformação).

Tenha sempre em mente os itens:

1- Caso necessite utilizar dois ou mais mosquetões em um mesmo ponto de apoio, coloque-os paralelamente com os fechos em roscas invertidos, evitando possíveis aberturas num dos lados;

2- Nào utilize mais de dois mosquetões em sequência, num mesmo ponto, pois a ação de atrito poderá aplicar força excessiva nas travas;

3- mantenha as travas fechadas (rosqueadas quando possível) para evitar acidentes;

4- Não aplique carga tridimensional em um mosquetão;

5- Não coloque objetos junto as travas;

6- Quedas ou impactos poderão provocar fraturas capilares (fraturas internas);

7- No caso de deslize em cabos aéreos, observar o sentido de fechamento de rosca idêntico ao sentido do deslize para evitar abertura do fecho;

8- Condene equipamentos quando apresentarem ferrugem;

9- Mantenha os equipamentos ligeiramente lubrificados.


Armação de circuitos (Ancoragem):


No circuito vertical o cabo é fixado apenas no ponto superior, ficando a extremidade inferior livre.

A fixação de um cabo para armação de um circuito deve obedecer algumas normas que visam dar maior segurança a qualquer cabo utilizado em circuito, a saber:

1- Utilizar sempre que possível a armação do circuito com 02 (dois) cabos paralelos;

2- Os cabos utilizados devem suportar no mínimo 10 (dez) vezes a carga útil de trabalho, bem como seus pontos de fixação; 3- Utilizar nó e/ou amarração conveniente, sempre com arremate;

4- Proteger os cabos de arestas vivas, chama, locais cortantes, aquecidos e outros;

5- Eleger o local de fixação do cabo e após a confecção do nó e/ou amarração conveniente, se possível, executar em um ponto diferenciado uma segunda amarração adequada;

6- Quando no local não existir pontos de amarração adequado, lançar mão dos meios de fortuna exstentes no local.


Para a armação desse tipo de circuito utiliza-se um nó ou amarração para fixação de cabos, enquanto o outro chicote é lançado para baixo.

Deve-se ter o cuidado de não deixar sobra em demasia no solo, pois com a execução de descidas o cabo tende a sofrer torções que tomarão as descidas cada vez mais difíceis de serem executadas.




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Ultima atualização:03/12/1997